Indice  -   rCompilado por Beraldo Lopes Figueiredo

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25 - Terminologias

 

INDICE:

25.001 - Bhagavad-Gita

25.002 - Gopi

25.003 - Gita Govinda

25.004 - Avatar

25.005 - Vishnu

25.006 - Mahabharata

25.007 - Tattwa

25.008 - Xenoglassia

25.009 - Glossolalia

25.010 - Paranormal

25.011 - Animismo

25.012 - Estado de Jinas

25.013 - Cordeiro de Deus

25.014 - Evangelho

25.015 - Ressurreição

25.016 - Pagé

25.017 - Deusa-Mãe

25.018 - Dejaismo (déjà vu)

25.019 - Fudoshin

25.020 - Bayan

25.021 - Frenologia

25.022 - Caminho da Mão Esquerda

25.023 - Dualismo

25.024 - Monismo

25.025 - Monoteísmo / Politeísmo

25.026 - Panteísmo

25.027 - Pandeísmo

25.028 - Panenteísmo

25.029 - Pneumatologia

25.030 - Teologia

25.031 - Emanacionismo

25.032 - Cosmologia

25.033 - Imanência

25.034 - Humanismo

25.035 - Henoteísmo

25.036 - Evangelismo

25.037 - Eucaristia

25.038 - Batismo

25.039 - Limbo

25.040 - Escatologia

25.037 - Ramadã

 

25.1 - Bhagavad-Gita

Bagavadguitá, também conhecido pela grafia Bhagavad-Gita (em sânscrito: भगवद्गीता, transl. Bhagavad Gītā, "Canção de Deus") é um texto religioso hindu. Faz parte do épico Maabárata, embora seja de composição mais recente que o todo deste livro. Na versão que o inclui, o Maabárata é datado no Século IV a.C..

O texto, escrito em sânscrito, relata o diálogo de Críxena (uma das encarnações de Vixnu) com Arjuna (seu discípulo guerreiro) em pleno campo de batalha. Arjuna representa o papel de uma alma confusa sobre seu dever, e recebe iluminação diretamente do Senhor Krishna, que o instrui na ciência da auto-realização. No desenrolar da conversa são colocados pontos importantes da filosofia indiana, que incluía já na época elementos do bramanismo e do Sankhya. A obra é uma das principais escrituras sagradas da cultura da Índia, e compõe a principal obra da religião Vaishnava, popularmente conhecida como movimento Hare Krishna e difundida a partir de 1965 no ocidente por Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

A obra foi traduzida e comentada pelo erudito indiano, dando origem ao Bhagavad-Gita - Como ele é, contendo os principais ensinamentos da dogmática vaishnava e instruções do serviço devocional a Críxena segundo os preceitos da Sociedade Internacional pela Consciência Krishna, a ISKCON. Nestes preceitos, o livro apresenta a ciência da auto-realização e da consciência em Críxena através do serviço devocional e da bhakti-yoga.

O Bagavadguitá é a essência do conhecimento védico da Índia e um dos maiores clássicos de filosofia e espiritualidade do mundo. A filosofia perene do Bagavadguitá tem intrigado a mente de quase todos os grandes pensadores da humanidade, tendo influenciado de maneira decisiva inúmeros movimentos espiritualistas.

Através da obra do mestre hindu Paramahansa Yogananda, autor de Autobiografia de um Iogue, é possível compreender todo paralelo existente entre a metafísica do Oriente, através de Sri Krishna, e a do Ocidente. Entre outras obras, o Bhagavad Gita, comentado por Yogananda, é uma das obras de maior profundidade na análise e explanação dessa Sagrada Escritura. Seus ensinamentos podem ser conhecidos até hoje, através de Paramahansa Yogananda, e da Kriya Yoga - ou yoga Real - Raja Yoga.

 

25.2 - Gopi


No Hinduismo, uma gopī (algumas vezes gopīka) é uma das várias vaqueiras que tem devoção pura (bhakti) por Krishna.

As duas gopis mais elevadas são conhecidas como Srimati Radharani e Chandravali. Chandravali é a rival de Srimati Radharani pela atenção de Krishna. Porque Radharani possui todo o encanto e doçura, ela é a melhor das duas e é a mais famosa. Cada uma delas têm milhões de gopis seguidoras com olhos de corça.

 

As gopis podem ser divididas em três grupos:

1.Gopis amigas da mesma idade de Krishna

2.criadas

3.mensageiras.

 

O primeiro grupo, as amigas contemporâneas de Krishna, são as mais exaltadas; o segundo grupo, as criadas, são as próximas mais exaltadas; e as gopis mensageiras vêm na sequência.

 

25.3 - Gita Govinda

O Gita Govinda (em sânscrito: गीता गोविन्द, "Canção do Vaqueiro") é uma obra escrita no século XII por Jayadeva Goswami. Ela descreve o relacionamento entre o deus hindu Krishna e as gopis ("Vaqueiras") de Vrindavana, e em particular uma gopi chamada Radha. Esta obra foi de grande importância para o desenvolvimento das tradições de bhakti ("devoção") do hinduísmo.

 

25.4 - Avatar (hinduísmo)

Avatar, no hinduísmo, é uma manifestação corporal de um ser imortal, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.


Definição:
Avatar vem do sânscrito Avatāra, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.

A melhor definição vem de um antigo escrito indiano, Vedas:

"Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado de Deus pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado de Deus. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara. - Chaitanya-caritamrita 2.20.263 - 264.

Um avatar é uma forma encarnada de um Ser Supremo, e tais incontáveis formas divinas residem em um plano espiritual.

Quando essa forma impersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, Ele - ou Ela - é conhecido então como a encarnação ou Avatara.

Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos materias de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, Seu corpo e Sua alma transcendem a matéria e embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a Sua essência espiritual.

 

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25.5 - VISHNU

(Vishnu - Vixnu)
Vishnu, o Preservador
Vixnu, o PreservadorNa mitologia hindu, Vixnu (em hindi, विष्‍ण, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"), juntamente com Shiva e Brahma formam a Trimurti, a Trindade Hindu, na qual Vixnu é o deus responsável pela manutenção do universo.

Nas duas representações comuns de Vixnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.

A concha se chama Pantchdjanya, que têm nela todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om

O disco, ou roda de energia de Vixnu, se chama Sudarshana, e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.

O Lótus de Vixnu, se chama Padma, e é o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.

O cajado de Vixnu, se chama Kaumodaki, ele representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.

Segundo o hinduísmo, Vixnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vixnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir. São eles:

Matsya, o Peixe;
Kurma, a Tartaruga;
Varaha, o Javali;
Narasimha, o Homem-Leão;
Vamana, o Anão;
Parashurama, o Homem com o machado;
Rama
Críxena (Krishna)
Buda, o Iluminado (Sidarta Gautama)
Kalki, o espadachim montado a cavalo que ainda está por vir.
A esposa de Vixnu é a deusa Lakshmi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares. Seu veículo é Garuda, a águia gigante. Vixnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas. Ele é representado ao lado de uma Serpente com muitas cabeças, já mencionada anteriormente. Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo.

 

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25.6 - Mahabharata

 
O Maabárata conhecido também como Mahabarata ou Mahabharata (devanágari: महाभारत, transl. Mahābhārata), é um dos dois maiores épicos clássicos da Índia, juntamente com o Ramáiana. Sua autoria é atribuída a Krishna Dvapayana Vyasa. O texto é monumental, com mais de 74.000 versos em sânscrito, e mais de 1,8 milhões de palavras; se o Harivamsa for incluído como sendo anexo e parte da obra, chega-se a um total de 90.000 versos, compondo o maior volume de texto numa única obra humana.


O Maabárata é sem dúvida o texto sagrado de maior importância no hinduísmo, e pode ser considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva de um ser humano.[carece de fontes?] A obra discute o tri-varga ou as três metas da vida humana: kama ou desfrute sensorial, artha ou desenvolvimento econômico e dharma a religiosidade mundana que se resume em códigos de conduta moral e rituais, obrigatórios para quem deseja o desfrute e o poder econômico que adquire o desfrute.
Além dessas metas mundanas o Maabárata trata de moksha, ou a liberação do ciclo de tri-varga e a saída do samsara, ou ciclo de nascimentos e mortes. Em outras palavras, é uma obra que visa o conhecimento da natureza do "eu" e a sua relação eterna com toda a criação e aquilo que transcende a ela.
O Maabárata estabelece os métodos de desenvolvimento espiritual conhecidos como karma, [[jñana]] e bhakti, firmemente adotados pelo hinduísmo moderno.
O título pode ser traduzido como "a grande Índia" (literalmente "a grande dinastia de Bárata"), mas o sentido verdadeiro é o de elucidar o grande trajeto percorrido pelo eu (atma) nesta criação material e fora dela.[carece de fontes?
A obra é considerada pelos hindus uma narrativa histórica real, e parte do Itihasa (lit. "aquilo que aconteceu") hindu, juntamente com o Ramáiana e alguns textos dos Puranas.


A obra, assim com todos os demais textos sagrados hindus, possui um aspecto externo mitológico, como o de uma simples lenda mitológica sobre reis e príncipes, deuses e demônios, sábios e santos, guerra e paz. Mas o sentido exotérico, de certa forma oculto, na verdade versa sobre tri-varga, e sobre o objetivo mais importande da existência, moksha e as atividades da alma liberada no seu relacionamento com a dualidade desta criação e a harmonia não-dual do Absoluto.
O Maabárata contém todos os aspectos do hinduísmo e todos os fundamentos da filosofia advaita.
Algumas partes da obra são considerados e estudados como trabalhos fundamentais e analisados e reverenciados isoladamente, tais como:
Bhagavad Gita, parte do Anushasanaparva Damayanti ou Nala e Damayanti, uma fabulosa história de amor, parte do Aranyakaparva
Krishnavatara, a história de Krishna, a Krishna Lila, que se desenvolve em inúmeros parvas, ou capítulos da narrativa
Uma versão abreviada do Ramayana no Aranyakaparva Vixnu Sahasranama (o hino que descreve os mil nomes de Vixnu, uma das preces mais famosas do hinduísmo, no Anushasanaparva.
Logo no primeiro parva ("seção"), o Maabárata anuncia o seu caráter excepcional: “ O que for encontrado aqui, pode ser encontrado em qualquer outro lugar. Mas o que não for encontrado aqui, jamais será encontrado em outro lugar.”
Inspirou o filme homônimo, de Peter Brook, de 1989, onde os atores eram de nacionalidade e raças variadas, para indicar a universalidade dos temas tratados neste livro.
E da novela televisiva homônima, uma das mais monumentais obras de Bollywood, enorme êxito televisivo em quase todo o Oriente, de B.R. Chopra.

Bibliografia
The Mahabharata of Krishna-Dwaipayana Vyasa, tradução inglesa por Kisari Mohan Ganguli, primeira edição em 1883 e 1896, reedição de 1997.
 

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25.7 - Tattva (Tattwa)


Significado: Qualidades da natureza, ou forças sutis da Natureza

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

De Acordo com a escola Samkhya de filosofia na Índia, o Tattva são os métodos de para se "entender" os 5 elementos alquimicos. A forma que eles interagem criando a progressão lógica de cada grau elemental onde os elementos são discutidos a principio de modo simbólico, em seguida o estudante é ensinado através de um método, como compreender a "teoria" estrutural do mundo elemental.


A pequena História dos Tattvas
Há seis escolas sobre o pensamento Tattvico (filosofia). O sistema Tattva original foi desenvolvido pelo Indiano Maharshi Kapila como parte de sua filosofia Samkhya. Isto foi a cerca de 700 a.C., mas as raízes da filosofia Tattvica se encontram no minimo em 2000 a.C. A filosofia Samkhya de Kapila divide o universo em cinco formas Tattvicas básicas, que se interagiram formando 25 Tattvas.

A palavra Tattva é a junção de duas outras, Tat (significa aquilo) e Tvam (significa ti). Tattva basicamente significa tudo, aquilo que é ti, a verdadeira forma de tudo. Ela é geralmente traduzida como qualidade. Mas, Tat representa Deus e Tvam o indivíduo, significando (que se encaixa com a filosofia Hermetica) "Isto (que é o universo) és tu." Similar ao axioma Hermético "Como o que esta em cima, assim é embaixo", e é diretamente relacionado ao conceito de Macrocosmo (Tat, Deus) e Microcosmo (Tvam, indivíduo).

As escolas de Hatha Yoga de filosofia Tattvica lingam a energia da respiração (Prana) com os ciclo dos cinco Tattvas. O oitavo capítulo do Shivagama é A ciência da Respiração e a filosofia dos Tattvas. Este trabalho descreve "O Universo como criado nos Tattvas; sendo instrumentalizado pelos Tattvas; e desaparece nos Tattvas; dos Tattvas se conhece a natureza do Universo."

Os Tattvas são as cinco modificações da Respiração, Prana, que é descrito como o principio vital do Universo (macrocosmo) e do homem (microcosmo). O prana é comum aos cinco Tattvas.

Segundo a crença esotérica de muitas doutrinas, tudo o que foi criado, o macrocosmo e o microcosmo, formou-se através dos cinco elementos (Tattwas):
 

1 - Akasha

Elemento: Princípio cósmico (Akaça = Som - Éter Sonoro)
O Akasha é o princípio original, espaço cósmico, o éter dos antigos, o quinto elemento cósmico (quintessência), a quinta ponta do pentagrama.
É o substrato espiritual primordial, aquele que pode se diferenciar. Segundo a teosofia relaciona-se com uma força chamada Kundalini. Eliphas Levi o chamou de luz astral.
No paganismo, o Akasha, também chamado de Princípio Etérico, corresponde ao espírito, à força dos Deuses. É representado no Hermetismo, segundo Franz Bardon, pelo Ovo negro, sendo um dos cinco Tattwas constituintes do Universo.
 

2 - Fogo
Elemental: Salamandras  (Tejas = Luz - Éter Luminoso)
O fogo é considerado um símbolo sagrado na maioría das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo e Wicca.
Quase todos os rituais religiosos são realizados na presença deste elemento. Seja em forma de fogueiras, ou mesmo simplesmente representado por uma vela, o fogo possui um misticismo que envolve quase todas as crenças.
 

3 - Ar
Elemental: Silfos ou Sílfides (Vayu = Vento - Éter Tátil)
O ar é considerado um símbolo sagrado na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo e Wicca. O ar é um dos "tatwas" (cinco elementos básicos da natureza). Na religião Wicca o ar é tido como um dos símbolos do Grande Deus, assim como o incenso e as penas.


 

4 - Água
Elemental: Ondinas (Apas = Água - Éter gustativo)
A Água é considerada um símbolo sagrado na maioría das religiões, representada geralmente em receptáculos (como taças) ou simplesmente por um rio, lago ou mar (nas cerimônias realizadas na natureza). A água possui um misticismo que envolve quase todas as crenças.
 

5 - Terra
Elemental: Gnomos (Príthivi = Terra - Éter Olfativo)
Segundo a mitologia pagã, o elemento terra foi o último dos elementos a se formar, pois pela sua principal característica, a solidificação, ela integra em si o fogo, a água e o ar. Foi essa característica, segundo a crença pagã, que conferiu uma forma concreta aos outros três elementos. É tida como um dos símbolos da Grande Deusa, assim como o pentagrama e o sal.
 

Breve descrição:
De acordo com as doutrinas esotéricas, os quatro elementos mais densos foram originados do princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original; correlacionando os Cinco Elementos com o pentagrama, o Akasha seria a 5º ponta do pentagrama (a ponta apontada para cima), aquela que representa o espírito divino, a chamada quintessência.
 

Todo elemento possui duas polaridades:
Ativa: Plus (Mais - construtiva, criadora, geradora)
Passiva: Minus (Menos – destrutiva, desagregadora, exterminadora).


O maniqueísmo não está presente nas religiões pagãs, não existindo, portanto o conceito de bem e mal definido da mesma maneira como existe hoje na sociedade monoteísta.


Quanto aos cinco elementos citados, deve-se acrescentar que não se tratam de fogo, água, ar e terra comuns (que são tidos apenas como aspectos do plano material denso), mas sim de características universais dos cinco elementos.
 

Simbolismo
Ciências Herméticas
Espírito; representado pelo Ovo negro
Fogo (Tejas); representado pelo Triângulo Vermelho
Ar (Waju); representado pelo Círculo Azul
Água (Apas); representado pela lua Crescente
Terra (Prithivi); representado pelo Quadrado Amarelo
 

Bibliografia:

Referencias:
Frater A.M.B., et. al, Discipulus Inceptor (H.O.M.C., 1999) Privately published
Regardie, Israel, et. al., eds., The Golden Dawn: A Complete Course in Practical Ceremonial Magic (Llewellyn, 1989) ISBN 0875426638
Mumford, John , Magical Tattwa Cards (Llewellyn, 1997) ISBN 1567184723
Prasad, Rama, Nature's Finer Forces: The Science of Breath and the Philosophy of the Tattvas (Kessinger, 1997) ISBN 1564598039
Fletcher, Ella A., Law of the Rhythmic Breath: Teaching the Generation, Conservation, and Control of Vital Force (Kessinger, 1997) ISBN 156459839X
Ramacharaka Yogi, Science of Breath (Kessinger, 1997)
BARDON, Franz - Magia Pratica: O Caminho do Adepto (ISBN 8571871175)
 

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25.8 - XENOGLOSSIA:

Xenoglossia [do grego xenom = estranho, estrangeiro + glossa = língua] é um fenômeno metapsíquico no qual uma pessoa é capaz de falar idiomas que nunca aprendeu, como, por exemplo, uma pessoa começar a falar alemão fluentemente sem nunca ter aprendido alemão, ser alemão ou conviver com alemães.

Conforme Ernesto Bozzano, pesquisador da metapsíquica, informa, na Introdução de seu livro Xenoglossia, que o termo foi criado pelo fisiologista Charles Robert Richet para identificar o fenômeno no qual pessoas falam em línguas que eles e, geralmente, o público presente ignoram, porém que se tratam de línguas existentes hoje ou que existiram no passado.

A necessidade de criação do termo foi devida ao termo Glossolalia, então já existente, não ter a restrição de a língua falada ou escrita no fenômeno observado ser uma língua real, existente hoje ou no passado.


No cristianismo
Diz o livro bíblico dos Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 2, versículos de 1 a 4, que, no dia de Pentecostes, 10 dias depois de Cristo ascender ao céu, por cerca de 30 d.C, os 11 apóstolos restantes (Judas Iscariotes tinha-se suicidado) e mais Matias (o novo 12º apóstolo) estavam reunidos num cenáculo quando, de repente, veio um vento forte e línguas de fogo pousaram sobre eles e então ficaram todos cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o mesmo Espírito lhes concedia que falassem. Nascia aí o cristianismo e a manifestação do fenômeno da xenoglossia nele, fenômeno este que viria a se repetir em outras ocasiões durante os primeiros séculos de existência do cristianismo mas que seria quase esquecido ao longo dos séculos, tendo sido, entretanto, visto como freqüente na história de alguns santos e outras pessoas.

Hoje em dia, devido ao surgimento dos movimentos pentecostais, tanto protestantes (neopentecostalismo) quanto católicos (Renovação Carismática Católica), há a manifestação desse fenômeno.

No espiritismo
Acontece entre espíritas tanto na forma falada quanto na escrita, quando o médium recebe uma mensagem de algum espírito e essa mensagem é em algum idioma desconhecido. Quando este fato acontece sem o médium ter consciência do que faz (está em transe), é porque, segundo a doutrina espírita, foi o espírito mensageiro quem lhe revelou. Segundo a Doutrina Espírita, a Xenoglossia também é intitulada de Mediunidade Poliglota.

Na parapsicologia
No entanto, numerosos casos de pessoas que falavam línguas estranhas foram estudados pela parapsicologia, que concluiu que a mente humana tem uma faculdade ilimitada de aprender qualquer coisa através de seu inconsciente, portanto a xenoglosia e a glossolalia seriam fenômenos naturais que ocorrem, em certas pessoas, em momentos de euforia, excitação, transe, etc., sem haver necessariamente nenhuma ligação com o sobrenatural.


Referências:
Conferência "O que é parapsicologia, A face oculta da mente".

 

Por dom de línguas, pode estar à procura de:

  • Falar em línguas - interpretação teológica tradicional para os fatos narrados em Atos dos Apóstolos; não admite a repetição dos fatos do Pentecostes.

  • Glossolalia religiosa - interpretação teológica moderna sobre os mesmos fatos, onde a admissão de que os fenômenos de Pentecostes se reproduzem nos tempos atuais gerou os movimentos pentecostais e de renovação.

  • Glossolalia - conceito psiquiátrico e linguístico para diversos fenômenos/fatos de fala incompreensível.

  • Xenoglossia - conceito psiquiátrico e fenômeno reconhecido por alguns, onde o indivíduo fala idioma que desconhece.

Quadro comparativo

Nota: para maior clareza enciclopédica, dividiu-se os diferentes conceitos, da seguinte forma:

conceitos: Falar em línguas Glossolalia religiosa Xenoglossia Glossolalia
Definição fala na língua natal, cada ouvinte entende na sua língua inspirada pelo Espírito Santo; língua dos anjos fala língua estrangeira, desconhecida pelo falante. Fala confusa, sem significação
Origem divina Sim (daí ser "fenômeno religioso e cristão") Sim, modernamente, para algumas denominações Não, o fenômeno independe da religião e, mesmo nesse contexto, pode ser de origem diversa da divina Não, é considerado problema psiquiátrico
Usos Entende-se restrita ao Atos dos Apóstolos Cultos religiosos Cultos, transes mediúnicos, terreiros afro Não possui "uso" específico
Base bíblica Atos dos Apóstolos Cartas paulinas Nihil (no sentido em que não depende de noção teológica para se definir) Nihil
Entendimento do que se fala Sim, cada um entende o que foi dito, independente da língua que fala. Não, isto não tem importância Não necessariamente, apenas se houver um falante da língua em se falou. Não, o desentendimento e ilógica da fala são a base do conceito
possíveis sinônimos Dom de línguas (e os dois seguintes, nos contextos em que se inserem) Língua dos anjos; sons inefáveis, dom de línguas, falar em línguas, etc. Xenolalia Nenhum

 

25.9 - GLOSSOLALIA:

 

Glossolalia (do grego γλώσσα, "glóssa" [língua]; λαλώ, "laló" [falar]) é um fenômeno de psiquiatria e de estudos da linguagem, em geral ligado a situações de fervor religioso, em que o indivíduo crê expressar-se em uma língua por ele desconhecida, em geral inexistente, mas por ele tida como de origem divina; entretanto essas falas são caracterizadas pela repetição da cadeia sonora, sem qualquer significado sistemático e, ainda, com raras unidades linguísticas previsíveis, sendo o falante incapaz de repetir qualquer dos enunciados já pronunciados.

A glossolalia religiosa é o nome pelo qual algumas denominações pentecostais e correntes religiosas como a Renovação Carismática Católica denominam a capacidade de reproduzir o fenômeno conhecido por dom de línguas, descrito no segundo capítulo dos Atos dos Apóstolos, embora no referido livro o fenômeno seja explicado não como a fala de uma língua estrangeira, pura e simplesmente, pelos apóstolos, mas sim o fato de os estrangeiros presentes em Jerusalém entenderem em seu próprio idioma o que estes diziam: "porque cada um os ouvia falar na sua própria língua".

Psiquiatria: sintoma
Como sintoma psiquiátrico a glossolalia é uma das manifestações presentes na esquizofrenia e na afasia sensorial, quando "o indivíduo parece estar falando uma outra língua; ele produz sons ininteligíveis, porém mantém os aspectos prosódicos da fala normal". Ressalta-se ainda que um caso de glossolalia constitui um dos estudos primordiais da ainda incipiente psicanálise, quando em 1900 o professor suíço Théodore Flournoy publicou sua obra: “Da Índia ao Planeta Marte: estudo sobre um caso de sonambulismo com glossolalia”.

Religião e casos psiquiátricos de glossolalia
Diversos estudos psiquiátricos associam, contudo, os fenômenos religiosos modernos com os sintomas ditos glossolálicos. Neste sentido, Hempel e outros, em 2002, encontraram num universo de 148 pacientes de instituição penal, 18 casos de glossolalia, associados a delírios religiosos ou sexuais e a hiperreligiosidade, como sintomas de casos de distúrbio bipolar, comum a todos. Mais diretamente ligado ao Brasil, tem-se que os movimentos pentescotais "oferecem um ritual mágico, permeado por cantos, danças que expressam intensas emoções, o que mobiliza a adesão de fiéis, assim como a ênfase em dons, como da profecia e da glossolalia, produzem um encantamento e um fascínio sobre as pessoas" e que os casos verificados modernamente despertam no pesquisador sentimentos que vão da "surpresa, ao incômodo, ao desassossego, agregavam-se a curiosidade e o interesse em conhecer, entender outras referências à religião que causavam estranhamento, principalmente sobre a possessão, o exorcismo, a glossolalia, a profecia e o louvor."

Estudos da linguagem
Com relação aos estudos da linguagem, a pesquisadora Silvana Matias Freire, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, em 2007 publicou análise em que aborda a glossolalia sob três aspectos: religioso, patológico e lúdico. A abordagem tem por base a relação entre som e sentido e ainda a relação entre inibição e a falta de sentido no que se diz. Dentre as definições que alude, consta a feita pelo neurologista André Roch-Lecours, segundo o qual a glossolalia compreende os "comportamentos linguísticos de aparências desviantes, caracterizados por um discurso fluente, articulação móvel, segmentável em termos de unidades fonéticas e inteiramente ou quase inteiramente constituído de neologismos."

Referências
1. Dicionário Aurélio, verbete glossolalia
2. OLIVEIRA JUNIOR, Antônio Wellington de (1997). Sumário de: Línguas de anjos: sobre glossolalia religiosa. Página visitada em março de 2010.
3. Atos dos Apóstolos, Cap. II, v. 1-13; Bíblia Sagrada, tradução de João Ferreira de Almeida, 1969, ed. revista e corrigida.
4. Elie Cheniaux (Junho, 2005). Psicopatologia descritiva: existe uma linguagem comum?. Revista Brasileira de Psiquiatria vol.27 no.2 São Paulo. Página visitada em 17/6/2010.
5. José Roberto Barcos Martinez (2006). Metapsicopatologia da Psiquiatria: Uma Reflexão sobre o Dualismo Espistemológico da Psiquiatria Clínica entre a Organogênese e a Psicogênese dos Transtornos Mentais. São Carlos. Página visitada em 17/6/2010.
6. André Stroppa; Alexander Moreira-Almeida (2009). Religiosidade e espiritualidade no transtorno bipolar do humor. Revista de Psiquiatria Clínica, vol.36 no.5 São Paulo. Página visitada em 17/6/2010.
7. Hempel AG, Meloy JR, Stern R, Ozone SJ, Gray BT. Fiery tongues and mystical motivations: glossolalia in a forensic population is associated with mania and sexual/religious delusions. J Forensic Sci. 2002;47(2):305-12.
8. Luana da Silveira. [http://abrapso.org.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/145.%20para%20al%C9m%20de%20anjos,%20loucos%20ou%20dem%D4nios.pdf Para além de anjos, loucos ou demônios: um estudo sobre modos de subjetivação da loucura] (pdf). Página visitada em 17/6/2010.
9. Silvana Matias Freire (03-05-2007). GLossolalias : ficção, semblante, utopia (pdf). Página visitada em 17/6/2010. (requer registro para download - gratuito)


Bibliografia
ANDRADE, M. M. (2002). Possessão como Loucura - A noção de saúde e doença mental na Igreja Universal do Reino de Deus e sua respectiva proposta terapêutica. Dissertação - (Mestrado em Sociologia) Universidade Federal da Bahia, Salvador/ BA.
ANTONIAZZI et al. (1994). Nem anjos nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes.
REDKO, C. (2004). Vivendo a primeira experiência da psicose através da religião. In: LEIBING, A. Tecnologias do corpo: uma antropologia das medicinas no Brasil. RJ: Nau editora
 

Fonte: Wikipédia

 

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25.10 - PARANORMAL:

 

 

Paranormal é um termo empregado para descrever as proposições de uma grande variedade de fenômenos supostamente anômalos ou estranhos ao conhecimento científico, mesmo se essa percepção for devida à ignorância.

Diz-se que um evento ou percepção são paranormais quando envolvem forças ou agentes que estão além de explicações científicas, mas assim mesmo são misteriosamente vivenciados por aqueles que alegam possuir poderes psíquicos, como a percepção extrasensorial ou a psicocinese.

Muitos compreendem o termo paranormal como sinônimo de parapsicologia, que lida com fenômenos psíquicos como telepatia, ESP, e estudos do sobrenatural como fantasmas. No entanto, o termo mais amplo para paranormal inclui assuntos considerados como sendo externos ou fora do alcance da parapsicologia, incluindo UFOs, criptozoologia e muitos outros de cunho não-psíquico.

Existem pessoas que alegam possuir poderes paranormais, e acabam sendo excluídas do círculo social por serem consideradas estranhas[carece de fontes?]. Para os defensores de teses paranormais, a capacidade de possuir os supostos poderes paranormais seria na verdade a possível manifestação de um dom e deve ser respeitada. Paralelamente aplica-se a palavra aos fenômenos pouco habituais, sejam físicos ou psíquicos.

Fonte: Wikipedia

 

25.11 - ANIMISMO

ANIMISMO:

O termo Animismo foi criado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva).

Pelo termo Animismo, Tylor designou a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de ânima, o qual apresenta significados variados:

cosmocêntrica significa energia;
antropocêntrica significa espírito;
teocêntrica significa alma;


Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuirem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: "Todas as coisas são vivas", "Todas as coisas são conscientes", ou "Todas as coisas têm ânima".

O Animismo possui três simples regras:

Tudo no Cosmo tem ânima;
Todo o ânima é transferível;
Tudo ou todo que transfere ânima não perde a totalidade de seu ânima, mas quem ou que o recebe perde parte ou a totalidade de seu ânima, o qual será tomado pelo ânima doador.
A partir da década de 1950, o termo deixa de ser utilizado pela Antropologia por ser considerado muito genérico, uma vez que se aceita que elementos animistas estão presentes em quase todas as religiões.

Atualmente, discute-se quais foram historicamente os primeiros cultos que deram origem a todas as religiões e a todos os deuses. Alguns historiadores e cientistas defendem a tese de que foram os mitos politeístas, enquanto outros afirmam que foram os cultos animistas.


Uso do termo no espiritismo
Na literatura espírita, o termo animismo é usado para designar um tipo de fenômeno onde é o espírito encarnado do próprio médium que se manifesta por ele.(ver: Animismo x Mediunidade)

Para melhor entendimento desse fenômeno, podem-se usar as denominações utilizadas pelo estudioso espírita Hermínio Miranda, quais sejam, a de chamarmos o espírito, que, segundo o Espiritismo, tem uma infinidade de existências, de individualidade, enquanto cada uma das existências do mesmo é uma personalidade.

Dessa forma, admitida a pluralidade das existências, conclui-se que a individualidade deve possuir um conhecimento imensamente superior ao de cada uma de suas personalidades, pois soma ao conhecimento da atual personalidade tudo o que aproveitou das que representou nas existências pregressas.

Desse modo, na manifestação anímica, o médium pode expressar muitos conhecimentos que ele, enquanto personalidade, não possui. Daí decorre, muitas vezes, que não há como se saber se uma manifestação é anímica ou realmente mediúnica, ocorrendo esta última tão somente quando o espírito que se comunica não é o que está encarnado no médium.

Entretanto, essa linha de pensamento não considera uma dicotomia (dualidade) entre fenômeno anímico e fenômeno mediúnico. Na grande maioria das vezes, o que ocorre é um estado intermediário com maior ou menor participação do espírito encarnado no médium em relação ao espírito desencarnado que por ele se expressa.

Fonte: Wikipedia

Animismo africano

O Animismo Africano, segundo a visão de mundo religiosa africana, seria a relação cotidiana que os homens mantêm com Deus, ou deuses, e suas representações imediatas num “sistema de afunilamento”. É uma visão monoteísta na qual Deus se encontra num plano secundário, pois é representado por suas criações terrenas. Segundo Homero Homem, em Moçambique, as primeiras machambas, o negro africano, que era caçador, cultuava a presença de deus através da natureza, sua representação mais próxima de deus ao mesmo. Assim sendo, lagos, rios, árvores, o céu, a terra, o sol, o trovão, os raios, animais, todos, de acordo com a localidade, tornaram-se símbolos (como totens) de respeito, bom presságio (ou mau agouro) e adoração por serem criações divinas e, logo, representarem Deus no plano terrestre. E o próprio homem se encontraria nesse grupo de representações. Com o começo do contato desses mesmos homens com outros de tribos diferentes, e até ocidentais, e com a formação de uma sociedade, foi necessária a criação do culto a antepassados comuns a esse grupo étnico, um culto que acabaria sendo particularizado a antepassados consanguíneos, ou seja, cada família cultuaria também seus ancestrais. Quem deteria o poder de contato entre os habitantes e os seus ancestrais, que governariam o mundo dos vivos, na tentativa de predestinar caminhos a serem seguidos pela família, seria o mais velho, o idoso. E assim os mitos conduziriam as sociedades porque assim, num tempo espiritual, os ancestrais o fizeram.

Para o ocidental, a religião poderia representar certa resignação à morte, uma invenção de vida após a morte. Esse homem sente-se angustiado diante desse processo natural. Na cosmo visão africana, quando alguém morre ou retorna, isso não é sobrenatural, e sim natural. É uma prática que faz parte do comum, do prosaico. O homem tem angústia na morte, embora integrante da natureza. Obviamente, há dor na perda de um ente querido, no entanto a morte não é vista como um fim total, mas uma parte do ciclo vital.

O animismo africano não seria uma prática mágica em que os adeptos realizariam feitos fantásticos ou que creriam em coisas extraordinárias, como numa realidade fantasiosa. A visão animista africana faz parte do dia-a-dia como prática prosaica, não sendo um devaneio qualquer do indivíduo. São as implicações dos Entes Sobrenaturais na existência primordial resultantes no presente. É a terceira margem do rio sendo encontrada naturalmente. Logo, o contato entre mundo “concreto” e o mundo espiritual comungaria entre si.

Bibliografia:
PENNA, Fábio Rodrigo Penna. ANIMISMO AFRICANO: MITOS, MEMÓRIA E ESQUECIMENTO EM UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA. Monografia de conclusão de disciplina do Mestrado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, UFRJ: Rio de Janeiro, 2009. pp. 11,12 e 13.

MEDIUNIDADE E ANIMISMO

André Luiz (espírito)

Alinhando apontamentos sobre a mediunidade, não será licito esquecer algumas considerações em torno do animismo ou conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.

Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais, com a própria inteligência encarnada comandando manifestações ou. delas participando com diligência, numa demonstração que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos, como consciência pensante e organizadora, fora do carro físico.

A verificação de semelhantes acontecimentos criou entre os opositores da Doutrina Espírita as teorias de negação, porquanto, admitida a possibilidade de o próprio Espírito encarnado poder atuar fora do traje fisiológico, apressaram-se os cépticos inveterados a afirmar que todos os sucessos medianímicos se reduzem à influência de uma força nervosa que efetua, fora do corpo carnal, determinadas ações mecânicas e plásticas, configurando, ainda, alucinações de variada espécie.

Todavia, os estardalhaços e pavores levantados por esses argumentos indébitos, arredando para longe o otimismo e a esperança de tantas criaturas que começam confiantemente a iniciação nos serviços da mediunidade, não apresentam qualquer significado substancial, porque é forçoso ponderar que os Espíritos desencarnados e encarnados não se filiam a raças antagônicas que se devam reencontrar em condições miraculosas.

SEMELHANÇAS DAS CRIATURAS

Somos necessariamente impelidos a reconhecer que, se os vivos da Terra e os vivos do Além respirassem climas evolutivos fundamentalmente diversos, a comunicação entre eles resultaria de todo impossível, pela impraticabilidade do ajuste mental.

Seres em desenvolvimento para a vida eterna, uns e outros guardam consigo, seja no plano extra-físico, preparando o retomo ao campo terrestre, ou no plano físico, em direção à esfera espiritual, faculdades adquiridas no vasto caminho da experiência, as quais lhes servirão de recursos à percepção no ambiente próximo.

Tem cada Espírito, em vias de reencarnação, todos os meios de que já se muniu para continuar no circulo dos encarnados o trabalho de aperfeiçoamento que lhe é próprio, conservando-os potencialmente no feto, tanto quanto possui o Espírito encarnado toada as possibilidades que já entesourou em si mesmo para prosseguir em suas atividades no Plano Espiritual, depois da morte.

Assinalada essa observação, é fácil anotar que a criatura na Terra partilha, assim, até certo ponto, dos sentidos que caracterizam a criatura desencarnada, nas esferas imediatas à experiência humana, conseguindo, às vezes, desenfaixar-se do corpo denso e proceder como a Inteligência desenleada do indumento carnal ou, ainda, obedecer aos ditames dos Espíritos desencarnados, como agente mais ou menos fiel de seus desejos.

Encontramos, nessa base, a elucidação clara de muitos dos fenômenos do faquirismo vulgar, em que o Espírito encarnado, ao desdobrar-se, pode provocar, em relativo estado de consciência, certa classe de fenômenos físicos, enquanto o corpo carnal se demora na letargia comum.

OBSESSÃO E ANIMISMO

Muitas vezes, conforme as circunstâncias, qual ocorre no fenômeno hipnótico isolado, pode cair a mente nos estados anômalos de sentido inferior, dominada por forças retrógradas que a imobilizam, temporariamente, em atitudes estranhas ou indesejáveis.

Nesse aspecto, surpreendemos multiformes processos de obsessão, nos quais Inteligências desencarnadas de grande poder senhoreiam vítimas inabilitadas à defensiva, detendo-as, por tempo indeterminado, em certos tipos de recordação, segundo as dívidas cármicas a que se acham presas.

Freqüentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas no mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, expõem a si mesmas,- a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam.

ANIMISMO E HIPNOSE

Imaginemos um sensitivo a quem o magnetizador intencionalmente fizesse recuar até esse ou aquele marco do pretérito, pela deliberada regressão da memória, e o deixasse nessa posição durante semanas, meses ou anos a fio, e teremos exata compreensão dos casos mediúnicos em que a tese do animismo é chamada para a explicação necessária. O «sujet», nessa experiência, declarar-se-ia como sendo a personalidade invocada pelo hipnotizador, entrando em conflito com a realidade objetiva, mas não deixaria, por isso, de ser ele mesmo sob controle da idéia que o domina.

Nas ocorrências várias da alienação mental, encontramos fenômenos assim tipificados, reclamando larga dose de paciência e carinho, porquanto as vítimas desses processos de fixação não podem ser categorizadas à conta de mistificadores inconscientes, pois representam, de fato, os agentes desencarnados a elas jungidos por teias fluídicas de significativa expressão, tal qual acontece ao sensitivo comum, mentalmente modificado, na hipnose de longo curso, em que demonstra a influência do magnetizador.

DESOBSESSÃO E ANIMISMO

Nenhuma justificativa existe para qualquer recusa no trato generoso de personalidades medianímicas provisoriamente estacionadas em semelhantes provações, de vez que são, em si próprias, Espíritos sofredores ou conturbados quanto quaisquer outros que se manifestem, exigindo esclarecimento e socorro.

O amparo espontâneo e o auxílio genuinamente fraterno lhes reajustarão as ondas mentais, concurso esse que se estenderá, inevitável, aos companheiros do pretérito que lhes assediem o pensamento, operando a reconstituição de caminhos retos para os sensitivos corporificados na Terra, tão importantes e tão nobres em sua estrutura quanto aqueles que os doutrinadores encarnados se propõem traçar para os amigos desencarnados menos felizes.

Aliás, é preciso destacar que o esforço da escola, seja ela o recinto consagrado à instrução primária ou a instituto corretivo, funciona como recurso renovador da mente, equilibrando-lhe as oscilações para níveis superiores.

Não há novidade alguma no impositivo da acolhida magnânima aos obsessos dessa natureza, hipnotizados por forças que os comandam espiritualmente, a distância.

ANIMISMO E CRIMINALIDADE

Os manicômios e as penitenciárias estão repletos de irmãos nossos obsediados que, alcançando o ponto específico de suas recapitulações do pretérito culposo, à falta de providências reeducativas, nada mais puderam fazer que recair na loucura ou no crime, porque, em verdade, a alienação e a delinqüência, na maioria das vezes, expressam a queda mental do Espírito em reminiscências de lutas pregressas, à semelhança do aluno que, voltando à lição, com recursos deficitários, incorre lamentavelmente nos mesmos erros.

O ressurgimento de certas situações e a volta de marcadas criaturas ao nosso campo de atividade, do ponto de vista da reencarnação, funcionam em nossa vida íntima como reflexos condicionado, comprovando-nos a capacidade de superação de nossa inferioridade, antigamente positivada.

Se estivermos desarmados de elementos morais suscetíveis de alterar-nos a onda mental para a assimilação de recursos superiores, quase sempre tornamos à mesma perturbação e à mesma crueldade que nos assinalaram as experiências passadas.

Nesse fenômeno reside a maior percentagem das causas de insânia e criminalidade em todos os setores da civilização terrestre, porquanto é ai, nas chamadas predisposições mórbidas, que se rearticulam velhos conflitos, arrasando os melhores propósitos da alma que descure de si mesma.

Convenhamos, pois, que a tarefa espírita é chamada de maneira particular, a contribuir no aperfeiçoamento dos impulsos mentais, favorecendo a solução de todos os problemas suscitados pelo animismo. Através dela, são eles endereçados à esfera iluminativa da educação e do amor, para que os sensitivos, estagnados nessa classe de acontecimento, sejam devidamente amparados nos desajustes de que se vejam portadores, impedindo-se--lhes o mergulho nas sombras da perturbação e recuperando-se-lhes a atividade para a sementeira da luz.

(F C Xavier - Waldo Vieira – em Mecanismos da Mediunidade - FEB)

Retirado na integra do site:

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/animismo.htmll

 

ANIMISMO x FRAUDE

O médium que produz uma página por psicografia_automática, com os recursos do seu próprio inconsciente, não está necessariamente fraudando e sim gerando um fenômeno_anímico. É seu espírito que se manifesta. Só estará sendo desonesto e fraudando se desejar fazer passar sua comunicação por outra, acrescentando-lhe uma assinatura que não for a sua ou atribuindo-a, deliberadamente, a algum espírito desencontrado.

Como o espírito do médium (Alma) também pode comunicar-se - e o faz como espírito, segundo nos assegura a codificação e não como ser humano -, é bem possível que ele tenha uma bagagem espiritual respeitável e uma experiência consolidada por inúmeras vidas que o autorizem a produzir uma comunicação de elevado teor, perfeitamente aceitável do ponto de vista doutrinário e moral e tão autêntica quanto as de origem espiritual, de responsabilidade de seres desencarnados.

Após sensatos e oportunas observações de quem sabe do que fala, Delanne acrescenta: Parece-nos, portanto, indispensável lembrar que somos mais ricos do que geralmente julgamos. Abaixo da consciência jaz um maravilhoso depósito de documentos inexplorados que têm algo a ensinar-nos sobre o próprio substrato da individualidade, da qual depende nosso caráter.

Suponhamos, para argumentar, que, reencarnado em futura existência, um espírito da competência de Erasto ou de Timóteo, de Delanne ou de Kardec produza textos anímicos por psicografia automática, sem nenhuma interferência de seres desencarnados. Certamente teremos a aprender com eles, ante a riqueza de seus conhecimentos e experiência a que se refere Delanne no trecho há pouco transcrito. Seria desastroso rejeitar suas produções apenas porque não se consegue detectar nelas quaisquer sinais de origem rigorosamente espírita.

Mais adiante, prossegue Delanne: A escrita automática poderá trazer ao nosso conhecimento textos perfeitamente coordenados, soluções de problemas considerados insolúveis pelo sensitivo ou ensinamentos que nos parecerão inéditos, sem que atribuamos, necessariamente, tais produções a espíritos desencarnados.

O julgamento de textos, portanto, não deve ser conduzido à base de impulsos e desconfianças apriorísticas e, sim, após criterioso exame crítico de forma e fundo, de conteúdo ideológico e doutrinário.

A mensagem é boa? Não importa o nome que a subscreve ou deixa de subscrevê-la.

É inaceitável? Por mais 'importante' que seja o declarado autor, deve ser rejeitada sem remorsos.

O que é preciso evitar, em tais circunstâncias, é criar uma atmosfera de suspeição em tomo do médium. Por duas válidas e significativas razões.

Se a mensagem não está bem, ainda assim não significa, indiscutivelmente, que ele esteja fraudando. Embora isso possa ocorrer, é também possível que ele tenha acolhido um espírito despreparado que não tenha muito que dar de si, nesse campo.

Se, por outro lado, a mensagem é aceitável e até boa ou excelente, também não quer dizer que não possa ter sido produzida pelo próprio espírito do médium, como estamos vendo.

Hermínio C. Miranda

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/animismo-herminio-miranda.htmll


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25.12 - ESTADO DE JINAS:

O estado de Jinas é colocar o corpo físico na 4ª vertical ou 4ª Dimensão, também é conhecido como HIPER ESPAÇO.

Existe uma necessidade de praticar o Pranayama e ter o seu contrôle.

 

A GNOSE de Samael prega a morte dos egos  (dissolução do ego a todo o momento) para que se elimine todos os defeitos, dentre desses 3 são essenciais: ira, cobiça e luxuria.

 

O hiperespaço pode ser demonstrado matematicamente pela hipergeometria, pois a ciência Jinas pertence ao hiperespaço e à hipergeometria.

 

O ponto é uma fração transversal da linha. A linha é uma fração transversal do plano. O plano é uma fração transversal do corpo. O corpo é uma fração transversal de um corpo tetradimensional, isso é, de quatro dimensões. Todo o corpo é tetra dimensional, tem quatro dimensões. A quarta coordenada, ou quarta vertical é o fundamento básico de toda mecânica. O espaço inter molecular corresponde à 4ª dimensão.

 

 

Colocar-se em Jinas é colocar o corpo físico na quarta coordenada (quarta dimensão).

 

 

Este fenômeno, também conhecido por Nagualismo ou Licantropia, foi muito usado pelos feiticeiros (Naguais) dos povos antigos da América Central (Astecas, Toltecas, Zapotecas, Maias, etc.).

 

 

Ainda hoje existem pessoas que dominam as técnicas do estado Jinas. Podemos encontrar referências nas obras de Carlos Castañeda, antropólogo que travou contato com essa cultura. Isto só para citar obras e autores mais conhecidos e contemporâneos. Em Jinas é possível até mesmo mudar a forma física do corpo, dando a ele aspecto animal ou de outra criatura qualquer. Muitas lendas tenebrosas advém dos relatos de pessoas que viram essas transformações (lobisomem, por exemplo).

 

 

Em Jinas também é possível deslocar o corpo físico para qualquer lugar do planeta~ sobrevoar rios e mares, atravessar rocha sólida e ainda caminhar sobre as águas, como supõe-se que fez Jesus Cristo.

 

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25.13 - CORDEIRO DE DEUS

 

Cordeiro de Deus ou em latim, Agnus Dei, é uma expressão utilizada no cristianismo para se referir a Jesus Cristo, identificado como o salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icónica cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de João, onde João Baptista diz de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (João, 1:29).

Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacríficio a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais (ou mesmo de pessoas) era frequente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. Na Bíblia é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o e queimando-o numa pira de lenha, como era costume para os sacrifícios de animais - o relato bíblico refere, contudo, que Deus não permitiu tal execução. A morte de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos como filho unigênito de Deus, tornaria estes sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma virgem por graça do Espírito Santo, semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para com a humanidade.

A interpretação desta expressão varia, contudo, consoante as doutrinas.

Objeto de devoção
Agnus Dei pode ser considerado também uma pequena peça, geralmente em metal dourado, que costuma ser usada por católicos como sinal da proteção divina.

Rito litúrgico
Na liturgia católica e anglicana o Agnus Dei é recitado ou cantado durante o ínicio a fração do pão eucarístico. Introduzida na missa pelo Papa Sérgio II (687-701) e baseada em João 1: 29, a forma latina (com tradução) é:

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.


Na música sacra, muitos compositores realizaram verdadeiras obras-primas para esta parte da missa.

Quando a missa é de réquiem, este trecho recita-se ou canta-se da seguinte forma:

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona eis requiem sempiternam.


Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-lhes o descanso.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-lhes o descanso.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-lhes o descanso eterno.

Fonte: WIKIPEDIA


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25.14 - EVANGELHO:

 

Literalmente, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", derivando da palavra grega ευαγγέλιον, euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem).

A palavra grega "euangelion" deu também origem ao termo "evangelista" para a língua portuguesa.


Os Evangelhos são um gênero de literatura do cristianismo primitivo que contam a vida de Jesus, a fim de preservar Seus ensinamentos ou revelar aspectos da natureza de Deus. O desenvolvimento do Canôn do Novo Testamento deixou quatro evangelhos canônicos, que são aceitos como os únicos evangelhos autênticos para a maioria dos cristãos.

Entretanto, existem muitos outros evangelhos. Eles são conhecidos como apócrifos e foram escritos depois dos quatro evangelhos canônicos. Alguns destes evangelhos deixaram vestígios importantes na tradição cristã, incluindo a iconografia.

Evangelhos canonicos

Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são chamados evangelhos canónicos por serem os únicos que o Cristianismo primitivo admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceitos pelos grupos que sucederam (como os evangélicos). As igrejas cristãs só aceitam estes quatro evangelhos como tendo sido inspirados e fazendo parte do Cânon. As igrejas protestantes tem na Bíblia Sagrada, incluindo os evangelhos, a base de sua fé e de sua prática..

O Evangelho de Mateus foi escrito para convencer os judeus de que Jesus era mesmo o Messias que estava por vir, por isso enfatiza o Antigo Testamento e as profecias a respeito desse ungido.

O Evangelho de Marcos (discípulo de Pedro) foi escrito para evangelizar principalmente os romanos, e relata somente quatro das parábolas de Jesus, enfatizando principalmente as ações de Jesus.

O Evangelho de Lucas foi escrito para os gentios (não-judeus), enfatizando a misericórdia de Deus através da salvação por Jesus Cristo, principalmente para os pobres e humildes de coração.

O último dos Evangelhos, o de João, foi escrito para doutrinar os novos convertidos. Não cita nenhuma das parábolas de Jesus (afinal, as parábolas já eram conhecidas no meio cristão, através dos relatos contidos nos outros evangelhos), porém combate com firmeza as primeiras heresias surgidas no princípio do cristianismo, como por exemplo: o gnosticismo (que negava a verdadeira encarnação do Filho de Deus) e outras seitas semelhantes, que também negavam a divindade de Jesus Cristo.

Evangelhos Apócrifos:
Centenas de outros evangelhos foram escritos na antiguidade, que são chamados evangelhos apócrifos.Entre os manuscritos encontrados no Egito, conhecidos como os da biblioteca de Nag Hammadi, figuram os evangelhos atribuídos a apóstolos de Cristo: o evangelho de Tomé, o evangelho de Filipe, o evangelho de Pedro e o evangelho de Judas. Contêm também o evangelho de Maria.

Evangelhos contemporâneos

Nos dias atuais ainda são escritos evangelhos ou releituras deles, como O Evangelho segundo o Espiritismo, O Evangelho segundo Jesus Cristo ou mesmo textos romanciados embasados na vida do Jesus histórico como Operação Cavalo de Tróia.

Fonte:Wikipedia


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25.15 - RESSURREIÇÃO

Ressurreição em latim (resurrectione), grego (a·ná·sta·sis). Significa literalmente "levantar; erguer". Esta palavra é usada com frequência nas Escrituras bíblicas, referindo à ressurreição dos mortos. No seio do povo hebreu, a palavra correlata designava diversos fenômenos que eram confundidos na mentalidade da época. O seu significado literal é voltar à vida; assim, o ato de uma pessoa considerada morta viver novamente era chamado ressurreição. Existe a conotação escatológica adotada pela igreja católica para esse termo que é a ressurreição dos mortos no dia do juízo final.

Particularidades

A ressurreição é considerada por muitos teólogos como base para o cristianismo, já que seu fundador, segundo a Bíblia, ressuscitou pessoas e foi ressuscitado. Entre os relatos mais conhecidos, está a ressurreição de Lázaro, que voltou a vida, após quatro dias de sua morte. Este caso enfatiza o teor sobrenatural do episódio, pois testemunhas oculares, até mesmo opositores de Jesus Cristo, comprovaram que realmente Lázaro havia falecido e deixado em sua câmara mortuária, e considerando os dias, em estado de decomposição. Atualmente para ciência a ressurreição é uma utopia, mas pesquisas sobre criogenia abre um parêntese sobre a possibilidade de corpos em estado de animação suspensa, ressurgir para vida a qual conhecemos, mesmo depois de muitos séculos. Para outros cientistas, no futuro não tão distante, será possível através apenas do DNA de um indivíduo, juntamente com uma cópia de sua memória, uma espécie de backup do cérebro, traze-lo de volta a vida num outro corpo. Baseando-se nesta segunda opção, eruditos bíblicos fortaleceram sua fé, pois acreditam que o mencionado backup do cérebro, nada mais é, do que termos nosso DNA na memória de Deus, para que Ele, no tempo devido, possa ressuscitar os mortos, conforme profecias bíblicas.


A Ressurreição

Bíblia - I Coríntios 15:1-58

Alguns mestres ensinavam que não havia ressurreição dos mortos. Para refutar esta falsa doutrina, Paulo primeiro estabeleceu uma base comum com seus leitores, afirmando a ressurreição de Cristo. A evidência da ressurreição de Cristo é esmagadora. Não há confirmação mais forte de um evento histórico do que testemunho ocular. No caso de Jesus, mais de quinhentas pessoas viram Jesus vivo depois que ressurgiu. Sua ressurreição não pode ser razoavelmente negada, e assim prova que há ressurreição dos mortos.

 

Conseqüências da ressurreição de Cristo

(15:12-28)

Cristo ou foi ressuscitado ou não. Se não foi, então a pregação apostólica foi em vão, porque acusavam Deus de algo que ele não tinha feito, e a fé é vã porque se apóia na ressurreição de Cristo. Se Cristo foi ressuscitado então todos os crentes serão ressuscitados com ele. Cristo foi os primeiros frutos, um sinal e uma garantia de farta colheita. Observe o raciocínio de Paulo: a meta máxima de Deus para o universo é que Cristo retorne o governo a Deus depois de derrotar todos os inimigos. O último inimigo a ser derrotado é a morte, a qual Cristo venceria pela ressurreição. Sem esta, Cristo não venceria o último inimigo. Ele não retornaria o reino a Deus, que não seria o supremo rei. A negação da ressurreição frustra todo o plano de Deus para o universo.

Se não há ressurreição

(15:29-34)

Se não há ressurreição, o batismo não tem sentido. Se for assim, aqueles que estavam sendo batizados acreditando na ressurreição estavam apenas sendo batizados para os mortos, para a sepultura. O sofrimento de Paulo e as escapadas por um triz da morte foram absurdas se esta vida é tudo o que existe. De fato, se não há ressurreição, deveríamos viver intensamente aqui, porque amanhã morreremos.

 

Como são ressuscitados os mortos?

(15:35-58)

 Os oponentes de Paulo objetaram contra a ressurreição porque não podiam imaginar como poderia acontecer. Paulo explicou a ressurreição por analogia. Enterrar um corpo é como plantar uma semente, porque a planta brota da semente, mas não se parece com ela. O corpo ressurgido sai do corpo enterrado, mas não se parece com ele. Deus tem muita experiência em preparar corpos adequados, por isso será capaz de providenciar facilmente um corpo adaptado a nossa existência eterna. Quando Cristo retornar, os mortos serão ressuscitados com corpos glorificados, os vivos serão mudados instantaneamente e todos serão levados ao grande julgamento do trono de Deus. A promessa de ressurreição deve motivar todos a perseverar e abundar no Senhor.

Fontes: Wikipédia

Estudos da Bíblia - http://www.estudosdabiblia.net/1cor11.html

 

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25.16 - PAJÉ

 

Pajé é o termo como s conhecidas pessoas de destaque em certas tribos indígenas. Em muitas tribos são Curandeiros, tidos por muitos como portadores de poderes ocultos ou orientadores espirituais. Assim como os xamãs, podem assumir o papel de médicos, sacerdotes e fazer uso de plantas para fins medicinais ou invocação de entidades. Normalmente, o conhecimento da utilização da planta correta para cada caso ou situação é passado de geração em geração, trazendo assim uma responsabilidade para o pajé da tribo. Alguns índios acreditam que os pajés têm ligacões diretas com os Deuses, sendo representantes escolhidos pelos Deuses para passar a profecia ao povo.

Fonte: Wikipédia

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25.17 - DEUSA MÃE

Uma deusa mãe (ou deusa-mãe) é uma deusa, amiúde representada como a Mãe Terra; é representada como deidade de fertilidade geralmente sendo a generosa personificação da Terra. Como tal, nem todas as deusas podem considerar-se manifestações da Deusa Mãe.

 

O termo refere-se a um mito universal de divindade feminina relacionada à Natureza, aos ciclos, à fertilidade, e seu culto remonta ao início da história humana, como pode ser observado nas retratações de Vênus da Pré-história. O culto à Deusa Mãe, ou religião matriarcal, foi observado inicialmente na Pré-história (Paleolítico e Neolítico), aonde foram encontradas estatuetas de culto, estendendo-se ao reino da Frígia, aonde ficou mais conhecida como Cibele, e daí à civilizações grega, romana, egípcia e babilônia aonde consolidou-se um enorme panteão de deusas. A existência do culto em várias culturas não-frígias evidencia no entanto que Cibele é tão-somente a manifestação local desta divindade, a qual era identificada, entre os gregos, à deusa Réia. No paganismo Wicca.

 

Estudos apontam que a ascensão do patriarcado, iniciada com os hebreus, na religião fez com que a tradição de adoração à Deusa se tornasse ameaçadora à consolidação do poder pelos homens. Alguns ramos do cristianismo, tais como o catolicismo Romano, e a ortodoxia consideram Maria, como uma mãe espiritual, cumprindo um papel materno, e vista como uma força protetora e intercessora, porém ela não é adorada como uma "Deusa-Mãe".

 

Esta deusa é representada nas tradições ocidentais de muitas formas, das imagens talhadas em pedra de Cibele a Dione, deusa invocada em Dodona, junto com Zeus, até finais da época clássica. Entre os hinos homéricos (séculos VII-VI a.C.) há uma dedicação à Deusa Mãe chamado «Hino a Gea, Mãe de Todo». Os sumérios escreveram muitos poemas eróticos sobre a deusa mãe Ninhursaga.

TEALOGIA

Tealogia é um neologismo traduzido por estudo da deusa (do grego θεά, thea, "deusa" + -λόγία, -logia, "palavra, estudo, discurso"), atribuído a Isaac Bonewits em 1974.

 Fonte: Wikipédia

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25.18 - DEJAISMO PROJETIVO

1 - ESPIRITUALISMO EXPLICA DÉJÀ VU:

Definição: Dejaísmo projetivo: conhecimento inconsciente, prévio, ou impressão de já ter visto ou encontrado uma pessoa, visitado determinado lugar, ou já ter vivido uma situação, os quais de fato o percipiente jamais vira, estivera antes, ou vivera no estado da vigília física ordinária, por ser impressão colhida pela consciência projetada durante uma projeção conscienciallúcida ou semilúcida.

 

Sinonímia: bipercepção projetiva; déjà-vu projetivo; fenômeno do já-vísto projetivo; memória ao revés projetiva; metagnomia duplicativa; para-amnésia projetiva; promnésia projetiva; retrovislumbre projetivo; sentimento projetivo do já-visto.

 

Formas: Os fenômenos do dejaísmo em geral se referem às coisas vistas ou ao já-visto, mas na verdade não se restringem à percepção visual. Estas seis expressões francesas indicam formas de reencontro, real ou imaginado, com o passado:

01. Déjà aimé = já amado.

02. Déjà entendu = já ouvido.

03. Déjà éprouvé = já experimentado.

04. Déjà-lü = já lido.

05. Déjà senti = já sentido.

06. Déjà-vu = já visto.

 

Falso: Alterações da memória como a paramnésia, o cansaço intelectual e certas intoxicações orgânicas podem criar o falso déjà-vu, falsa memória, falso reconhecimento, ou pseudo-reminiscência, no caso, ocorrência patológica que não deve ser confundida com as impressões autênticas abordadas aqui, provenientes das projeções conscienciais. A memória se apresenta alterada em todas as psicopatias, ou doenças mentais, gerando, de fato, em muitos casos, a ilusão do já-visto.

 

Tipos: Existem dois tipos básicos de impressões do já-visto quando relativas às projeções conscienciais: o dejaísmo projetivo físico, no plano humano; e o dejaísmo projetivo extrafísico, no plano extrafísico.

Físico. O dejaísmo projetivo físico, comum, ocorre no estado da vigília física ordinária quando a consciência reconhece, de modo pacífico e indiscutível, o local, o objeto físico, a pessoa, 'ou o ponto central da rememo ração que, na verdade, foi visitado ou visto por ela durante uma passagem lúcida, fora do corpo humano, através de projeção consciencial.

 

Extrafísico: O dejaísmo extrafísico, mais complexo, surge para a consciência projetada em qualquer ambiente identificado por suas percepções, seja crosta-a-crosta, ou mesmo ex trafísico propriamente dito, quando reconhece as circunstâncias e as criaturas que, de fato, foram vivenciadas ou conhecidas em tempos passados, nesta ou noutra encarnação anterior, ou mesmo num intervalo reencarnatório ou período de intermissão.

 

Evidência: O dejaísmo projetivo quando ocorre com a pessoa que ainda não experimentou uma projeção consciente rememorada marcante, evidencia, e prova para ela mesma, a experiência da projeção consciente espontânea, não rememorada anteriormente.

Cognições. Há certas ocorrências de dejaísmo projetivo que se relacionam estreitamente com a retrocognição e a precognição extrafísicas (V. capo 38). O fenômeno oposto ao dejaísmo é o jamais visto, caracteristicamente patológico.

 

Reencarnatório: Além do dejaísmo projetivo, o outro tipo mais encontradiço de fenômeno dessa natureza na consciência encarnada, no estado da vigília física ordinária, é o dejaísmo reencarnatório, ou seja, as lembranças autênticas, retrocognitivas, de outra encarnação, prévia, já vivida pela consciência.

 

Psicologia: A escola freudiana de Psicologia, ou Psicanálise, considera o dejaísmo em geral um mecanismo de defesa inventado pelo subconsciente afim de evitar o medo gerado por determinadas situações críticas.

 

Bibliografia:

Miranda,Herminio  (Reencarnação e Imortalidade, p. 156). Prado, Hamilton (No Limiar do Mistério da Sobrevivencia, p. 11), Bonin, Brittain, Chaplin, Delanne, FIammarion, Fodor, Frost, Gaynor, Martin, Morel, Müller, Paim, Prieur, Ritchie, Shepard, Walker, Wedeck.

 

Fonte: Vieira, Waldo. Projeciologia, 1982

 

 

2 - CIÊNCIA EXPLICA DÉJÀ VU

Você já viu uma pessoa pela primeira vez e pensou que a conhecesse de algum lugar? Ao conversar com alguém, percebeu que já havia falado exatamente as mesmas palavras? Isso é o Déjà vu.

 
A expressão francesa, que significa “já visto”, é usada para indicar um fenômeno que acontece no cérebro da maior parte da população mundial. O termo foi aplicado pela primeira vez por Emile Boirac (1851-1917), um estudioso interessado em fenômenos psicológicos. Déjà vu é quando nós vemos ou sentimos algo pela primeira vez e temos a sensação de já ter visto ou experimentado aquela sensação anteriormente.


Diversas teorias errôneas, como inatenção, vidas passadas ou visões sobrenaturais, surgiram para explicar o fenômeno. Já a hipótese de que verdadeiramente já seu viveu aquela cena antes é inválida, uma vez que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exatidão, devido à falta de sentimento associada a cada acontecimento na vida das pessoas.

 
Déjà vu também não é uma visão do futuro, uma vez que o fenômeno ocorre somente em momentos exatos, e jamais em situações anteriores.


Na verdade, a sensação é causada por um estado do cérebro, por fatores neuroquímicos. Os especialistas afirmam que o déjà vu é uma experiência baseada na memória e que os centros de memória do cérebro são os responsáveis pelo fenômeno. Os déjà vus acontecem principalmente nas pessoas de 15 a 25 anos.

 

PSICOLOGIA E DÉJÀ VU:

Déjà vu é uma reação psicológica que transmite idéias de que já esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, já visto.

 

Definição:

Sabe-se que nossa memória às vezes pode falhar; nem sempre consegue-se distinguir o que é novo do que já era conhecido. Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? - essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Eu posso até me sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que minha memória já não tem a limpidez de outros tempos, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Não há nada de estranho em não lembrar de um livro que se leu ou de um filme a que se assistiu; estranho (e aqui entra-se no déjà vu) é sentir que a cena que parece familiar não deveria sê-lo. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido. Mas, o que é mais intrigante nesta questão é o fato do indivíduo poder, nestas circunstâncias, experimentar esta estranha sensação de já ter vivenciado o que lhe ocorre, e além disso, também poder relatar (antes de uma observação) quais serão os acontecimentos seguintes que se manifestarão nesta sua experiência. [1]

 

No entanto, sabe-se que o uso pode mudar o significado das palavras, seja para ampliá-lo, seja para restringi-lo. Embora se possa lamentar algumas dessas mudanças (nos casos em que se gostasse mais do significado primitivo, originário), é preciso ver, nesse processo de mutação semântica, um fator extremamente benéfico e enriquecedor do idioma. Colocando em termos bem concretos: os dicionários engrossam não apenas pelos novos vocábulos que entram no léxico, mas também (e principalmente) pelos novos significados que são acrescidos aos verbetes já existentes. Quando a expressão déjà vu saiu das publicações especializadas em neurologia e psicologia para entrar na imprensa comum, o público, atraído por sua tradução literal ("já visto"), passou a usá-la para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar. Pode parecer ironia, mas a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade. É nesse sentido que escreveu um conhecido comentarista político: "Assistir à instalação na nova CPI trouxe-me uma triste sensação de déjà vu" -, um lamento que equivale à forma popular "eu já vi esse filme".

 

Parece que o deslizamento semântico da expressão ainda não estabilizou: já há quem use a expressão para designar simplesmente uma situação que está acontecendo pela segunda vez: "Eu não fiquei embaraçado com a cena, porque para mim ela já era um déjà vu". No filme Matrix, Keanu Reeves vê, com um intervalo mínimo, um gato passar duas vezes por uma porta, e descreve o fato como um déjà vu - aqui num emprego ainda mais distante do primitivo, pois designa o fato de ele realmente ter visto uma coisa acontecer duas vezes. Com essa atual indefinição de significados, recomenda-se cercar de todas as cautelas possíveis o uso desta expressão, pois nada assegura que os leitores vão entendê-la da mesma forma que quem a escreveu.

Os especialistas reagem contra a limitação do "vu", que restringiria ao mundo do que pode ser "visto", e já soltaram por aí formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: "déjà véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado") - o que pode um dia acarretar um "déjà mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já bebido"). [2]

 

Explicação científica:

É conhecido quando uma pessoa ja viveu aquilo antes, e esta vivendo de novo, para poder mudar algo que iria acontecer.

O déjà vu acontece quando por uma falha no cérebro, os fatos que estão acontecendo são armazenados diretamente na memória de longo ou médio prazo, sem passar pela memória imediata. Isso nos da a sensação que o fato já ocorreu [3]

 

Tipos:

De acordo com Arthur Funkhouser[4][5] existem três tipos de déjà vu:

Déjà vécu

Normalmente usado como 'já visto' ou 'já vivido assim,' déjà vécu é descrito em uma citação de David Copperfield de Charles Dickens.

Todos já tivemos alguma vez a experiência de uma sensação, que surge ocasionalmente, de que aquilo que dizemos ou fazemos já o fizemos ou dissemos anteriormente há muito tempo, ou de que já estivemos algures no passado rodeados das mesmas caras, objectos ou circustâncias, ou de que sabemos perfeitamente o que se vai dizer em seguida como se de repente surgisse da nossa memória.

Quando a maioria das pessoas fala em déjà vu refere-se a situações de déjà vécu. Pesquisas revelaram que cerca de ⅓ de todas as pessoas tiveram experiências destas, mais frequentes e talvez com maior intensidade em pessoas dos 15 aos 25 anos. A experiência está geralmente associada a um evento muito banal, mas é tão forte que é relembrada por muitos anos após ocorrer.

Déjà vécu refere-se a uma ocorrência que envolve mais do que a mera visão, pelo que é incorrecto classificá-lo como "déjà vu". A sensação é muito detalhada, o sentimento é de que tudo é exactamente como foi anteriormente, por isso, as teorias que advogam que a situação teria sido lida previamente ou vivida numa vida anterior são inválidas, uma vez que essas ocorrências nunca poderiam recriar a situação com exactidão seja devido à falta de sentido do envolvimento seja pela presença de um ambiente moderno.

Recentemente, o termo déjà vécu foi usado para descrever sensações muito intensas e persistentes do tipo déjà vu, que occorrem como sintoma de uma perturbação da memória.[6]

Déjà senti

Esse fenômeno especifica algo "já sentido". Mas sem o mesmo sentido de déjà vécu, déjà senti é primeiramente ou igualmente exclusivo para um acontecimento mental, sem aspectos precognitivos, e raramente, permanece na memória da pessoa logo depois.

O Dr. John Hughlings Jackson[7][8] recordou as palavras de um de seus pacientes que sofreu de epilepsia psicomotora num trabalho científico de 1989:

” O que prende a atenção é o que a prendeu anteriormente, e com efeito soa familiar, tendo sido esquecido por algum tempo, sendo agora recuperado com uma ligeira sensação de satisfação como se o tivessemos procurado.... simultaneamente ou melhor logo de seguida estou perfeitamente consciente de que a recordação é ficticia e que não estou no meu estado normal. A recordação inicia-se sempre pela audição da voz de outra pessoa, ou pela verbalização dos meus pensamentos, ou por algo que estou a ler e que verbalizo mentalmente; penso que na fase anormal eu geralmente verbalizo algumas frases simples de reconhecimento como "sim - estou a ver", "claro - já me lembro", etc., mas um ou dois minutos depois não me consigo lembrar nem das palavras nem do pensamento verbalizado que estiveram na origem da recordação. Somente estou firmemente convicto que elas se parecem com o que senti anteriormente sob condições anormais similares.”

 

Déjà visité

Essa sensação é menos comum e envolve um estranho conhecimento de um novo lugar. Quem passa por essa situação, pode conhecer tudo a sua volta em uma cidade que nunca tenha visitado antes. E ao mesmo tempo saber que isso não seria possível.

Sonhos, reencarnação e até uma "viagem fora do corpo" não estão excluídas da lista de possíveis explicações para esse fenômeno. Alguns acreditam que ler um informativo detalhado sobre um lugar pode causar este sentimento quando se visita esse local mais tarde. Dois exemplos famosos dessa situação foram descritos por Nathaniel Hawthorne[9] em seu livro Our Old Home e por Sir Walter Scott em Guy mannering. Hawthorne reconheceu as ruínas de um castelo na Inglaterra e depois pôde verificar vestígios da sensação em uma peça escrita sobre o castelo por Alexander Pope, dois séculos atrás. C. G. Jung publicou um informativo sobre déjà visité em seu artigo no synchronicity em 1952.

Para diferenciar o dejà visité do dejà vécu, é importante identificar a causa da sensação. Déjà vécu é uma referência a ocorrências e processos temporais. Enquanto déjà visité tem mais ligações a dimensões geográficas e espaciais.

Jamais vu

Do francês para "nunca visto", a expressão significa explicitamente não recordar ver algo antes[10]. A pessoa sabe que aconteceu antes, mas a experiência faz-se sentir estranha. Descrito frequentemente como o oposto do déjà vu, os jamais vu envolvem uma sensação de medo e a impressão de observador da situação pela primeira vez, apesar de, racionalmente, saber que estiveram na situação antes. Jamais vu é associado às vezes com determinados tipos de amnésia e de epilepsia. Um gracejo velho da internet classificou a este sentimento como o vujà dé presque vu: da língua francesa, significando "quase visto", mas não completamente, recordando algo. Frequentemente muito desorientador e distrativo, o presque vu conduz raramente a uma descoberta real. Frequentemente, alguém que experimente um presque vudirá que está à beira de uma epifania. Presque vu é muitas vezes referido por pessoas que sofrem de epilepsia ou de outras perturbações cerebrais relacionadas com convulsões, tais como labilidade do lóbulo temporal.

 

Notas e referências:

  1.    The "Dreamy State": John Hughlings-Jackson’s Ideas of Epilepsy and Consciousness by R. Edward Hogan, M.D., and Kitti Kaiboriboon, M.D.

  2.    A brief history of déjà vu - Déjà Vu and Epilepsy by Art Funkhouser (Wednesday, 07 July 2004 10:54)

  3.    PsiPédia > J > Jamais vu

  4.    THREE TYPES OF DEJA VU By Arthur Funkhouser, Ph.D., Bern, Switzerland

  5.    Déjà vu: The Past in the Present by Jenny Maryasis

  6.    Moulin, C.J.A., Conway, M.A. Thompson, R.G., James, N. & Jones, R.W. (2005), Disordered Memory Awareness: Recollective Confabulation in Two Cases of Persistent Déjà vecu. Neuropsychologia, 43:1362-1378.

  7.    The "Dreamy State": John Hughlings-Jackson’s Ideas of Epilepsy and Consciousness by R. Edward Hogan, M.D., and Kitti Kaiboriboon, M.D.

  8.    A brief history of déjà vu - Déjà Vu and Epilepsy by Art Funkhouser (Wednesday, 07 July 2004 10:54)

  9.    The Tease of Memory By DAVID GLENN (July 23, 2004)

  10.    PsiPédia > J > Jamais vu.

 Fonte: Wikipédia

 

Ver o assunto em Projeciologia: Déjà Vu

 

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25.19 - FUDOSHIN


Fudoshin é um dos princípios do budo e se refere a um estado mental que é impenetrável e imóvel. Neste caso, “imóvel” requer algumas explicações, pois é usado no contexto filosófico japonês e assim tem um sentido mais elevado do que se esperaria ao associar ao significado da palavra em outra língua. Fudoshin não indica um estado mental inflexível, mas, sim, aponta para uma condição mental que não é facilmente transtornada por pensamentos internos ou por fatores externos. “Esta mente que permanece não agitada e calma é imperturbável, não apegada e livre... é a mente máxima do mestre, adquirida apenas através de rigoroso treinamento, e igualmente rigorosa investigação da mente e pelo forjar do espírito (seishin tanren, em japonês) através da confrontação e vitória sobre nossos próprios medos e fraquezas” Fudoshin é diretamente relacionado com outro conceito Japonês conhecido como zanshin, ou "mente continua".

por Brett Denison


Tradução - Jaqueline Sá Freire (Instituto Takemussu - Hikari Dojo – Rio de Janeiro)

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 25.20 - BAYAN

O Bayán Persa (Persa:بیان) é o livro sagrado da Fé Babi e a principal obra de seu fundador, o Báb. Seu título quer dizer, "A Exposição" e foi escrito em persa pelo Báb enquanto era prisioneiro na fortaleza conhecida como Máh-Kú. O Bayan Persa é composto de nove Vahíds (Unidades) com dezenove capítulos cada uma perfazendo um total de oito mil versículos. Tradução completa e não-oficial somente em francês; em português somente pequenos trechos no livro: Seleção dos Escritos do Báb, Editora Bahá'í do Brasil, 1978.

Trata-se de um monumental repósitório de leis cujos objetivos principais era:

1.      Revogar leis do Islamismo, embora sustentando a missão divina de Maomé. Do mesmo modo que Maomé, antes reconheceu a origem divina de Jesus Cristo, mas ab-rogou alguns preceitos do evangelho.

2.      Fornecer uma interpretação revolucionária para o significado de certos termos e figuras que ocorreram freqüentemente nos livros sagrados de eras anteriores.

3.      Tecer os mais nobres elogios para "Aquele que Deus tornará Manifesto." , preparando assim seus seguidores a reconhecê-lo e recebé-lo quando Ele chegar.

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25.21 - FRENOLOGIA

Frenologia (do Grego: φρήν, phrēn, "mente"; e λόγος, logos, "lógica ou estudo") é uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo "caroços ou protuberâncias"). Desenvolvido por médico alemão Franz Joseph Gall por volta de 1800, e muito popular no século XIX, está agora desacreditada e classificada como uma pseudociência. A Frenologia contudo recebeu crédito como uma protociência por contribuir com a ciência médica com as ideias de que o cérebro é o órgão da mente e áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções do cérebro humano.

PRINCIPIOS

Seus princípios eram que o cérebro é o órgão da mente, e essa mente tem um jogo de diferentes faculdades mentais e comportamento, cada sentido em particular tem sua representação em uma parte diferente do órgão ou cérebro. Estas áreas seriam proporcionais a cada indivíduo, dado as propensões e importância da faculdade mental e personalidade, e o osso sobrejacente do crânio refletiria estas diferenças.

A Frenologia, que foca a personalidade e o caráter, é diferente da craniometria, que é o estudo do tamanho do crânio, peso e forma, e Fisionomia, é o estudo das características faciais. No entanto, estes campos de estudo têm tentado reivindicar a suposta capacidade de predizer características ou inteligência. Este assunto também é razão de estudo e controvérsias na antropologia/etnologia e às vezes utilizado "cientificamente" para justificar o racismo. Enquanto no passado alguns princípios da Frenologia foram estabelecidos, atualmente a premissa básica de uma personalidade poder ser determinada em grande parte pelo formato do crânio é considerada como falsa.

Fonte: Wikipedia

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25.22 - CAMINHO DA MÃO ESQUERDA

Os termos Caminho da Mão Esquerda e Caminho da Mão Direita são uma dicotomia entre duas filosofias opostas encontradas na tradição esotérica ocidental, que abrange vários grupos envolvidos com o ocultismo e a magia cerimonial.

Resumidamente, o Caminho da Mão Esquerda é equiparada às maliciosas práticas da Magia Negra, enquanto o Caminho da Mão Direita refere-se às práticas benéficas da Magia Branca, embora não haja distinção ética e os adeptos da primeira também sintam-se beneficiados com suas práticas.[1][2] De forma mais popular, enquanto o primeiro é utilizado em práticas como o Satanismo, o segundo é usado por magos da Wicca, por exemplo.[3]

Pode-se dizer que o Caminho da Mão Esquerda é fundamentado na lei filosófica "Minha vontade seja feita!", afirmando o individualismo particular, em oposição ao que denominam "mentalidade-de-rebanho" a que se refere o "Caminho da Mão Direita" ("Vossa vontade seja feita!"). Em essência as duas formas são práticas que buscam o contato com o oculto deus individual e com a sombra ou o poder do subconsciente de Carl Jung por meio de diversas e variadas técnicas mágicas e ritualísticas, com trabalhos em meio à natureza selvagem e, principalmente, levando em conta a importância e a participação do feminino e masculino. A diferença entre ambas as formas de magia está em que, enquanto uma é utilizada contra um objeto exterior (Mão Esquerda), a outra é usada a favor do grupo (Mão Direita); assim, wiccanos, por exemplo, podem obter cura, proteção, os satanistas podem infligir medo em outros, embora a Magia Negra projetada para fora do grupo possa trazer benefícios a ele.[4] Além disso, os bruxos da Mão Esquerda são costumeramente adeptos do anarquismo e interessados em quebrar tabus, utilizando-se frequentemente da magia sexual e adorando imagens satânicas.[5][6][7] Os magos da Mão Direita são em grande parte resgatadores do antigo Paganismo, dividem antigos conceitos de mente, corpo e espírito legado da filosofia grega, procuram trazer benefícios ao grupo, e alguns evitam tabus e aderem as convenções sociais (embora não aceitem grande parte da moralidade cristã).[8]

Alguns magos que partilham dos conceitos do Caminho da Mão Esquerda são adeptos da Dragon Rouge, ou luciferianos, gnósticos, xamânicos, yogues tântricos e o alguns adeptos do budismo tibetano. Alguns adeptos do Satanismo tradicional e do Nacional-Socialismo também a praticam. Os principais estudiosos e divulgadores da Via Esquerda atualmente são: o inglês Kenneth Grant, autor de diversas obras de magick; o luso-brasileiro Adriano Camargo Monteiro, consagrado escritor de filosofia draconiana; e o famoso, porém discreto, Thomas Karlsson, fundador da ordem sueca Dragon Rouge.

A Magia Branca, por sua vez, é considerada a Alta Magia, a Magia Filosófica, que antigamente buscava a pedra filosofal e que busca a união com o mistério, com a deidade, que é secreta aos iniciados e que, por isso, precisa de uma dedicação e um estudo para ser dominada.[9] As tradições da Mão Direita são o Hermetismo, a Teosofia, o movimento da Nova Era, como também religiões do neopaganismo como o Druidismo, Wicca, Kemetismo, Neopaganismo celta, Neopaganismo eslávico, Neopaganismo germânico e algumas tradições da Thelema como a Ordo Templi Orientis

Embora não seja uma regra, comumente os adeptos da Mão Esquerda são chamados de Bruxo, enquanto os adeptos do Caminho da Mão Direita são os Magos.[9]

 

REFERÊNCIAS:

1.         João Ribeiro Júnior, O Que é Magia, Abril Cultural, p.30-31.

2.         Evans, Dave (2007). The History of British Magick after Crowley. Hidden Publishing. Página 152.

3.         Hutton, Ronald (1999). Triumph of the Moon: A History of Modern Pagan Withcraft. Oxford University Press. Página 392.

4.         João Ribeiro Júnior, O Que é Magia, Abril Cultural, p.31.

5.         Evans, Dave (2007). The History of British Magick after Crowley. Hidden Publishing. Página 197.

6.         Evans, Dave (2007). The History of British Magick after Crowley. Hidden Publishing. Página 205.

7.         Shual. Sexual Magick. Página 31.

8.         Hine, Phil, citado em Evans, Dave (2007). The History of British Magick after Crowley. Hidden Publishing. Página 204.

9.         a b João Ribeiro Júnior, O Que é Magia, Abril Cultural, p.34.

 

BIBLIOGRAFIA

·         "O Que é Magia", João Ribeiro Júnior, Coleção Primeiros Passos, Abril Cultural/Brasiliense.

·         "As Escrituras Satânicas", Peter H.Gilmore. Madras Editora.

·         "A Revolução Luciferiana", Adriano Camargo Monteiro. Madras Editora.

·         "Necronomicon", Simon. Avon Books.

·         "O Necronomicon", Abdul al Hazred. Editora Anúbis.

·         "Nocturnicon", Konstantinos. Madras Editora.

·         "Magia Sexual", Edson Bini. Ícone Editora.

·         "Revista Lucifer Luciferax", Pharzhuph. Independente.

Fonte:Wikipedia

 

25.23 - DUALISMO

Dualismo é uma concepção filosófica ou teológica do mundo baseada na presença de dois princípios ou duas substâncias ou duas realidades opostas e inconciliáveis, irredutíveis entre si e incapazes de uma síntese final ou de recíproca subordinação. É dualista por excelência qualquer explicação metafísica do universo que suponha a existência de dois princípios ou realidades não subordináveis e irredutíveis entre si.

Em filosofia, o dualismo opõe-se às várias formas de monismo, dentre as quais o fisicalismo e o fenomenismo. Refere-se à relação matéria-espírito, fundada sobre a afirmação de que os fenômenos mentais são exteriores ao mundo físico.[1]

História

A ideia aparece na filosofia ocidental já nos escritos de Platão e Aristóteles, que afirmam, por diferentes razões, que a inteligência do Homem (uma faculdade do espírito ou da alma) não pode ser assimilada ao seu corpo, nem entendida como uma realidade física. [2] [3].

O termo aparece pela primeira vez na Veterum Persarum et Parthorum et Medorum Religionis Historia (1700), de Thomas Hyde, [4][5] obra que tratava da doutrina de Zoroastro, com seus dois princípios ou divindades - o bem e o mal -, em luta permanente. Bayle (Dictionnaire historique et critique) e Leibniz (Essais de Théodicée sur la bonté de Dieu, la liberté de l'homme et l'origine du mal) também utilizam o termo no mesmo sentido.

No entanto, o uso do termo na acepção mais difundida pela tradição filosófica data da primeira metade do século XVIII, com Christian Wolff (1670-1754). Wolff deslocou o emprego da palavra para a relação entre corpo e alma, opondo o dualismo ao monismo. Segundo ele "são dualistas aqueles que admitem a existência de substâncias materiais e de substâncias espirituais", [6][7] e o fundador do dualismo teria sido Descartes, que formalizou a versão mais conhecida do dualismo em 1641, ao reconhecer a existência de duas espécies diferentes de substâncias: a corpórea e a espiritual.

Descartes foi o primeiro a assimilar claramente o espírito (substância imaterial) à consciência e distingui-lo do cérebro, que seria o suporte da inteligência. Chamou a mente de res cogitans ("coisa pensante") e o corpo de res extensa ("coisa extensa", isto é, que ocupa lugar no espaço). A ligação entre a mente e corpo, segundo ele, seria feita através do tálamo, uma pequenina parte do cérebro. Foi Descartes, portanto, quem primeiro formulou o problema do corpo-espírito do modo como se apresenta modernamente.[8]

Fontes:

1.    HART, W.D. (1996) "Dualism", in Samuel Guttenplan (org) A Companion to the Philosophy of Mind, Blackwell, Oxford, 265-7.

2.     PLATÃO (428/427 a. C. - 347 a.C.). Apologia de Sócrates, Criton e Fédon.

3.     ARISTÓTELES (384 a.C. – 322 a.C.) Metafísica

4.     HYDE, Thomas. Veterum Persarum et Parthorum et Medorum Religionis Historia. Editio Secunda, MDCCLX.

5.     Speculum. Vocabulário da Filosofia. "Dualismo"

6.     FERRATER-MORA, José. Dicionário de filosofia, Tomo 1 A-D, Loyola, 2004, 2ªed., p.773

7.     Psychologia rationalis, 1734. Seção I, Cap I § 39, p.16 e §51, p. 34.

8.     DESCARTES, R. (1641) Meditações metafísicas

9.     LOVEJOY, Arthur O. The Revolt Against Dualism

10.  UTTAL, William R. Dualism: the original sin of cognitivism. "Modern Philosophical Dualism. 6.3.2. Lovejoy's Spatiotemporal Proof of Dualism" p.227

 

25.24 - MONISMO

 

Monismo [do grego mónos + -ismo]- Doutrina filosófica segundo a qual o conjunto das coisas pode ser reduzido à unidade, quer do ponto de vista da sua substância, quer do ponto de vista das leis (lógicas ou físicas) pelas quais o universo se ordena.

http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/vocabulario/letra-m.htmll

 

Monismo (do grego monis, "um") é o nome dado às teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) por oposição ao dualismo ou ao pluralismo, à afirmação de realidades separadas.

As raízes do monismo na filosofia ocidental estão nos filósofos pré-socráticos, como Zenão de Eléia, Parmênides de Eléia. Spinoza é o filósofo monista por excelência, pois defende que se deve considerar a existência de uma única coisa, a substância, da qual tudo o mais são modos. Hegel defende um monismo semelhante, dentro de um contexto de absolutismo racionalista. O filósofo brasileiro Huberto Rohden é um teórico defensor do monismo.

Algumas religiões pagãs, como é o caso da Wicca, utilizam o conceito de monismo para explicar a crença de que tudo o que há foi criado por uma única divindade, neste caso, a figura de uma Deusa Mãe como entidade cósmica primordial. Essa crença se baseia no fato de que, na natureza, os únicos seres capazes de gerar vida, de criar, são as fêmeas.

Fonte: Wikipedia

 

25.25 - MONOTEÍSMO x POLITEÍSMO

O monoteísmo (do grego: μόνος, transl. mónos, "único", e θεός, transl. théos, "deus": único deus) é a crença na existência de apenas um só Deus.[1] Diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também diferencia-se do henoteísmo por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos.

A divindade, nas religiões monoteístas, é onipotente, onisciente e onipresente, não deixando de lado nenhum dos aspectos da vida terrena.

São exemplos de religiões monoteístas:

·         Bnei Noah

·         Cristianismo

·         Fé Bahá'í

·         Islamismo

·         Judaísmo

·         Zoroastrismo

 

Politeísmo (do grego: Poli, muitos, Théos, deus: muitos deuses) consiste na crença em mais do que uma divindade de gênero masculino, feminino ou indefinido, sendo que cada uma é considerada uma entidade individual e independente com uma personalidade e vontade próprias, governando sobre diversas actividades, áreas, objectos, instituições, elementos naturais e mesmo relações humanas. Ainda em relação às suas esferas de influência, de notar que nem sempre estas se encontram claramente diferenciadas, podendo naturalmente haver uma sobreposição de funções de várias divindades.

O reconhecimento da existência de múltiplos deuses e deusas, no entanto, não equivale necessariamente à adoração de todas as divindades de um ou mais panteões, pois o crente tanto pode adorá-las no seu conjunto, como pode concentrar-se apenas num grupo específico de deidades, determinado por diversas condicionantes como a ocupação do crente, os seus gostos, a experiência pessoal, tradição familiar, etc.

São exemplos de religiões politeístas as da antiga Grécia, Roma, Egipto, Escandinávia, Ibéria, Ilhas Britânicas e regiões eslavas, assim como as suas reconstruções modernas como a Wicca, Xamanismo , Druidismo e ainda o Xintoísmo.

 

 

25.26 - PANTEISMO

Panteísmo é uma crença que identifica o universo (em grego: pan,tudo) com Deus (em grego: theos).

A reflexão deve partir de um conhecimento da realidade divina e depois especular sobre a relação entre o divino e o não-divino. A este ponto de vista chama-se panteísmo acósmico. Inversamente, quando a reflexão começa de uma percepção de toda realidade finita, das entidades passíveis de mudança e é dado o nome Deus a sua totalidade, denomina-se panteísmo cósmico.

Etimologicamente falando, o termo panteísmo deriva das palavras gregas pan ("tudo") e teísmo ("crença em deus"), sustentando a idéia da crença em um Deus que está em tudo, ou a de muitos deuses representados pelos múltiplos elementos divinizados da natureza e do universo.

Em diversas culturas panteístas, frequentemente a idéia de um Deus que vive em tudo complementa e coexiste pacificamente com o conceito de múltiplos deuses associados com os diversos elementos da natureza, sendo ambos aspectos do panteísmo.

A principal convicção é que Deus, ou força divina, está presente no mundo e permeia tudo o que nele existe. O divino também pode ser experimentado como algo impessoal, como a alma do mundo, ou um sistema do mundo. O panteísmo costuma ser associado ao misticismo, no qual o objetivo do mortal é alcançar a união com o divino.

Relação com outras doutrinas e com a ciência

O panteísta é aquele que acredita e/ou tem a percepção da natureza e do Universo como divindade. Ao contrário dos deístas, ele não advoga a existência nem de um Deus criador do Universo, tampouco das divindades teístas intervencionistas, mas simplesmente especula que tudo o que existe é manifestação divina, autoconsciente.

De entre as doutrinas ocidentais, o Panteísmo é uma das que mais se aproximam das filosofias orientais como o Budismo, o Jainismo, o Taoísmo e o Confucionismo. É também a linha filosófica que mais se aproxima da filosofia hermética do antigo Egito, onde o principal objetivo é fazer parte da conspiração Universal (ou conspiração Cósmica).

Contudo, o panteísta não vê a Ciência de maneira diversa de um ateu, não atribuindo a nenhum tipo de divindade fatos como a origem do Universo, da Vida e da espécie Humana. Deus, no Panteísmo, é todo o Universo. O seu templo é qualquer lugar e sua lei é a das Ciências Naturais, a lei natural.

Pensadores panteístas

Algumas das mentes mais brilhantes da humanidade eram panteístas, ao lado de grandes pensadores ateus e agnósticos.

Provavelmente o panteísta mais famoso e notável tenha sido o físico alemão Albert Einstein (não existe fonte dessa afirmação). Seu amaravilhar-se diante da Ciência freqüentemente o estimulava a exaltar uma provável natureza divina inerente a tudo. Muitas das citações de Einstein são equivocadamente utilizadas por criacionistas na ávida tentativa destes de corroborar as suas crenças em um Deus projetista, criador e interventor. Outro físico merece destaque aqui: Amit Goswami, cujos livros best-sellers propõem a união entre a física quântica e a espiritualidade, também chamada de Misticismo Quântico. Sua obra de maior sucesso até o momento sugestivamente intitula-se O Universo Autoconsciente. 

Fonte:Wikipedia

 

25.27 - PANDEISMO

Pandeísmo (em grego πάν) é uma corrente filosófica que surgiu da mistura do panteísmo com o deísmo.

Corrente religiosa sincrética (do grego: πάν (pan), "todo" e do latin deus, "deus") proveniente da junção do panteísmo (identidade de Deus com o Universo) com o deísmo (O Deus criador do universo não mais pode ser localizado, senão com base na razão), ou seja, a afirmação concomitante de que Deus precede o Universo, sendo o seu criador e, ao mesmo tempo, sua Totalidade.

Como o deismo, faz uso de razão na religião, o pandeísmo usa o argumento cosmológico, o argumento teológico e outros aspectos da chamada "religião natural". Tal uso se deu entre os disseminadores de sistemas filosóficos racionais, durante o século XIX.Também foi largamente empregado para identificar a expressão simultânea de todas as religiões.

Algumas Mitologias, tais como a nórdica, sugerem que o mundo foi criado da substância corporal de uma deidade inactiva, ou ser de capacidades similares; no exemplo citado, Odin, junto de seus irmãos Ve e Vili derrotaram e mataram o gigante Ymir, e de sua carne fizeram a terra, dos cabelos, a vegetação, e assim por diante, criando o Mundo conhecido. Semelhantemente, a mitologia Chinesa propugna a mesma estrutura, atribuindo á Pan Gu a criação dos elementos físicos que compõe o Mundo.

João Escoto Erígena em De divisione naturae (862-866), sua obra mais conhecida e também a mais importante, mostrava sua visão sobre a origem e a evolução da natureza, na tentativa de conciliar a doutrina neoplatônica da emanação com o dogma cristão da criação, também um livro posteriormente condenado.

Modernamente, Thomas Paine, filósofo britânico, e o naturalista holandês Franz Wilhelm Junghuhn redimensionaram os conceitos sobre deísmo e panteísmo em suas obras, introduzindo-as na mentalidade contemporânea. O termo Pandeísmo foi inventado por Moritz Lazarus e por Heymann Steinthal em 1859: "Man stelle es also den Denkern frei, ob sie Theisten, Pan-theisten, Atheisten, Deisten (und warum nicht auch Pandeisten?)" ("O homem deixa-o aos filósofos, se são Pantheístas Theístas, atheístas, Deístas (e porque não também Pandeístas?)"[1].

Em 2001, Scott Adams escreveu God's Debris (Restos do Deus), que propõe um formulário de Pandeísmo.[2]

Referências

1.   Moritz Lazarus and Heymann Steinthal, Zeitschrift für Völkerpsychologie und Sprachwissenschaft (1859), p. 262.

2.   Scott Adams, God's Debris (2001) p.43 ISBN 0-7407-2190-9.

 

25.28 - PANENTEISMO

Panenteísmo (pan-en-teísmo), ou krausismo, é uma doutrina que diz que o universo está contido em Deus (ou nos deuses), mas Deus (ou os deuses) é maior do que o universo.

É diferente do panteísmo (pan-teísmo), que diz que Deus e o universo coincidem perfeitamente (ou seja, são o mesmo). O termo foi proposto por Karl Christian Friedrich Krause, na sua obra System des Philosophie (1828), para designar a sua própria doutrina teológica que pretendia servir de mediação entre o panteísmo e o teísmo. O termo passou a ser utilizado para designar múltiplas tentativas análogas, extravasando o sentido original que lhe fora atribuído por Karl Krause[1].

No panenteísmo, todas as coisas estão na divindade, são abarcadas por ela, identificam-se (ponto em comum com o panteísmo), mas a divindade é, além disso, algo além de todas as coisas, transcendente a elas, sem necessariamente perder sua unidade (ou seja, a mesma divindade é todas as coisas e algo a mais).

Esta crença panenteísta pode ser identificada de forma bastante válida com a interpretação cabalística (que hoje em dia vem sendo utilizada por alguns teólogos cristãos, especialmente católicos) da criação, especificamente a idéia de Tzimtzum.

Notas

1.    Encyclopédie de la philosophie (ISBN 2253130125).

 

25.29 - PNEUMATOLOGIA

PNEUMATISMO

Substantivo masculino

Antiga doutrina, do começo da era cristã, que atribuía a causa da vida à ação de uma espécie de espírito etéreo, o pneuma, que desempenhava diversas funções orgânicas.

PNEUMATO...
[Do gr. pneûma, atos.]

Elemento de composição.

1.= 'sopro', 'ar'; 'gás'; 'espírito': pneumatóforo; pneumatólise; pneumatologia.

 

PNEUMATOLOGIA

Filosofia:

Parte da metafísica que trata da alma e de Deus

 

Teologia:

Doutrina que trata dos seres espirituais que ficam entre o homem e Deus (anjos, demônios etc.)

Em Teologia Cristã:

Em Teologia Cristã, pneumatologia se refere ao estudo do Espírito Santo. Na doutrina Cristã popular, o Espírito Santo é a terceira pessoa de Deus na Trindade. Algumas formas de Cristianismo negam que o Espírito Santo seja pessoal, embora assegurando que pode, em algumas ocasiões, influenciar as pessoas. No Evangelho de João, pneuma é unido a renascimento em água e espírito que foram sugeridos para ser o batismo.

 

PNEUMATOFONIA

Pneumatofonia: - (Do grego - pneuma - e - phoné, som ou voz.) - Voz dos Espíritos; comunicação oral dos Espíritos, sem o concurso da voz humana.

LM - página 486

 

Os Espíritos podem igualmente fazer se ouçam gritos de toda espécie e sons vocais que imitam a voz humana, assim ao nosso lado, como nos ares. A este fenômeno é que damos o nome de pneumatofonia. Pelo que sabemos da natureza dos Espíritos, podemos supor que, dentre eles, alguns, de ordem inferior, se iludem e julgam falar como quando vivos. 

 

Devemos, entretanto, preservar-nos de tomar por vozes ocultas todos os sons que não tenham causa conhecida, ou simples zumbidos, e, sobretudo, de dar o menor crédito à crença vulgar de que, quando o ouvido nos zune, é que nalguma parte estão falando de nós. Aliás, nenhuma significação têm esses zunidos, cuja causa é puramente fisiológica, ao passo que os sons pneumatofônicos exprimem pensamentos e nisso está o que nos faz reconhecer que são devidos a uma causa inteligente e não acidental.

 

Pode-se estabelecer, como princípio, que os efeitos_notoriamente_inteligentes são os únicos capazes de atestar a intervenção dos Espíritos. Quanto aos outros, há pelo menos cem probabilidades contra uma de serem oriundos de causas fortuitas.

LM - página 196 item 150

 

Fontes:

  • Dicionário Houaiss,

  • Dicionário Aurélio,

  • Wikipedia,

  • Livro do Médiuns (LM). 

 

25.30 - TEOLOGIA

Teologia (do grego θεóς, transl. theos = "divindade" + λóγος, logos = "palavra", por extensão, "estudo"), no sentido literal, é o estudo sobre deuses. Porém partindo do princípio da definição hegeliana do termo "Teologia", a teologia é o estudo das manifestações sociais de grupos em relação às divindades. Como toda área do conhecimento, possui então objetos de estudo definidos. Como não é possível estudar Deus diretamente, como sugere o termo literalmente observado, a definição de Hegel que, somente se pode estudar aquilo que se pode observar se torna pertinente e atual, conforme as representações sociais nas mais variadas culturas.

Evolução do termo:

No cristianismo, isso se dá a partir da Bíblia. O teólogo cristão-protestante suíço Karl Barth definiu a Teologia como um "falar a partir de Deus". O termo teologia foi usado pela primeira vez por Platão, no diálogo A República, para referir-se à compreensão da natureza divina de forma racional, em oposição à compreensão literária própria da poesia, tal como era conduzida pelos seus conterrâneos. Mais tarde, Aristóteles empregou o termo em numerosas ocasiões, com dois significados:

·           Teologia como o ramo fundamental da filosofia, também chamada filosofia primeira ou ciência dos primeiros princípios, mais tarde chamada de Metafísica por seus seguidores;

·           Teologia como denominação do pensamento mitológico imediadamente anterior à Filosofia, com uma conotação pejorativa, e sobretudo utilizado para referir-se aos pensadores antigos não-filósofos (como Hesíodo e Ferécides de Siro).

Santo Agostinho tomou o conceito de teologia natural da obra Antiquitates rerum humanarum et divinarum, de M. Terêncio Varrão, como única teologia verdadeira dentre as três apresentadas por Varrão: a mítica, a política e a natural. Acima desta, situou a Teologia Sobrenatural (theologia supernaturalis), baseada nos dados da revelação e, portanto, considerada superior. A Teologia Sobrenatural, situada fora do campo de ação da Filosofia, não estava subordinada, mas sim acima da última, considerada como uma serva (ancilla theologiae) que ajudaria a primeira na compreensão de Deus.podemos dizer que teologia e nada mais do que o estudo dos fenomenos religiosos, DEUS não pode ser objeto de estudo, então esses fenomenos são o objetos de estudo.

Teodicéia, termo empregado atualmente como sinonimo de teologia natural, foi criado no século XVIII por Leibniz, como título de uma de suas obras (chamada Ensaio de Teodicéia. Sobre a bondade de Deus, a liberdade do ser humano e a origem do mal), embora Leibniz utilize tal termo para referir-se a qualquer investigação cujo fim seja explicar a existência do mal e justificar a bondade de Deus.

Na tradição cristã (de matriz agostiniana), a Teologia é organizada segundo os dados da revelação e da experiência humana. Esses dados são organizados no que se conhece como Teologia Sistemática ou Teologia Dogmática.

A teologia é fortemente influenciada pelas mais diversas religiões e, portanto, existe a teologia hindu, a teologia budista, a teologia judaica, a teologia católica-romana, a teologia islâmica, a teologia protestante, a teologia mórmon, a teologia umbandista, e outras.

Ramificações:

Teologia cristã: Teologia cristã pode ser definida como as verdades fundamentais da Bíblia e de outras fontes reconhecidas como divinamente inspiradas apresentadas de forma sistemática; ou ainda, a filosofia que trata do nosso conhecimento de Deus e do relacionamento do Deus Altíssimo com o homem, compreendendo assim tudo quanto se relaciona a Deus, a Bíblia e os propósitos divinos.

Teologia sistemática: A teologia sistemática, que engloba ramos como a teologia doutrinal, a teologia dogmática e a teologia filosófica, é o ramo da teologia cristã que reúne as informações extraídas da pesquisa teológica, organiza-as em áreas afins, explica as aparentes contradições e, com isso, fornece um grande sistema explicativo (diferentemente da teologia histórica ou da teologia bíblica).

A teologia sistemática está também associada por vezes à apologética cristã, que serve para, no confronto teológico entre diferentes religiões e heresias, defender a doutrina da confissão cristã em causa.

Os hinos que a sacerdostisa Enheduana compôs para a deusa lua, Inanna, são considerados o primeiro esforço humano registrado na História para compor uma teologia sistemática.

Teologia moral: Na teologia cristã, a teologia moral ocupa-se do estudo sistemático dos princípios ético-morais subjacentes à doutrina e às verdades reveladas por Deus, bem como à sua aplicação posterior à vida quotidiana do cristão e da Igreja. Esta teologia está, em parte, englobada pela teologia sistemática. Mas, apesar disso, muitas vezes ela também está associada à teologia prática.

Os cristãos acreditam que o Evangelho e as verdades e doutrinas reveladas, estudadas pela teologia dogmática, estão essencialmente ligadas a uma ética e conduta moral, algo que eles têm que cumprir e obedecer para serem salvos.

Teologia prática: A teologia prática é a parte da Teologia que estuda a catequese, o governo e as acções de santificação ou de outra natureza da Igreja no mundo. Estuda também o modo como a Igreja comunica a sua fé e as suas verdades.

Teologia natural: Teologia Natural é uma parte da filosofia da religião que lida com as tentativas de se provar a existência de Deus e outros atributos divinos puramente filosóficos, isto é, sem recurso a qualquer revelações especiais ou sobrenaturais. (O outro lado deste esforço é por vezes chamado como "Ateísmo natural", em que filósofos ateus tentam provar que Deus não existe, ou tentam refutar as provas dos filósofos teístas.) A expressão "teologia natural" (theologia naturalis) Sobrevive em citações de Varrão, por Agostinho de Hipona, com base na tradição estoica.

Teologia liberal: Teologia liberal (ou liberalismo teológico) foi um movimento teológico cuja produção se deu entre o final do século XVIII e o início do século XX. Relativizando a autoridade da Bíblia, o liberalismo teológico estabeleceu uma mescla da doutrina bíblica com a filosofia e as ciências da religião. Ainda hoje, um autor que não reconhece a autoridade final da Bíblia em termos de fé e doutrina é denominado, pelo protestantismo ortodoxo, de "teólogo liberal".

Oficialmente, a teologia liberal se iniciou, no meio evangélico, com o alemão Friedrich Schleiermacher(1768-1834), o qual negava essa autoridade e igualmente a historicidade dos milagres de Cristo. Ele não deixou uma só doutrina bíblica sem contestação. Para ele, o que valia era o sentimento humano: se a pessoa "sentia" a comunhão com Deus, ela estaria salva, mesmo sem crer no Evangelho de Cristo.

Teologia espiritual: A teologia espiritual é uma parte da teologia cristã que estuda a perfeição, espiritualidade e vida cristãs como realidades dinâmicas, isto é, como caminhada de configuração da personalidade humana, sob a ação do Espírito Santo, até esta atingir a santidade e, inclusivamente, a perfeição.

Por isso, esta teologia preocupa-se das atitudes e comportamentos pelos quais o homem entra em relação consciente com Deus, bem como, num contexto diferido, dos meios que tornam possível ou facilitam esta relação espiritual.

O caminho espiritual da Igreja, a Tradição, a Sagrada Escritura são as fontes principais da teologia espiritual.

Teologia da prosperidade: Teologia da prosperidade, também conhecida como confissão positiva, palavra da fé, movimento da fé e evangelho da saúde e da prosperidade, é um movimento religioso surgido nas primeiras décadas do século XX nos Estados Unidos da América. Sua doutrina afirma, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, que os que são verdadeiramente fiéis a Deus devem desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc

Teologia da libertação: A teologia da libertação é uma corrente teológica que engloba diversas teologias cristãs[1] desenvolvidas no Terceiro Mundo ou nas periferias pobres do Primeiro Mundo a partir dos anos 70 do século XX, baseadas na opção preferencial pelos pobres contra a pobreza e pela sua libertação. Desenvolveu-se inicialmente na América Latina.

Estas teologias utilizam como ponto de partida de sua reflexão a situação de pobreza e exclusão social à luz da fé cristã. Esta situação é interpretada como produto de estruturas econômicas e sociais injustas, influenciada pela visão das ciências sociais, sobretudo a teoria da dependência na América Latina, que possui inspiração marxista.

A situação de pobreza é denunciada como pecado estrutural e estas teologias propõem o engajamento político dos cristãos na construção de uma sociedade mais justa e solidária, cujo projeto identifica-se com ideais da esquerda. Uma característica da Teologia da Libertação é considerar o pobre, não um objeto de caridade, mas sujeito de sua própria libertação. Assim, seus teólogos propõem uma pastoral baseada nas comunidades eclesiais de base, nas quais os cristãos das classes populares se reúnem para articular fé e vida, e juntos se organizam em busca de melhorias de suas condições sociais, através da militância no movimento social ou através da política, tornando-se protagonistas do processo de libertação. Além disto, apresentam as Comunidades Eclesiais de Base como uma nova forma de ser igreja, com forte vivência comunitária, solidária e participativa.

Por seu método e opções políticas, trata-se de uma teologia extremamente controversa, tanto pelas suas implicações nas igrejas quanto na sociedade. A partir dos anos 1980, com a redemocratização das sociedades latino-americanas e a queda do muro de Berlim com consequente crise das esquerdas e as transformações sociais e econômicas provocadas pela globalização e o avanço do neoliberalismo esta teologia perdeu parte de sua combatividade política e social.

Fonte: Wikipedia

 

25.31 - EMANACIONISMO

Emanacionismo é uma idéia da cosmologia ou cosmogonia presente em alguns sistemas religiosos ou filosóficos. Emanar - do latim emanare - significa "fluir de" e, neste contexto, é o modo pelo qual todas as coisas derivam de uma Realidade Inicial ou Princípio. Todas as coisas são derivadas deste Princípio (ou de um Deus perfeito) através de passos para degraus inferiores de existência (degradação) e à cada passo os seres emanados são menos puros, menos perfeitos, menos divinos. O Emanacionismo propõe um princípio transcendente do qual tudo é derivado e, teologicamente, se contrapõe ao Criacionismo (onde o universo é criado por um Deus consciente que é distinto de sua criação) e do Materialismo (que postula que não existe uma natureza subjetiva ou ontológica por trás dos fenômenos, sendo imanente a divindade).

 

25.32 - COSMOLOGIA

Cosmologia (do grego κοσμολογία, κόσμος="cosmos"/"ordem"/"mundo" + -λογία="discurso"/"estudo") é o ramo da astronomia que estuda a origem, estrutura e evolução do Universo a partir da aplicação de métodos científicos.

A Cosmologia muitas vezes é confundida com a Astrofísica que é o ramo da Astronomia que estuda a estrutura e as propriedades dos objetos celestes e o universo como um todo através da Física teórica. A confusão ocorre porque ambas ciências sob alguns aspectos seguem caminhos paralelos, e muitas vezes considerados redundantes, embora não o sejam.

 

COSMOGONIA

Cosmogonia (do grego κοσμογονία; κόσμος "universo" e -γονία "nascimento") é o termo que abrange as diversas lendas e teorias sobre as origens do universo de acordo com as religiões, mitologias e ciências através da história.

O Big Bang

Como a ciência não prescinde de provas e demonstrações concretas, teria sido apenas um ensaio cosmogônico quando o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître(1894-1966) sugeriu a TEORIA DO BIG BANG pela primeira vez que o universo teria tido um início repentino numa grande explosão - O Big Bang.

Entretanto em 1929 essa hipótese passou a ser plausível a partir das observações do feitas por Milton La Salle Humason no Monte Palomar, do fenômeno da degradação das linhas espectrais da luz (efeito Doppler) que sugeria que o todos os corpos celestes progressivamente se afastam uns dos outros, do que facilmente se conclui que, algum dia, há muito tempo atrás, todo o universo estivesse contido em um único ponto.

Traduzida em números, esta descoberta permitiu ao astrônomo Edwin Hubble deduzir uma progressão aritmética que mais tarde foi chamada de Constante de Hubble que até hoje é a régua cósmica utilizada para confirmar as teorias dos astrônomos e cosmólogos do mundo inteiro.

explicação bíblica

A Tora e a Bíblia apresentam, nos versículos 1 a 19 do primeiro capítulo do livro de Gênesis, o relato da criação dos céus e da Terra atribuído a Javé (outro nome de Deus), o Deus único e omnipotente, que teria executado a obra em seis dias e descansado no sétimo, tornando-o sagrado. Hoje já existe entre algumas correntes teológica da fé cristã a ceitação de quê o mundo passou a existir por meio de um "Big Bang". Essa tese cientificista, neste caso, se coaduna com o texto torádico e bíblico: Haja luz! (Gênesis Cap.1:3.)

Teoria nipônica

A mitologia japonesa explica que no início, os deuses não estavam satisfeitos com a quantidade de comida fornecida no Universo. Então eles criaram esferas giratórias com gente para serví-los. Só que suas mulheres não deixaram dando força aos habitantes dos planetas e assim se iniciou uma guerra que foi tão intensa que foi daí que surgiu o Sol. Os deuses acabaram perdendo a arma que lhes dava a força e o poder para os terráqueos, que criaram tudo o que há na Terra, como árvores e frutos para poder ter condições de viver.

Os brâmanes

A visão bramânica do mundo e sua aplicação à vida estão descritas no livro do Manusmristi (Código de Manu), elaborado entre os anos 200 a.C. e 200 da era cristã, embora também contenha material muito mais antigo. Manu é o pai original da espécie humana. O livro trata inicialmente da criação do mundo e da ordem dos brâmanes; depois, do governo e de seus deveres, das leis, das castas, dos atos de expiação e, finalmente, da reencarnação e da redenção. Segundo as leis de Manu, os brâmanes são senhores de tudo que existe no mundo.

Visão islâmica

O Islâmismo partilha da mesma fonte cosmogônica dos judeus e cristãos, os escritos atribuídos ao profeta Moisés na Torá. Outros Livros passíveis de crédito islâmico são: os Salmos, o Evangelho, e O Corão que é o derradeiro e completo livro sagrado, constituindo a coletânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé.

No budismo

A religião budista abstrai a existência de deus criador para se focar exclusivammente na busca do nirvana. Para essa religião, que se inicia com o despertar de Buda e não revolve outras áreas do conhecimento, o universo é simplesmente o que sempre foi "desde o tempo sem início".

Mito inuit

Os inuits explicam a Origem do Universo tal como a conhecem as culturas ocidentais e a ciência, apontando para o modelo de ordem cósmica. Estes mitos tem lugar em Tshishtashkamuku, a terra dos Mishtapeuat. Eles também acreditavam que o milho era um presente de seu deus, por isso comem muito milho.

Teoria espírita

O Espiritismo tende a concordar com as descobertas científicas abduzindo entretanto a interferência de Deus na engenharia da criação do Universo e mesmo na inspiração dos cientistas descobridores. "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas".[1]

Outros mitos

·           Mitologias asteca, egipcias, nórdicas, greco-romano, etc.

Referências

1.      Kardec, Allan , tradução de Guillon Ribeiro (2007), «Capítulo I», O Livro dos Espíritos: princípios da doutrina espírita: filosofia espiritualista, 14. ed. de bolso, 65, Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira. ISBN ISBN 978-85-7328-484-3

Fontes:

A Genese  - Allan Kardec

Biblia

Corão

Talmud

Enciclopédia Larousse,

Dicionario Houaiss 

Wikipedia

 

25.33 - IMANÊNCIA

A imanência é um conceito religioso e metafísico que defende a existência de um ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físico. Este conceito geralmente contrasta ou coexiste com a ideia de transcendência.

Imanência na religião

Ao prestar culto, um pesquisador pela imanência se pode achar Deus dentro de si procurando-o. Este conceito é usado frequentemente no hinduísmo para descrever o relacionamento de Brâman, ou Ser Cósmico, no mundo material. (como demonstrado em teísmo monístico). O hinduísmo define Brâman como ambos transcendente e imanente - variando a ênfase destas qualidades de acordo com cada ramo filosóficas dentro desta religião. A imanência é um dos 'cinco conceitos' para os drusos, e é representada pela cor branca. Muitos estudiosos, como Henry David Thoreau, que popularizaram o conceito de imanência, foram influenciados pelo ponto de vista hindu.

Imanência e Jesus no cristianismo

No cristianismo o Deus transcendente, (que transcende - ultrapassa - as eras do mundo), santo e onipotente, que não pode ser alcançado ou visto, por ser atingido pela primariedade imanente no Homem-Deus Jesus o Cristo, que é a encarnação da segunda pessoa da Trindade.

Isto foi expresso na famosa carta de São Paulo aos filipenses, onde ele escreve:

"O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se obediente até a morte, e morte na cruz." [1]

Tzimtzum na teoria cabalística

No misticismo judeu,Tzimtzum (צמצום Hebreu: "contração" ou "constrição") refere-se a teoria Cabalística que na criação Deus "contrai" sua essência infinita para permitir um "espaço conceitual" no qual um mundo finito e independente existiria. O conceito de Tzimtzum contém um paradoxo embutido, pois ele exige que Deus seja simultaneamente transcendente e imanente:

·           Por um lado, se o "Infinito" não o restringe, então nada poderia existir - tudo deveria estar submerso pela totalidade de Deus. Esta existência requer a transcendência de Deus, como acima.

·           Por outro lado, Deus continuamente mantém a sua existência, e isto de fato sem se abster do universo. "A força vital divina que criou todas as criaturas precisa estar constantemente presente dentro dele... esta força vital deve renunciar a qualquer ser criado mesmo que por um breve momento, caso contrario isto reverteria a um estado de inexistência, como antes da criação...".

Dzogchen

O budismo tântrico e Dzogchen, pressupõem uma base não-dual para ambas, a experiência e a realidade que poderia ser considerada uma exposição de uma filosofia da imanência que tem uma história no subcontinente da Índia desde as mais antigas eras até o presente. Uma paradoxal consciência não-dual ou rigpa em Tibetano -vidya em Sânscrito) - é dito ser o 'estado de auto perfeição' de todos os seres. Escolastas determinam diferentemente estas tradições de monismo. O não-dual diz ser ambos imanente e transcendente, e ao mesmo tempo nem um, nem outro. Uma exposição clássica é a Madhyamaka, refutação dos extremos que o filosofo-adepto do Nagarjuna propôs.

Expoentes desta tradição não-dual enfatizam a importância de uma experiência direta de não-dualidade através de ambas na pratica de meditação e nas investigações filosóficas. Em uma versão, mantém desperta enquanto os pensamentos surgem e dissolvem dentro do 'campo' da mente, outros não as aceitam ou as rejeitam, mas deixam a mente vagar livremente até uma sutil sensação de imanência aparecer. Vipassana ou insight é a integração da 'presença desperta' com este sublevar da mente. A Não-dualidade ou rigpa é o reconhecimento que em ambos a quietude, o estado de calma permanente achado em samatha e o movimento ou sublevar do fenômeno como achado no vipassana não são separados. Deste modo ele pode ser proposto que Dzogchen é um método ou reconhecimento da 'pura imanência' sobre o qual Deleuze teorizou.

Métodos alternativos

Outro significado de imanência e algo que esta contindo no interior, ou permanece dentro dos limites da pessoa, do mundo, ou do si.

Este significado é mais intimo do cristianismo e de outras teologias monoteístas, nas quais Deus transcende sua criação.

Imanência na Sociologia

Imanente quer dizer realidade física existente.

Imanência na filosofia

O termo "imanência" é normalmente entendido como uma força divina, ou o ser divino, que permeia todas as coisas que existem e é capaz de influenciá-las. Tal significado é comum no panteísmo e no panpsiquismo, e implica que a divindade está inseparavelmente presente em todas as coisas. Neste significado, imanência se opõe a transcendência, entendida como a divindade sendo separada ou transcendente ao mundo (uma exceção é Giovanni Gentile "Indianismo Atual", onde imanência do assunto é considerada identificar com a transcendência sobre o mundo material).

Giordano Bruno, Baruch Spinoza e, pode-se argumentar, a filosofia de Hegel foram filosofias de imanência, bem como o estoicismo, versus filosofias transcendentes tais como tomismo ou a tradição Aristoteliana. Gilles Deleuze qualifica Espinosa como o "príncipe dos filósofos" por sua teoria de imanência, que Espinosa resume por "Deus sive Natura" ("Deus é natureza"). Tal teoria considera que não há transcendência principio ou causa externa para o mundo, e que o processo da produção da vida esta contida na própria vida. [2] Quando combinamos com Idealismo, a teoria da imanência qualifica-se como "o mundo" não tem nenhuma causa externa além da mente.

 

No contexto da teoria de Kant do conhecimento de imanência significa manter nos limites da experiência do possível.

O filosofo francês do século XX, Gilles Deleuze, usou o termo imanência para se referir a sua "filosofia empirista", na qual foi obrigado a criar ação e resultou algo além do que a transcendência estabelecia. Seu texto final foi intitulado Imanência: uma vida..., fala de um plano de imanência.[3] Colaborando, Giorgio Agamben escreve em The Coming Community (1993) : "Há algum tipo de efeito algo que os humanos são e tem de ser, mas esta não é essência pertinente de uma coisa: Ela é um simples fato da própria existência como uma possibilidade ou potencialidade".

Etimologia

O termo "imanência" compõe-se dos termos latinos in e manere, que juntos têm o significado original de "existir ou permanecer no interior".

Referências

1.     Bíblia, Filipenses 2:6-8, (KJV)

2.     Veja Antonio Negri, The Savage Anomaly: The Power of Spinoza's Metaphysics and Politics (traduzido em 1991, Minnesota Univ. Press)

3.     Gilles Deleuze. Faculty European Graduate School.

 

 

25.34 - HUMANISMO

Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade. Embora a palavra possa ter diversos sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior.[1][2] Desde o século XIX, o humanismo tem sido associado ao anti-clericalismo herdado dos filósofos Iluministas do século XVIII. O termo abrange religiões não teístas organizadas, o humanismo secular e uma postura de vida humanista.[3]

Humanistas famosos são entre outros Gianozzo Manetti, Marsílio Ficino, Erasmo de Roterdão, Carlos Bernardo González Pecotche, Francesco Petrarca, François Rabelais, Pico de La Mirandola, Thomas Morus, Andrea Alciati, Auguste Comte.

Vertentes do Humanismo

O humanismo marxista é uma linha interpretativa de textos de Marx, geralmente oposta ao materialismo dialético de Engels e de outras linhas de interpretação que entendem o marxismo como ciência da economia e da história.

É baseado nos manuscritos da juventude de Marx, onde ele critica o idealismo Hegeliano que coloca o ser humano como um ser espiritual, uma autoconsciência. Para Marx o ser humano, é antes de tudo um ser natural, assim como já havia dito Feuerbach, mas, diferentemente deste, Marx considera que o ser humano, diferente de todos os outros seres naturais, possui uma característica que lhe é particular, a consciência, que se manifesta como saber.

Como nos diz Salvatore Puledda a respeito disso em seu livro "Interpretaciones del Humanismo", "Através de sua atividade consciente o ser humano se objetiva no mundo natural, aproximando-o sempre mais de si, fazendo-o cada vez mais parecido com ele: o que antes era simples natureza,agora se transforma em um produto humano. Por tanto, se o homem é um ser natural, a natureza é, por sua vez, natureza humanizada, ou seja, transformada conscientemente pelo homem."

Os humanistas seculares, como o nome indica, são mais racionalistas e empiristas e menos espirituais; são geralmente associados a cientistas e acadêmicos, embora a filosofia não se limite a esses grupos. Têm preocupação com a ética e afirmam a dignidade do ser humano, recusando explicações transcendentais e preferindo o racionalismo. São ateus ou agnósticos. Cerca de 54% dos Universalistas Unitários baseiam suas crenças no humanismo.

Os humanistas religiosos acham que o humanismo secular é friamente lógico demais e são mais espirituais, alguns chegando a ser deístas. São ocasionalmente associados a artistas e cristãos liberais.

O humanismo renascentista propõe o antropocentrismo. O antropocentrismo era a idéia de "o homem ser o centro do pensamento filosófico", ao contrário do teocentrismo, a idéia de "Deus no centro do pensamento filosófico". O antropocentrismo surgiu a partir do renascimento cultural.

O humanismo positivista comtiano (Auguste Conte) afirma o ser humano e rejeita a teologia e a metafísica. A forma mais profunda e coerente do humanismo comtiano é sua vertente religiosa, ou seja, a Religião da Humanidade, que propõe a substituição moral, filosófica, política e epistemológica das entidades supranaturais (os "deuses" ou as "entidades" abstratas da metafísica) pela concepção de "Humanidade". Além disso, afirma a historicidade do ser humano e a necessidade de uma percepção totalizante do homem, ou seja, que o perceba como afetivo, racional e prático ao mesmo tempo.

O humanismo logosófico propõe ao ser humano a realização de um processo de evolução que o leve a superar suas qualidades até alcançar a excelência de sua condição humana. González Pecotche afirmava que o humanismo logosófico "parte do próprio ser sensível e pensante, que busca consumar dentro de si o processo evolutivo que toda a humanidade deve seguir. Sua realização nesse sentido haverá, depois, de fazer dele um exemplo real daquilo que cada integrante da grande família humana pode alcançar".[4]

Escola Literária

Também há a escola literária chamada Humanismo, que surgiu bem no final da Idade Média (entre o século XV e final do século XVI). Ainda podemos ressaltar as prosas doutrinárias, dirigidas à nobreza. Já as poesias, que eram cultivadas por fidalgos, utilizavam o verso de sete sílabas e o de cinco sílabas. Podemos destacar João Ruiz de Castelo Branco como importante autor de poesias palacianas.[5]

Referências

1.     Compact Oxford English Dictionary. [S.l.]: Oxford University Press, 2007. Typically, abridgments of this definition omit all senses except #1, such as in the Cambridge Advanced Learner's Dictionary, Collins Essential English Dictionary, and Webster's Concise Dictionary. New York: RHR Press, 2001. 177 p.

2.     Definitions of humanism (subsection). Institute for Humanist Studies. Página visitada em 16 Jan 2007.

3.     Edwords, Fred (1989). What Is Humanism?. American Humanist Association. Página visitada em 19 August 2009. "Secular and Religious Humanists both share the same worldview and the same basic principles... From the standpoint of philosophy alone, there is no difference between the two. It is only in the definition of religion and in the practice of the philosophy that Religious and Secular Humanists effectively disagree."

4.     González Pecotche, Carlos Bernardo (2007). "O Mecanismo da Vida Consciente". Editora Logosófica, 14ª edição, Cap. 12.

5.     http://humanismo.historico.googlepages.com/

 

25.35 - HENOTEISMO

Henoteísmo (do grego hen theos, "um deus") é termo criado pelo orientalista e estudioso das religiões Max Müller (1823-1900) para designar a crença em um Deus único, mesmo aceitando a existência possível de outros deuses. Seu objetivo era estudar comparativamente as religiões orientais e o monoteísmo judaico, islâmico e cristão, contestando a superioridade teológica deste perante outras concepções de divindade. Termos equivalentes a essa ideia são "monoteísmo inclusivo" e "politeísmo monárquico". Nesse sentido, um "deus" pode se referir a uma personificação (entre outras) do Deus supremo, mas também pode-se atribuir a esse Deus o poder de assumir múltiplas personalidades.

Henoteísmo presente em diversas religiões

Cristianismo

Vários cristãos acreditam numa grande variedade de anjos, santos, demônios, porém eles sempre são inferiores a Santíssima Trindade. Embora muitos fiéis negam que tais seres sejam deuses, muitas vezes existem em orações ou crenças. Algumas denominações cristãs possuem características henoteístas, como o Gnosticismo e os mórmons, ou a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Hinduísmo

Atualmente o Hinduísmo é descrito como uma religião monista e algumas partes monoteísta. Porém, antigamente tais fiéis acreditavam, além de um deus supremo, em certas forças da natureza que controlavam diferentes elementos.

Mitologia greco-romana

A mitologia greco-romana é um dos mais famosos exemplos de politeísmo, por crer em vários deuses, para diversos elementos ou sentimentos. Mas em algumas circunstâncias aparece a ideia de um deus mais poderoso ou uma essência divina superior e única, como Zeus (ou Júpiter). O Estoicismo e o Neoplatonismo são correntes filosóficas do mundo antigo que defendiam posturas henoteístas.

Antiga religião egípcia

Na antiga religião egípcia, sempre existiram vários deuses (ou neteru), sendo , o primeiro deus, considerado o líder e Amon, chamado de "O Rei dos Deuses" os mais poderosos. Mas, a crença diz que os dois seres se uniram (ver Antiga religião egípcia), formando o supremo Amon-Rá.

Fonte: Wikipedia

 

 

25.36 - EVANGELISMO

 

Evangelização

Evangelismo ou Evangelização é a pregação do Evangelho Cristão (a mensagem cristã) e, por extensão, qualquer forma de pregação e proselitismo, com fins de adquirir adeptos, produzir conversão ou mudanças de hábitos, crenças e valores.

A palavra evangelista provém da palavra do grego koiné (tipo de dialecto grego, popular, usado no Novo Testamento εάγγελος ("eu-angelos"), que significa "boas novas" ou "boas notícias" e refere-se directamente aos quatro evangelhos do Novo Testamento (existem outros, contudo. esses são apócrifos). Assim, os evangelistas são os autores dos evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Considera-se, contudo, que a evangelização, no sentido do cristianismo, tenha tido início com o próprio ministério de Jesus Cristo que, ao escolher os seus doze discípulos, os preparou para espalhar a sua mensagem religiosa.

Conceituação

No cristianismo, Evangelismo é o sistema, baseado em princípios e métodos apresentados no Novo Testamento, pelo qual se comunica o Evangelho de Cristo a (todo) pecador sob a liderança e poder do Espírito Santo. A mensagem do Evangelho e a persuasão do Espírito Santo faz com que o pecador aceite Cristo como seu Salvador Pessoal e se torne também um seguidor (discípulo) de Cristo.

O discípulo, por ação do Espírito Santo, deve divulgar o Evangelho e aguardar a volta de Cristo em comunhão com uma igreja através do batismo e da celebração da Santa Ceia.

As várias maneiras de se evangelizar formam um sistema chamado Evangelismo. A partícula -ismo denota um sistema muito bem preparado, que está subentendido pelo texto de 1 Timóteo 2.15.

O Evangelismo, em função de sua complexidade, é a arte de fazer discípulos. A mesma coisa, portanto, que discipulado (Mateus 28.19, 20).

Daniel Thambyrajah Niles formulou as seguintes definições:

·         Evangelismo é a missão suprema da Igreja.

·         Evangelismo é fazer a Palavra de Deus chegar ao conhecimento do povo.

·         Evangelismo é a Igreja que vai.

·         Evangelismo é a Igreja que segue.

·         Evangelismo é a Igreja que ataca.

Nas conferências de Amsterdam 86, diversos evangelistas itinerantes emitiram publicamente suas definições concernentes ao Evangelismo:

Evangelismo é compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa; através da palavra falada ou escrita.

 

Evangelismo é comunicar as ações redentoras de Deus ao homem.

Evangelismo é proclamar as boas notícias, deixando os resultados absolutamente nas mãos de Deus.

Ver  Cristianismo

EVANGELICALISMO:

Evangelicalismo é uma concepção originária de "evangélico", o Evangelicalismo é um movimento teológico originário do Protestantismo, mas que não se limita a ele, que crê na necessidade de o indivíduo passar por uma experiência de conversão ("nascer de novo", "aceitar Jesus") e que adota a Bíblia como única base de fé e prática. Segundo Hudson[1], evangelicalismo é um movimento teológico que enfatiza a experiência de conversão como ponto de partida da vida cristã.

Evangelicalismo e Fundamentalismo

É distinto do Fundamentalismo cristão, que possui uma interpretação literal da Bíblia e rejeita o conhecimento científico (como criticismo textual) e o diálogo com organizações religiosas que não sejam de mesma doutrina. O teólogo Harold Ockenga definiu o Neo-Evangelicalismo e distinguiu-o do fundamentalismo em 1947.

História do Evangelicalismo

O Evangelicalismo tem raíz no Pietismo germânico e no Metodismo britânico, nasceu na região de fronteira agrícola no oeste dos Estados Unidos, durante os Grande Despertares e teve como expoentes a Jonathan Edwards, John Wesley, Charles Finney, Dwight L. Moody, Harold Ockenga e Billy Graham.

Nos Estados Unidos várias escolas aderem a este movimento teológico, como o Fuller Theological Seminary, em Pasadena, California, Talbot College (California), Wheaton College em Chicago, Gordon-Conwell Theological Seminary em Boston.

Evangelicalismo na Igreja Católica Romana

O movimento evangelicalista na Igreja Católica Romana nasceu na Irlanda, Quebec e Inglaterra na primeira metade do século XIX devido ao intenso contato com o protestantismo nessas áreas. Teólogos como Newman e Manning defendiam doutrinas evangelicalistas, que mais tarde foram aceitas, como a Doutrina Social da Igreja e as reformas do Concílio Vaticano II.

Esse movimento encontrou oposição dentro do catolicismo conservador. Nos meados do século XIX alguns católicos evangélicos dos EUA foram excomungados por "heresia americanista" que consistia em defender a separação entre igreja e estado, missa no vernáculo e administração das finanças pelas paróquias locais (trusteísmo). O Papa Pio IX condenou essas idéias no Sílabo de Erros em 1864. O Concílio Vaticano I veio diminiuir as esperanças da ala evangélica do catolicismo.

Depois do Concílio Vaticano II o movimento voltou a crescer principalmente nos Estados Unidos. De uma decisão toamda em 1978, a Conferência dos Bispos Americanos publicaram o documento "This Holy and Living Sacrifice—Directory for the Celebration and Reception of Communion under Both Kinds" em 1985 ("Esse Santo e Vivo Sacrifício - Direções para a celebração e recepção da comunhão em ambas espécies"), autorizando o uso de vinho e pão nas missas. Também criaram um Missal para as celebrações não-eucarísticas, que podem ser presidida por leigos ou por sacerdotes ordenados.

É baseada no principio que:

·         Todos pecaram;

·         Só Jesus Cristo Salva;

·         É necessário que cada indivíduo se arrependa e creia em Jesus Cristo para a vida eterna;

·         Redescoberta e valorização da Bíblia Sagrada;

·         Compromisso da evangelização: proclamar a salvação em Cristo e a justiça social à humanidade.

Muitas paróquias (principalmente no Meio-Oeste Americano e Sul) seguem este movimento teológico e possui apoios de bispos como Anthony Pilla da Diocese de Cleveland, OH e Nicholas di Marzio da Diocese do Brooklyn. Uma típica paróquia evangélica americana apresenta muitas semelhanças com uma igreja protestante tradicional: o padre (sem paramentos ou roupas distintas) dirige cultos não-eucarísticos baseados na leitura Bíblia, não existe novenas para santos, referem-se aos padres como "pastor", usam hinários protestantes, etc.

O movimento evangelicalista na Igreja Católica é anterior e distinto da Renovação Carismática Católica, embora recentemente muitos católicos evangélicos aderem também ao movimento carismático.

Evangelicalismo na Igreja Ortodoxa

O movimento evangelicalista na Igreja Ortodoxa é relativamente desconhecido fora da Romênia. Iniciou na segunda metade do século XIX quando reacendeu o fervor religioso dos romenos pelo tomos de autonomia que elevara a Igreja Ortodoxa Romena ao status de Patriarcado. Também houve a publicação da Bíblia em língua vernácula na romênia. Em 1926 o padre Iosif Trifa organizou o Oastea Domnului - o Exército do Senhor - como uma sociedade evangelicalista interna da Igreja Ortodoxa Romena.

Fonte: Wikipedia

Ver  Cristianismo

 

 

25.37 - EUCARISTIA

Eucaristia (do grego εχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "ação de graças") é uma celebração em memória da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Também é denominada "comunhão", "ceia do Senhor", "primeira comunhão", "santa ceia", "refeição noturna do Senhor".

Ritual:

O evangelista Lucas registrou esse mandamento da seguinte forma: "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. De forma semelhante, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] no meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20, e também Mateus 26;26-29, Marcos 14:22-25, I Coríntios 11:23-26).

Nesta manifestação as igrejas cristãs geralmente repetem o que Jesus Cristo fez na sua Última Ceia, antes de ser entregue às autoridades por Judas Iscariotes, conforme a narração dos evangelhos. Na ocasião, compartilhou com seus apóstolos pão e vinho, na época da celebração da Páscoa judaica (com pães ázimos).

Assim o pão usado na celebração, segundo alguns cristãos, é visto como o Corpo de Cristo sem pecado, que Ele ofereceu na Cruz (em romano stauros) como resgate. O vinho é Seu sangue derramado (ou seja, a sua vida perfeita), para remissão da humanidade condenada ao pecado herdado e morte.

Algumas religiões cristãs celebram a Ceia diariamente ou semanalmente. Algumas denominações cristãs realizam-na duas vezes ao mês, outras mensalmente, outras a cada dois meses ou anualmente (Testemunhas de Jeová e Congregação Cristã).

A passagem do pão e do vinho para o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo (transubstanciação) só é celebrada pela igreja Católica Romana. Na Igreja Ortodoxa é visto como mistério. No luteranismo como consubstanciação. Na tradição Reformada como real presença. Nas outras denominações protestantes de tradição do evangelicalismo acontecem apenas uma ceia, na qual o pão e o vinho não deixam de continuar sendo pão e vinho. A Eucaristia é quando a pessoa recebe o corpo e o sangue de Cristo.

Significado e celebração

Igreja Católica

A doutrina da Igreja Católica sempre ensinou que Jesus, antes de morrer, já se referia a este ritual sacramental: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (João 6:51-71). Isto é claro já nos primeiros escritos a respeito, como na carta de São Justino a respeito do tema [1]

Na Igreja Católica, a Eucaristia é um dos sete sacramentos. Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica[1], a Eucaristia é " o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna." (n. 271). A palavra Hóstia, em latim, quer dizer vítima, que entre os hebreus, era o cordeiro, sem culpa, imolado em sacrifício a Deus.

Segundo o papa João Paulo II, em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia, a Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho.[2] Ainda nessa encíclica, é chamada atenção para o fato significativo de que no lugar onde os Evangelhos Sinópticos narram a instituição da Eucaristia, o evangelho de João propõe a narração do lava-pés, gesto que mostra Jesus mestre de comunhão e de serviço[3]; em seguida o Papa atenta para o fato de que mais tarde o apóstolo Paulo qualifica como indigna duma comunidade cristã a participação na Eucaristia que se verifique num contexto de discórdia e de indiferença pelos pobres.[4]

Comungar ou receber a Comunhão é nome dado ao ato pelo qual o fiel pode receber a sagrada hóstia sozinha, ou acompanhada do vinho consagrado, especialmente nas celebrações de Primeira Eucaristia e Crisma. Segundo o Compêndio, "Para receber a sagrada Comunhão é preciso estar plenamente incorporado à Igreja Católica e em estado de graça, isto é, sem consciência de pecado mortal. Quem tem consciência de ter cometido pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes da Comunhão. São também importantes o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e ainda a atitude corporal (gestos, trajes), como sinal de respeito para com Cristo." (n. 291).[carece de fontes?]

 

A Igreja Católica confessa a presença real de Cristo, em seu corpo, sangue, alma e Divindade após a transubstanciação do pão e do vinho, ou seja, a aparência permanece de pão e vinho, porém a substância se modifica, passa a ser o próprio Corpo e Sangue de Cristo.

Eucaristia também pode ser usado como sinônimo de hóstia consagrada, no Catolicismo. "Jesus Eucarístico" é como os católicos se referem a Jesus em sua presença na Eucaristia. "Comunhão" é como o sacramento é mais conhecido. As crianças farão a sua Primeira comunhão. "Comunhão Eucarística" é a participação na Eucaristia.

Também há uma adoração especial, chamada "adoração ao Santíssimo Sacramento" e um dia especial para a Eucaristia, o Dia do Corpo de Cristo (em lat. Corpus Christi). Segundo Santo Afonso Maria de Ligório, a devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós[5]. Para a Igreja, a presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho.[6] Um dos grandes fatores que contribuíram para se crer na presença real de Cristo e adorá-lo, foram os "milagres Eucarísticos" em várias localidades do mundo, entre eles, um dos mais conhecidos foi o de Lanciano (Itália).

São João Crisóstomo destaca o efeito unificador da Eucaristia no Corpo de Cristo, que é identificado pelos cristãos como a própria Igreja: Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo.[7] João Paulo II ensinou que à desagregação enraizada na humanidade é contraposta a força geradora de unidade do corpo de Cristo.[8]

Segundo a Igreja Católica a transubstanciação da Hóstia pode ser feita apenas por presbíteros(ou padres) ou por sacerdote de maior grau hierárquico (bispos, por alguns cardeais (nem todos são sacerdotes, alguns cardeais são leigos ou civis, ou diáconos. Ou a missa é celebrada pelopapa). Os diáconos( primeiro grau hierárquico do sacerdócio, não ministram este sacramento.

Igreja Ortodoxa

Como a doutrina da transubstanciação surgiu no ocidente após o cisma com a Igreja Ortodoxa, nela não há uma formulação teológica sobre o que acontece com os elementos na liturgia divina - é tido como "mistério".

O pão na liturgia ortodoxa é fermentado (simbolizando a nova natureza em Cristo) e o vinho é servido a todos os fiéis (inclusive crianças), servido com uma colher.

Igreja do Oriente

Na Igreja do Oriente a Qurbana Qadisha (em aramaico: o Santo Sacrifício) seguem um dos mais antigos ritos em uso, o de Addai e Mari. Suas orações eucarísticas, Gehantha, possuem grande semelhança com as orações e bençãos judaicas sobre as refeições. Na Igreja do Oriente a doutrina da transubstanciação é desconhecida e em sua liturgia não há as palavras de instituição ("este é meu corpo...este é meu sangue...").

Anglicanismo

Na Igreja Anglicana, o entendimento é de um sacramento, independente de como o mesmo será entendido pelo comungante. Havendo alguns que tendem a uma explicação mais católica outros a explicações mais protestantes(de acordo com a linha dentro do anglicanismo) e alguns até preferem nem se preocupar em explicar como se dá, estando satisfeitos em saber que o corpo e sangue de Jesus está presente ali de alguma maneira.

Protestantismo

Dentro do protestantismo, cuja teologia remonta aos princípios da reforma e são influenciados por Lutero e Calvino, são três visões principais quanto a Eucaristia.

Nas igrejas Luteranas existe o entendimento da ceia como essência ou substância do corpo e do sangue de Cristo, e não transformada no mesmo. A essa forma de entendimento dá-se o nome de consubstanciação ou união sacramental.

Na visão de Zuínglio a ceia é a lembrança do sacrifício de Cristo - essa posição é chamada de memorialismo.

A proposta de Calvino, em oposição a Lutero e Zuínglio, era que na ceia ocorria a presença de Jesus, não nos elementos, mas espiritualmente e posteriormente comunicada aos comungantes. A essa forma de entendimento dá-se o nome de presença espiritual.

Evangelicalismo

Dentro da teologia evangelical a Eucaristia é chamada geralmente por "Santa Ceia" ou "ceia do Senhor", derivando da teologia de Zwinglio. O reformador suíço doutrinava que a ceia não podia promover efeitos espirituais, sendo apenas um símbolo e tendo como único efeito o de lembrança.

Batistas

No século XVII, quando do surgimento da denominação batista, o seu fundador, John Smith, baseou-se, em relação à ceia, nos princípios disseminados por Zwinglio, assim concebendo a ceia apenas como um rito simbólico ordenado por Cristo cujo único efeito é de lembrar-se do mesmo.

O termo preferido é de "ordenança" ao invés de "sacramento".

Testemunhas de Jeová

A celebração da morte de Jesus Cristo realiza-se anualmente pelas Testemunhas de Jeová, segundo o calendário judaico, em 14 de Nisã, após o pôr-do-Sol. É comummente chamada de Celebração da Morte de Cristo.

Santos dos Últimos Dias

Entre os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o chamado Sacramento (simplificação de Sacramento da Ceia do Senhor) é partilhado semanalmente aos domingos durante a Reunião Sacramental e é o momento de maior relevância espiritual entre os serviços religiosos dominicais.

Partilham-se pão e água em lembrança do corpo e sangue de Jesus e o ritual é considerado uma renovação dos convênios batismais.

Referências

  1.  São Justino. A Celebração da Eucaristia. Página visitada em 07 de Maio de 2011.

  2.  Encíclica Ecclesia de Eucharistia, Cap. I, 19

  3.  João 13, 1-20.

  4.  1 Coríntios 11, 17-22.27-34.

  5.  Visitas ao Santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima, Introdução: Obras Ascéticas (Avelino 2000), 295.

  6.  Cf. Conc. Ecum. de Trento, Sess. XIII, Decretum de ss. Eucharistia, cân. 4: DS 1654.

  7.  Homilias sobre a I Carta aos Coríntios, 24, 2: PG 61, 200; cf. Didaké, IX, 4: F. X. Funk, I, 22; S. Cipriano, Epistula LXIII, 13: PL 4, 384.

  8.  Encíclica Ecclesia de Eucharistia, Cap. II, 24.

 

Fonte: Wikipedia

 

25.38 - BATISMO

O batismo (AO 1945: baptismo) é um rito de passagem, feito normalmente com água sobre o iniciado através da imersão, efusão ou aspersão. Este rito de iniciação está presente em vários grupos, religiosos ou não, onde destacam-se os cristãos. Na Igreja Católica, o batismo é o sacramento através do qual o Sacrifício Pascal de Jesus Cristo se aplica às almas, tornando-as membros da Igreja e abrindo o caminho da salvação eterna.

Significados

O termo é a transliteração do grego "βαπτισμω" (baptismō) para o latim (baptismus), conforme se vê na Vulgata em Colossenses 2:12. Este substantivo também se apresenta como "βαπτισμα" (baptisma) e "βαπτισμός" (baptismós), sendo derivado do verbo "βαπτίζω" (baptizō), o qual pode ser traduzido por "batizar", "imergir", "banhar", "lavar", "derramar", "cobrir" ou "tingir", conforme utilizado no Novo Testamento e na Septuaginta.

As abluções do Antigo Testamento (Hebreus 6:2 e 9:10) foram traduzidas por "batismos" no grego koiné, que é o usado no Novo Testamento. Através da discussão entre os discípulos de João e os discípulos de Jesus (João 3:25 e 26) vemos que as purificações "καθαρισμός" (katharismós) são usadas como sinônimos de baptismo.

Esta é a mesma palavra usada em Lucas 2:22, quando Maria vai apresentar Jesus. Referindo-se ou período de purificação próprio das mulheres que tinham filho, como está na lei mosaica.

Em Marcos 7:4, onde o termo não representa o baptismo cristão, o verbo é traduzido em diferentes versões da Bíblia por lavar, limpar, aspergir ou, literalmente, batizar.

Os textos em Marcos 10:38 e Lucas 24:49 enfatizam o baptismo como rito de passagem.

A transliteração, portanto, se justifica diante do universo semântico apresentado.

Sacramento

Segundo algumas denominações cristãs, entre as quais a Católica e a Reformada, o baptismo é visto como um sacramento e o fundamento da comunhão entre todos os cristãos. Como tal vai proporcionar ao baptizando a bênção e a graça de Deus. Segundo a doutrina da Igreja Católica, o baptismo não só é um sacramento de inclusão na Igreja, no Corpo Místico de Cristo, como também é necessário para a salvação.

Na Igreja Católica, o baptismo é dado às crianças (baptismo infantil) e a convertidos adultos que não tenham sido antes baptizados validamente (o baptismo da maior parte das igrejas cristãs é considerado válido pela Igreja Católica visto que se considera que o efeito chega directamente de Deus independentemente da fé pessoal, embora não da intenção, do sacerdote).

"O rito essencial deste sacramento consiste em imergir na água o candidato ou em derramar a água sobre a sua cabeça, enquanto é invocado o Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" [1]. O Baptismo significa imergir "na morte de Cristo e ressurgir com Ele como «nova criatura»" [2].

O baptismo perdoa o pecado original e todos os pecados pessoais e as penas devidas ao pecado. Possibilita aos baptizados a participação na vida trinitária de Deus mediante a graça santificante e a incorporação em Cristo e na Igreja. Confere também as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. Uma vez baptizado, o cristão é para sempre um filho de Deus e um membro inalienável da Igreja e também pertence para sempre a Cristo [3].

A Igreja Católica insiste no baptismo às crianças porque "tendo nascido com o pecado original, elas têm necessidade de ser libertadas do poder do Maligno e de ser transferidas para o reino da liberdade dos filhos de Deus" [4], isto faz com que as pessoas não têm o direito de durante seu crescimento pecar novamente já que Jesus Cristo não voltará a terra para novamente morrer na cruz e dar-lhes o direito de ser perdoados. Vemos que dessa forma a igreja contradiz à Bíblia no qual diz " Um só SENHOR,uma só fé , um só batismo"(Efésios 4:5) .

Embora o baptismo seja fundamental para a salvação, os catecúmenos, todos aqueles que morrem por causa da (baptismo de sangue), [...] todos os que sob o impulso da graça, sem conhecer Cristo e a Igreja, procuram sinceramente a Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade (Baptismo de desejo), conseguem obter a salvação sem serem baptizados porque, segundo a doutrina da Igreja Católica, Cristo morreu para a salvação de todos. Quanto às crianças mortas sem serem baptizadas, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus, que é ilimitada e infinita [5].

Ordenança

Segundo algumas denominações, o baptismo é entendido como ordenança, isto é, ele é uma ordem. Porém deve se ter o cuidado de que não é o rito em si o que salva, nem a quantidade de água.

O batismo deve externar a aliança com Cristo, representando uma realidade interior (I Pedro 3:21). No caso de batismo de bebês, de nada adianta batizar se não houver ensino. Jesus ordenou que seus discípulos batizassem e ensinassem a guardar os seus mandamentos (Mateus 28:19-20).

Simbolismo

A água deve simbolizar a pureza e lavar.

Se por imersão, ainda assim deve haver o derramamento sobre o batizado, simbolizando o derramar e lavar do Espírito Santo e o ser revestido de Cristo, muda-se vida - morte para o mundo, vida em Jesus.

A borrifação se reporta ao Antigo Testamento, nos ritos de purificação, a qual era tipo da purificação pelo sangue de Jesus Cristo. Assim como acontece com o derramar da água, a maior dificuldade é de cunho cultural, visto que para um hebreu esta forma de purificação já era entendida.

Modos

São dois os principais modos de baptismo cristão:

  • Aspersão ou Efusão - baptismo onde a água é borrifada ou derramada sobre o que é batizado.

  • Imersão - baptismo em que o que é batizado deve ser mergulhado na água.

Elementos

Existem diferentes elementos usados no Baptismo.

No Antigo Testamento

  • Baptismo com Água - Assim foram purificados os [Levitas], através da aspersão de água. Em alguns momentos a água era misturada com algo do sacrifício, tal como cinza ou sangue. Em alguns casos eram lavados com água tanto de pessoas como de utensílios.

  • Baptismo com Sangue - Era a aspersão ou derramamento do sangue do sacrifício conforme instruídos na Lei de Moisés.

  • Baptismo com Óleo - Era usado na consagração do sacerdote, também chamado de unção sacerdotal. Havia a unção do rei.

  • Baptismo com o Espírito Santo - É mencionado como promessa nos profetas. No livro de Ezequiel, capítulo 36, versos 25 a 27, encontramos a profecia do novo nascimento e dos baptismos cristãos com água e com o Espírito Santo. O texto em Ezequiel é similar ao de Isaías 44.

No Novo Testamento encontramos

  • Baptismo com Água - Neste caso há a preferência por água pura, não se misturando com sangue ou cinza. Jesus Cristo é o cordeiro do sacrifício pela expiação dos pecados. O Novo Testamento afirma que Noé e os seus foram batizados na Arca usada no dilúvio.

  • Baptismo com Sangue - Jesus (Evangelho Segundo Marcos 10:38-39), diante do pedido de Tiago e João, seus discípulos, filhos de Zebedeu, se reportou a sua morte futura como um baptismo, tendo Ele derramado o seu sangue e Mediado uma Nova Aliança entre Deus e os homens, sendo Ele mesmo o sacrifício pelo pecado. Isto é reforçado na instituição da Ceia do Senhor. Seus discípulos que haviam afirmado desejarem ser batizados com o mesmo baptismo, morrera dando suas vidas por amor a Jesus. Pode ser usado quando uma pessoa é morta por defender a Fé Cristã.

  • Baptismo com o Espírito Santo - Cumpre a promessa e unifica os conceitos associados ao baptismo com óleo. Pedro em sua primeira carta afirma que o povo de Deus é sacerdócio real, povo de propriedade exclusiva de Deus. O óleo é usado também no Novo Testamento como medicamento e sinal da presença de Deus.

  • Baptismo com Fogo - Jesus afirmou que batizaria com o Espírito Santo e com Fogo. O fogo, tal como no caso da cinza no Antigo Testamento, está associado à purificação, mas neste caso, conforme os textos dos Evangelhos de Mateus e Lucas, significa a destruição, onde a palha será queimada em fogo inextinguível.

Fora da Bíblia

  • Fé Católica Romana - Como a Fé Romana professa ser indispensável o baptismo para a salvação, foram criados recursos através da instituição de dogmas, tal como baptismo de desejo, onde alguém que tivesse morrido desejoso de ser batizado com água o seria de alguma forma nos céus. De certa forma, neste caso, o rito visível acaba não sendo tão indispensável e o catolicismo parece se aproximar das igrejas protestantes.

  • Outras religiões - Como rito de passagem de admissão.

Paralelos

Na Bíblia o baptismo recebe paralelos com:

  • a circuncisão - Colossenses 2:11-12 e I Pedro 3:21.

  • arca de Noé - I Pedro 3:20-21.

  • nuvem e mar do povo de Israel no êxodo do Egito - I Coríntios 10:1-2.

Neste último texto, I Coríntios 10:1-4, temos os dois sacramentos: Baptismo e Santa Ceia.
 

Idade

  • Baptismo Cristão Adulto - Baptismo de arrependimento e remissão de pecados, o qual deve ser ministrado naquele que reconheça a sua natureza pecaminosa, que busca depender de Deus e que reconheça o senhorio de Jesus Cristo sobre sua nova vida. Esta deve ser uma ação voluntária do pecador arrependido, o qual se dispõe a perder a sua vida e depender de Jesus. Nenhum valor tem o símbolo se isto não parte de um novo coração. Sua liberdade deve ser limitada pelo amor. A independência dá lugar à dependência.

  • Baptismo Cristão Infantil - realizado em crianças, sob a autoridade de seus pais ou tutores de sua educação religiosa e formação do caráter. Não se trata de baptismo de arrependimento, mas de baptismo de consagração. Tanto na apresentação como no baptismo infantil, o propósito é reconhecer as crianças como participantes do Reino de Deus e de suas promessas, devendo estas ser ensinadas a guardar todas as coisas que Jesus ordenara. Nenhum dos dois tem valor se tutores, ao invés de serem guias e modelos de vida, forem obstáculos para que os pequeninos cheguem verdadeiramente a Jesus. Igualmente não isenta os filhos de professarem sua fé diante de Deus e das demais pessoas em seu dia-a-dia.


 

Aplicação no Novo Testamento

Jesus ordenou aos Apóstolos e a todos quantos fossem por Ele enviados. Filipe, por exemplo, não era apóstolo e batizou várias pessoas, enquanto que o Apóstolo Paulo, afirmou que Cristo não o enviou para batizar, mas para pregar o evangelho (I Coríntios 1). O baptismo deve ser feito em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e o batizado deve ser ensinando em todas as coisas que Jesus ordenara (Fórmula Baptismal).

Os apóstolos baptizavam em nome de Jesus Cristo. Veremos isso em Atos 2:38, Atos 8:12 e 16, Atos 10:48, Atos 19:3 a 7, Atos 22:16, Romanos 6:3, Colossenses 3:17. Por isso há quem diga que eles contrariaram a ordem de Jesus dada em Mateus 28:19.

Pelo baptismo de arrependimento e remissão de pecados está morto o velho homem espiritual, sepultado com Cristo, a fim de que, como Cristo, o novo homem, venha a ressuscitar (Colossenses 2:12).

No baptismo cristão, o que fora baptizado não assume uma aliança com Cristo, esta aliança é feita na aspersão de sangue 1 Pe 1:2 na conversão, na conversão se da o ato de filiação junto a Deus Jo 1:12, tornando-se o baptizado parte integrante da Igreja.

O profeta João Baptista aplicava o baptismo com "água" aos que professavam o arrependimento e buscavam a remissão dos seus pecados. Conforme sua profecia, Cristo viria para baptizar com o "vento", isto é, com o Espírito Santo (em grego πνευματι αγιω) e com "fogo". Este último, conforme João 3:16 e 17, se traduzirá na purificação final, onde as obras do homem passarão pela prova do fogo (Mateus 7:19; 13:30,40; I Coríntios 13:12-15; II Pedro 3:5-13; quase todo o Livro de Apocalipse). É interessante a presença destes elementos nestes versos da Bíblia: água, vento e fogo.

Jesus o baptiza com o Espírito Santo para a edificação da Igreja e para o seu desenvolvimento, dia-a-dia, alimentado pelo Cordeiro e Pão da Vida, purificado pelo sangue de Cristo.

Os católicos romanos entendem que foi no dia de Pentecostes que o apóstolo Pedro recebeu as chaves do reino dos céus mencionadas em Mateus 16:19 e essa chave foi usada no dia de Pentecostes, quando Pedro abriu através do baptismo em nome de Jesus Cristo, e as pessoas receberam o dom do Espírito Santo após o ato batismal que é a salvação da alma Efésios 4:30. Os protestantes defendem, contudo, que quem tem as chaves da morte e do inferno é Jesus (Apocalipse 1:18); sendo também a Porta. Pedro foi o porta-voz anunciando as chaves do reino no Pentecostes.

Resumo comparativo

Resumo Comparativo de batismos de denominações cristãs. (Esta seção não dar uma listagem completa das denominações, e, portanto, ele menciona apenas uma fração das igrejas praticando o "batismo do crente".)

Denominação

Crenças sobre o batismo

Tipo de Batismo

Batiza crianças?

O Batismo Regenera / dá a vida espiritual

Padrão

Comunhão Anglicana

"Batismo não é apenas um sinal de profissão e marca de diferença, segundo o qual os homens cristãos são discernidas de outro que não pode ser baptizado, mas é também um sinal de Regeneração ou Novo Nascimento-, segundo a qual, assim como por um instrumento, que recebem Batismo justamente são enxertados na Igreja; as promessas do perdão dos pecados e da nossa adoção de ser filhos de Deus pelo Espírito Santo, são visivelmente assinado e selado; Fé é confirmada, e a graça aumentada por virtude da oração a Deus ".

Por submersão, imersão, afusão ou aspersão.

Sim (na maioria das sub-denominações)

Sim (na maioria das sub-denominações)

Trindade

Batista

A ordenança divina, um ritual simbólico, uma forma de declarar publicamente a sua fé, e um sinal de já ter sido salvo, mas não é necessário para a salvação..

Só por submersão.

Não

Não

Trindade

Cristadelfianos

O batismo é essencial para a salvação de um crente. Ele só é eficaz se alguém acredita que a verdadeira mensagem do Evangelho, antes de serem batizados. O batismo é um símbolo externo de uma mudança interna no crente: ele representa uma morte a um caminho, velho pecador de vida, eo início de uma nova vida como cristão, como resumiu o arrependimento do crente - é, portanto, leva a perdão de Deus, que perdoa as pessoas que se arrependem. Embora alguém é batizado só uma vez, um crente deve viver de acordo com os princípios de seu batismo (isto é, a morte para o pecado, e uma nova vida a seguir Jesus) toda a sua vida.

Só por submersão

Não

Sim

O Pai, do Filho e do Espírito Santo (embora Cristadelfianos não acreditam na trindade de Niceia)

Discípulos de Cristo

O batismo é um sinal externo e público da graça de Deus se manifesta no indivíduo. Na submersão, uma simbolicamente experiências morrer com Cristo, e em seguida levanta-se com Ele.

Geralmente por submersão

Não

Não

Trindade

Igrejas de Cristo

Igrejas de Cristo, historicamente, tinha a posição mais conservadora sobre o batismo entre os diversos ramos do Movimento de Restauração, a compreensão do batismo por imersão para ser uma parte necessária da conversão.

Só por imersão

Não

Devido à crença de que o batismo é uma parte necessária da salvação, alguns batistas afirmam que as Igrejas de Cristo endossar a doutrina da regeneração batismal. No entanto, os membros das Igrejas de Cristo, rejeitar este, alegando que, desde a fé e o arrependimento são necessárias, e que a purificação dos pecados pelo sangue de Cristo através da graça de Deus, o batismo não é um ritual intrinsecamente redentora. O batismo é entendido como uma expressão confessional de fé e arrependimento, ao invés de um "trabalho" que ganha a salvação.

Trindade

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Uma ordenança essencial para entrar no Reino Celestial do Céu e da preparação para receber o dom do Espírito Santo pela imposição das mãos.

Por imersão realizado por uma pessoa que tenha autoridade apropriada do sacerdócio.

Não (pelo menos 8 anos de idade)

Sim

Pai e do Filho e do Espírito Santo (A igreja mórmon não acredita na trindade de Niceia, mas sim na Divindade)

Igreja Ortodoxa / Igrejas não-calcedonianas / Igreja Católica Oriental

O homem velho morre o "Novo Homem" nasce livre da mancha do pecado ancestral. Um novo nome é dado. Todos os compromissos anteriores e os pecados são anulados.

3 vezes por submersão ou imersão (outras formas somente em situações de emergência, devem ser corrigidos pelo padre se possível).

Sim. Crisma (ou seja,) Confirmação e Comunhão siga imediatamente.

Sim

trindade

Testemunhas de Jeová

O batismo é necessário para a salvação, como parte de toda a organização batismal: como uma expressão de obediência ao mandamento de Jesus (Mateus 28:19-20), como um símbolo público da fé salvadora no sacrifício resgatador de Jesus Cristo (Romanos 10: 10), e como uma indicação de arrependimento de obras mortas e da dedicação de uma vida ao Senhor. (1 Pedro 2:21) No entanto, o batismo não garante a salvação.

Só por submersão

Não

Não

Jesus

Denominação (continuação)

Crenças sobre o Batismo

Tipo do Batismo

Batiza crianças?

O Batismo Regenera / dá vida espiritual

padrão

Luterana

O batismo é um milagre, Sacramento Através do qual Deus cria e/ou reforça o dom da fé no coração de uma pessoa. "Embora nós não pretendem entender como isso acontece ou como é Possível, que nós acreditamos (por causa do que uma Bíblia diz sobre o batismo) que quando uma criança é batizada, Deus cria a fé no coração dessa criança".

Na doutrina todas as formas são lícitas, mas na prática acontece quase sempre por aspersão ou derramamento.

Sim

Sim

Trindade

Metodistas (Arminianos, Wesleyana)

O sacramento da iniciação à santa Igreja de Cristo, pelo qual uma está incorporada atos poderosos de salvação de Deus e dado novo nascimento através da água e do espírito. Batismo lava roupa um pecado e na justiça de Cristo.

Por aspersão, derramamento, imersão ou submersão.

Sim

Pode variar

Trindade

Pentecostais trinitários "Holiness" e vários grupos, Assembleia de Deus

Batismo é uma ordenança, um ritual simbólico usado para presenciar a ter aceitado a Cristo como Salvador pessoal.

Comum por submersão. Algumas denominações por asperção. Sublinham também a necessidade de um "segundo Batismo" especial do Espírito Santo.

Varia

Varia

Trindade

Pentecostais do Nome de Jesus

Necessária para a salvação

Só por submersão

Não

Sim

Nome de Jesus

Presbiteriana e Igrejas Reformadas

Um sacramento, um ritual simbólico, e um selo de fé apresentar o crente adulto. É um sinal externo de uma graça interna.

Por aspersão, derramamento, imersão ou submersão.

Sim, para indicar a filiação na Nova Aliança.

Não

Trindade

Quaker (Sociedade Religiosa de Amigos)

Apenas um símbolo externo que já não está a ser praticado.

Não acredite em Batismo de água, mas apenas em um aperfeiçoamento, purificação permanente do espírito humano em uma vida de disciplinada conduzida pelo Espírito Santo.

Revivalismo

Um passo necessário para a salvação.

Por submersão, com a expectativa de receber o Espírito Santo.

Não

Sim

Trindade

Igreja Católica Romana

"Necessária para a salvação para aqueles a quem o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento"

Normalmente, derramando no Ocidente, por submersão ou imersão no Oriente; aspersão admitida apenas se a água flui então na cabeça.

Sim

Sim

Trindade

Adventista

Não é indicado como pré-requisito para a salvação, mas um pré-requisito para a admissão à igreja. Ela simboliza a morte para o pecado e novo nascimento em Jesus Cristo.

Por imersão

Não

Não

Trindade

Igreja Unida de Cristo (Evangélicos e Igrejas Reformadas and the Igrejas Cristãs Congregacionais)

Um dos dois sacramentos. O batismo é um sinal exterior da graça de Deus para dentro. Pode ou não ser necessária para a participação em uma congregação local. No entanto, é uma prática comum, tanto para crianças e adultos.

Por aspersão, derramamento, imersão ou submersão.

Sim, para indicar a filiação na Nova Aliança.

Não

Trindade

Anabatista

O batismo é considerado pela maioria dos anabatistas como a ser essencial para uma fé cristã, mas não para a salvação. É considerado uma ordenança bíblica, juntamente com uma comunhão, lavar os pés, o ósculo santo, o véu da mulher cristã, uma unção com óleo e casamento. Os anabatistas também estiveram historicamente contra a prática do batismo infantil. Os anabatistas se firmemente contra o batismo infantil em um momento em que uma Igreja e o Estado eram um e quando as pessoas foram feitas de um cidadão Através do batismo na Igreja sancionada oficialmente (ou Católica Reformada). Crença e arrependimento Acredita-se que depois ou antes do batismo.

Derramando, imersão ou submersão.

Não

 

 

 Fonte: Wikipédia

 

25.39 - LIMBO

Na teologia cristã, o Limbo (do latim, "limbus": orla, debrum, margem, franja), é um conceito religioso de carácter escatológico, sendo ele presente, como por exemplo, na Igreja Católica.

No Catolicismo

O Limbo na Igreja Católica Apostólica Romana, é "um lugar fora dos limites do Céu, onde se vive a plena felicidade natural, mas privado da visão beatífica de Deus" e, por isso, da felicidade suprema e eterna[1].

Mais precisamente, o Limbo seria um lugar para onde iriam as almas inocentes que, sem terem cometido pecados mortais, estariam para sempre privadas da presença de Deus, pois seu pecado original não teria sido submetido à remissão através do batismo. Iriam para o limbo, por exemplo, as crianças não-batizadas e as almas justas que teriam vivido antes da existência terrena de Jesus Cristo [1].

"O Limbo não deve ser confundido com o estado de purificação do Purgatório que seguiria o juízo particular e antecederia o ingresso das almas na beatitude celeste. No Limbo, não haveria penas nem purificação a serem realizadas" [1].

Limbo dos Patriarcas

O Limbo dos Patriarcas (ou, em latim, "limbus patrum"), que é dogma da Igreja Católica, é um lugar provisório para onde iam os justos do Antigo Testamento "que creram no Messias, tendo feito a contrição de seus pecados, mas ainda possuindo a marca do pecado original", porque a "missão salvífica" de Jesus ainda não foi realizada na Terra [1]. Neste limbo, chamado também de Sheol (ou Hades ou o Seio de Abraão), os justos que o habitam "aguardavam [...] o momento de serem levados à presença de Deus, pela redenção completa operada pelo Cristo" através da sua morte na cruz [1].

Depois da sua morte redentora, Jesus Cristo, o Messias, desceu à mansão dos mortos, ou seja, ao Limbo dos Patriarcas para conceder às almas que o habitam, mortas antes de Jesus morrer na cruz, "os benefícios do seu sacrifício expiatório; estas almas foram, então, alcançadas pelo sangue do Cordeiro (Romanos 3.25)", podendo assim serem salvas. De seguida, Jesus transportou todas estas almas santas para o Céu, desfazendo assim o Limbo dos Patriarcas [1].

Limbo infantil

"O Limbo infantil (ou, em latim, "limbus puerorum"), ao contrário do Limbo dos patriarcas, não constitui dogma, nem uma verdade de fé", tratando-se de uma mera hipótese teológica. "A doutrina tradicional do Limbo infantil ensina que as crianças que morrem sem o batismo, vivem eternamente neste lugar ou estado, sem penas pessoais, mas privadas da visão beatífica de Deus" [1].

Porém, recentemente, a Igreja Católica "tem adotado uma linha doutrinária distinta em face da tradicional crença na existência de um limbo infantil", porque ela acredita que "Deus tem meios invisíveis, não comunicados aos homens, para salvar todas as crianças, mesmo as que morrem sem o batismo" (veja mais informações na subsecção História e Actualidade) [1].

História e Atualidade

Santo Agostinho de Hipona teorizou que devido ao pecado original, os recém-nascidos, que morrem sem ser batizados serão envolvidos na mais branda condenação de todas, no entanto, não poderiam ser realmente elevados ao paraíso por ainda carregarem o pecado primário de Adão, conforme o apóstolo Paulo de Tarso diz: "porque o juízo veio, na verdade, de uma só ofensa para condenação" (Romanos 5:16), e novamente um pouco depois: "Pois assim (...) por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação" (Romanos 5:18).[2] Um Concílio de bispos da África do Norte, que incluiu Agostinho de Hipona, reunido em Cartago em 418 não professou explicitamente a favor da visão de Agostinho sobre o destino das crianças que morrem sem batismo, mas os Padres latinos dos séculos V e VI adotaram sua posição, o que se tornou um ponto de referência para os teólogos latinos na Idade Média.[3]

Em 2005, o Papa Bento XVI convocou cerca de trinta teólogos para que fosse feita uma espécie de "reengenharia celestial" e revisar o conceito do Limbo na teologia católica. Finalmente, em Abril de 2007, a Comissão Teológica Internacional, que reporta à Congregação para a Doutrina da Fé, emitiu um documento afirmando que o limbo infantil não passaria de uma hipótese e que nunca foi um dogma, e que "Deus, no seu grande amor e misericórdia, assegurará que as crianças não batizadas desfrutem da vida eterna com Ele no céu"[4]. O papa Bento XVI confirmou o documento e assegurou que as almas que não tiverem cometido pecados graves vão para o céu, mesmo que não tenham sido batizadas.

No Protestantismo

Nas denominações religiosas conhecidas como protestantes ou evangélicas, este conceito não existe, pois para umas as crianças são consideradas puras e vão diretamente para o Céu em caso de morte (como a Igreja Católica pensa atualmente), para outras, que acreditam na predestinação absoluta, as crianças escolhidas por Deus para a salvação vão para o céu e as preparadas para a destruição vão para o inferno. Em algumas denominações evangélicas, o batismo é permitido somente para pessoas que já têm condições de abdicar, conscientemente, de viver em pecado, e aceitam que seus pecados foram pagos por Jesus Cristo.

Curiosidades

O Limbo é um termo inspirado na parte brunida de instrumento de medições celeste sobre o qual era marcada a graduação angular.

Cultura Popular

No jogo indie, LIMBO, um menino caminha através do Limbo à procura da sua irmã, no processo, ele se depara com muitas situações perigosas.

Referências

1.    a b c d e f g h "Limbo", do site Doutrina Católica

2.    On Merit and the Forgiveness of Sins, and the Baptism of Infants, ; cf. Study by International Theological Commission, 19 January 2007, 15–18

3.    Study by International Theological Commission, 19 January 2007, 19-21

4.    (em inglês) Fechadas as portas do limbo (Catholic News Service).

 

Fonte: Wikipédia

 

25.40 - ESCATOLOGIA

Escatologia (do grego antigo εσχατος, "último", mais o sufixo -logia) é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo. Em muitas religiões, o fim do mundo é um evento futuro profetizado no texto sagrado ou no folclore. De forma ampla, escatologia costuma relacionar-se com conceitos tais como Messias ou Era Messiânica, a pós-vida, e a alma.

Conceito de várias religiões

A maioria das religiões monoteístas ocidentais tem uma doutrina que prega que seus membros 'escolhidos' ou 'valorosos' de uma fé verdadeira irão ser poupados ou livrados do julgamento prometido e da fúria de Deus. Eles irão ser conduzidos para o paraíso antes, durante ou após isto dependendo do cenário do fim do mundo para que eles estejam esperando. Outras religiões politeístas também possuem conceitos de um destino individual após a morte ou um ciclo de renascimentos, sendo que algumas também apresentam a ideia de uma abrupta transformação da situação colectiva da humanidade.

Cristianismo

Jesus Cristo, conforme registrado nos Evangelhos de Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos, capítulo 13 e Lucas, capítulo 21, teceu considerações extensas sobre aquilo que ensinou ser a sua próxima vinda ou advento bem como o fim do mundo. No entanto, afirmou que mais ninguém além de Deus sabia quando isso viria a acontecer. As palavras gregas syntéleia e aión que dão origem à expressão fim do mundo em algumas traduções da Bíblia, são no entanto vertidas por outras expressões por diferentes tradutores. Tomando como exemplo o versículo de Mateus 24:3, a versão Almeida, Versão Corrigida e Fiel, reza:

"E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?"

Alguns exemplos da tradução de αιών (aión) em outras traduções bíblicas são:

  • "fim do mundo" – Bíblia Sagrada, Missionários da Difusora Bíblica Fransciscanos Capuchinhos, 2002

  • "fim do mundo" – Redação IntraText - Bíblia Pastoral da Editora São Paulo, 1993

  • "fim do mundo" – Bíblia Ave Maria

  • "fim do mundo" – Almeida, Versão Revista e Corrigida

  • "consumação do século" – Almeida, Versão Revista e Atualizada

  • "fim da era" – Today’s English Version

  • "fim desta época" – Bíblia de Jerusalém, nova edição revista e ampliada, 2002

  • "conclusão da era" – Rotherham

  • "terminação do sistema de coisas" – Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, 1984, Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados

  • "consummação do seculo" – Padre António Pereira de Figueiredo, 1900

  • "encerramento da era" – Revised Standard Version, tanto na edição protestante como na católica.

  • "fim da era" – The New English Bible

  • "tempo... de tudo acabar" – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Assim, para muitos comentadores bíblicos, esta expressão permite conceber um fim definitivo para o planeta Terra, junto com todo o seu conteúdo. Em contraste, para vários outros, o que realmente chegará ao fim é uma "era" e não a terra literal e seus habitantes, visto que aión é diferente de kósmos, palavra que em geral designa o mundo da humanidade. Também, as palavras "conclusão", "consumação" ou "terminação" são traduções mais precisas da palavra grega syntéleia, que é diferente de telos, usualmente traduzida por fim ou fim completo.

Alguns cristãos no Século I d.C. acreditavam que o fim do mundo ou das eras, como consequência da segunda vinda de Cristo, ocorreria durante as suas vidas. À base dos conselhos que o apóstolo Paulo deu aos cristãos em Tessalônica, percebe-se que alguns argumentavam que a volta de Jesus era iminente e que tais especuladores pregavam ativamente essa sua teoria. Parece que alguns até mesmo usavam isso como desculpa para não trabalhar para o seu próprio sustento. O apóstolo Paulo alertou então:

"Agora, irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e ao nosso encontro com ele, pedimos a vocês o seguinte: não se deixem perturbar tão facilmente! Nem se assustem, como se o Dia do Senhor estivesse para chegar logo, mesmo que isso esteja sendo veiculado por alguma suposta inspiração, palavra, ou carta atribuída a nós." (2 Tessalonicenses 2:1,2) - Redação IntraText - Bíblia Pastoral da Editora São Paulo, 1993

No entanto, alguns anos mais tarde, a carta atribuída ao Apóstolo Pedro, continha o seguinte alerta:

"Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." (2 Pedro 3:1-4) – Almeida, Versão Revista e Atualizada

As palavras concludentes do último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, expressam a esperança cristã da vinda de Cristo e da consequente consumação dos tempos, com as seguintes palavras:

"Aquele que atesta essas coisas, diz: 'Sim! Venho muito em breve.' Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22:20) - Bíblia de Jerusalém, nova edição revista e ampliada, 2002

Com base nesta esperança do segundo advento de Jesus Cristo, várias denominações cristãs vieram a desenvolver os seus conceitos, sendo que alguns deles são divergentes, conforme se poderá observar na análise comparativa das suas doutrinas.

Catolicismo

Em 130 d.C. Justino, o Mártir acreditava que Deus estaria a atrasar o fim do mundo porque desejava que o Cristianismo se tornasse uma religião mundial. Por volta do Século III a maioria dos professos cristãos acreditava que o fim dos tempos ocorreria depois de suas mortes. Em 250 d.C. Cipriano, Bispo de Cartago, escreveu que os pecados dos cristãos eram um prelúdio e prova de que o fim dos tempos estava próximo. Alguns, recorrendo às Tradições Judaicas, fixaram o fim das eras na Sexta Idade do Mundo. Usando este sistema, o fim foi anunciado para 202 d.C. mas, quando esta data passou, foi fixada uma nova data. Na época de Clóvis I, considerado o fundador da França e que se converteu ao catolicismo após ser entronizado como rei em 481 d.C., alguns escritores católicos haviam apresentado a idéia de que o ano 500 d.C marcaria o fim do mundo. Depois de 500 d.C., a importância e a expectativa da vinda do fim do mundo ou das eras como parte dos fundamentos do Cristianismo foi marginalizada e gradualmente abandonada. Apesar disso, surgiu um temporário reavivamento dos temores relacionados com o fim dos tempos com a aproximação do milésimo ano do nascimento de Cristo. Muitos acreditavam na iminência do fim do mundo ao se aproximar o ano 1000. Segundo consta, as atividades artísticas e culturais nos mosteiros da Europa praticamente cessaram. Eric Russell observou no seu livro Astrology and Prediction: "'Em vista da proximidade do fim do mundo’ era uma expressão muito comum nos testamentos validados durante a segunda metade do Século X."

Para muitos católicos hoje em dia, expressões tais como "Juízo Final", "Dia do Juízo" ou "fim do mundo" suscitam visões dum ajuste de contas final e da destruição da Terra. Sob o cabeçalho "Fim do Mundo", o conceituado Dictionnaire de Théologie Catholique (Dicionário de Teologia Católica), declara: "A Igreja Católica crê e ensina que o mundo atual, assim como Deus o fez e assim como é, não durará para sempre. Todas as criaturas visíveis feitas por Deus no decorrer das eras[...] deixarão de existir e serão transformadas numa nova criação." Também, o católico Dictionary of Biblical Theology (Dicionário de Teologia Bíblica) exalta a criação como "a bondade de Deus", e, como "uma verdadeira obra de arte", mas prossegue descrevendo como os elementos literais, físicos, experimentarão uma "total inversão, mediante uma súbita volta ao caos".

No entanto, muitos outros católicos rejeitam a idéia do "fim do mundo", sendo que para eles, a expressão apenas indica um estado de mudança das atuais condições do mundo para condições novas, tal como o mundo já teria sofrido outras metamorfoses no passado. Interpretam a passagem do Evangelho de João, no capítulo 14, versículo 12: "Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai." como um sinal de constante desenvolvimento e aperfeiçoamento infinito do homem.

O que diz o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

A escatologia preocupa-se mais com o fim do mundo e com o destino colectivo da humanidade do que com o destino individual das almas após a sua morte. Acerca disso, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC) ensina que ocorrerá um Juízo final nos últimos momentos que precedem ao fim do mundo, "do qual só Deus conhece o dia e a hora" [1]. Mesmo antes disso, Jesus Cristo, que também "verdadeiramente ressuscitou dos mortos e vive para sempre", ressuscitará toda a humanidade, dando, mais concretamente, uma nova vida, mas desta vez imortal, para todos os corpos que pereceram. Neste momento, todas as almas, quer estejam no Céu, no Purgatório ou no Inferno, regressarão definitivamente aos seus novos corpos [2].

Assim sendo, toda a humanidade reunir-se-á diante de Deus, mais concretamente de Jesus, que irá regressar triunfalmente à terra "como juiz dos vivos e dos mortos". Ele confirmará o julgamento realizado nos inúmeros juízos particulares e permitirá consequentemente que o corpo ressuscitado possa "participar na retribuição que a alma teve no juízo particular". Esta retribuição consiste na "vida bem-aventurada" e santa (para os que estão no Céu ou no Purgatório) ou "na condenação eterna" (para os que estão no Inferno) [3].

Depois do juízo final, dá-se finalmente o fim do mundo. O antigo mundo, que foi criado no início por Deus, é "libertado da escravidão" do pecado e transformado nos "«novos céus e na nova terra» (2 Ped 3,13)". Neste novo estado de coisas, é também "alcançada a plenitude do Reino de Deus, ou seja, a realização definitiva do desígnio salvífico de Deus de «recapitular em Cristo todas as coisas, as do céu e as da terra» (Ef 1,10)". Nesse misterioso Reino, onde o mal é inexistente, os santos (ou salvos) gozarão a sua felicidade eterna e "Deus será «tudo em todos» (1 Cor 15,28), na vida eterna", formando assim uma grande família e comunhão de amor. Os condenados ou ímpios (maus) viverão para sempre no "fogo eterno" e afastados do Reino de Deus [4].

Santos dos Últimos Dias

Os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que Jesus Cristo, O Criador, irá aparecer antes de sua Segunda Vinda a líderes e membros da Igreja que viveram em várias eras. Essa aparição ocorrerá em Jackson County, Missouri, Estados Unidos da América. Posteriormente, na Segunda Vinda propriamente dita, se estabelecerá em Jerusalém e dirigirá uma era de mil anos de paz chamada de Milênio, quando Satanás irá ser banido. No fim do Milênio, Satanás será solto e a terra entrará em uma guerra, a qual irá destruir o mundo inicialmente com fogo, limpando a terra do mal. Todos os membros fiéis da igreja SUD e todos os de coração quebrantado serão salvos da destruição e cada homem ou mulher que já viveu na Terra, vivo ou morto, será ressuscitado, ou posto em um estado de imortalidade.

O Julgamento Final que irá ocorrer no final de tudo, irá separar todas as pessoas em três reinos divinos: o Reino Celestial, o Reino Terrestre, e o Reino Telestial. No livro Doutrina e Convenios, Joseph Smith Jr., autor principal do livro e o primeiro profeta, líder e vidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, classificou metafóricamente estes reinos em níveis de glória; sol, a lua, e as estrelas. O sol dá origem a brilho, e se relaciona a glória do reino celestial, o qual é para aqueles que obedecem a todos os mandamentos, vivem de forma justa, e receberam as ordenanças do evangelho. A lua, o segundo em ordem de brilho, se relaciona com o Reino Terrestre, o qual é para aqueles que foram corretos em certo sentido, mas não obedeceram constantemente a cada mandamento e/ou não receberam as ordenanças do evangelho. As estrelas, sendo as menos brilhantes, se relacionam ao Reino Telestial, para aqueles que não foram corretos, significando aqueles que constantemente não obedeceram aos mandamentos. Um pequeno grupo de pessoas, as quais ele chama Filhos da Perdição, irão para onde Satanás será enviado, lugar denominado Trevas Exteriores. Uma destas pessoas foi Caim, do relato de Caim e Abel no livro do Gênesis.

Testemunhas de Jeová

As Testemunhas de Jeová acreditam que a Terra jamais será destruída, segundo o que entendem de versículos bíblicos tais como Eclesiastes 1:4, Isaías 45:18 e Salmos 37:29. Ensinam que o propósito de Deus é que o planeta se encha de humanos e que, portanto, a expressão "fim do mundo", ou "fim do sistema de coisas" conforme a versão da Bíblia que usam e todas as outras versões da Bíblia ; refere-se à ocasião em que Deus, através do seu Filho Jesus Cristo, estabelecerá um reino ou governo global, eliminado todos os outros governos humanos.

Cristianismo Ortodoxo

A doutrina do cristianismo sofreu variações pelo tempo. Desde os tempos do Antigo Testamento, que o povo judeu ouvia dos profetas que haveria , em um futuro, ou um fim de todos os males, em que Deus castigaria os injustos. já no Novo Testamento, Jesus mesmo faz menção deste tempo (kairoi). Ou seja, haveria um (eschaton-kairos)..

Diferenças na interpretação, tem se dividido entre os evangélicos estudiosos. Isto se deu bem no tempo de Jesus Mt 16.1-4, de Paulo At 17.17,18. Segundo Bultmann, Jesus esteve de acordo com os escribas de seu tempo, em observar a lei. Mt 19.16-22.

Desde o primeiro século dominou-se entre os apóstolos o desejo de entender o antigo testamento. Contudo o método alegórico eram praticados por Clemente de Alexandria, Orígenes e Santo Agostinho.

Já na escola de Antioquia, havia grupos que tentaram evitar o letrismo e a alegoria que havia em Alexandria.

No seculo XII, sugiu Nicolau de Lyra que trouxe um significado importante do literal. Foi desta obra que Lutero se abrilhantou, e muitos creem que foi esta obra que influenciou-o a reforma (século XVI). Dai surgiu Calvino, e com ele surgiu grandes princípios para a interpretação moderna. Foi dentro desta época que surgiram várias escolas especializadas em "escatologia", cada uma com suas interpretações:

Pré-milenismo

Crêem que Jesus arrebatará a sua igreja antes dos mil anos, e após o arrebatamento a terra passará pelo período da grande tribulação em que os judeus vão ser duramente perseguidos junto com os remanescentes que ficarem. Esta posição foi adotada por Agostinho, despopularizado em tempos futuros e revitalizado coma volta dos judeus a terra da palestina. Atualmente esta escola se tornou sinônimo do dispensacionalismo, revitalizado. Há ainda uma discordância entre pre-milenistas clássicos, e, os dispensacionalistas. A principio a Igreja primitiva cria no milênio, mas de forma não sistemática, hoje esta doutrina é conhecida como pré-milenismo histórico.

Pós-milenismo

Crêem que através da evangelização, o mundo finalmente será de Cristo. Cristo voltará a terra no fim do milênio.

Amilenismo

Aqui o milênio é simbólico, e o tempo se refere a primeira e a segunda vinda de Cristo, nada aqui é literal. E a escola mais recente que surgiu logo apos o pós-milenismo.Tendo surgido a mais ou menos 150 anos.

Budismo

Buda predisse que seus ensinamentos irão desaparecer depois de 500 anos. De acordo com Sutta Pitaka, as dez normas de conduta moral irão desaparecer e as pessoas irão seguir os dez conceitos imorais do roubo, violência, mentira, difamação, adultério, conversa ociosa e abusiva, desejos de cobiça e maldade, ambição desenfreada, e perversão sexual que resultariam no aumento da miséria espiritual e no fim das leis seculares da verdade de darma

Em termos budistas, o conceito básico da salvação é a libertação das leis do karma e samsara, bem como chegar ao Nirvana. Os textos budistas dizem que é impossível descrever ou explicar o que é o Nirvana, podendo apenas ser vivenciado. Não é um céu, para onde a pessoa vai após a morte, mas sim uma consecução que está ao alcance de todos, aqui e agora. Afirma-se que a própria palavra significa "apagar, extinguir". Assim, alguns definem o Nirvana como a cessação de toda paixão e desejo; uma existência isenta de todo sentimento sensorial, como a dor, o medo, a ânsia, o amor ou o ódio; um estado de eterna paz, descanso e imutabilidade. Essencialmente, diz-se ser a cessação da existência individual.

Hinduísmo

As profecias tradicionais dos Hindus, tal como são descritas nos Puranas e em vários outros textos Hindus, dizem que o mundo deverá cair no caos e degradação. Haverá então um rápido influxo de perversidade, inveja e conflito, e este estado foi descrito como:

"Quando o estelionato, letargia, apatia, violência, desânimo, tristeza, desilusão, medo e superação da pobreza... quando o homem, preenchido com esta conceito, considerar a si próprio um igual com o Brahma... esta é o Kali Yuga."

Isto é seguido pela manifestação do décimo e futuro avatar. Deus deverá manifestar-se como Avatar Kalki. Ele é "retratado como um jovem magnífico cavalgando num grande cavalo branco com uma espada semelhante a um meteoro fazendo chover morte e destruição por todos os lados" (Religiões da Índia, em inglês) "A sua vinda restabelecerá a justiça na terra, e a volta de uma era de pureza e inocência." (Dicionário do Hinduísmo, em inglês). Avatar Kalki irá estabelecer a ordem sobre a terra e a mente das pessoas tornar-se-á pura como um cristal. Como um resultado disto, o Sat ou Krta Yuga (idade dourada) será restabelecida.

Islamismo

No Islamismo, existe a crença que no Dia do Juízo, Deus irá ressuscitar e julgar os mortos, mandando os justos para o Céu e os que não mostrarem arrependimentos de suas maldades para o Inferno. As origens históricas da escatologia Islâmica parecem ser bem similares à Cristã, visto que Maomé ensinou aos seus companheiros, que alguns deles iriam ver o fim das coisas no decorrer de suas vidas, tal como se entende que Jesus ensinou a seus discípulos.

Judaísmo

No Judaísmo, o fim do mundo é chamado de acharit hayamim (fim dos dias). Eventos tumultuosos abalarão a velha ordem do mundo, criando uma nova ordem na qual Deus é universalmente reconhecido como a nova lei que organiza tudo e todos. Uma das sagas do Talmud diz "Deixe o fim dos dias chegar, mas eu não devo estar vivo para presenciá-lo", porque os vivos na ocasião serão submetidos a tais conflitos e sofrimentos.

O Talmud, no folheto Avodah Zarah, página 9A, estabelece que o mundo como o conhecemos somente irá existir por seis mil anos. O calendário judaico tem seu início determinado pela hipótese que o tempo começou na Criação da alma de Adão por Deus, conforme relatado no Gênesis. Muitas pessoas (nomeadamente judeus conservadores e alguns cristãos) acreditam que os anos da Torah, ou Bíblia Judaica, devem ser considerados simbólicos. De acordo com antigos ensinamentos judaicos, atualmente ministrados por judeus ortodoxos, os anos relatados são consistentes com a passagem das eras, com 24 horas por dia e uma média de 365 dias por ano. Tal conclusão foi alcançada após realizarem-se as apropriadas calibrações, considerando a incongruência entre o calendário lunar e o calendário solar, já que o calendário judaico é baseado em ambos. O ano de 2006 equivale, assim, a 5766 anos desde a Criação, no calendário judaico. Portanto, de acordo com o cálculo, o fim do mundo, pelos preceitos judaicos, ocorrerá em 30 de setembro de 2239.

De acordo com essa tradição, o fim do mundo irá presenciar os seguintes eventos:

  1. Reunião dos judeus exilados na terra geográfica de Israel .

  2. Derrota de todos os inimigos de Israel.

  3. Construção do terceiro Templo de Jerusalém e a restauração dos sacrifícios e serviços nele.

  4. Revitalização dos mortos ou ressurreição.

Depois do ano 6000 (no calendário judeu), o sétimo milênio será uma era de santidade, tranqüilidade, vida espiritual e paz mundial, conhecida como o Olam Haba (mundo futuro), durante o qual todas as pessoas conhecerão a Deus diretamente. A festividade judaica do Rosh Hashanah tem muitos aspectos em comum com a crença islâmica de Qiyamah.

No Judaísmo, contudo, o relato do fim dos dias é muito pouco claro, sem se referir a quando tais eventos ocorrerão. Por exemplo, não se esclarece com precisão se o fim dos dias irá ocorrer antes, durante ou depois do ano 6000. Muito depende da forma como se interpreta a lei judaica. Alguns também afirmam que estes eventos tumultuados trarão dificuldades espirituais, tais como a imortalidade.

Zoroastrismo

A doutrina de Zaratustra (Zoroastro) é escatológica. De acordo com os seus preceitos, o mundo duraria doze mil anos. No fim de nove mil anos, ocorreria a segunda vinda de Zaratustra como um sinal e uma promessa de redenção final dos bons. No final dos tempos haveria o julgamento derradeiro de todas as almas e a ressurreição dos mortos.

 

Fonte:

Wikipédia

Ver tambem: Fim do Mundo

 

25.41 - RAMADÃ

O Ramadão (português europeu) ou Ramadã (português brasileiro), também grafado Ramadan (em árabe رَمَضَان) é o nono mês do calendário islâmico. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam o seu jejum ritual (suam, صَوْم), o quarto dos cinco pilares do Islão (arkan al-Islam)[1].

A palavra Ramadão encontra-se relacionada com a palavra árabe ramida, “ser ardente”, possivelmente pelo facto do Islão ter celebrado este jejum pela primeira vez no período mais quente do ano[2].

Neste período, é um tempo de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade, e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. Neste período pede-se ao crente maior proximidade dos valores sagrados, leitura mais assídua do Alcorão, freqüência à mesquita, correção pessoal e autodomínio[1].

É o único mês mencionado pelo nome, por Deus, no Alcorão:

 O mês do Ramadão foi o mês em que foi revelado o Alcorão, orientação para a humanidade e evidência de orientação e discernimento.

Período

É o nono mês do calendário islâmico. Uma vez que o calendário islâmico é lunar, o Ramadão não é celebrado todos os anos na mesma data, podendo passar por todos os meses e estações do ano, conforme a progressão dos anos, porém sua duração é entre 29 e 30 dias.

O mês inicia-se com a aparição da lua no final do mês de sha'ban (oitavo mês no calendário lunar muçulmano).

Obrigatoriedade

O jejum é obrigatório a todos os muçulmanos que chegam à puberdade. A primeira vez em que um jovem é autorizado a jejuar pelos pais constitui um momento importante na sua vida e uma marca simbólica de entrada na vida adulta[1], tendo em vista o que diz no Alcorão: "... e aquele dentre vós que presenciou a Lua Nova deste mês (Ramadan), deverá jejuar, e aquele que se encontrar enfermo ou em viagem, jejuará depois o mesmo número de dias...". Alcorão Sagrado (Surat Al-Baqara - C.2, Versículo 185).

Dispensabilidade do jejum

Há várias justificativas válidas para não jejuar: enfermidade, gravidez, lactante, menstruação, o idoso ou uma potencia incurável. Se o jejuante comer, beber, ou tiver relação sexual durante o período do jejum, este será anulado. Caso este venha a quebrar inadequadamente seu jejum é obrigatório ao crente jejuar durante 60 dias seguidos[1].

Aplicação

O jejum é observado durante todo o mês, da alvorada ao pôr-do-sol, o jejum também aplica-se às relações sexuais. O crente deve não só abster-se dessas práticas como também não pensar nelas e manter-se concentrado em suas orações e recordações de Deus, sendo neste mês a freqüência mais assídua à mesquita. Além das cinco orações diárias (salá), durante esse mês sagrado recita-se uma oração especial chamada Taraweeh (oração noturna)[1].

O jejuador deve abster-se de tudo que vai contra a moral, pois o jejum é visto como uma grande prática de disciplina e da doutrina, tanto espiritual como moral. A ação não se limita somente à abstinência de comer ou beber, mas também de todas as coisas más, maus pensamentos ou maus atos. O jejuador deve ser indulgente se for insultado ou agredido por alguém, deve evitar todas as obscenidades, ser generoso, bem mais do que os outros meses e aumentar a leitura do Alcorão.

Refeições

Su-Hoor

Bem antes da alvorada, durante a madrugada, há uma pequena refeição (su-hoor) que substitui o café da manhã (pequeno-almoço) habitual, feita com alimentos e bebidas, com a intenção de realizar o jejum que estará por vir, porque o Su-Hoor é uma benção enviado por Deus, segundo o Alcorão.

Iftar

Ao término de cada dia, com o início do crepúsculo é obrigação do muçulmano quebrar o jejum imediatamente, mesmo antes da oração, suplicando a Deus Criador, segundo relato de Maomé as seguintes palavras: "Se foi a sede, hidrataram-se as veias, e se alcançou a recompensa, com a permissão de Deus". O iftar (árabe: إفطار) é o momento para reunir os membros da família e os seus amigos numa celebração de fé e de alegria. Após esta refeição, é prática social sair com a família para visitar amigos e familiares e reunirem-se para a prática da oração[1].

Atualmente, com a ampliação do diálogo interreligioso, algumas pessoas de outras religiões são convidadas a partilhar este momento de convívio e é cada vez mais freqüente que cristãos ofereçam e celebrem um iftar para os seus amigos muçulmanos, bem como muçulmanos ofereçam a cristãos.

Referencia:

  1.  a b c d e f g O Jejum no Mês do Ramadan

  2. (em inglês) Explaining Ramadan

  3. a b Alcorão

  4. Bem Vindos ao Mês Sagrado de Ramadan

  5. Encyclopedia of Islam and the Muslim World. Edited by Martin, Richard C. Macmillan Reference, 2004. vol. 1

  6.  Zakaah al-Fitr

Fonte: Wikipedia

 

 

 

Indice  -   Compilado por Beraldo Lopes Figueiredo

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