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 compilado por Beraldo Figueiredo

16 - Relatos Projeciológicos:

Índice:

16.01 - PROJEÇÃO DESOBSESSÃO - Waldo Vieira

16.02 - CIRURGIAS ENERGÉTICAS NO PERISPÍRITO - Luiz Roberto Mattos

16.03 - RELATO PROJETIVO: Viagem ao Centro da Terra - Lázaro Freire

16.04 - TRÊS RELATOS - Wagner Borges

16.05 - PIÃO PROJETIVO: Assistencia em massa - Saulo Calderon

16.06 - VIRADA NO AR - Sylvan Muldoon

16.07 - SEXUALIDADE NO PLANO ASTRAL - Robert Monroe

 

 

16.01 - PROJEÇÃO DESOBSESSÃO

Por Waldo Vieira

15 de agosto de 1979, quarta-feira. Um dia atípico. Alguns serviços e obrigações exigiram-me despender parte da tarde e da noite com simpático senhor conhecido recentemente e que reside fora do Rio. O encontro prolongou-se e o período de preparo pessoal para o sono atrasou-me o recolhimento ao leito para as 22:15 horas, e as companhias extrafísicas que vieram com o visitante ficaram para receber talvez alguns pensamentos de fraternidade, ocasião em que funcionei, mais uma vez, como isca espiritual.

 

Confirmando as observações de antes de dormir, logo após a decolagem do psicossoma, a minha consciência despertou entre irmãos desencarnados enfermos de considerável poderio hipnótico, portadores de carantonhas lúgubres e gestos ameaçadores, formando uma horda de perseguidores truculentos.

Cônscio da função a que fora chamado dei início ao serviço da desobsessão ou restauração das entidades no ambiente fora do físico do própno apartamento, visando à pacificação daqueles a quem estudiosos da Parapsicologia chamam de atormentadores. E como se sofre quando se é obrigado a se defender, mesmo a contragosto!

 

As vigorosas inteligências de respeitável potência magnética, desordenadas paixões e visível disposição de ataque, em número de oito, como sempre, no assédio implacável tentaram o que puderam na subjugação do espírito encarnado, mas, no meu caso, por ser projetor consciente a serviço da mediunidade, a luta mental torna-se mais acirrada e, graças aos Amparadores intangíveis, equilibrada, em razão da cobertura intangível. Elas sempre visam o impedimento das tarefas em curso e a absorção de energias do encarnado que se lhes apresente disponível.

 

Deixaram-me os Amparadores aparentemente só em meio à refrega de rebeldia e desespero de que já participara inúmeras vezes, através de longo período de atividades desse tipo, em razão dos fluidos densos da vida física que permitem contatar melhor as entidades desencarnadas de baixo teor vibratório, ainda muito material. O diálogo fraterno, o pensamento de paz, a prece sincera e a manutenção da tranqüilidade íntima, sem nenhuma emissão de idéias negativas, como sempre constituiram a melhor conduta em meio à chuva de emissões energéticas carreando blasfêmias, impropérios e desvarios. Não raro, faço as vezes de um pai sereno, em outras ocasiões, um professor tentando explicar lições simples.

 

Somente a superioridade moral é que permite ter supremacia sobre os espíritos enfermos. Por aí se conclui que a ética é inarredável nos processos da projeção consciente, porque as individualidades enfermas fazem parte da população extrafísica e pesam na economia espiritual deste Planeta-escola-hospital. Os espíritos maléficos, opositores ou ameaçadores somente dominam àqueles que se deixam dominar por eles. A projeção-desobsessão é uma das maiores oportunidades de que dispõe o projetor para se tomar útil. E a superioridade moral se impõe sempre nos processos da projeção consciente de qualidade elevada.

 

Depois de certo tempo de confrontações vibratórias, ocorreu o aumento da pressão do cerco espiritual, com número maior de entidades inconscientes, em perigosas condições mentais, atraídas pela defecção de alguns de seus companheiros encaminhados em paz. O Espírito de minha mãe, Aristina, presença percebida apenas por mim e não pelos enfermos, indicou-me o retorno temporário ao físico, para que a atmosfera se desanuviasse um pouco. A interiorização intencional foi executada com algum esforço vibratório, pois estava na mira de muitos focos concentrados de pensamentos desequilibrados

 

Ao despertar-me, ainda sentindo a presença das entidades enfermas remanescentes, infelizes assaltantes espirituais, o corpo denso parecia fortaleza ou trincheira, permitindo trégua na luta que devia prosseguir pela noite a dentro em. favor da melhoria de todos. O relógio assinalava 11:56 da noite, ao iniciar este registro.

 

A primeira demanda vibratória desse tipo ocorreu comigo na adolescência ante os obsessores de um familiar. As batalhas mente a mente foram sempre espirituais, eram assim antes da encarnação e o serão, provavelmente, após a desencarnação, objetivando o entendimento através do amor fraterno possível, único recurso capaz de fazer jorrar as bênçãos da paz e acalmar os ânimos acalorados daqueles que contestam as realidades do espírito ou de si mesmos, a fim de poderem exercer o parasitismo nas consciências incautas através de padecimentos torturantes. Talvez seja a projeção a atividade mais desobsessiva para a próprio médium de qualquer tipo. Julgo que não ocorra trabalho desobsessivo extrafísico apenas com o corpo mental do projetor, porque nessas tarefas está sempre com o psicossoma construído e, às vezes,- até mais denso para se contatar melhor com as entidades enfermas, situando-se bem próximo ao físico, dentro do perímetro de atuação vigorosa do cordão de prata, condição que aumenta as energias disponíveis durante o desprendimento, permitindo-lhe antepor-se aos ataques sombrios.

 

Perigos latentes e malefícios prováveis advindos das projeções, segundo apregoam, até com insistência, certos estudiosos, por incrível pareça: sensações insuportáveis, desmaios, pesadelos, alucinações, transtornos emocionais, hipocondria, histeria, tonturas, cefaléias, pânico, amnésias profundas, choque psíquico, desintegração da psique, paralisia, parada cardíaca, ruptura de aneurisma, hemorragia cerebral, descoincidência mórbida, distúrbios patológicos do psicossoma, ruptura do cordão de prata, torção do cordão fluídico, aura confusa, repercussão violenta, estigmatização, alienação ante a família e amigos, encontros extrafísicos prejudiciais, seres hostis, influências espirituais permanentes, acidente com o físico, obsessão, possessão, ferimento mortal de ponta metálica ou arma branca, reocupação do físico por outra inteligência, enterro prematuro, e projeção final (morte). Acho, francamente, que essa inflação de riscos tem sido muito exagerada e, em parte, foi criada pela sonegação intencional sistemática de informações, junto às camadas populares, sobre as práticas parapsíquicas ou iniciáticas desde a Antigüidade, passando pela Idade Média, e perdurando até poucas décadas atrás.

 

jamais identifiquei um desses propalados inconvenientes como empecilho real às projeções conscientes, e os obstáculos que tenho encontrado somente vêm contribuindo para o aperfeiçoamento técnico dos processos dos desprendimentos que me trazem imensa alegria. Julgo que a boa intenção, a tranqüilidade íntima, a autocrítica, e a mediunidade um pouco desenvolvida, afastam naturalmente esses e outros riscos porventura supervenientes em alguma fase do desenvolvimento da projeção, e não vejo nenhuma restrição séria à sua prática desde que se mantenham as precauções ordinárias com a higiene física e mental.

 

Fonte: Projeções da Consciência - Diário de Experiencias fora do Corpo Físico - Waldo Vieira.

 

 

16.02 - CIRURGIAS ENERGÉTICAS NO PERISPÍRITO

Por  Luiz Roberto Mattos

Entre o final de julho e o início de agosto de 2006, quando meu pai estava perto de desencarnar, tive uma experiência muito interessante.

Naqueles dias, eu e meus irmãos nos revezávamos durante as noites, dormindo com meu pai, na casa dele ou no hospital, a depender de onde ele estivesse, já que isso variou muito nos últimos dias.

 

Em uma de minhas noites na casa dele, lembro que, de repente, estava fora do corpo, assistindo a uma intervenção cirúrgica que estava sendo feita nos olhos de meu pai. Ele tinha uma vista muito ruim em um de seus olhos, com grande perda de visão, devido a um glaucoma e catarata que inutilizaram grande parte de um olho e causaram alguma perda no outro.

 

Em princípio, pensaríamos: por que operar o olho dele se já estava desencarnando? Todavia, a cirurgia que eu assisti não foi feita no corpo físico. Se tivesse sido, eu veria o médico espiritual operando ele deitado em sua cama, ao meu lado. A cirurgia que eu assisti estava sendo feita em meu pai estando ele fora do corpo, ou seja, a cirurgia era no corpo astral (perispírito).

 

Lembro que vi o médico usando um bisturi e cortando ao redor do globo ocular, de forma muito semelhante a uma cirurgia feita na matéria. Quando vi o médico retirar, do perispírito do meu pai, o globo ocular (energético), segurando-o com a mão, senti certa repulsa, uma agonia, e então desviei a vista para não ver mais aquilo, e voltei ao meu corpo, que estava deitado na cama ao lado daquela onde estava o corpo físico de meu pai.

 

Porém, não me integrei totalmente ao corpo.

Continuei ouvindo a conversa de dois espíritos durante cerca de cinco minutos. Era o médico que operava, tendo uma voz bem grave, bem entonada, e outro com voz mais suave, parecendo ser mais jovem. Eles falavam sobre as condições de meu pai, e sobre a própria cirurgia. Após um tempo, acordei no corpo, mas lembrando da conversa e da cirurgia que eu vi em parte.

 

Essa situação me faz lembrar, e é isso o que quero passar aqui para o leitor, que ao desencarnarmos, deixamos o corpo físico e seguimos com o corpo espiritual, o corpo astral, normalmente nas mesmas condições e com a mesma forma em que ele se encontrava no momento da morte.

Muita gente que morre de acidente, por exemplo, continua por algum tempo vendo-se ensanguentada, mutilada, às vezes sem um membro que foi perdido no acidente. Alguns que morrem carbonizados continuam um tempo vendo-se carbonizados, sem a antiga aparência. Alguns que tiveram a cabeça decepada chegam a ficar séculos sem a cabeça, ou com ela nas mãos, sem conseguir colocá-la de volta no lugar ... Todas essas situações já foram vivenciadas por mim em reuniões mediúnicas.

 

Todavia, tudo isso é relativo, e depende muito do conhecimento, da evolução e do condicionamento mental do espírito.

Quem sabe que o corpo astral é muito plástico, e que pode ser rapidamente modificado em sua forma pela ação do pensamento, pelo poder da vontade, altera as condições de aparência do corpo, recompondo os membros amputados ou danificados por acidentes; recolocam a cabeça no lugar ou nem a percebem fora do corpo quando ela é decepada, e os que foram carbonizados podem sair do corpo sem se verem nessas condições. Tudo depende de cada um. Não há uma regra rígida para cada situação.

 

No caso de meu pai, que tinha grande limitações visuais no corpo físico, os amigos espirituais que trabalham no Santuário Luz e Vida, e que o assistiram durante os meses que antecederam a sua partida para o mundo original, que é o espiritual, resolveram operar logo o corpo espiritual para que ele já chegasse no outro plano com uma visão melhor, não tendo mais que ser operado em hospital em alguma cidade espiritual.

Em nosso nível evolutivo, normalmente, continuamos logo após a morte com a mesma forma, a mesma aparência, e com as mesmas limitações, e, aos poucos, vamos superando todas elas, como as de locomoção, visão, audição, etc.

 

Cegos, normalmente, precisam de um tempo, tratamento e cirurgia no corpo astral para voltarem a enxergar. Isto porque o condicionamento mental à cegueira não permite que rapidamente a pessoa enxergue.

Já vi uma tia que desencarnou muito fraca e sem condições de andar, sendo amparada por meu pai para andar na casa dele, no mundo espiritual, mesmo depois de alguns meses após a morte dela.

 

Meu pai mesmo foi levado para a missa de sétimo dia dele por dois espíritos, cada um segurando um braço, pois ele estava muito fraco antes de desencarnar, estando ele vestido com roupão de hospital, como visto na igreja, junto à porta da sacristia, por minha esposa.

Normalmente, levamos um tempo com nossas limitações físicas após a morte. As coisas não se transformam como num passe de mágica.

Aleijados continuam aleijados por algum tempo, salvo se já conseguirem superar a inércia do condicionamento e tiverem força de vontade e poder mental, quando então superam todas as limitações rapidamente. Mas isso não é o mais frequente.

Depois de algum tempo, passei a ver meu pai na casa dele, no plano astral, sem óculos, pois ele se libertou dos óculos algum tempo depois da morte.

 

Já vi uma avó e outras pessoas que não estavam mais utilizando óculos no astral. Minha avó materna estava cega há quatro anos, quando desencarnou, devido à catarata avançada, e quando a vi depois de algum tempo, ela estava jovem, firme no andar, e enxergando perfeitamente e sem óculos

Paraplégicos e tetraplégicos voltarão a andar.

Paralíticos de todos os tipos voltarão a andar também. Surdos, mudos, cegos ... todos se recuperam após a morte, e só o tempo é que varia nessa recuperação, pois isso depende da consciência que cada um tem de sua condição de desencarnado, o que terá implicação sobre o condicionamento mental do ser.

 

 

Quem não acredita na vida após a morte, e que acha que tudo se acaba com ela, se desencarnar depois de ter perdido uma perna em um acidente, provavelmente se verá sem uma perna durante anos no outro lado da vida, o que é pura perda de tempo. Isso porque a pessoa sequer pensa em restaurar o membro perdido, pois isso é impossível no plano físico, e a pessoa, muitas vezes, acha que ainda está no plano físico.

Quando você desencarnar, lembre-se que seu corpo espiritual é plástico, maleável, não rígido como o corpo físico. E, assim, poderá mudar a sua forma e a sua aparência rapidamente. Poderá enxergar bem, ouvir bem, andar, e até voar, se não estiver muito denso em suas energias.

Lembrem-se sempre do poder da vontade.

Comandem com firmeza e com fé, e o corpo astral cumprirá as suas ordens. Mente equilibrada, firme, no comando. E o perispírito assumirá a forma e as condições que você quiser.

 

Acesse os livros de Luiz Roberto Mattos, gratuitamente, no site: www.mestresanakhan.com.br

 

FONTE: Revista Cristã de Espiritismo nº 76 - Editora Minuano

 

16.03 - RELATO PROJETIVO: Viagem ao Centro da Terra

Por Lázaro Freire
Publicado em: 04 de setembro de 2006, 19:22:04

Pois é, uma coisa que odeio é ter que admitir minha burrice.
Quando a coisa vem em dose dupla, então, mais raiva ainda. E foi este o caso.
Parte da ficha caindo no sábado, e a outra parte só ontem.

Bem, adivinha se os amparadores não ADORAM nos colocar em situações assim, onde precisamos colocar em prática o que aprendemos, deduzir coisas, etc, e sem pista alguma?
Normalmente, até que confesso que me saio bem, e a ficha cai logo. Mas não se pode ganhar todas, e este relato fala da excessão.
Grrrrr...

Estou eu lá em Belo Horizonte, no sábado, onde minhas projeções são bem facilitadas - talvez pelo magnetismo da cidade, talvez pelo ambiente isolado de receber carinho de filho único, paparicos da mãe, talvez pelo fato daquele meu quarto possuir toda uma egrégora, sem casamentos, sem ex, sem lágrimas, sem raivas, sem desafios profissionais, quase tudo remetendo à infância e adolescência, onde uma das minhas maiores preocupações era manter os instrumentos que ficavam no meu quarto (baixo, bateria, teclados, amplificadores, guitarras, violão, bandolim, etc) em perfeita afinação para os constantes ensaios.
Ou talvez, mais provável ainda, devido ao fato do colchão de meu velho quarto ser de espuma, e não de micro-molas... Bem como o travesseiro não ser de pena-de-ganso, como em minha casa de SP - confortáveis, mais bem anti-projetivos, sendo um peso a mais.

O fato é que estar em BH é quase garantia de projeção lúcida, contato com amparadores, e alguns dos meus melhores insights.

Mas sempre tem um amparador sacana para, feito professor rigoroso, quebrar nosso ego, nos colocar no serviço, baixar nosso orgulho ou
algo assim.

Pois bem, me deito no sábado à tarde.
Recupero a lucidez em plena Fundação Harmonia, em São Tomé das Letras.
O que era aparentemente um sonho com a querida Fundação, vai ganhando contornos de projeção lúcida, ou pelo menos imagens reais no meio de um cenário onírico.
Vejo o Mahasathaiwan, vejo um grupo que estaria por ali.
Sonho Lúcido? Projeção? Ainda não sei ao certo. Vejo o galpão, celeiro das artes.
Mahasathaiwan parece estar falando sobre SONHOS - aliás, todo mundo em meus sonhos e projeções anda fazendo discurso sobre mecanismo de sonhos, parece que me matricularam em um mega-intensivo sobre como ver os sonhos do lado de lá, ou interferir neles.
Parece que vão me desencarnar logo, risos, e que preciso estar preparado para as tarefas da turma de descascados.

Bem, o grupo deveria ser de umas 40 ou 50 pessoas. Achei que era muita gente. Parecia haver um vídeo, ou TV, lateral - e não o usual telão retroprojetor de última geração que os Harmônicos costumam usar em seus cursos.
Só então, ao sentar, fui me dar conta que se eu, projetado ou sonhando, estava no meio dos 50 que ouviam o Mahasathaiwan, significava que ali poderia SIM ter outros projetados - ou até mesmo descascados, "bocas de fantasmas", ou seja, desencarnados.
Não era tão inverossímel assim.
Mas ao mesmo tempo, me lembrei de que havia um grupo de passeio em São Tomé, e não necessariamente um curso... O pessoal da Jô, em fim
de sábado, poderia estar em grutas, na cidade, em cachoeiras, provavelmente em lugares diferentes do CELEIRO das palestras...
O que não impediria em nada de o mestre estar falando para 10 ou 20, harmônicos ou visitantes, com ou sem corpo físico, em algum cantinho.

E havia vários componentes de, no mínimo, sonho lúcido - daqueles que se não for 100% real, basta você fazer um mantra OM no frontal, ou
dar passes no ambiente, ou ejetar luz da testa, ou clamar por LUCIDEZ AGORA que a imagem real se apresenta.

Ueba, pensei, se não for projeção, posso converter em projeção, estou no comando da situação, lúcido, e ainda por cima longe de atividades,
estou em outra cidade, passeando, ueba, adoro assistência, mas um turismo ou palestrinha de vez em quando não é de todo mal, e eu gostaria mesmo de ter vindo ao passeio em São TOmé, fora do corpo então, vou aproveitar mais ainda, etc...

Não deu nem tempo de fazer as técnicas para tomar controle.
Assim que EU saquei que estava em projeção, meu amparador também sacou que eu saquei.
Ele não disse nada, mas mesmo assim pude ouvir o que ele não comunicou?
Ah, é? Tá feliz de estar lúcido? Estava esperando por isso? Eu também, significa que você então está apto a fazer coisa mais útil...
(Grrr. Estes amparadores...)

Ato contínuo, mais rápido do que um gago falando OM, mais fulminante do que o filho da Karen devorando Mac Donalds, mais instantâneo do que o tempo que a Thais disse que o Wagner aguenta "tentando" cumprir suas obrigações mensais (?) de homem reprodutor, fui tracionado de volta para o corpo físico. Em Belo Horizonte, a pelo menos 300km de distância. Nem deu para curtir a paisagem.

No segundo seguinte, lá estava eu, na cama de meu quarto na casa de meus pais, flutuando levemente por sobre o corpo físico, ouvindo aquele "inconfundível" Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz ensurdecedor do EV - Estado Vibracional.
Caramba, amparador, não sabe do apagão? Dá para desligar este transformador de Itaipú aí, que este EV já tá até me incomodando?
Caraca, pensei, acho que se colocassem uma lâmpada de 100W na minha boca naquele instante, ela acenderia. Não, seus boiolas sacanas! Eu
disse BOCA. Vagalume é a PQP!!!

Bzzzzz Bzzzz Bzzzz
Droga, eu queria estar em São Tomé, ouvir o Mestre falando lá de sonhos, ETs, intra-terrinos, etc, etc, etc...
Bzzzzz Bzzzz Bzzzz
Já sei, já sei, concluí sem perguntar nada ao amparador, vamos ter trabalho de assistência, né?
Bzzzzz Bzzzz Bzzzz
Ok, nada de cachoeiras, que tal um monte de sangue, gente morta e queimada, caveiras no umbral, suicidas, assediadores barra pesada que
fazem aquele violento Pokemon e Digimon parecerem mesmo filminho de crianças, bolas de luz sendo enviadas, guerrinhas astrais.
Bzzzzz Bzzzz Bzzzz


Como faz barulho este monte de abelhas e bezouros astrais, hehehe...

Well, nada a fazer mesmo, fui puxado, e nem tava vendo o tal do Kardec que saiu espalhando uma balela aí de que a gente tinha livre- arbítrio (acho que os amparadores dele eram mais leves que os nossos, senão ele ia ver que livre-arbítrio na mão de amparador é mera figura retórica de linguagem, puro eufemismo, quando os caras nos embarcam, não tem reclamação)...

Bzzzzz Bzzzz Bzzzz
Vamos, então, sair do corpo.
Se você faz um EV acordado, pode ter dificuldades em manter.
Mas se você nota que está em EV fora do corpo, espontâneo, e EM CIMA do EV natural faz o seu próprio EV, circulação energética taoista, ou
qualquer coisa do tipo bolinha girando em volta de você...
Aí a coisa soma, acelera, é ligar o turbo mesmo, bem sei, e aí não tem como não sair.
Bzzzzz Bzzzz Bzzzz

Então, lá vou eu faze o MEU EV em cima do EV natural.
Para acelerar mais, fiz só até o cardíaco, sem passar por debaixo da perna.
Bolinha amarela luminosa na frente do frontal, bolinha na altura da boca, garganta, peito, atravessa o peito pelo coração, sai pelas costas, nuca, parte de trás da cabeça, área da carec... ops da minha auréola divina, coronário, desce pela testa, testa, testa, testa, testa (ok, tem pouco cabelo, eu sei, grrrr), após um tempo chega no frontal, faz de novo, o mais rápido possível, gerando energias, formando quase um capacete energético em volta da minha cabeça...
Bzzzzz Bzzzz Bzzzz Bzzzzz Bzzzz Bzzzz Bzzzzz Bzzzz Bzzzz Bzzzzz Bzzzz Bzzzz

Assim como um avião acelerando as turbinas, a frequência sobe, o zumbido fica menos incômodo (porém mais alto) na frequência acima, atenção torre de controle, PT-LAZ taxiando na pista, permissão para decolagem concedida, lá estou eu parecendo um Sea Harrier britãnico, daqueles que decolam como helicóptero mas voam como caça, meu EU começa a descolar da base do físico, em paralelo, o Bzzzzz Bzzzz Bzzzz fica altíssimo, todo o corpo treme, as pernas dão choques prazerosos e incômodos, isto aqui parece um orgasmo (só que sem o inconveniente de ter que ser deixado por quem você gosta sem motivo), vamos voar, vamos voar, vamos voar!!!

Ainda dá tempo de, enquanto "taxeio" por sobre o corpo físico antes de, como sei que acontecerá, ligar o retrofoguete (não é onde vocês estão pensando) e volitar rápido, pelo menos pensar elevado, coisa indispensável para uma projeção legal:
- Ok, estamos prontos para servir. Tomara que nesta experiência eu possa fazer algo de legal para meu crescimento e para o da humanidade.
Bem sei que grupos religiosos fariam uma oração mais bonita de se escrever. Mas dificilmente seriam tão sinceros.

Ditas as palavrinhas mágicas, passei a contar, além com o fenÔmeno bio-energético do EV, também com a sutilização provocada pela ligação com algo superior, com a evolução, com um poder maior, com uma ordem acima, com a tarefa, com o servir... Hehehe, penso comigo, se os "projeciólogos" e "parapsicólogos", doutores da lei da projeção, soubessem disso... Como explicar para os caras que isso dá mais barato e sutileza, energética mesmo, do que mil EVs juntos? Eles achariam místico, devocional, muleta, proselitismo... Fazer o quê?

Mas como não sou projetor teórico, e muito mais espiritualista do que pesquisador e neo-cientista, levo vantagem, mesmo enquanto minha barba ainda é ruiva e curta.

Ato contínuo, o que já era bom via EV fica com cara de "permissão para decolagem concedida, céus de brigadeiro para você, câmbio".
Não dá nem tempo de falar camb..., meu corpo espiritual (psicossoma, linga, perispírito, corpo astral) já sai da horizontal na qual volitava por sobre o físico, vai ficando em vertical, 30º, 45º quando chegar a 90 deve parar e eu sair voando rapidinho daqui, sem dar bobeira (se perder muito tempo junto ao corpo físico, seu ectoplasma e força de coerção pode me atrair de volta, e eu ficar pesado)...


Mas atinjo os 90º, só que, desta vez, não paro...
110º, 120º, começo a olhar... para baixo???!!!???
Ei, cadê a bússola, cadê o altímetro, cadê o horizonte artificial do painel de controle, torre de controle, este troço tá desalinhado, assim eu vou estolar, para aê...

Não para. APonto para baixo, e algum amparador engraçadinho, neste momento, deve - feito naqueles desenhos de Tom e Jerry ou Coyote - ter riscado um fósforo e ateado fogo a algum morteiro que convenientemente amarrou em minhas costas.
O fato é que, sem mais nem menos, saio a MIL por hora em direção à cama, ao piso, ao solo, terra, pedra, minérios, rochas, escuro, mil por hora...
E quando eu vejo, no segundo seguinte, lá estou eu onde poucas vezes vou sozinho - acho que só estive nas regiões intra-terrinas acompanhados por ETs, que são chegados nestes buracos.

Na hora, a ficha não cai tanto.
Parece névoa, fumaçã, ectoplasma, fundo de piscina suja, não sei...
Mas naquilo que parece um salão de gruta.
Como os amigos mais chegados e radicais sabem, adoro espeleologia, querem me chamar para um programa legal é pegar o carro e ir para o vale do Ribeira... Conheço bem este tipo de lugares, e esta cavidade terrena, penso agora, não foi formada por ãgua como as brasileiras, e sim por lava como as européias, como está claro pelo tipo de sulcos, quase polidos - agora, ao relatar, sei que era intra-terrino, grutas de lavas ou vácuos de placas dentro do chão de minérios de minas.
Quase não há estalactites, estalagmites e espeleotemas. Talvez um rio de lava, ou... tecnologia mesmo, ajudando.

Mas na hora, com aquele monte de ectoplasma ou sei lá o quê, tudo sombrio, escuro, nenhuma viv´alma (desculpem o tracadiho infame) por perto... A imagem que me vinha à mente era de portais de umbrais
mesmo, ou pior, de regiões abismais (bem mais barra pesada do que umbrais)...
Como alguém que abre o olho ao mergulhar no fundo de uma piscina, eu só via cerca de 20 a 30 centímetros a partir do chão, apesar de saber que o "teto" daquela cavernona deveria ter uma grande quantidade de metros de altura... Tudo esfumaçado, como quando a gente vai chegando perto do umbral (ou da Terra, vindo de lá) e ainda não consegue deslumbrar as paisagens direito.

- Ok, senhor ampara-do-or??? O que é para eu fazer?

Silêncio, como direi, cavernoso (desculpem novamente o tracadilho)

- Cara, aparece, nem vem com este truque do amigo invisível, que eu sei muito bem que você tá aqui do lado.

Até tava mesmo, é claro. Mas nem por isso abriu a para-boca. Um silêncio "infernal", daqueles que doeriam no ouvido - caso eu não tivesse deixado os meus ouvidos no corpo, lá em cima, em BH, hehehe.

Eu saí pensando em assistências, né?
Então, talvez por ser isso mesmo, ou talvez por minha mente ter assimilado isso, já fui me preparando.

Ok, gente aos pedaços. Suicida arrastado por obsessores chefes de falange (o tipo que habita abismos) para bem longe do umbral, exatamente para nenhum espírita ou projetorzinho ousar ir lá mexer com os escravos dele... Alguma prisão infernal... Alguns obsessores engraçadinhos daquele tipo que gostam de plasmar um cenário de julgamento final para poder fazer a famosa "pegadinha do crente" e levar os coitados dos evangélicos recém-desencarnados para abismos, onde estes assediadores se divertem simulando cenários infernais, para que o cara pense que Deus o julgou mal, como lhe ensinaram na igreja - e por acreditar muito nisso, o coitadinho do protestante não consegue sair sozinho, e sobra PRA QUEM?
Bah...
Não dava para ser algo light, tipo acidente aéreo, pedaço de gente, etc?
Pô, se adiasse por mais um dia, dava até para ajudar o Rolim, e explicar pra ele um pouquinho mais sobre mecanismos de karma, do aqui se fez aqui se paga, e porque não é tão bom deixar 100 famílias reclamando de indenização...
Não poderia ser apenas mais uma chacina?

 
Não podeira ser algo novamente como aquela cena do AMOR ALÉM DA VIDA, pisar na cabeça de gente que puxa nosso pé, enquanto a gente resgata um deles de um mar de água e lama formada por espíritos aos milhares?
Isso eu já tou acostumado há anos, poxa!1!
Caraca, reclamo eu em silêncio, se isso é coisa pior, por uma lógica cruel de simples, significa que... ISTO VAI SER PIOR.

Mente, ó mente...
Se você fosse tão criativa assim para coisas legais, eu tava feito.

O fato é que a mente começa a tentar adivinhar o que lhe esperava.
E eu começo a ficar... com medo.
Estranho, não tenho isso fora do corpo.

Mas na prática a teoria é outra, e vai você, sei lá quantos km dentro da terra, sem enxergar cazzo nenhum, numa camada de névoa, silêncio irritante, tudo meio trevoso, sem saber onde ir, o que fazer, e ainda
sabendo que algo ou alguém depende de você, e não é nada ^tão light^ quanto trocar dardos energéticos com obsessores que tentam ^apenas^ ameaçar de morte vc e seus familiares, mas sim coisa pior!!!

Assim como um mergulhador no silêncio do oceano negro, dá um frio na barriga, uma solidão, um vazio. E mesmo sem trilha do Hitchcock, dá apra esperar, em cada passo, uma surpresa das cabeludas e aterrorizantes.

Ei, será que tem um mantra para PERDER um pouco da lucidez? hehehehe.
Nestas horas, pra quê estás súper consciente, né?

Vejo alguns objetos no fundo da caverna.
Algo que parece um canivete suiço. Perfeito. Lindo.
Pego.
Já sei, alguém arrastado pelos seres trevosos, e que deve ter plasmado este canivete, de tanto carregar no bolso por décadas, apegado... E no sufoco, perdeu.
Pena que não dá para colocar no para-bolso e trazer para o físico, pois eu bem que queria um desses, assim com mil funções, e legítimo.
Devaneios...
Pergunto para o amparador se é isso que ele queria que eu achasse.
Tolinho, sem notar, eu me vi naquela situação de procurar o brinco que a menina mais gostosinah do clube perdeu na piscina... Ou que muitas vezes jogou mesmo, de propósito, simulando a perda só para ver a gente disputar o prazer de ser útil, se aproximar dela...

Brinco disso, na falta de dicas.
O lugar vai ficando mais denso à medida em que eu caminho.
Apesar de não ser líquido, quase que dá, mesmo, para nadar, mergulhar, enquanto procuro objetos no chão...
Acho uma coisa ou outra, digna de nota.
Pergunto para o amparador mudo...

- Era isso que você queria?

Faz mais sentido do que parece, já que o amparador, tão sutil, não conseguiria ser denso como eu para poder "pegar" na mesma frequência um objeto astral deixado ali... Ele é todo luz, ele atravessa coisas densas...


Hehehe, penso comigo, já sei, no dia em que eu quiser sacanear um amparador, vou plasmar um objeto astral bem denso e colocar no fundo
de uma piscina dessas, densa de ectoplasma e coisas telúricas, kundalínicas e mais grosseiras, e pedir pra ele pegar...
Teste do amparador, para ver se ele consegue concentrar tanta energia a ponto de deixar pelo menos os dedos materializados a ponto de pegar
algo assim, num lugar desses, SEM a ajuda de um encarnado projetado...

Mas se por um lado ganhei uma sacanagem para fazer com meus amigos amparadores, por outro não obtive resposta.
E continuo andando.

A caverna vai se fechando.
Não era um oceano subterrâneo, como eu pensei em dado momento, mas uma cavernona mesmo, um salão de entrada, como em certas grutas.
Começo a subir, nitidamente, em ângulo ainda baixo.
O caminho natural me leva à direita e ao alto.
Passo pela névoa. Assim como a neblina que envolve a manhã em regiões montanhosas, acima de uma determinada altitude, ela fica plana, abaixo.
Atravessando a camada de neblina, dá para ver toda a extensão do salão, gigaaaaaaantesco, ao olhar para trás.
Nenhuma consciência presença, pelo menos não na minha frequência vibracional visível.
Alguns espeleotemas apenas nos cantos do salão.
Subo pela direita. À esquerda, não há saída ou passagem alguma, só paredes, tetos. Para trás, de onde vim, o salão gigantesco se perde no infinito das trevas, até onde a para-vista alcança.
Sem ninguém por perto.
O piso branco, embaixo, a neblina ectoplasmica, é até bonita de se ver, contrastando com o marrom e negro do lugar.
Se isto teve formação típica de grutas, via lava ou algo assim, significa que precisa vir de algum lugar e ir para outro lugar.
Pela lógico, lá atrás, o vão gigantesco leva a algum canto... Mas é longe e escuro demais para eu me encorajar a descobrir, e depois, está tão denso que não dá mesmo para volitar assim...

Resta seguir em frente, para o alto e para a direita, deve ter uma saída, e o espaço vai se afunilando...
Já dá para ver que SIM, lá no alto, seguindo a ^estrada^
possivelmente formada pela lava ou maquinãrio que formou este lugar, há sim uma passagem, uma circunferência, um túnel natural, sei lá, um ponto no alto onde todo aquele salão se afunila em uma passagem de apenas uns três metros de diâmetro...
E que pela lógica, deve levar a algum lugar.
Afinal, eu estou ali para algo, né?

Vamos subir...
Quase chegando...
Entre relaxando, consciente, e ao mesmo tempo apreensivo, curioso.

Bem, se é encrenca, significa que devo estar preparado para encrencas, e agora parece ser um bom momento. Em todos os aspectos - físico, lugar onde cheguei, minha condição emocional, expectativa.

Se há encrencas, e haverá sim, este é o momento ideal para a primeira surpresa.

E ERA MESMO !!!!

 

16.04 - TRÊS RELATOS

Por Wagner Borges

16.04.1 - UMA VIAGEM ESPIRITUAL AO CENTRO ESPÍRITA:
(Relato Projetivo 1)

Costumo deitar-me em decúbito dorsal, mas essa noite deitei-me sobre o lado direito. Despertei cataléptico (1). Fiquei calmo para não perder a oportunidade projetiva. Logo me veio a idéia de sair do corpo rolando, e antes mesmo que essa idéia se completasse em minha mente, rolei automaticamente pelo lado esquerdo e, numa fração de segundo, me encontrei flutuando em pé no meio do quarto. Estava de frente para a parede e de costas para a minha cama. Meu primeiro pensamento foi o de virar-me para ver o corpo físico na cama, mas não pude, pois não conseguia manter-me equilibrado no ar, oscilava de um lado para o outro. Senti a pressão do cordão de prata (2) na minha nuca, tal como se fosse uma força que ali estivesse me empurrando para frente e para cima.


Após algum tempo, a força do cordão astral diminuiu e eu consegui virar-me de frente para a cama. Embora estivesse bem consciente, minha visão não era boa, pois não conseguia divisar as coisas do quarto com clareza. Não conseguia ver nem mesmo o meu corpo, via apenas uma sombra deitada na cama. Também não consegui ver o cordão, muito embora sentisse suas pulsações na minha nuca.


Lembrei-me da assistência extrafísica e elevei os pensamentos aos amparadores extrafísicos. No mesmo instante, senti a presença segura de dois benfeitores espirituais perto de mim. Veio em minha mente a lembrança da Fraternidade André Luiz (3) e senti um forte impulso de ir até lá. No mesmo momento senti duas mãos me segurarem pelos cotovelos e me erguerem com grande facilidade.
Impulsionado pelos dois benfeitores espirituais, os quais eu não via, tive uma decolagem rápida e em poucos momentos de volitação chegamos na Fraternidade. Minha visão melhorara (4) e eu podia ver com clareza. Flutuávamos em frente ao centro e os dois benfeitores continuavam me sustentando, um de cada lado, como se eu nada pesasse.
Mesmo estando do lado de fora, eu conseguia ver o interior do centro. Era como se a parede fosse transparente. Passamos através dela e nos dirigimos até um homem, do qual não me lembro a aparência, que estava sentado numa cadeira escrevendo. Sabia eu que estava diante de um benfeitor e sentia um grande respeito por ele. Francamente, como só os espíritos evoluídos são, apontou-me certos erros que eu vinha cometendo, erros esses tão claros que eu baixei os olhos (ou melhor dizendo, paraolhos) com vergonha de mim mesmo. Embora seu tom fosse autoritário não havia condenação pelos meus erros, e sim compreensão.
Deu-me algumas orientações e em seguida saímos volitando. Daí em diante minha lucidez diminuiu e tenho poucas lembranças, mas sei que volitamos por diversos lugares.
Ao despertar pela manhã, o físico continuava deitado do lado direito. Após alguns momentos vieram as recordações. Anotei tudo e o resultado é este relato.


- Wagner Borges -
Rio de Janeiro, 01 de março de 1982.

- Notas:

1. Cataléptico: Paralisado:
Obs. Catalepsia projetiva: Esse fenômeno causa medo em muitas pessoas, mas é muito mais comum do que se pensa. A pessoa acorda no meio da noite (ou mesmo numa soneca durante o dia) e descobre que não consegue se mexer. Parece que uma paralisia tomou conta do corpo. Ela não consegue mexer um dedo sequer.
Tenta gritar para chamar alguém, mas não sai voz nenhuma. A pessoa luta tenazmente para sair desse estado, mas parece que uma força invisível tolheu-lhe os movimentos. Inclusive, pode ter alguém deitado do lado e não perceber nada do que está acontecendo. Dominada por aquela paralisia, a pessoa grita mentalmente: "Eu tenho que acordar! Isso deve ser um pesadelo!"
Mas ela já está acordada, só não consegue se mover. Devido ao pânico que a pessoa sente, seus batimentos cardíacos se aceleram. A adrenalina se espalha pela circulação e estimula o corpo. O resultado disso é que a pessoa recupera os movimentos abruptamente, normalmente com um solavanco físico (espasmo muscular). Em poucos momentos, seu cérebro racionaliza o fato e dá a única resposta possível: "Foi um pesadelo!" Algumas pessoas mais impressionáveis podem fantasiar algo e jogam a culpa da paralisia em demônios ou seres espirituais. Na verdade, a pessoa acordou no meio de um processo vibratório decorrente da mudança do padrão de vibrações do corpo espiritual em relação ao corpo físico. Ela acordou em um estado transicional dos corpos. Simplesmente, ela despertou para uma situação que ocorre todas as noites quando ela dorme. Antes, ocorria com ela adormecida, e naquela situação ela acordou bem no meio da transição. Se a pessoa ficar quieta e não tentar se mover, sentirá uma sensação de flutuação por sobre o corpo.
Ocorrerá um desprendimento espiritual consciente! E então ela poderá comprovar na prática de que aquilo é realmente uma saída do corpo.
Verificará por ela mesma de que não se trata de doença ou coisa do demônio.
Se ela não quiser tentar a experiência, é só tentar mover o dedo indicador de uma das mãos ou uma das pálpebras, assim ela recupera o movimento tranqüilamente.

2. Cordão de prata: Conduto energético que interliga o corpo sutil ao corpo físico.
Sinonímias: Cordão astral, Corda de prata, Cordão prateado, Cordão espiritual, Fio de prata, Teia de prata, Fio prateado, Cordão prânico.
Sobre a expressão cordão de prata, ver o Eclesiastes cap. 12, vers. 6, onde o pregador (que se supõe ser o sábio Salomão) fala do desgaste do corpo na velhice, e que na hora da morte rompe-se o cordão de prata, e o espírito sobe aos céus e o corpo desce à Terra.
Para se ter um bom entendimento desse trecho, sugiro ao leitor que leia o capítulo 12 todo, desde o início, pois muitos pesquisadores somente comentam o trecho em questão, e aí sobram diversas interpretações diferentes (desde explicações energéticas sobre kundalini, até mesmo interpretações simbólicas sobre a roda reencarnatória – chamada pelos budistas de Samsara – a escada de Jacó e as vértebras da coluna, talvez por causa de algumas traduções da Bíblia onde a expressão cordão de prata foi substituída pela expressão cadeia de prata), justamente por causa da discussão em cima de um só trecho.
Baseado no conteúdo do que disse o pregador, e levando em conta de que a abordagem é em cima da velhice e do momento da morte, quando o espírito abandona o corpo definitivamente (ou melhor dizendo, faz a projeção final da encarnação atual), fica evidente que trata-se do momento em que rompe-se a ligação energética entre espírito e corpo.

3. Fraternidade André Luiz: Centro espírita no Rio de Janeiro (no bairro da Penha) onde participei como médium e palestrante por vários anos, e onde aprendi muito sobre a mediunidade e a desobsessão. Foi nesse centro que Waldo Vieira e eu fizemos várias palestras sobre a projeção da consciência entre os anos de 1981-1984, muito antes da formação de institutos de Projeciologia, quando o tema ainda não tinha a abertura que tem hoje.
Diga-se de passagem, a Fraternidade André Luiz sempre foi universalista, pois ali se comunicavam pretos velhos, índios e ciganas, além de árabes, hindus e chineses. Um dos mentores da casa era o Ramatís, e foi ali que o vi pela primeira vez, em 1982.
Devido a postura universalista e democrática da casa, nunca houve preocupação do grupo em submeter-se às regras de alguma federação criada pelos homens aqui da Terra. No entanto, devido ao trabalho de assistência espiritual realizado, posso dizer que a Fraternidade era registrada na “Federação dos Espíritos”, no Astral, e essa é amplamente universalista, pois tem espíritos amparadores de todas as linhas que trabalham a favor do progresso da humanidade.

4. Às vezes, a paravisão pode não estar funcionando adequadamente numa determinada projeção. Isso se deve a dois fatores, dependendo das circunstâncias:
- O corpo espiritual pode estar bastante condensado energeticamente (ou mesmo o cordão de prata, que muitas vezes fica saturado de ectoplasma que flui do interior do corpo para o astral projetado, aumentando assim o seu lastro energético), e isso pode acarretar dificuldades para manter a lucidez fora do corpo, além de dificultar as parapercepções do projetor.
Se o projetor exterioriza energias nesse momento (ou os seus amparadores o fazem nos processos de assistência extrafísica), ou mesmo eleva os pensamentos para uma sintonia espiritual mais alta, isso muda o seu padrão vibracional, e rapidamente a paravisão e a lucidez se ampliam.
- O outro motivo é psicológico mesmo: trata-se de puro condicionamento. Acostumamos na vigília a nos utilizarmos dos olhos físicos para captarmos as imagens refletidas pela luz, e para isso mantemos os olhos abertos. Ocorre que durante a projeção muitos projetores tentam abrir os paraolhos para enxergar, mas em tal situação a condição é outra e os mecanismos de percepção funcionam adaptados para outro plano de manifestação. Daí, devido ao automatismo do subconsciente, a mente associa que para ver tem que abrir os olhos, e como os olhos físicos estão fechados nesse momento do sono, isso causa uma certa confusão sensorial logo no início de uma projeção, principalmente quando o psicossoma está projetado dentro da faixa de atividade do cordão de parta, que se estende por cerca de quatro metros em torno do corpo físico durante uma projeção.
Muitos projetores passam por isso, e pode-se dizer que é um mecanismo natural do ser humano adaptando-se a outras condições vibracionais ou mentais. Praticamente todos os projetores que conheço passam ocasionalmente por essa defasagem nas parapercepções. A solução é exteriorizar energias na hora, ou simplesmente dar auto-sugestões de que irá ver tudo normalmente em instantes, e ficar bem tranqüilo e lentamente ir se adaptando ao lance, até ver tudo claramente. Alguns projetores como William Buhllman (autor do excelente livro “Aventuras Além do Corpo” – Ed. Ediouro) concentram-se mentalmente em alguma palavra ou mantra para ativar a lucidez e a paravisão. No caso dele, a palavra em que ele se concentra é “CLAREZA”. No meu caso em particular, penso na palavra “LUZ” vibrando mentalmente no centro da testa. Um amigo meu usa o mantra “OM”.

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Texto <494><13/02/2004>

16.04.2 - PROJEÇÃO EM RODOPIO
(Relato Projetivo 2)
Despertei cataléptico e permaneci imóvel, pensando em flutuar.
Comecei a sair pelos pés e a sensação era como se eu estivesse “escorregando” por eles. Vi-me flutuando acima do corpo físico, e a minha posição era a mesma dele (decúbito dorsal). Fiquei oscilando no ar durante algum tempo, até que começou um movimento giratório que me situou em posição contrária a do corpo físico, isto é, meus parapés ficaram na direção da cabeça e minha paracabeça na direção dos pés. Fiquei nessa posição por pouco tempo, pois lentamente o movimento giratório aumentou, e senti que ia perder a consciência. Muito tranqüilo, concentrei o pensamento no sentido de dominar o rodopio, o que logo consegui, pois fui diminuindo de velocidade até ficar novamente em decúbito dorsal na mesma posição acima do corpo físico. Pouco depois o corpo físico puxou-me e houve a interiorização com uma forte repercussão.
Levantei-me em seguida e anotei esse relato.

- Wagner Borges – Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1983.
 

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16.04.3 - PROJEÇÃO ASSISTENCIAL
(Relato Projetivo 3)

Deitei-me às 23h35min. Estava muito casando e logo adormeci.
Despertei fora do corpo físico numa rua que logo reconheci ser a rua M, que fica a uns 15 minutos da minha casa. As luzes da madrugada começavam a nascer. Estava bem lúcido e me sentia muito bem.
Seguia pelo meio da rua, quando surgiu à minha frente o Irineu sorrindo. Cumprimentei-o alegremente, satisfeito por encontrá-lo também projetado fora do corpo físico. Suas condições espirituais eram ótimas e estavam bem lúcido.
Irineu é um dos meus melhores amigos. É um senhor de 70 anos, espiritualista há muito tempo. Gosta muito de estudar projeção astral, é médium passista, trabalha em sessão de desobsessão e pratica Ioga.
Observei que ele estava vestido com uma camisa de mangas compridas amarela e com uma camiseta branca por baixo. Sua calça tergal era amarela e seus sapatos eram pretos. Estava usando óculos.


Disse-lhe:
- Está fora do corpo, né Irineu? Depois ainda diz que não sai. Vamos aproveitar que você está aqui e vamos trabalhar. Quer me ajudar a dar um passe numa pessoa que mora nessa rua?
- Claro, irmãozinho, o negocio é trabalhar. Vamos lá!
Dirigimo-nos até uma das casas, onde mora o meu amigo K., que era a pessoa que iríamos ajudar.
K. é um rapaz de 30 anos, meu amigo desde a infância, que no momento está com um problema sério: está desempregado e tem esposa e três filhos para cuidar. Devido a esse problema, K está muito perturbado e desanimado.
Encontramo-lo em pé na porta da sua casa, também projetado fora do seu corpo físico, no entanto sem aperceber-se disso. Estava pensativo, preocupado com o seu problema. Tentei confortá-lo.
- Não desanima, K., Seu problema vai ser resolvido. Ânimo, rapaz!
- Eu já não estou agüentando mais essa situação, não tenho ânimo para mais nada.
- Nós estamos aqui para ajudar você. Vamos dar um passe e você vai sentir-se melhor.
- Não! Seu passe não vai me arrumar um emprego e eu não acredito nessas coisas.
Dizendo isso, K. afastou-se bastante irritado. Ficamos surpresos com aquela reação inesperada, mas não desistimos. Aproximamo-nos novamente e depois de conversarmos bastante, finalmente consentiu em que lhe déssemos o passe.
Entramos em sua casa e a nosso pedido, ele deitou em decúbito dorsal no sofá que fica na sala. Observei que os objetos que havia na sala (TV, móveis, etc) eram os mesmos que tenho visto quando visito K. fisicamente (1).
Elevamos os pensamentos e iniciamos a aplicação dos passes. Depois de algum tempo, tive a intuição de que deveria concentrar os passes nas costas de K. Virei-o de bruços e notei que havia uma coisa escura no meio de sua coluna. Concentrei os passes bem em cima dessa região, e em pouco tempo, como se minha mão direita fosse um poderoso imã que sugasse energeticamente aquela coisa escura, consegui retirá-la de sua coluna.
Segurei aquilo em minha mão e vi que era uma espécie de bola de energia escura do tamanho de uma laranja. Mostrei aquela coisa asquerosa ao Irineu e disse-lhe:
- Isso é um agregado de energias pesadas que estava agarrado na coluna dele fazendo-o sentir-se cansado e desanimado.
Joguei aquilo fora e terminamos a aplicação dos passes. K. levantou-se e disse que estava sentindo-se muito bem. Despedimo-nos dele e saímos deslizando pela rua. Daí em diante não tenho mais lembranças.
Ao despertar pela manhã lembrava somente de ter estado fora do corpo junto com Irineu e K. No entanto, com o passar das horas as lembranças vieram gradualmente e pude anotar esses detalhes aqui narrados.
No dia seguinte falei com o Irineu, mas ele não lembrava de nada.
Alguns dias depois me encontrei com K., que também de nada lembrava. No entanto, tive uma surpresa agradável, pois o encontrei muito alegre e animado. Tinha arrumado um emprego e estava feliz da vida.

* * *


Há alguns detalhes que precisam ser considerados:
- Por diversas vezes já vi o Irineu vestido fisicamente com a mesma roupa com que estava vestido extrafísicamente. Além disso, ele também usa óculos.
- Irineu e eu moramos no Rio de Janeiro, só que em bairros distantes um do outro. Ele mora em Jacarepaguá e eu em Duque de Caxias. Ele não conhece K. e nem mesmo sabe onde eu moro.
Daí pode-se concluir que para o encarnado projetado fora do corpo a distância não constitui obstáculo. O lance é de sintonia e de concentração.


- Wagner Borges –
Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 1984.

- Nota:
1. Naturalmente que estávamos projetados no duplo astral da casa de K., onde todos os objetos que estão no físico são refletidos no astral do ambiente. Porém, nem sempre isso é assim. Muitas vezes o ambiente imediato astral de um lugar pode não refletir o ambiente físico presente, mas sim algum ambiente anterior passado, ou mesmo as formas-pensamento de outros ambientes nos quais a pessoa se sente mais afinizada mentalmente. Em outros momentos, o projetor pode ver para objetos que existem somente no duplo do ambiente, principalmente quando há consciências extrafísicas frequentando a sua casa. Se isso é bom ou ruim, depende de quem está freqüentando o ambiente: amparadores ou assediadores extrafísicos?
No caso de pessoas que trabalham com assistência espiritual (sejam médiuns experientes ou bioenergizadores que exteriorizam silenciosmanete energias salutares para o bem da humanidade), é muito comum a percepção de aparelhos extrafísicos acoplados no ambiente pelos amparadores extrafísicos que os amparam em suas tarefas benfeitoras..

 

16.05 - PIÃO PROJETIVO: Assistência fora do corpo em massa.

Por Saulo Calderon

 

21-07-1998
Essa projeção aconteceu de maneira totalmente voluntária.
Fui deitar às 02:00 da madruga, após meu PC parar de funcionar (problemas).
Deitei no meu colchão no chão, e comecei a relaxar.
Fiz os exercícios energéticos, exteriorização absorção, e fui sentindo meu corpo adormecer, e com algum esforço fui controlando minha mente para ficar lúcida.

Por momentos, perdi um pouco o controle, mas foi só o momento exato em que entrava no estado de hipnagogia(entre o sono e a vigília).

Após entrar na hipnagogia, senti as energias(EV), e a catalapsia projetiva. Sim, pensei: a projeção era certa.
Comecei a tentar flutuar, e senti-me preso ao corpo, e comecei a exteriorizar energias para facilitar a saída. Senti que estava preso pela barriga, pelo chacra umbilical, então comecei a concentrar energias nele, exteriorizar por ali, e fiz também um pequeno EV localizado.

Então senti um tipo de estalo, e consegui sair. Fui flutuando vagorosamente, e após uns 2 metros de altura, meu corpo virou automaticamente ao contrário, dando para ver meu corpo deitado.

Logo pensei em me afastar do corpo, para não correr o risco de um retorno inesperado. E atravessei uma parede ao lado da cama, entrando no quarto da minha irmã.

Vi o corpo dela deitado, com camisa vermelha e coberto da barriga para baixo.

Olhei para sua janela, e não pensei muito, saí voando por ali mesmo para o alto, como de costume.

Só que a partir dali, não tive mais controle sobre a experiência, fui arrastado para um local que não sei onde.

Me vi sobrevoando uma grande ponte, e chegando numa cidade onde transitavam muitas pessoas.

Acho que era uma cidade extrafísica(espiritual), pois todos me viam.

Senti que quase todos precisavam de ajuda, pois andavam como robôs. Vi muitos chorando, outros jogados no chão. Mulheres procurando seus filhos numa aflição sem comentários...

Pensei em ajudar, mas como? Como ajudar a tantas consciências? Centenas... É muita areia para esse projetorzinho aqui...

Porém, com uma força interna que desconheci naquele momento, senti uma amor gigantesco se aponderar de mim, vi entrando no meu chacra coronário um feiche de luz dourada que vinha do céu? não sei, então com os olhos espirituais cheios de lágrimas, apontei minhas mãos em direção a umas entidades, e como mágica, todos fizeram um tipo de círculo ao meu redor..

Eu fiquei no meio, enquanto praticamente mais de duzentas entidades estavam ao meu redor..

Pensei: como? não posso ajudar a todos...

Mas novamente algo tomou controle de minhas mãos, e pensei em exteriorizar energias. Meu corpo espiritual ficou totalmente dourado, e começou a rodar como um ¨Pião*¨, enquanto a energias alimentava a todos, e parecia limpar a aura de todos...

Senti meu chacra frontal se abrir, e vi umas 10 entidades brilhando, flutuando em cima de nós, era deles que vinha a energia, reparei também, que um deles controlava meu corpo, e que o feixe de luz que entrava no meu chacra coronário, não vinha só deles, mas de outro lugar, onde?

Após isso, acho que desmaiei.. pois despertei na cama, sentindo uma maravilhosa sensação de bem estar :)

Sorri, sentei na cama todo arrepiado, e chorei ao lembrar das mães a gritarem por seus filhos!

Poxa, imagino o quanto é importante o trabalho dessas entidades, e o quanto também é essencial o projetor consciente fora do corpo ...

Quanta trabalho há para ser feito...

Quanta gente para ajudar...

Quanto sofrimento...

Podemos ajudar...

Eu, você, todos nós..

Somos nós mesmos lá..

Poderia ser nossa mãe..

Poderia ser seu filho..

Eu vou tentar ser algo melhor, e você?

Abraços dourados a vocês...

 

16.06 - VIRADA NO AR

Por Sylvan Muldoon

Nessa experiência, a minha primeira percepção foi a de estar de bruços, com o queixo encostado no peito e de que algo me batia no alto da cabeça, pelo lado posterior. Um instante depois despertei no astral e verifiquei que a cabeça estava abaixada e o queixo apoiado no peito.

 

O batimento na cabeça era devido às pulsações no cordão astral. Em tais condições me encontrava no ar, abaixo do teto do quarto. Não me podia mover voluntàriamente e tinha uma impressão de asfixia. Fisicamente estava deitado sobre o peito e o corpo astral tomava a mesma posição. De modo que a linha de força puxava-me a cabeça para baixo e eu a podia sentir naquele ponto da cabeça e, embaixo, no alto da cabeça, tão claramente como se fosse uma meia de seda, pregada na parte posterior de minha cabeça astral e puxada para o alto, forçando a cabeça contra o peito e pulsando ao mesmo tempo.

 

Essa experiência apenas me provava que o cordão astral está sempre ligado à região da medula ablongada do corpo astral (nuca astral na nuca física), pois jamais houve melhor ocasião para que se ligasse noutro ponto. Além disso, fez contato nesse ponto, que na ocasião não era o mais indicado!

 

Por alguns momentos fiquei naquela posição. Então notei que estava começando a virar-me de lado. Pensei que a cabeça ficasse torcida no corpo. O movimento de rotação continuou até que me achei voltado para cima, no ar. Realizado isso, a força controladora começou a mover-me para dentro e para fora, para ficar de pé. Por que exatamente a força dirigente achou necessário virar-me para cima, no ar, antes de completar a projeção, é que não posso explicar.

 

Ao me interiorizar, ocorreu o mesmo processo, mas em ordem inversa. Primeiro fui puxado da posição vertical para a horizontal, isto é, a um ponto diretamente acima do corpo físico. Esse movimento se realizou quando eu estava no ar, voltado para cima. Então fui virado lentamente até ficar com o rosto para baixo e caí no mecanismo material, que jazia de bruços, na cama. Se tal experiência pode ser considerada típica, parece que o decúbito dorsal é a posição ideal para a projeção

 

 

16.07 - SEXUALIDADE NO SEGUNDO ESTADO:

Por Robert Monroe

 

07/05/58

Tarde da noite, quarto de dormir, baixa umidade, ausência de lua. Eu estava fisicamente cansado, mentalmente calmo. Deitei-me para dormir e o padrão vibratório estabeleceu-se uns cinco minutos depois. Reuni coragem para tentar um pensamento de "decolagem", e saí lenta e firmemente até cerca de um metro e meio acima da cama. Eu tentava decidir o que fazer quando fui invadido por grande desejo de satisfação sexual. Foi tão forte que esqueci tudo mais. Olhei em volta e vi minha esposa deitada abaixo de mim, na cama. Desci e tentei acordá-la para podermos praticar o ato sexual, mas fracassei, pois ela não acordava. Senti que a única maneira pela qual eu teria .sucesso seria pelo físico, portanto mergulhei de volta no corpo. As vibrações começaram a sumir quase imediatamente. Quando me sentei fisicamente, o desejo sexual desaparecera totalmente. Isso é muito esquisito, eu não sabia que possuía tais fortes impulsos latentes de .desejo,

 

01/06/58

Tarde da noite, quarto de dormir, umidade média, tempo nublado. Eu estava sonolento, mas mentalmente alerta. As vibrações apareceram uns dois minutos após me deitar para dormir. Subi direto para fora do corpo através do método de "pensar", e fui invadido pelo apelo sexual pela quarta vez seguida. Não consigo isolá-lo, não importa quanto eu tente. Desgostoso comigo mesmo, regressei ao fisico. As vibrações não estavam presentes quando me sentei. Deve bauer um meio de ficar isolado disso!

 

29/07/58

Tarde da noite, no escritório, umidade média. Eu estava um pouco cansado, mas mentalmente alerta. Acho que encontrei a solução para o maníaco sexual que existe em mim: funcionou desta vez com resultados surpreendentes! As vibrações vieram suavemente, e esperei até ficarem fortes, depois "pensei” em subir e lá estava eu acima da cama novamente. Mais uma vez procurei uma fêmea pelo escritório todo. Como já havia ocorrido toda vez em que eu tentava ir além do corpo físico três metros a idéia de sexo detinha-me. A nova técnica consistiu em ao invés de combater a idéia de sexo, ignorá-la ou mesmo negar sua existência imaginei: sim a idéia de sexo é muito boa e nós (eu) temos de tomar alguma providência. Farei isso dentro em pouco, mas primeiro quero ir a certo lugar. Com um impulso atravessei o teto e, dentro de poucos segundos me vi em outro aposento. Havia duas pessoas sentadas a uma mesa sobre a qual estava um livro grande e branco. Fiquei estimulado mas logo me preocupei querendo regressar} e pensei urgentemente no meu corpo físico. Bruscamente senti-me retorcendo para entrar no corpo. Sentei-me fisicamente no divã olhei em volta} e tudo parecia normal, inclusive eu mesmo. E consegui abandonar os arredores imediatos. Perguntei-me quem seriam as duas pessoas.

 

 

 

 

   

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

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