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INDICE:

107.01 - Brahmanismo, hunduismo, Vedismo

107.02 - Confucionismo

107.03 - Taoísmo e Xintoísmo

107.04 - Budismo

107.05 - yoguismo

107.06 - Sufismo

107.07 - Seicho-No-Ie

107.08 - Jainismo

107.09 - Shiatsu

107.10 - Mitraismo

107.11 - Sikhismo

107.12 - Fé Bahái'i

107.13 - Ayyavazhi

107.14 - Vixnuísmo (vainavismo)

107.15 - Shiavismo (xiavismo)

107.16 - Shaktismo

107.17 - Smartismo

107.18 - Sivaismo

107.19 - Vaishnavismo

107.20 - Babismo

 

107.1 - HINDUÍSMO, VEDISMO E BRAHMANISMO:

Brama, também conhecido pela grafia Brahma, é o primeiro deus da Trimurti, a trindade do hinduísmo, que forma junto com Vixnu e Shiva.

Brama é considerado pelos hindus a representação da força criadora ativa no universo.

A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vixnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vixnu e recria todo o universo.

Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo, quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama, quando esse dia chegar, Brama vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para seus elementos constituíntes.

Brama é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça.

Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.

Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados.

Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

 

Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama.

Brahma tem quatro braços, e nas mãos segura uma flor de lótus, seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas. O veículo de Brama é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento. A esposa de Brama é Sarasvati, a Deusa da Sabedoria.

Na Índia em si, o deus é pouco cultuado, pois na visão hindu, sua função já se acabou depois que o universo foi criado. As lendas sobre Brama não são tantas nem tão ricas quanto as de Vixnu e Shiva. Para estes deuses existem incontáveis templos de adoração, mas para Brama, apenas um, que fica no lago Pushkar em Ajmer.

Brâmane é um membro da casta sacerdotal hindu. A palavra não deve ser confundida com o deus Brahma ou Brahman, embora o termo brâmane signifique literalmente "aquele que realizou / tenta realizar Brahman - a divindade". Segundo o Purusha Sukta, canto à glória de Vishnu, os brâmanes surgiram da boca do purusha.

 

AS CASTAS INDIANAS:

Originalmente, as castas eram apenas quatro:

  • os brâmanes (religiosos e nobres);

  • os xátrias (guerreiros);

  • os vaixás (comerciantes) e;

  • os sudras (camponeses, artesãos e operários).

À margem dessa estrutura social havia os párias, sem casta (categorizados abaixo dos escravos), considerados intocáveis, até pelos escravos, para não serem "amaldiçoados"; hoje chamados de haridchans, haryans ou "dalits". Com o passar do tempo, vem acontecendo centenas de subdivisões, que não param de se multiplicar. A origem do sistema de castas é incerta.

Sua origem parece proveniente da divisão entre o imigrante ária, de pele clara, e os nativos (dasya), denominados escravos (dasas), que se distinguiam pela pele escura. Os árias são descendentes dos povos brancos de famílias indoeuropéias. As primeiras referências históricas sobre a existência de castas se encontram em um livro sagrado dos hindus, chamado Manu, possivelmente escrito entre 600 e 250 a.C.

Define-se casta como grupo social hereditário, no qual a condição do indivíduo passa de pai para filho, endógamo, pois ele só pode casar-se com pessoas do seu próprio grupo.

Fonte: Wikipédia.

 

Vedismo e Hinduísmo:

A origem do Hinduismo se perde no tempo, não há precisão histórica, o que se  encontra são evidências nos sítios arqueológicos, como Mohenjo Daro e Harappas. Atualmente aceita-se que a origem do hinduismo remonta 7000 anos.

O Hinduísmo vem a partir dos Vêdas. Define-se Vedismo ou Veda (a pronúncia correta é Vêda) pelo livro-texto sagrado que serve de base para o estudo religioso. A palavra Vêda significa literalmente em sânscrito, "sabedoria, conhecimento", e vem da mesma raíz de "Vid", da qual se originaram centenas de outras palavras e vocábulos, inclusive o termo "Vidya"."Vêdico ou Vedista" é o seguidor do Vedismo. E o Vedismo consistia, originalmente, numa mitologia muito profunda, na qual se explicavam todos os deuses. O Vedismo é a forma mais antiga do Hinduísmo.

O Hinduísmo possui fontes autorizadas e estas dividem-se em dois grandes grupos: Shruti e Smriti.

  • Shruti - A tradução de Shruti é "aquilo que é ouvido" ou "transmissão iniciática recebida por revelação divina". Afirma-se que os grandes "rishis" ou sábios, recebem uma inspiração espiritual para transmitir as verdades eternas.

 

  • Smriti - Seguido em importância ao Shruti (inspiração divina) vem o Smriti - a memória. O Smriti é, então, o processo de registro "daquilo que foi ouvido" . Smriti é a segunda parte da divisão do Hinduísmo.

SHRUTI:

Dentro do SHRUTI temos os Quatro Grandes Livros do Hinduísmo, que são chamados Vedas:

1. Rig Veda - hinos de louvor à Energia Cósmica
2. Yajur Veda - trata dos sacrifícios aos deuses e ao Absoluto
3. Sama Veda - melodias
4. Atharva Veda -
fórmulas de Magia e Ritualísticas

Nos Vedas encontramos capítulos especiais que tratam de diversas outras áreas da espiritualidade hindu, que são:

Mantras - vocalização de cânticos, e repetição de sons místicos
Brahmanas - são as explicações dos mantras e dos rituais
Upanishads -
literalmente quer dizer "aos pés do Mestre" - são expressões e revelações espirituais.

SMIRITI:

No SMRITI temos a interpretação dos grandes sábios (Maharishis) para o povo, e encontramos as seguintes divisões: Smiriti, Puránas, Itihasas, Ágamas e Dárshanas.

1. Smriti - são os Códigos de Lei da sociedade. Foram sistematizados pelos antigos sábios Maharishis Shri Manú, Shri Yájña Válkya e Shri Paráshara.

2. Puránas - são as lendas e parábolas para educação e instrução popular. Literalmente significam "antigüidades". São textos em verso e que tratam de lendas, parábolas, e histórias para a educação popular, sempre com um fundo moral-espiritual. Entre os Puranas, encontramos 18 Puránas maiores e 18 Puránas menores.

Há a Doutrina dos Avatares que trata dos "Seres Enviados", e que pretende dar uma representação de ajuda ao Homem, na Terra, nas suas diferentes etapas de evolução. Tal doutrina encontra-se nos Brahmanas e, segundo ela, existem 10 avatares de Shri Vishnu, Aquele que detém o poder de preservar o Universo criado. O objetivo do Avatar é salvar o mundo de algum grande perigo ou dificuldade.

Segundo o Hinduísmo, as 10 encarnações de Shri Vishnu, são:
MÁTSYA, o peixe
KURMA, a tartaruga
VARÁHA, o javali
NARASIMHA, o homem-leão
VÁMANA, o anão
PARASHURÁMA, o herói Rama com machado
RAMACHANDRA, o herói do Ramayana
SHRI KRISHNA, do Bhagavad Gita
SHRI BUDDHA, o Siddhartha Gautana, o Buddha
SHRI KÁLKI, o herói montado num cavalo branco.

Há ainda 5 divisões ou categorias, que são:
Bhupurána - que trata da criação do Universo;
Pávanapurána - que trata da destruição e renovação do Universo;
Devapurána - que comenta sobre os diversos deuses;
Manúpurána - que comenta sobre os diversos Manús e seus reinados;
Purushapurána - que trata das histórias das raças solares e lunares

3. Itihásas - são os grandes épicos da Índia. Os mais conhecidos são:

Ramayana - Foi escrito por Shri Valmiki. É uma obra composta de 24.000 estrofes e narra a maravilhosa história do herói Shri Rama e da contenda entre ele e Rávana, o monstruoso gigante demoníaco, que os deuses não podiam matar, mas somente os homens.

Tantras - São livros para a educação popular, sendo considerados "complementos" dos Puránas. Os Tantras falam da criação do mundo, da chegada do Homem à Terra, da criação do Yoga, etc.

Mahabhárata - É uma epopéia composta de mais de 90.000 estrofes, dividido em 18 livros espetaculares, com apêndice denominado Harivarusha, que fornece dados que vão do século V ou IV a.C. até alguns séculos depois de Cristo. Esta epopéia descreve com precisão a rivalidade entre as linhas descendentes da antiga Índia: de um lado, os Kôravas, e de outro lado, os Pándavas.

Bhagavad Gita - Mais conhecido simplesmente como "Gita", é um dos capítulos do Mahabhárata, que conta o diálogo realizado entre Shri Arjúna - um militar guerreiro da classe dos Kshátriyas - e Shri Krishna - seu fiel cocheiro, uma personificação do Absoluto.

4. Ágamas - A termo sânscrito "Ágama" têm vários significados, tais como: "conhecimento erudito, doutrina, aproximação, tendência, conexão, chegada", etc. Contudo, dentro do Hinduísmo, no Smriti, o vocábulo Ágama tem um significado especial, isto é, "tendência devocional".

Os Ágamas são, portanto, as tendências devocionais, religiosas e/ou filosóficas da Índia. Dentro dos Ágamas, encontramos as seguintes divisões:

Shaiva, Shaivismo, Shivaísmo ou Shivaíta;
Vaishnáva, Vaishnavismo, Vishnuísmo ou Vishnuíta;
Shákta, Shaktismo, Shaktaísmo ou Shaktaíta;
Smarta, Smartismo ou Smarta Dasamáni;
Bráhmana ou Brahmanismo (quase inexistente).

Pouco ou quase nada se fala da tendência devocional Bráhmana (devotos de Brahma). Entretanto, encontramos na classificação acima, uma tendência denominada Smarta Dasamáni, a qual tem se fortalecido muito nos últimos séculos na Índia. O Smarta Dasamáni é um conjunto de 10 ordens de Sannyásins (monges) seguidores de Shri Adi Shankarachárya, o codificador do Vedanta.

Ainda dentro dos Ágamas, encontramos as deidades hindus adoradas na Índia classificando-as em 3 principais grupos (Shaiva, Vaishnava e Shakta), onde surgem os primeiros e mais importantes colégios superiores de filosofia e religião, que são:

Shaiva Siddhanta - ligados a Shiva;
Pancharátra Ágama - ligados a Vishnu;
Tantras ou Shákti Ágama - ligados a Shakti.

5. Dárshanas - Dárshana é um vocábulo sânscrito que significa "visão, aparição, inteligência, demonstração, compreensão, sistema, método, consideração, consciência", etc. Os Dárshanas são consideradas as "Escolas Filosóficas ou pontos de vista do Hinduísmo".

Os Dárshanas são classificados em: Ástika Dárshana e Nástika Dárshana

Ástika Dárshana - São as Escolas Filosóficas autorizadas ou reconhecidas, como pontos de vista oficiais do Hinduísmo. As 3 Escolas Filosóficas mais importantes, são:
Yoga - filosofia puramente prática*;
Sámkhyá - filosofia naturalista espiritualista;
Vedanta - filosofia religiosa espiritualista.

* Comumente, o Dárshana Yoga está associado a um outro Dárshana (pode ser Sámkhyá ou Vedanta), e a partir daí, desenvolvem-se outras escolas com tendências diversas. Isto porque, tanto o Sámkhyá como o Vedanta, têm suas próprias divisões.

Nástika Dárshana - Os Nástika são as Escolas Filosóficas "não-autorizadas" ou "não-reconhecidas" oficialmente pelo Hinduísmo, mas que possuem uma grande influência e com bases sólidas de raciocínio, lógica e prática. Dentre os Nástika, encontramos também 3 Escolas Filosóficas:
Buddha - com a fundação da Escola Buddhismo original;
Cháraka - com a fundação da Escola de Medicina Ayurvêdica original;
Jaina - com a fundação da Escola Jainista, que nega os Vêdas

 

HINDUISMO:

Segundo Amarantha Thalvil: "O hinduísmo pode ser subdividido em diversas correntes principais. Dos seis darshanas ou divisões históricas originais, apenas duas escolas, a vedanta e a ioga, sobrevivem. As principais divisões do hinduísmo hoje em dia são o vixnuísmo, o xivaísmo, o smartismo e shaktismo. A imensa maioria dos hindus atuais podem ser categorizados sob um destes quatro grupos, embora ainda existam outros, cujas denominações e filiações variam imensamente.


Alguns estudiosos dividem as correntes do hinduísmo moderno em seus "tipos":
Hinduísmo popular, baseado nas tradições locais e nos cultos das divindades tutelares, praticado em nível mais localizado;
Hinduísmo dármico ou "moral diária", baseado na noção de carma, na astrologia, nas normas de sociedade como o sistema de castas, os costumes de casamentos.
Hinduísmo vedanta, especialmente o Advaita (smartismo), baseado nos Upanixades e nos Puranas;
Bhakti, ou "devocionalismo", especialmente o vixnuísmo;
Hinduísmo bramânico védico, tal como é praticado pelos brâmanes tradicionalistas, especialmente os shrautins;

Hinduísmo iogue, baseado especialmente nos Yoga Sutras de Patandjáli. com os principais templos Hoysaleswara e Khajuraho."

 

HINDUISMO:

Atualmente, o Hinduísmo conta com um pouco mais de um bilhão de praticantes em todo o mundo. Isso significa um número extremamente grande e significante de seguidores. Entretanto, definir o Hinduísmo não é uma tarefa fácil.

O Hinduísmo não é uma religião convencional e limitada. Aliás, podemos dizer que o Hinduísmo é mais uma filosofia religiosa, um caminho de vida. Desde os tempos imemoriais, as religiões primitivas indígenas da Índia, e seu sistema cultural, condicionaram uma miscelânea de crenças que foram sendo acrescidas ao saber popular.

O Hinduísmo é também conhecido e chamado como "Sanátana Dharma" ou "eterna religião", e para os Vedantinos como "Vaidika Dharma" ou "religião dos Vêdas".

 

O processo de evolução religiosa se deu de forma gradativa, culminando hoje no Hinduísmo. Hoje em dia, o Hinduísmo é - para alguns -, uma filosofia de vida, e - para outros -, uma religião muito ampla e aberta, que aceita os aspectos religiosos de outras crenças e religiões, pois afirma serem caminhos diferentes para atingir o mesmo objetivo.

"O Hinduísmo é a soma de diversos dogmas e crenças, que vai do teísmo pluralista até o absoluto monismo. Várias tendências devocionais fazem parte do Hinduísmo. Podemos encontrar atualmente o Shaivismo - seguidores de Shiva, o Vaishnavismo - seguidores de Vishnú, os Shaktas - seguidores da Mãe Divina, e os Smartas - seguidores de Shri Adi Shankarachárya.

Mas, segundo o Mestre Swami Chinmayananda, membro fundador do Vishwa Hindu Parishad , o Hinduísmo possui diversas ramificações em todo o mundo, estando dividido em três grupos: organizações Hindus, quase-Hindus e não-Hindus.

Quem são os Hindus?

O resultado da pesquisa feita pelo Vishwa Unnyayan Samsad e Vishwa Hindu Parishad aponta as três divisões Hindus em todo o mundo, incluindo a Declaração de Intenções. Veja abaixo:

1. Organizações Hindus

2. Organizações Quase-Hindus

3. Organizações Não-Hindus

 

Fonte: http://www.vidyayoga.org/ensinamentos/hinduismo-02.shtml

 

  • EM QUE AS GRANDES RELIGIÕES MUNDIAIS ACREDITAM?

  • O QUE PROFESSAM?

Sabemos que muitas são as fés e os credos. Existem mais de trezentas religiões em todo o mundo, incluíndo inúmeras seitas, filosofias, correntes diversas de pensamento, ocidentais e orientais. Mas, segundo a Filosofia Vidya Yoga, só existe uma Verdade e diversas Realidades ou pontos pontos de vista. E esta Verdade independe de credo, raça ou nação: "é a Verdade Espiritual que envolve a todos nós em seu manto!" - afirmam os hindus.

Se uma ou filosofia religião causa confusão e transtorno permanente ao seu crente ou, se uma filosofia ou religião não fornece as respostas satisfatórias ao buscador, então é o momento de mudar. Isto serve para qualquer filosofia ou religião. Cada pessoa tem o seu momento de compreender.

Podemos citar algumas importantes seguintes religiões e filosofias, a saber:

  • Hinduísmo

  • Brahmanismo

  • Cristianismo

  • Budismo

  • Confucionismo

  • Xintoísmo

  • Sikhismo

  • Taoísmo

  • Judaísmo

  • Jainismo

  • entre outras

Existem muitas semelhanças e diferenças entre as grandes filosofias e religiões mundiais. Contudo, uma coisa é certa: quase todas as religiões construíram suas bases em estruturas dogmáticas, algumas intocáveis. Portanto, dogma é um ponto ou princípio de fé definido por uma religião; é o fundamento de qualquer sistema ou doutrina. O conjunto das doutrinas fundamentais de qualquer religião, filosofia ou partido político.

ESCLARECIMENTO FILOSÓFICO DE ALGUNS TERMOS

(ORIENTE x OCIDENTE):

Antes de iniciarmos propriamente este capítulo, vamos tentar conceituar alguns termos que sempre causam muita confusão. Sempre estaremos citando a epadronização OCIDENTE e ORIENTE.

1. DEUS, ABSOLUTO, ENERGIA CÓSMICA

OCIDENTE - É possível definir Deus. Deus é o Ser superior, infinito, perfeito, criador e perservador do universo; a causa necessária de tudo o que existe, sendo ainda cada uma das pessoas da Trindade Cristã: Pai, Filho e Espírito Santo. Deus, para os Ocidentais, possui qualidades extraordinárias e se impõe ao culto dos homens, se tornando objeto de viva e profunda veneração.

ORIENTE - não se pode definir Deus, porém apenas tentar conceituá-lo. Na verdade, Deus ou Deva é a manifestação da Divindade presente em nós. A Divindidade é o Ser supremo, o Absoluto, o Incognoscível. É a causa e o efeito de tudo no Cosmos. É a Energia Cósmica Superior.

2. CÉU e INFERNO

OCIDENTE - céu e inferno são lugares para onde o homem irá após a sua morte.

ORIENTE - céu e inferno são apenas estados de consciência que criamos em nossa mente.

3. ETERNIDADE

OCIDENTE -a palavra eternidade quase sempre está associada à vida eterna, seja ela no inferno ou no céu.

ORIENTE - Do ponto de vista Oriental, a palavra "eternidade" é relativa. Diz respeito sempre a uma existência curta ou longa até o fim de um kalpa (ciclo de tempo para os Hindus).

4. CRIAÇÃO e CRIAÇÃO

Em Latim, creatio, em Inglês, creation, em Francês, création. A palavra original - creação - que significava "emanação", mais tarde foi substituída pela palavra criação, e está presente em quase todas as línguas vivas ou mortas e tem um sentido muito amplo e variado. Do ponto de vista Ocidental, a palavra criação é uma noção de origem Bíblica: "...e Deus criou o céu e a terra..." Do ponto de vista Oriental, a palavra criação ou creação é a ação de emanar o Absoluto.

5. ESPIRITUALISMO, ESPIRITUALIDADE e ESPIRITUALIZAR

A palavra espiritualismo diz respeito à doutrina filosófica que baseia-se na existência de Deus e da alma. A palavra espiritualidade é a qualidade daquilo que é espiritual, e neste sentido, tudo vem do Espírito Supremo, portanto, tudo é espiritual . E a palavra espiritualizar significa assimilar alguma coisa na essência e na sua forma ao espírito. Significa ainda, desapegar-se de todas as afeições materiais.

6. RELIGIÃO e RELIGIOSIDADE

O estudo das religiões comparadas demonstra que, no fundo, os ensinamentos espirituais são semelhantes em todas as crenças no mundo. A diferença está na metodologia aplicada. A palavra religiosidade, do ponto de vista da Filosofia Oriental, não está vinculada à uma determinada categoria ou modalidade de religião, no sentido dogmático e, sim na convicção intuitiva de uma pessoa no mundo espiritual e na sua vivência pessoal e interior. A palavra religião apresenta um serviço ou culto a Deus, ou a uma divindade qualquer, expresso por meio de ritos, preces e observâncias, as quais se considera mandamento divino. Tudo que é considerado obrigação moral ou dever sagrado e indeclinável.

7. REVELAÇÃO

Do ponto de vista Oriental, revelação é a prova, a certeza ou a demonstração da verade com a autoridade competente e empírica. Do ponto de vista Ocidental, revelação é a inspiração sobrenatural com que Deus faz conhecer, em certas circunstâncias, seus mistérios e desígnios.

8. SEITA

Seita, do latim secta, é uma doutrina herética de algum teólogo célebre, que se destaca através de um corpo doutrinário e é seguido por muitos que a consideram como verdade. No popular, seita é um partido ou facção.

9. ATEÍSMO

Do latim, atheismus, é a doutrina que nega a existência de Deus. Seus seguidores são tidos como descrentes e impiedosos.

10. FILOSOFIA

Do latim e grego, philosophia, é a ciência geral do conhecimento das coisas por suas causas ou primeiros princípios. É um sistema de princípios que tem por objetivo agrupar uma certa ordem de fatos para tentar explicar as coisas. A filosofia proporciona firmeza, elevação de espírito, razão e sabedoria.

11. FILOSOFIA DE VIDA

É a opção voluntária que um indivíduo ou um grupo faz, no que diz respeito à sua estrutura de pensamento, sentimento e comportamento e que serve de base para a sua vida. A filosofia de vida poderá ser materialista ou espiritualista

ALGUMAS SEMELHANÇAS ENTRE AS RELIGIÕES E FILOSOFIAS:

12. Quais as semelhanças existentes entre as Religiões Ocidentais e Orientais?

As Religiões Ocidentais ou teologias ocidentais acreditam num Deus Supremo, criador de todas as almas e de todas as coisas. Acreditam numa hierarquia de anjos e em um exército celestial.

As Religiões Orientais acreditam numa Divindade Suprema, mais especificamente numa Energia Cósmica Absoluta, criadora de todas as coisas materiais e imateriais. Acreditam também numa hierarquia celeste e nas diversas dimensões da matéria.

13. Qual é a visão sobre a salvação da alma?

As Religiões Ocidentais acreditam que a salvação do homem se faz através da rígida obediência a Deus, usualmente através de um Messias, profeta ou presbítero, pelos quais o indivíduo conquista o Reino dos Céus.

As Religiões Orientais afirmam que a salvação do homem se faz através da obediência a Deus e das Leis Cósmicas. Somente através da Sua benevolência é que se manifesta a presença de um preceptor espiritual ou Satguru para orientação e condução do homem.

14. Como deve ser a conduta do homem?

As Religiões Ocidentais dizem que o homem deve ter uma conduta ética e moral guiando-se pelo caminho de Deus.

As Religiões Orientais ensinam que o homem deve viver uma vida ética e moralmente correta, pois isto é o essencial para o seu progresso e desenvolvimento espiritual e para sua libertação.

15. E sobre o destino do espírito humano?

As Religiões Ocidentais ensinam que o destino da humanidade é viver de acordo com os princípios e mandamentos de Deus, para que seja concedida a oportunidade de merecer o descanso e a felicidade eterna, ou o sofrimento eterno.

Para as Religiões Orientais a proposta da vida é evoluir e desenvolver o homem através da experiências diretas e indiretas no caminho espiritual. As coisas do mundo não são as verdadeiras propostas, mas apenas uma alavanca para sua evolução.

16. Quais as semelhanças quando se fala de Natureza e de Universo?

As Religiões Ocidentais afirmam que a alma é imortal e eterna, e que a vida é uma só. O homem viverá para sempre ao lado de Deus, o Creador, uma vez obedecidos os seus mandamentos e princípios, ou então, o homem viverá separado de Deus, no eterno fogo do inferno.

As Religiões Orientais afirmam que há mais realidades e dimensões em todo o universo do que nós imaginamos. O espírito (Purusha) é imortal. O processo da vida, da morte e da eternindade são baseados no ciclo da reencarnação e dos renascimentos (Samsara). A libertação final (Moksha) é o processo final na condição de ser humano. A partir daí, o homem se encontrará em outras dimensões e planos do universo. Para as Religiões Orientais não há apenas um sistema solar ou apenas uma galáxia. A Via Láctea é infinita e eterna.

17. E sobre a criação do universo?

As Teologias Ocidentais afirmam que o mundo foi criado por Deus e que no futuro será destruído por Ele. Então, este será o Dia do Juízo Final, quando aqueles que tiverem sido bons e justos serão salvos, e aqueles que não tiverem seguido os mandamentos e as orientações de Deus, do Messias, dos profetas ou do presbítero, não serão salvos. Os mortos serão chamados outra vez à vida.

As Teologias Orientais ensinam que o universo não tem princípio nem fim, que existe num interminável ciclo de criação, preservação e destruição. Não existe absolutamente fim nem começo, nem tampouco existe uma dualidade entre o Absoluto e o mundo, mas sim uma unidade eterna.

18. E sobre a legitimidade de Deus?

As Teologias Ocidentais dizem que Deus existe e que há somente um Deus e uma religião verdadeira. Aqueles que aceitam esta verdade estarão nas graças de Deus-Pai. Todos os demais, a menos que se redimam, irão para o fogo do inferno.

As Teologias Orientais dizem que não há um Deus, mas sim um Absoluto, uma Energia Cósmica inominável. Este Absoluto (Brahman) é tudo, está em tudo e em todos os seres animados e inanimados, humanos e animais, nos vegetais, nas pedras, na terra, no fogo, no ar, em todos os elementos da natureza. E o homem pode apenas testemunhar sua presença através da experiência direta por qualquer caminho ou crença, de acordo com a sua evolução espiritual.

19. Quais são as provas da existência de Deus?

As Religiões Ocidentais afirmam a existência de Deus mostrando seu amor e seu compromisso em salvar os homens, através da figura do Messias chamado Jesus, que é o Filho de Deus, em pessoa de carne e ossos, além das revelações de sua escritura sagrada denominada Bíblia, que é a revelação da inspiração divina. As Teologias Ocidentais dizem que é um grande absurdo e presunção do homem querer buscar saber sobre personalidade divina de Deus. A grande virtude da Religião não é experimentar, mas ter fé, casar, constituir família e ter uma vida virtuosa e sempre à serviço de Deus.

Já as Religiões Orientais afirmam que a maior prova sobre a existência do Absoluto é através das diversas formas de manifestação da vida, através do amor e da presença de um Guru. O Guru é "aquilo que dissipa as trevas", que elimina a ignorância e desperta a consciência do discípulo para a espiritualidade. E sobre o conhecimento do Absoluto, os orientais afirmam que é uma vivência pessoal interior e, muitas vezes, oferece uma experiência mística de sua realidade através da manifestação de estados alterados da consciência, ora permanentes, ora temporários, onde o homem se torna notoriamente um "iluminado", um vidente, um santo.

20. Quais são os caminhos para se chegar a Deus?

As Religiões Ocidentais afirmam que há somente um caminho para guiar-se até Deus, pois os outros são infrutíferos. O verdadeiro para as religiões ocidentais caminho é a conversão e obediência a Deus. Todos devem converter-se para a verdadeira religiosidade. O homem que fraquejar e estiver com sua mente em dúvida de Deus, será levado ao pecado e condenado no Dia do Juízo Final ao fogo do inferno. O sofrimento do homem vem da sua desobediência a Deus, por não aceitar e por não acreditar na sua lei.

As Religiões Orientais, entretanto, afirmam que o homem é livre para optar pelo caminho que deseja seguir: o bem ou o mal. Todos os caminhos, finalmente, o guiarão ao Absoluto. O céu e o inferno não existem como lugares, contudo apenas como estados de consciência, nada mais. Não há Dia do Juízo Final, nem juíz, nem pecado. O homem é o responsável por todos os seus atos, pensamentos e sentimentos. Consequentemente, é quem faz a trama do seu destino.

 
FONTE: http://www.vidyayoga.org/ensinamentos/religioes-02.shtml

 

107.2 - CONFUCIONISMO

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CONFUCIONISMO:

 

O confucionismo é um sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião. Conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios). Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma continuidade histórica única.

 

O confucionismo é um sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião. Conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios). Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma continuidade histórica única.

Filosofia, ideologia política, social e religiosa do pensador chinês Confúcio (551-479 a.C.), grafia latina do nome Koung Fou Tseu (ou mestre Kung). O princípio básico do confucionismo é conhecido
pelos chineses como junchaio (ensinamentos dos sábios) e define a busca de um caminho superior (tao) como forma de viver bem e em equilíbrio entre as vontades da terra e as do céu. Confúcio é mais um filósofo do que um pregador religioso. Suas idéias sobre como as pessoas devem comportar-se e conduzir sua espiritualidade se fundem aos cultos religiosos mais
antigos da China, que incluem centenas de imortais, considerados deuses, criando um sincretismo religioso. O Confucionismo foi a doutrina oficial na China durante quase 2 mil anos, do século II até o início do século XX. Fora da China, a maioria dos confucionistas está na Ásia, principalmente no
Japão, na Coréia do Sul e em Cingapura.
Doutrina:

- No Confucionismo não existe um deus criador do mundo, nem uma igreja organizada ou sacerdotes. O alicerce místico de sua doutrina é a busca do Tao, conceito herdado de pensadores
religiosos anteriores a Confúcio. O tao é a fonte de toda a vida, a harmonia do mundo. No confucionismo, a base da felicidade dos seres humanos é a família e uma sociedade harmônica. A família e a sociedade devem ser regidas pelos mesmos princípios: os governantes precisam ter amor e autoridade como os pais; os súditos devem cultivar a reverência, a humildade e a obediência de filhos.

 

Os cinco livros:

- Os ensinamentos do confucionismo estão reunidos em cinco livros, chamados Wu Ching ou Os Cinco Clássicos, que
incluem textos atribuídos a Confúcio e a outros autores de períodos anteriores. As obras são o Shu Ching (Clássico de Política); Shih
Ching (Clássico de Poesia); Li Ching (Livro dos Ritos, visão social);
Chun-Chiu (Anais das Primaveras e Outonos, visão histórica) e o I Ching (Livro das Mutações, que aborda os aspectos metafísicos da
vida). Dos Cinco Clássicos, o I Ching é o mais conhecido no Ocidente. Ele afirma que o universo é regido por duas forças ou
qualidades, complementares e opostas, o yin (feminino) e o yang (masculino), que provocam constante mudança. O homem nobre
deve saber equilibrá-las, e, para isso, o livro traz um oráculo baseado em 64 hexagramas (conjunto de seis linhas que podem ser contínuas
ou interrompidas), cada uma com um texto decifrativo. Na forma de consulta mais habitual, três moedas são jogadas seis vezes seguidas e
as combinações de cara e coroa indicam o hexagrama.

O confucionismo inclui ainda outras obras importantes, entre os quais o livro de pensamentos diversos Lun Yu, conhecido no Ocidente como
Analectos.

Analectos de Confúcio:

Os Analectos (em chinês: 論語 ou 论语; pinyin: Lún Yǔ), de Confúcio, também conhecidos como Diálogos de Confúcio, constituem o livro doutrinal mais importante do confucionismo e é constituído por uma seleção de textos atribuídos a este pensador chinês e aos seus discípulos.

Ao longo do tempo, a obra foi tão lida na China quanto a Bíblia no Ocidente, sendo considerado o único registro confiável dos ensinamentos de Confúcio.

Confúcio viveu na China, entre 551 e 479 a., e exerceu e ainda exerce profunda influência na cultura chinesa, e em especial no que diz respeito à educação e à moral, tendo como centro o homem. Como muitos outros grandes homens do passado, nada escreveu e os Analectos são uma coletânea de aforismos feita por seus discípulos e difícil de interpretar, tanto pela linguagem chinesa pictórica como por simbólica, que, com certeza, ao longo de sucessivas traduções teve alguns significados alterados.
 

FONTES:

A menção mais antiga sobre Os Analectos é feita no Fang chi, um capítulo do Li chi, o que mostra que a obra deve ter existido antes da dinastia Han. Sobre informações a respeito da obra, a fonte mais antiga é o Han shu (História da dinastia Han), concluída por volta do final do século I, onde é feito um breve relato sobre a compilação e a transmissão da obra. Ali são referidas três versões de Os Analectos:

Lu lun em 20 p'ien (livros);
Ch'i lun, em 22 livros (os dois extras são "Wen wang" e "Chih tao")
Ku lun, em 21 livros (versão com dois livros de mesmo nome, "Tzu-chang"; essa versão teria sido descoberta nas paredes da casa de Confúcio, em escrita antiga).
Lu Te-ming (556-627 d.C.) dá mais detalhes, afirmando que o Ch'i lun não continha apenas dois livros extras, mas que os capítulos e versos eram muito mais numerosos que o Lu lun, demonstrando que as variantes existentes àquela época era considerável.[2][3] Esse mesmo autor afirma que Huan T'an (24 a.C.-56 d.C.) cita que no Ku lun a ordem dos capítulos era diferente, havendo mais de quatrocentas variantes. Enquanto ainda existiam algumas variantes dessas três versões, foram registradas por intelectuais, mas o significado de muitas passagens dificilmente são esclarecidos.

COMPOSIÇÃO:

Os Analectos são compostos por 20 (a 22) livros, aparentemente sem conexão seqüencial, nos quais são abordadas as virtudes, ensinamentos morais, qualificações como a “benevolência”, que ele considerava a qualidade mais importante que um homem pode ter. Um ponto central dos ensinamentos de Confúcio é que ser moral não tem nada a ver com interesses próprios; a moralidade é algo a ser perseguida por ela mesma e este parecer ser a mensagem fundamental de Confúcio. Além da benevolência outras virtudes são sabedoria ou inteligência (chih) e a coragem (yung). A coragem, para ser uma virtude, precisa estar a serviço da moralidade. A reverência (ching) não é estabelecida em função do medo, mas oriunda da consciência da responsabilidade em promover o bem-estar do povo. Como político Confúcio adotava um certo paternalismo. As qualidades morais só se completariam mediante o exemplo e a participação no Governo, cuja proposta básica é o bem-estar do povo (min).
Fonte: Wikipédia

 


Rituais e tradições:

- Os confucionistas prestam culto a seus antepassados pela veneração e oferendas, que podem ser feitas em altares domésticos ou nos templos. Os rituais mais importantes são os da vida familiar, com destaque para o casamento, por criar uma nova família, e para os funerais. Um dos aspectos do confucionismo que têm conseguido adeptos no Ocidente é o Feng Shui, conjunto de definições sobre como construir e ocupar casas ou edifícios, da escolha do terreno à disposição dos cômodos, suas funções e objetos, de forma a garantir que a energia vital da terra, chamada Chi, possa fluir e garantir saúde, harmonia, paz, prosperidade e felicidade a seus ocupantes.

Confúcio ensina que o ser humano deve cultuar seus antepassados mortos, de forma a perpetuar o mesmo respeito e amor que tem por seus pais vivos. De acordo com a doutrina, o ser humano é composto de quatro dimensões: o eu, a comunidade, a natureza e o céu - fonte da auto-realização definitiva. As cinco virtudes essenciais do ser humano são amar o próximo, ser justo, comportar-se adequadamente, conscientizar-se da vontade do céu, cultivar a sabedoria e a sinceridade desinteressadas. Somente aquele que respeita o próximo é capaz de desempenhar seus deveres sociais. O único sacrilégio é desobedecer à regra da piedade.

 

Bibliografia:
HUAI, Chin Nan. TAO Transformação da Mente e do Corpo. São Paulo: Pensamento,
1993; il.
JUNG, G.G.; WILHELM. O Segredo da Flor de Ouro - Tradução de Dora Ferreira da Silva
e Maria Luíza Appy. 7ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1992.
MACIOCIA, Giovanni. A Prática da Medicina Chinesa Tratamento de Doenças com
Acupuntura e Ervas Chinesas. São Paulo: Editora Roca, 1996; il.
ROHDEN, Huberto. Lao-Tse Tao Te King. 3ª ed. São Paulo: Alvorada.
SHAKER, Artur. Buddhismo e Christanismo – Esteios e Caminhos. Rio de janeiro: Vozes,
1997.

107.11 - SIKHISMO                              <Voltar Página Origem>

O sikhismo ou siquismo é uma religião monoteísta fundada em fins do século XV no Punjab (região atualmente dividida entre o Paquistão e a Índia) pelo Guru Nanak (1469-1539).

Habitualmente retratado como o resultado de um sincretismo entre elementos do hinduísmo e do misticismo do islão (o sufismo), o sikhismo apresenta contudo elementos de originalidade que obrigam a um repensar desta visão redutora.

Principais crenças

Texto do Mul Mantar, a oração principal do sikhismo, em alfabeto gurmukhi.

O termo sikh significa em língua punjabi "discípulo forte e tenaz". A doutrina básica do sikhismo consiste na crença em um único Deus e nos ensinamentos dos Dez Gurus do sikhismo, recolhidas no livro sagrado dos sikhs, o Guru Granth Sahib, considerado o décimo-primeiro e último Guru.

Para o sikhismo, Deus é eterno e sem forma, sendo impossível captá-lo em toda a sua essência. Ele foi o criador do mundo e dos seres humanos e deve ser alvo de devoção e de amor por parte dos humanos.

O sikhismo ensina que os seres humanos estão separados de Deus devido ao egocentrismo que os caracteriza. Esse egocentrismo (haumai) faz com que os seres humanos permaneçam presos no ciclo dos renascimentos (samsara) e não alcancem a libertação, que no sikhismo é entendida como a união com Deus. Os sikhs acreditam no karma, segundo o qual as acções positivas geram frutos positivos e permitem alcançar uma vida melhor e o progresso espiritual; a prática de acções negativas leva à infelicidade e ao renascer em formas consideradas inferiores, como em forma de planta ou de animal.

Deus revela-se aos homens através da sua graça (Nadar), permitindo a estes alcançar a salvação. O Divino dá-se a ouvir, revelando-se enquanto nome. Segundo os ensinamentos do Guru Nanak e dos outros gurus, apenas a recordação constante do nome (nam simaram) e a repetição murmurada do nome (nam japam) permitem os seres humanos libertar-se do haumai.

Ética e formas de culto

Peregrino sique no Templo de Ouro.

O sikhismo coloca ênfase em três deveres, descritos como os Três Pilares do sikhismo:

  • Manter Deus presente na mente em todos os momentos (Nam Japam);

  • Alcançar o sustento através da prática de trabalho honesto (Kirt Karni);

  • Partilhar os frutos do trabalho com aqueles que necessitam (Vand Chhakna).

O rito principal é o da admissão entre os khalsa, fraternidade dos "puros", geralmente celebrado na puberdade.

O principal templo sikh, Harimandir Sahib (o Templo de Ouro, em Amritsar), é um lugar de peregrinação. Uma intervenção de tropas indianas ordenada por Indira Gandhi no início dos anos 80 levou à revolta dos sikhs e ao assassinato da primeira-ministra indiana em 1984.

História

O fundador do sikhismo, o Guru Nanak, nasceu em 1469 na aldeia de Talwandi, localidade que é hoje conhecida como Nankana Sahib e que está situada a cerca de 65 quilómetros da cidade paquistanesa de Lahore. Pertencia a uma família hindu da casta comerciante dos Khatri.

Uma série de relatos lendários sobre o seu nascimento, os Janamsakhi, escritos cerca de cinquenta anos depois da sua morte, apresentam Nanak como um jovem que gostava da oração e de ler os textos dos sábios do seu tempo.

Após quatro grandes viagens (chamadas Udasis) em direcções opostas, que terão incluído o Tibete, Ceilão, Bengala, Meca e Bagdade, o Guru Nanak pregou a hindus e muçulmanos, captando assim um grupo numeroso de discípulos (sikhs). Segundo os seus ensinamentos, a religião deveria ser um meio de união entre os seres humanos, mas, na prática, esta parecia como que confrontar as pessoas. Neste sentido, lamentava de forma especial os enfrentamentos entre hindus e muçulmanos, assim como as práticas de carácter ritual que apartavam o ser humano da busca do divino. A sua intenção era chegar a uma realidade mais além das diferenças superficiais entre as duas religiões, e daí a sua famosa máxima "Não há hindus, não há muçulmanos" (Puratan Janam-sakhi).

O Guru Nanak instituiu o sistema do langar ("cozinha" ou "refeitório comunitário") que se perpetuou até aos nossos dias. O objectivo desta instituição foi fomentar a fraternidade e a igualdade entre os seres humanos. No langar prepara-se o karah prasad, uma refeição sagrada feita à base de farinha, açúcar e manteiga batida. Todos os participantes numa cerimónia religiosa de um templo sikh recebem este alimento, sem distinção de casta, nível económico ou crenças religiosas.

Após a morte do Guru Nanak sucederam-se nove gurus. Cada um deles contribuiu para a consolidação da religião e da identidade sikh.

Nanak nomeou como seu sucessor não o seu filho, mas um dos seus discípulos mais próximos, Lehna, a quem ele chamou de Angad ("um outro eu"). O Guru Angad (1504/1539-1552) dotou a língua panjabi da escrita gurmukhi.

O Guru Amar Das (1479/1552-1574) aboliu entre os sikhs a prática hindu da sati (o sacrifício das viúvas), bem como o uso do véu (purdah) pelas mulheres. Criou também vinte e dois distritos de pregação.

O Guru Ram Das (1534/1574-1581) comprou um terreno onde mandou escavar um tanque, o Amritsar ("tanque da Ambrosia"), na origem do nome da actual cidade do Penjabe.

O Guru Arjun (1563/1581-1606) ordenou em 1589 a construção, no meio do tanque de Amritsar, do primeiro templo sikh, o Harmandir ("Templo de Hari"), hoje conhecido como o Templo de Ouro. Ele também compilou o livro sagrado da religião, o Guru Granth Sahib, e mandou instalá-lo no templo. Os mogóis, senhores do Punjabe nesta época, reagem com hostilidade ao crescimento da comunidade sikh, tendo o Guru Arjun sido detido e morto pelo imperador mogol Jehangir.

O Guru Hargobind (1595/1606-1645), perante a perseguição movida aos sikhs, militarizou a religião. Ele acrescentou uma segunda espada à que os cinco gurus já tinham usado. O uso das duas espadas pelo guru representou a concentração na sua pessoa de dois tipos de autoridade, a espiritual (piri) e a temporal (miri). Desenvolveu-se desta forma a ideia da guerra como acto de auto-defesa da comunidade sikh e como garante da ordem e da justiça.

Os dois gurus que o sucederam, o Guru Har Rai (1630/1644-1661) e o Guru Har Khrishan (1656/1661-1664) tiveram uma liderança apolítica. O primeiro tinha um carácter contemplativo e interessou-se pouco pelo aspecto temporal da religião, enquanto que o segundo foi Guru por apenas três anos.

O Guru Tegh Behadur (1622/1664-1676) recusou converter-se ao islão, tendo sido por esta razão executado pelo imperador mogol Aurangzeb.

O décimo Guru sikh, Gobind Singh (1666/1676-1708), fundou a ordem militar dos Khalsa e criou um rito de iniciação chamado amrit, também conhecido como khande de pahul. Amrit designa a água açucarada, mexida com o sabre de dois gumes, que o iniciado e os outros participantes na cerimónia devem beber.

O século XVIII ficou marcado pela ascensão política do sikhs no Punjabe. Em 1801 Ranjit Singh fundou o reino de Lahore que durou até 1849, ano em que foi anexado pelos britânicos. Em 1873 a comunidade sikh agrupou-se na Singh Sabha ("Assembleia dos Leões"), um órgão criado como forma de garantir os interesses da comunidade sikh no Punjabe de finais do século XIX, marcado pelo revivalismo religioso islâmico e hindu, bem como pela acção dos missionários cristãos. Em 1920 os sikhs criaram um partido político, o Akali Dal ("Partidários do Intemporal") como o propósito de assegurarem os seus interesses. Este partido opôs-se à partilha do Punjabe entre a Índia e o Paquistão, facto que se consumou em 1947. A maior parte dos sikhs que viviam no território actualmente paquistanês migraram para a Índia aquando da separação como forma de evitar a perseguição religiosa.

O Guru Granth Sahib

Também denominado Adi Granth ("Livro do Começo", "Livro Original"), o Guru Granth Sahib ("o Senhor Mestre Livro") é o livro sagrado do sikhismo. O décimo guru ordenou antes de falecer que este fosse considerado como o guru eterno, o único guia espiritual.

Trata-se de uma colectânea em panjabi dos hinos religiosos do Guru Nanak e dos seus sucessores, bem como de textos de poetas hindus e muçulmanos. Os sikhs particularmente devotos dedicam-se a ler ininterruptamente as 1430 páginas do livro. Cada casa e cada templo sikh possui o seu exemplar.

Outros escritos sagrados da religião são o Dasam Granth ("Livro do Décimo Guru") e as composições de Bhai Gurdas e Bhai Nand Lal (Bhai, "Irmão").

 

Templos

Os templos sikhs recebem o nome de gurdwaras (anglicização de gurdvârâ, "a porta do Mestre"). Neles ocupa um lugar de privilégio o livro sagrado, o Guru Granth Sahib.

A arquitetura destes templos reflecte um estilo mogol tardio influenciado pelo estilo hindu. Não existem neles estátuas e estes não têm qualquer orientação especial.

Visitar diariamente o gurdwara é um dever religioso de todos os sikhs. Está aberto a pessoas de outras religiões, mas todos os visitantes devem trazer a cabeça coberta, descalçar os sapatos e lavar os pés antes de nele penetrarem.

Ritos

Após o nascimento de uma criança sikh é hábito levá-la a um gurdwara, onde se abre o Guru Granth Sahib numa página ao acaso para escolher um nome. O nome da criança começará pela primeira letra da primeira palavra da página do lado esquerdo, na parte em que o livro foi aberto.

Uma das cerimónias mais importantes do sikhismo é a iniciação na ordem Khalsa. Os sikhs que participaram na cerimónia amrit (ou seja, na cerimónia onde bebem a bebida açucarada mexida por um sabre de dois gumes), recebem o título amritdhari ("portador do néctar") e novos nomes, passando a usar os chamados Cinco Cás (K). Os sikhs que ainda não foram iniciados nesta cerimónia são chamados sahajdhari.

Os homens sikhs utilizam o apelido (sobrenome) Singh ("Leão") depois do nome próprio. As mulheres utilizam Kaur ("Princesa") como segundo nome. A não aceitação pelos sikhs do sistema de castas reflecte-se no facto de muitos sikhs preferirem evitar o uso do apelido, muito ligado à identificação das castas, utilizando somente o seu nome individual seguido de Singh ou Kaur.

Os homens seguram o cabelo com um turbante (que pode ser branco ou de cor), enquanto que as mulheres utilizam um lenço. Aqueles que cortaram o cabelo ou a barba são chamados pelos ortodoxos patit, isto, é "decaídos" ou "renegados".

Durante uma cerimônia de casamento sikh (Anand Karaj) os noivos devem dar quatro voltas em torno do Guru Granth Sahib, sendo cada uma dessa voltas acompanhada pelo canto de um hino religioso. A cerimónia é conduzida por um homem ou mulher que foi iniciado na Khalasa. Esta pessoa explica aos noivos os seus deveres matrimoniais.

Os rituais funerários dos sikhs consistem na recitação de hinos até o corpo estar pronto para a cremação. Uma oração final é dita momentos antes de se cremar o corpo. As cinzas são em geral colocadas nos rios, como o Ganges.

Festas Religiosas

As principais festas religiosas do sikhismo ocorrem por altura do aniversário do nascimento dos gurus, em particular do Guru Nanak (meados de Novembro) e do Guru Gobind Singh (meados de Junho).

Os sikhs (ou siques) também celebram o Hola Maholla (meados de Março), que coincide com o festival hindu das cores, o Holi. Durante este festival os sikhs realizam desfiles militares e espectáculos de artes marciais.

Outras festas incluem a celebração da instituição do Khalasa, do Ano Novo (Vaisakhi ou Baisakhi, a meio de Abril) e dos martírios do Guru Arjun (7 de Junho), do Guru Tegh Bahadur (3 de Novembro) e dos dois filhos do Guru Gobind Singh.

O Sikhismo hoje

O número de sikhs no mundo é estimado em cerca de 23 milhões, o que fará do sikhismo a quinta maior religião mundial em número de aderentes. É estimado que 19 milhões vivem na Índia, concentrados, em sua maioria, no estado do Panjabi.

Existem numerosas comunidades sikhs no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá. Também são uma minoria importante na Malásia e Singapura.

A forma literária da língua punjabi, escrita no alfabeto gurmukhi, está muito ligada à religião sikh. De facto, os falantes de panjabi hindus ou muçulmanos utilizam geralmente o hindi e o urdu, respectivamente, como línguas escritas. São principalmente os sikhs quem escreve em panjabi.

Após as eleições indianas de 2004, o Dr. Manmohan Singh tornou-se o primeiro sikh que ocupa o posto de Primeiro Ministro da Índia. É também o primeiro não hindu a ocupar o cargo.

Referências

  • Lakshmi Kapani, O Sikhismo, in As Grandes Religiões do Mundo, direcção de Jean Delumeau. Lisboa: Editoral Presença, 1997. ISBN 972-23-2241-9.

  • Michel Delahoutre, Les Sikhs et le sikhisme : des disciples à la fraternité guerrière, Clio, Fevereiro 2002.

  • BURKE, T. Patrick - The Major Religions:An Introduction with Texts. Blackwell Publishers, 2004. ISBN 1-4051-1049-X.

Fonte: Wikipedia

 

107.12 - FÉ BAHÁ'Í                <Voltar Página Origem>

A Fé Bahá'í é uma religião monoteísta fundada por Bahá'u'lláh na Pérsia do século XIX que enfatiza a unidade espiritual da humanidade. Trata-se de uma religião independente que possui as suas próprias leis, escrituras sagradas, administração e calendário. Mas não possui dogmas, clero, nem sacerdócio. Estima-se que existam cinco a seis milhões de Bahá'ís espalhados por mais de 200 países e territórios.

Os ensinamentos Bahá'ís atribuem grande importância ao conceito de unidade das religiões. A história religiosa da humanidade é vista como um processo de desenvolvimento gradual, em que surgem diversos Mensageiros Divinos com ensinamentos adequados às necessidades de cada momento e à maturidade de cada povo. Esses mensageiros incluem Krishna, Abraão, Buda, Jesus, Maomé e, mais recentemente, O Báb e Bahá'u'lláh. Segundo os ensinamentos Bahá'ís, a humanidade encontra-se num processo de evolução colectiva a caminho de uma civilização mundial, e as suas necessidade actuais centram-se, essencialmente, no estabelecimento gradual da paz, justiça e unidade a uma escala global.

A palavra Bahá'í pode ser usada para referir a Fé Bahá'í ou os seguidores desta religião. Esta palavra deriva do termo árabe "Bahá" (بهاء) que significa glória ou esplendor.

 

O Báb

Em 1844, Siyyid 'Ali-Muhammad (1819-1850), conhecido como o Báb ("A Porta"), proclamou uma nova revelação de Deus, dando origem a Fé Bábí. Além de anunciar ser o Qá'im aguardado pelos muçulmanos, o Báb afirmava que sua principal missão era preparar a vinda de um profeta ou manifestante de Deus . Alguns bahá'ís consideraram Bahá'u'lláh ainda maior que o próprio Báb; porém, ambos são manifestações gêmeas e iguais.

Os Bahá'ís consideram o Báb como o arauto da Fé Bahá'í, pois Ele alude a uma figura Messiânica - "Aquele que Deus tornará Manifesto" - que brevemente se revelaria. Posteriormente, Bahá'u'lláh em 1863, declarou Sua missão, fundando a Fé Bahá'í.

 

Bahá'u'lláh

Mírzá Husayn' ‘Ali (1817-1892), que se intitulou Bahá'u'lláh (denominação Árabe que significa Glória de Deus), foi o fundador da Fé Bahá'í. Bahá'u'lláh proclamou em 1863 ser o Prometido pelo Báb e pelas demais religiões mundiais. Afirmou ser o portador de uma mensagem divina destinada a estabelecer a unidade mundial e eliminar os preconceitos e as divisões. Escreveu epístolas aos principais soberanos da sua época, exortando-os à paz e à concórdia. Sofreu aprisionamento, tortura e exílios durante 40 anos até ser aprisionado definitivamente em Acre, na Palestina Otomana (actual Estado de Israel).

Abdu'l-Bahá

Abbás Effendi (1844-1921), filho mais velho de Bahá'u'lláh, foi designado por seu pai como o centro de Seu Convênio e o intérprete autorizado de Seus ensinamentos, ao qual todos os bahá'ís deveriam se voltar. Ficou conhecido como 'Abdu'l-Bahá ("Servo da Glória"), que por sua vida totalmente devotada ao serviço e à propagação da Causa, os bahá'ís o consideram como o exemplo perfeito ao qual todos os seres humanos devem se espelhar. Ensinou a fé de Bahá'u'lláh para diversos países do oriente e ocidente, deu palestras e explicações a eminentes pesquisadores e filósofos, discursou em Londres, na Universidade de Stanford, Califórnia, no Templo Emmanuel, São Francisco.[1]

Princípios

Todos os ensinamentos bahá'ís giram ao redor de três alicerces principais: a unidade de Deus, unidade de Seus Profetas, unidade da humanidade.

Um só Deus

Os Bahá'ís acreditam na existência de um único Deus, o criador de todas as coisas. A existência de Deus é considerada eterna, não tendo começo ou fim. Segundo os ensinamentos Bahá'ís, Deus é inacessível e incognoscível, mas tem consciência de Sua criação, tem uma vontade e propósito. Os ensinamentos Bahá'ís também declaram que Deus não pode ser compreendido pela mente humana.

Os Bahá'ís acreditam que Deus expressa Sua vontade através de uma série de mensageiros divinos referidos por Manifestantes de Deus ou Profetas. Esses Manifestantes estabelecem as bases das grandes religiões mundiais, e os seus ensinamentos são uma forma de Deus educar a humanidade.

Nas Escrituras Bahá'ís, Deus é frequentemente referido por títulos, como "Todo-Poderoso", "Omnisciente", "Suprema Sabedoria", "Aquele que subsiste por si próprio".

Uma só Religião

A despeito de constantes conflitos que há séculos envolvem as religiões na visão de inúmeros expositores, os bahá'ís se apoiam nos próprios ensinamentos dessas religiões para enfatizar que todas as religiões, ao contrário, ensinam o amor e a unidade - sendo a intolerância e o fanatismo origem de tais conflitos.[2] É proibido o fanatismo na Fé Bahá'í, o que consistiria em se fechar a dogmas que muitas vezes podem ser mal-interpretados. A luz do princípio de que todas as religiões provém de Deus, os homens podem procurar compreender e desta forma eliminar os preconceitos religiosos.

A 'religião de Deus', ou 'religião una' descrita através da sucessiva revelação Divina a cada época, foi denominada Revelação Progressiva. De acordo com os bahá'ís, este conceito não é exclusivo da Fé Bahá'í, mas apresentada de diferentes maneiras em todas as religiões. Moisés fez a promessa ao povo de Seu tempo sobre a vinda de um messias, quando Cristo afirmou ser o Prometido, também advertiu a Seu povo sobre a vinda de um Messias. Os escritos bahá'ís delineiam categoricamente as religiões que fazem parte da revelação de Deus: o sabeísmo, hinduísmo, judaísmo, budismo, zoroastrismo, cristianismo, islamismo, fé babí e fé bahá'í.

Sobre a mudança entre as Leis e Ensinamentos de cada Manifestante, Bahá'u'lláh diz:

Os bahá'ís desenvolvem a ideia de que cada época diferente, exige necessidades diferentes. Assim como as leis de um país precisam evoluir conforme evolui sua sociedade, as Leis de Deus sempre evoluem através das religiões, conforme evolui a humanidade. A Fé Baha'í uma religiao monoteísta

Um só Mundo

Os Bahá'ís acreditam que o ser humano possui uma "alma racional", na qual provê à espécie uma capacidade única de reconhecer a Deus e a relação da humanidade com seu criador. Todo ser humano é considerado possuidor do dever de reconhecer a Deus através de seus Mensageiros e de Seus ensinamentos. Através do reconhecimento e obediência, serviço à humanidade e práticas espirituais, os Bahá'ís acreditam que a alma pode se aproximar de Deus. Quando um ser humano morre, a alma continua existindo no mundo espiritual próximo ou distante de Deus, descreve a relação entre este mundo e o próximo, não sendo nenhum lugar físico, nem a sujeição a recompensas ou punições.

Os Escritos Bahá'ís enfatizam a igualdade essencial do ser humano e a abolição de todos os tipos de preconceito. A humanidade é considerada essencialmente uma, embora diversificada; esta diversidade de raça e cultura é considerado merecedor de apreciação e tolerância. Doutrinas de racismo, nacionalismo, castas, e classes sociais são impedimentos artificiais da unidade.[4] Os ensinamentos Bahá'ís declaram que a unificação da humanidade deve ser assunto principal sobre as condições religiosas e políticas no tempo presente.[4]

 

Ensinamentos

Princípios sociais

Os bahá'ís trabalham para a restauração da vitalidade espiritual da humanidade como um todo através de educação e da conscientização de que o ser humano é um ser espiritual. Os princípios seguintes são frequentemente listados para uma concepção abrangente dos ensinamentos bahá'ís. São derivados das palestras e discursos de `Abdu'l-Bahá quando passou pela Europa e América do Norte. Não sendo estes princípios, portanto, limitados ou definitivos, mas uma breve visualização dos fundamentos da Fé Bahá'í.[6]

·        Unidade de Deus - A Fé Bahá'í é monoteísta. Só existe um único e verdadeiro Deus, embora adorado com diferentes nomes durante a história da revelação.

·        Unidade da religiões - Na compreensão bahá'í, religião é uma palavra sem plural. Aceitar Baha'u'llah sem aceitar todos os que o precederam, Jesus, Buda, Moisés, etc.. seria contraditório e incoerente.

·        Unidade da humanidade - A Fé Bahá'í é pelo fim de todo e qualquer tipo de preconceito. Isso inclui a extirpação da discriminação racial, da desigualdade entre os gêneros e mesmo quanto ao estilo de vida de cada um. Ainda que se discorde das opções, deve-se cultivar um profundo amor por todo ser humano.

·        Unidade social - O Projeto Bahá'í de mundo inclui o fim dos extremos de riqueza e pobreza e o estabelecimento da paz entre as nações, incluindo a adoção de uma língua auxiliar comum a todos os países. Também é importante a obediência ao governo e o não envolvimento nos jogos de poder dos partidos políticos.

·        Unidade do conhecimento - Os Bahá'ís estimulam a livre busca pela verdade, jamais controlada por clérigos ou qualquer poder moderador. Defendem ainda a harmonia entre ciência e religião e uma educação universal, de qualidade e gratuita em todo o mundo.

 

Ensinamentos Místicos

As escrituras bahá'ís, como as outras religiões, definem que o propósito da vida é o crescimento espiritual. Sendo este um desenvolvimento gradual, como em um embrião no ventre materno, continuando eternamente após a morte. O paraíso referido em muitas escrituras religiosas, é apontado na Fé Bahá'í como metafórico, já que o desenvolvimento é eterno, trata-se apenas de uma definição necessária adotada pelos Profetas anteriores para melhor compreensão dos povos da época. Os budistas, por exemplo, definem como atingir o Nirvana.

 

A "Imagem e Semelhança", para os bahá'ís, trata-se dos atributos de Deus que refletem na alma humana, sendo como um espelho na qual reflete a "luz" das perfeições divina, esse espelho, entretanto, deve ser polido de modo que possa refletir mais intensamente tais atributos. Acreditam que através da prática das virtudes como bondade, humildade, honestidade, veracidade, serviço, e assim por diante, o ser humano através da experiência da vida vai gradualmente polindo este 'espelho', tornando-se mais rico em compreensão espiritual.

Os livros mais lidos de Bahá'u'lláh sobre textos místicos são "As Palavras Ocultas", "Os Sete Vales" e "Os Quatro Vales". Os bahá'ís, além dos atos e conduta, desenvolvem a espiritualidade com ajuda de oração e recitação, como também a leitura de textos sagrados. É proibido o monasticismo, considerando que a vida em reclusão nos monastérios não traduz o verdadeiro desenvolvimento espiritual, por outro lado, o trabalho é intensamente recomendado, tido como uma forma de adoração.

Obrigações Bahá'ís

Apesar de existirem muitas Leis bahá'ís expostas no Kitáb-i-Aqdas, atualmente a Casa Universal de Justiça considera apenas algumas como obrigatórias. Quando uma pessoa se declara Bahá'í ela se compromete a cumprir as seguintes obrigações:

  • Ler e meditar diariamente as escrituras sagradas;

  • Realizar diariamente uma das orações obrigatórias(curta, média ou longa);

  • Repetir 95 vezes do Máximo Nome diariamente;

  • Realizar o jejum bahá'í na época apropriada;

  • Abster-se do uso de drogas e álcool;

  • Realizar a peregrinação aos locais sagrados.

Fé Bahá'í no mundo

Fontes Bahá'ís estimam cerca de 5 milhões de adeptos da Fé Bahá'í no mundo.[7], enquanto que similarmente várias enciclopédias estimavam entre 2 a 8 milhões de Bahá'ís no início do século XX. A Enciclopédia Britânica de 1998 estimou 7.6 milhões.[8]

A Fé Bahá'í é a segunda religião mais espalhada entre as religiões independentes, de acordo com a Enciclopédia Britânica de 1992, levando em consideração o número de países alcançados. A Enciclopédia afirma haver sido a Fé Bahá'í estabelecida em 247 países e territórios; representando cerca de 2.100 grupos étnicos, raciais e tribais; as escrituras bahá'ís foram traduzidas para aproximadamente 800 línguas, possuindo 7 milhões de adeptos no mundo.[8][9]

O país que possui maior concentração de Bahá'ís é a Índia, com 2,2 milhões de seguidores[10]. O segundo é o Irã com cerca de 1 milhão de Bahá'ís[11]. No Brasil estima-se 57 mil membros[12].

 

Administração

 Edifício sede da Casa Universal de Justiça em Haifa, corpo administrativo da comunidade internacional bahá'í

Por não ter clero, nem sacerdócio a administração da Fé Bahá'í é essencialmente participativa. As atividades são sempre coordenadas por corpos de nove membros eleitos pelos próprios Bahá'ís. Todos os Bahá'ís maiores de 21 anos podem votar e ser votados. Nas eleições Bahá'ís não existe qualquer tipo de candidatura, nomeação, campanha eleitoral ou partidos.

Estes nove membros formam a Assembleias Espirituais Locais, em cada cidade onde os bahá'ís existem no mundo. Estes membros eleitos por sua vez, elegem as Assembleias Regionais, que elegem a Assembleia Nacional. Por fim, os membros eleitos na Assembleia Espiritual Nacional elegem os membros da Casa Universal de Justiça, que é a instituição Suprema da Fé Bahá'í.

Nenhum indivíduo, ao ser eleito em quaisquer das instituições, possui autoridade individual. As decisões são de caráter consultivo e são válidas somente se o "corpo" estiver completo, com o número mínimo de indivíduos (quorum).

A ordem administrativa Bahá'í foi delineada por seu Profeta-Fundador Bahá'u'lláh no Seu Livro Kitáb-i-Aqdas, e por 'Abdu'l-Bahá em A Última Vontade e Testamento.

Shoghi Effendi, recebendo a Guardiania, traduziu diversas obras da literatura Bahá'í, desenvolveu planos globais para a expansão da comunidade Bahá'í e o desenvolvimento do Centro Mundial Bahá'í, criou a estrutura administrativa da religião, preparou a comunidade para a primeira eleição da Casa Universal de Justiça. Morreu em 1957, não havendo necessidade para que um sucessor fosse apontado.

As principais instituições Bahá'ís tem o princípio de instaurar justiça nas comunidades bahá'ís, como descrita nas sagradas escrituras, bem como suprir as necessidades ou resolver problemas locais, nacionais ou internacionais.

 

Envolvimento na Sociedade

Organização das Nações Unidas

Como uma organização não-governamental, a Comunidade Internacional Bahá'í está envolvida em uma série de atividades que diz respeito a construção da paz, direitos humanos, direitos das mulheres, educação, saúde e desenvolvimento sustentável.[13] Bahá'u'lláh, em Seus ensinamentos, assinala a necessidade de um governo mundial desta época. Devido a tal ênfase, muitos Bahá'ís escolheram ajudar nos esforço de melhorar as relações internacionais como a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas. A Comunidade Internacional Bahá'í é uma organização sob a direção da Casa Universal de Justiça em Haifa, e possui estatuto consultivo para com as organizações seguintes:

  • Conselho Económico e Social (ECOSOC)

  • Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)

  • Organização Mundial da Saúde (OMS)

  • Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM)

  • Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

A Comunidade Internacional Bahá'ís possui escritórios na ONU em Nova Iorque e Geneva, e representações nas comissões regionais da ONU e outros escritórios em Addis Ababa, Bangkok, Nairobi, Roma, Santiago e Viena[14]. Recentemente um escritório do Programa para o Meio Ambiente e outro para o Fundo de Desenvolvimento para a Mulher foi instituído como parte do Escritório da ONU. A Fé Bahá'í também empreendeu programas comuns de desenvolvimento em várias outras agências das Nações Unidas.

Atividades Bahá'ís

As instituições bahá'ís desenvolvem planos e ações que englobem todos os indivíduos de sua comunidade, incluindo não-bahá'is. Os atos de serviço são tidos como a forma mais legítima de desenvolvimento espiritual na vida humana. Algumas dessas atividades são reuniões devocionais, aula bahá'í para crianças, grupo de pré-jovens e círculos de estudo, que são abertas ao público. Tais atividades são frequentemente relacionadas à prática do estudo das sequências do livro do Instituto Ruhi, embora não obrigatória. Todas as comunidades bahá'ís se esforçam como meta ter todas essas atividades.

 

Reuniões Devocionais

Reunião de oração aberta a todas as religiões. O objetivo é o crescimento espiritual e a unidade. É também oportunidade para estar em contato com a Palavra de Deus. O Báb, Bahá'u'lláh e 'Abdu'l-Bahá revelaram orações para diversas ocasiões. As reuniões devocionais são frequentemente abertas nas casas dos bahá'ís, mas não há nenhuma restrição quanto a ser aberta também na casa de não-bahá'ís, como tem sido feito.

 

Aula Bahá'í para Crianças

As crianças aprendem sobre virtudes e excelências, decoram alguns textos sagrados e conhecem algumas histórias de 'Abdu'l-Bahá.

 

Grupo de Pré-Jovens

Um grupo dinâmico visando o empoderamento espiritual de pré-jovens entre 11 e 14 anos. Seguem uma sequência de livros, e têm como prática atos de serviço que o grupo escolhe.

 

Círculos de Estudo

Os círculos de estudo foi desenvolvido para aproximar um sistemático desenvolvimento entre a educação e o desenvolvimento comunitário. São criados pequenos grupos, no qual completam uma sequência de livros, facilitados por um tutor, uma vez terminado o livro, os participantes podem também se tornar facilitadores para outros grupos.

O Instituto Ruhi é o programa mais utilizado, foi originalmente criado na Colômbia, mas que pelo resultado obtido, foi expandido para uso em muitos países no mundo. Atualmente o Instituto Ruhi é utilizado no mundo todo como parte das atividades estabelecidas pela Casa Universal de Justiça. O primeiro livro da série envolve três temas centrais: Reflexão sobre a vida do espírito, a oração e vida após a morte. Livros subsequentes incluem educação para as crianças, vida das Figuras Centrais da Fé, serviço, e outros.

O Programa atual das atividades bahá'ís inclui outros Institutos que estão gradualmente criando Livros que proporcionem o desenvolvimento pessoal (espiritual) e comunitário, com base nos ensinamentos bahá'ís, estes novos livros (cerca de 23) criam a oportunidade para a criação de grupos também para pré-jovens.

Ruhi (que significa do espírito) é a sequência mais utilizada. Criado originalmente na Colômbia, tendo sido adotado pelo mundo todo, consiste atualmente em 7 cursos, cada curso possui um livro com temas específicos baseados nos escritos Bahá'ís, tais como oração, educação, história, e assim por diante.

 

Convenções e práticas Sociais

Calendário

O calendário bahá'í é um calendário solar com 365 dias. Os anos são compostos por 19 meses de 19 dias cada, adicionado a um período chamado "Dias Intercalares"(são 4 dias, e 5 quando é ano bissexto), entre o 18° e o 19° mês (26 de Fevereiro a 1 de Março). O Ano, no calendário bahá'í começa no equinócio de outono no hemisfério sul no dia 21 de Março do calendário gregoriano. O dia inicia-se e termina no por-do-sol.

O Calendário bahá'í foi instituído pelo Báb, posteriormente confirmado por Bahá'u'lláh. Cada mês possui um nome específico, simbolizando atributos de Deus.

 

Símbolos

Um dos símbolos utilizados na Fé Bahá'í é uma estrela de nove pontas que representam as nove religiões monoteístas: Sabeismo, Hinduísmo, Judaísmo, Zoroastrismo, Budismo, Cristianismo, Islamismo, Fé Babí e Fé Bahá'í.

Os números 8 e 9 são muito reverenciados pelos Bahá'ís, pelo fato de que este número aparece várias vezes na história Bahá'í, como o período entre a revelação do Báb (1844) e a de Bahá'u'lláh (1853), e principalmente pelo valor numérico da palavra Bahá` em Árabe. Além de representar por muitos o número da perfeição, ou o número de maior dígito. No Monte Carmelo, no Centro Mundial Bahá'í em Haifa, há quantidade considerável de estrelas de 8 pontas - a estrela de 8 pontas representa a religião islâmica, cuja base arquitetônica foi utilizada no Petronas Towers, na Malásia - que também é usualmente utilizada para representar a religião Bahá'í.

 

Casamento

Casamento Bahá'í é a união de um homem e uma mulher. Propõe uma essência espiritual na união dos cônjuges, de modo que esta seja harmoniosa e que permita o desenvolvimento espiritual de ambos. Os ensinamentos Bahá'ís confirmam a santidade do matrimônio, previsto em religiões anteriores, e classifica tal união como uma fortaleza para o bem-estar e salvação, colocando o casamento e a família como base na estrutura da sociedade humana.

"O casamento bahá'í é o compromisso recíproco das duas partes, e sua ligação mútua de coração e mente. Cada um deve, porém, exercer o máximo cuidado para familiarizar-se totalmente com o caráter do outro, para que o firme convênio entre eles seja um laço que dure para sempre. Seu propósito deve ser este: tornarem-se amorosos companheiros e camaradas, unidos um ao outro por todo o sempre. ...

O verdadeiro casamento de bahá'ís é este: que o marido e a mulher estejam unidos física e espiritualmente, que sempre melhorem a vida espiritual um do outro, e que desfrutem de unidade sempiterna em todos os mundos de Deus."

('Abdu'l-Bahá, Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Baha)

 

Casas de adoração

Os templos Bahá'ís têm todos nove entradas, pela simbologia da estrela e de que o número nove é o maior dígito, o número da perfeição.

Assim conhecidas como Casas de Adoração pelos bahá'ís, esses templos são construídos unicamente para a realização de orações. Não havendo nenhuma espécie de culto, é permitido a livre entrada de pessoas de todas as religiões. Lá, cada indivíduo é incentivado a recitar as palavras reveladas por Deus, sejam estas de Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Maomé, Báb ou Bahá'u'lláh.

Um dos templos mais conhecidos e visitados é o templo da Índia em Nova Delhi, sua arquitetura simboliza uma flor de lótus.

Os templos bahá'ís simbolizam a Unidade de Deus, Unidade de todos os Seus profetas e Unidade da Humanidade.

 

Perseguição

Os Bahá'ís continuam sendo perseguidos em diversos países islâmicos, principalmente no Irã, onde cerca de 200 bahá'ís foram mortos entre 1978 e 1998, em reflexo ao histórico genocídio de 20.000 babís e bahá'ís entre 1850 e 1863, onde tanto governo como civis compactuaram com o crime.

 

Em 16 de dezembro de 2006, o Conselho Administrativo Supremo do Egito criou uma lei contrária a identificação da Fé Bahá'í em documentos oficiais, tornando impossível a aquisição de documentos necessários como certidão de nascimento, atestado de óbito e carteira de identidade. Eles também perdem a garantia de emprego, educação, tratamento médico ou voto, entre outros.[15] O Diretor do EIPR (Iniciativa Egípcia para Direitos Pessoais) Hossam Bahgat, declarou que agora a decisão é da corte do governo, e que este deve "encontrar uma solução para que centenas de cidadãos consigam obter documentos oficiais que reconheçam sua fé, possível por cinco décadas, até que o governo recentemente decide mudar a política e forçá-los a escolher entre o Islamismo e o Cristianismo."[15]

 

Desde a Revolução Islâmica em 1979, os Bahá'ís iranianos tem tido frequentemente casas saqueadas, banidos de ingressar em universidades[16] ou empregos públicos, e centenas de prisões sem justificativa aparente, frequentes desaparecimentos e falta de julgamentos justos tem acometido esta minoria religiosa; recentemente tendo sido proibidos das práticas de círculos de estudo. [17][18] Diversas vezes locais sagrados da Fé Bahá'í tem sidos demolidos, como a casa de Mirzá Buzurg, pai de Bahá'u'lláh. A casa do Báb em Shiraz foi destruída duas vezes, sendo um dos três locais de peregrinação dos Bahá'ís.[6]

Mesmo atualmente a situação é degradante para os bahá'ís, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas revelou letra confidencial do comando das forças armadas do Irã de outubro de 2005 que diz sobre identificar Bahá'ís e monitorar suas atividades[19] e em novembro de 2005 os jornais state-run e influential Kayhan, cujo editor é apontado como sendo controlado pelo líder supremo do Irã, Ayatollah Khamenei, publicaram perto de 13 dúzias de artigos que difamam a Fé Bahá'í.[20]

Devido a estas ações, a Comissão de Direitos Humanos da ONU em 20 de março de 2006 declara que "as informações adquiridas como resultado do monitoramento será usado como base para aumentar a perseguição, e discriminação contra membros da Fé Bahá'í, em violação aos padrões internacionais." Ainda segundo a instituição, os últimos acontecimentos indicam que a situação em relação às minorias religiosas no Irã estão piorando.

A ONU, bem como órgão Supremo da Fé Bahá'í, A Casa Universal de Justiça, tem realizado esforços para diminuir a violência e discriminação religiosa em muitos países, especialmente no Irã.

 

Referências:

1. 'Abdu'l-Bahá, O Segredo da Civilização Divina, 2003 ISBN 85-320-0079-7
2. Esslemont, John E., Bahá'u'lláh e a Nova Era,('Nova Era' não está relacionado a movimento de nome similar) ISBN 85-320-0022-3
3. Bahá'u'lláh, Epístolas de Bahá'u'lláh, Editora Bahá'í do Brasil
4. Bahá'í_Faith, Tradução da Wikipédia em inglês, Human beings
5. Abdu'l-Bahá, Esplendor da Verdade, introdução, citação de Bahá'u'lláh registrado por E.G. Browne
6. Fé Bahá'í, Artigo Bahá'í da Wikipédia versão inglesa
7. The Bahá'ís,Site Oficial Internacional Bahá'í
8. Major Religions Ranked by Size, Quantidade de adeptos da Fé Bahá'í
9. Encyclopedia Britannica
10. BahaiIndia.org,Site Oficial Bahá'í da Índia
11. Conforme Enciclopédia Colúmbia de 1993, vide demography em (em inglês)[en.wikipedia.org/wiki/Bahai]
12. Portal da Fé Bahá'í no Brasil,Site Oficial Bahá'í do Brasil
13. Bhá'í Topics, A Comunidade Internacional Bahá'í e as Nações Unidas
14. Bahá'í Statement Library, História de Cooperação Ativa da Comunidade Internacional Bahá'í com as Nações Unidas
15. Sobre os direitos dos Bahá'ís no Egito (visitado a 26/12/2006)(em inglês)Egyptian Initiative for Personal Rights, Sobre a necessidade do Governo do Egito em encontrar uma solução para o reconhecimento dos bahá'ís como cidadãos egípcios
16. Portas Fechadas, Matéria sobre campanha no Irã para negar educação superior aos bahá'ís (visitado a 26/12/2006)
17. Sears, William - Quando o Coração Grita, O Genocídio dos Bahá'ís no Irã
18. PDF, Discriminação contra minorias religiosas no Irã (baixado em 26/12/2006)
19. tratamento aos seguidores da Fé Bahá'í no Irã(visitado a 26/12/2006)
20. The Bahá'ís, Lista e Análise de recentes ataques da Mídia no Irã (visitado a 26/12/2006)

Fonte:Wikipedia

 

107.13 - AYYAVAZHI

O Ayyavazhi (Tamil: அய்யாவழி: "Caminho do pai") é uma religião dramica que se originou no sul da Índia no século XIX. É considerada uma religião independente do Hinduísmo. Nos censos indianos, porém, a maioria dos seus seguidores declarar-se como hindus. Portanto, o Ayyavazhi também é considerada uma seita hindu.


O Ayyavazhi é centrado na vida e preceitos de Ayya Vaikundar; suas idéias e se baseiam na filosofia dos textos sagrados Akilattirattu Ammanai e Sera Nool. Assim, Vaikundar Manu foi o avatar de Narayana. Ayyavazhi compartilha muitas idéias com o Hinduísmo em sua mitologia e práticas, mas varia consideravelmente em seus conceitos de bem e do mal e sobre o Dharma. O Ayyavazhi é classificado como uma religião dramica, devido ao seu foco central sobre o dharma.


Embora o adeptos do Ayyavazhi estejam espalhados por toda a Índia, a maioria deles se concentram principalmente no Sul da Índia, concentram especialmente em Tamil Nadu e Kerala. O número de praticantes é estimado entre 700.000 e 8.000.000, embora o número exato é desconhecido, uma vez que os seguidores do Ayyavazhi sejam relatados como hindus nos censos.

 

Principais crenças
Os seguidores do Ayyavazhi acreditam na reencarnação e no Darma Yukam, a oitava e última encarnação de Vaikundar, em que ele irá governar o mundo. Esta religião condena o sistema hindu de castas.


O Ayyavazhi utiliza um símbolo não-antropomórfico como um ponto de devoção e meditação. Este símbolo, o Elunetru, é identificado como uma sede de Deus, mais do que como o próprio Deus. O mesmo é válido para o Elunetru sob a sua designação alternativa, Asanam, que significa "lugar". Por detrás desta Asanam, é instalado um espelho para reflectir o adorador, para ilustrar o princípio de que "Deus está dentro de você", sugerindo uma idéia sobre Deus semelhante a da teologia hindu. O Ayyavazhi subscreve também 'Só um é Deus e assim é para sempre."


Assim, os seguidores da Ayyavazhi afirmam que Brahma, Vishnu e Shiva são simplesmente aspectos diferentes do mesmo Deus. A principal diferença entre o Ayyavazhi e os demais hindus é que o primeiro reconhece um Diabo, chamado de Kroni, e que é a personificação do mal primordial, que manifesta em diversas formas, tais como Ravana e Duryodhana em diferentes idades ou yugas.
Kali, como o espírito de Kroni em Kali Yuga, é onipresente nesta idade. Esta é uma razão pela qual os seguidores de Ayyavazhi, tal como outros hindus, acreditamos que a actual Kali Yuga está decadente. No Ayyavazhi, Kali Yuga (um mundo mundano separado espiritualmente), dará origem a um mundo espiritual conhecido como Dharma Yukam. A caridade é um dos princípios primordiais, e Anna Dharmam (oferendas de alimentos) são feitas, pelo menos, uma vez por mês em centros Ayyavazhi de culto
.

FONTE: Wikipedia

 

107.14 - VIXNUÍSMO (VAINAVISMO)

Vixnuísmo ou vaisnavismo (de Vaishnava, que em sânscrito significa devoto de Vixnu) é uma das formas ou seitas do hinduísmo.

Brama e Xiva são os maiores vaisnavas dentro do universo material. Deles descende o conhecimento espiritual que se manifesta na forma dos quatro Vedas, os Puranas, os Upanixades, o Mahabharata (com seu sacratíssimo Bhagavad-gita) e outros textos sagrados, que foram compilados e escritos pelo santo, sábio e iluminado Vyasa.

A religião vaisnava se baseia no processo da bhakti-yoga, a adoração devocional de Vixnu e suas encarnações ou avatares, tais como Krishna e Rama, no processo de ioga denominado karma-yoga ou no estudo de escrituras (jñana-yoga).

Na Bengala do século XVI, a religião vaisnava foi revivida por Sri Chaitanya Mahaprabhu(o próprio Sri Krishna que veio encarnado como um devoto), filósofo, reformista social e religioso. Ele produziu uma revolução espiritual conhecida como Sankirtan, o canto congregacional dos Santos Nomes do Senhor Supremo, especialmente o Maha-mantra, (o mantra supremo): Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare. Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

O Ocidente entrou em contato pela primeira vez com um missionário Gaudiya-vaishnava com a vinda a Nova York do grande Guru Vaishnava Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, que apresentou O Bhagavad-gita Como Ele É, o Srimad Bahgavatam, o Chaitanya Charitamrta e muitos outros livros importantes da tradição Vaishnava. Ele difundiu esse conhecimento por todo o mundo com a tradução e publicação em mais de 120 línguas desses livros sagrados e a distribuição de milhões de cópias dos mesmos. Ele promoveu o canto congregacional dos Santos Nomes de Radha e Krishna (Sankirtan) em cada cidade e aldeia do mundo.

Fonte: Wikipédia

 

107.15 - SHIAVISMO (XIAVISMO)

O xivaísmo ou Shiavismo e até Sivaismo é o nome de uma das seitas mais antigas do hinduísmo. Seus seguidores reverenciam a divindade Xiva como o Ser Supremo, que é tudo e que está em tudo, o criador, preservador, destruidor e revelador de tudo o que existe. O xivaísmo está espalhado por toda a Índia, Nepal e Sri Lanka, e também está presente em diversas partes da Ásia Meridional como a Malásia, Cingapura e Indonésia.

 

Filosofia

A filosofia do Shivaismo vem sendo transmitida de boca a orelha essencialmente por três poemas: O Vijñâmabaïrava, o Shivasutra e o Spendakarika. Alguns compreendem tudo do Shivaismo principalmente aquele levado por dravidianos para os montes do Himalaia que se costuma designar por Pratyabhijñâ.

 

Grandes Escolas:

O Sivaísmo é composto de muitas escolas que apresentam variações regionais e grandes diferenças filosóficas:


O Sivaismo Pashupata: A seita dos Pashupatas (sânscrito: Pāśupatas) de origem desconhecida, possivelmente de 4000AC) é a mais antiga forma do Śivaísmo. Os Pashupatas eram ascetas residentes, principalmente, nos estados do Gujarat, Caxemira e Nepal.
Kashmir Shaivism. O Śivaísmo da Caxemira, codificado por Vasugupta (800 DC), é uma escola ‘abheda’, fundamentalmente monista, conhecida como Pratyabhijna Darshana que explica a criação da alma e do mundo como centelhas emitidas por Śiva em seu primeiro impulso dinâmico. Como (Self) alma de tudo, Śiva é imanente e transcendente, real, porém abstrato criador, preservador, e destruidor.


Saiva Siddhanta: No teísmo monista do Rishi Tirumular (200 DC), Śiva é causa eficiente e material, imanente e transcendente. A alma, criada por Śiva está destinada a se fundir nele próprio. No realismo pluralista de Meykandar (1200 DC), Deus, a alma e mundo, são incriadas e eternamente coexistentes. Śiva é causa eficiente, mas não a material.


Siddha Siddhanta: desenvolvido pelo Rishi Gorakshanatha (950 DC). É um sistema monista conhecido como bhedabheda, que considera Śiva tanto imanente como transcendente. Śiva é, simultaneamente, causa eficiente e material. A criação e o retorno final da alma e do cosmos para Śiva são comparados a bolhas que emergem e retornam para a água.


Lingayatismo: Popularizado por Basavanna (1105-1167), esta versão do não-dualismo qualificado, Shakti Vishishtadvaita, aceita tanto a diferença como a não-diferença entre a alma e Deus, como são os raios para o sol. Śiva e a força cósmica formam uma unidade, embora Śiva esteja além da sua criação que é real não ilusória.


Siva Advaita: Este teísmo monista, formulado por Srikantha (1050 DC), é chamado de Śiva Vishishtadvaita. A alma não é, em última análise, a perfeita unidade com Brahman, mas partilha com o Supremo todas as suas diversas qualidades. Appaya Dikshita (1554-1626) tentou reduzir esta união a uma identidade absoluta - Shuddhadvaita.


Fonte: Wikipédia
 

107.16 - SHAKTISMO

Shaktismo ( sânscrito : Śākta , शाक्तं aceso.;, "doutrina do poder" ou "doutrina da Deusa) é umadenominação de hinduísmo que se concentra o culto a Shakti ou Devi - a Hindu da Mãe Divina - como o final, Deus absoluto. É, juntamente com Shaivism e Vaisnavismo , uma das três escolas primárias do hinduísmo.

Shaktismo respeita Devi (literalmente "Deusa"), como o Supremo Brahman em si, "um sem um segundo", com todas as outras formas de divindade, mulher ou homem, considerado apenas suas manifestações diversas. Nos detalhes da sua filosofia e prática, assemelha-se Shaktismo Shaivism. No entanto, Shakta s (em sânscrito: Sakta , शाक्त ), os praticantes do Shaktismo, o foco maior parte ou toda a adoração de Shakti, como o feminino aspecto dinâmico do Divino Supremo. Shiva , o aspecto masculino da divindade, é considerado apenas transcendente , e seu culto normalmente é relegada a um papel auxiliar.

 

As raízes do Shaktismo penetrar profundamente na pré-história da Índia. A partir da mais antiga conhecida a aparência da deusa na Índia assentamentos do paleolítico superior a 22 mil anos atrás, através do refinamento de seu culto na Civilização do Vale do Indo , seu eclipse parcial durante o período védico , e subsequente seu recapeamento e ampliação da tradição sânscrita clássica, tem sido sugerido que, em muitos aspectos, "a história da tradição hindu pode ser visto como um ressurgimento do feminino." 

Ao longo de sua história , Shaktismo inspirou grandes obras da literatura em sânscrito e filosofia hindu , e ele continua a influenciar fortemente o Hinduísmo popular hoje. Shaktismo é praticado em todo o subcontinente indiano e além, em inúmeras formas, tanto tântrica e não-tântricos, contudo, os seus dois e mais visível são as maiores escolas de Srikula (literalmente, a família de Sri ), mais forte no sul da Índia , e osKalikula (família de Kali ), que prevalece no leste e norte da Índia. 

 

Shakti e Shiva

 

Shaktas conceber a Deusa como o final, Deus supremo. Ela é considerada, simultaneamente a fonte de toda a criação, bem como sua incorporação ea energia que anima e governa-lo. Foi observado que "em nenhuma parte na história religiosa do mundo que nos deparamos com essas mulheres completamente orientada para um sistema." 

centram Shaktismo no Feminino Divino não implica uma rejeição da divindade masculina ou neutro. No entanto, ambos são considerados inativos, na ausência de Shakti. Conforme estabelecido na primeira linha de Adi Shankara é hino Shakta renome, Saundaryalahari (c. 800 dC): "Se Shiva está unido a Shakti, ele é capaz de criar agitação. Se é que ele não, ele é incapaz até mesmo de São Paulo. "  Este é o princípio fundamental do Shaktismo, conforme salientado na imagem amplamente conhecido da deusa Kali caminhando em cima do corpo sem vida aparentemente de Shiva. 

 

Em termos gerais, Shakti é considerada o próprio cosmos - ela é a personificação da energia e dinamismo e força motivadora por trás de toda ação e existência no universo material. Shiva é o seu aspecto masculino transcendente, proporcionando o fundamento divino de todo ser. "Não há Shiva sem Shakti, ou sem Shakti Shiva. [...] Os dois, por si só são um."

Conforme expresso pelo historiador Ramachandra Dikshitar VR (aqui referindo-se a Shiva como Brahman),  "Shaktismo é o Hinduísmo dinâmico. A excelência do Shaktismo reside na sua afirmação de Shakti como consciência e da identidade da Shakti e Brahman. Em suma, Brahman é Shakti Shakti estática e dinâmica é Brahman. "  Na arte religiosa, esta dinâmica cósmica é poderosamente expressa na meia-Shakti, Shiva, divindade meia conhecido como Ardhanari .

Shaktismo vistas a Devi como fonte de essência e substância de praticamente tudo na criação, visível ou invisível, incluindo o próprio Shiva. No -Bhagavata Purana Devi , uma escritura Shakta central, a Devi declara:

"Eu sou Manifesto Divindade, Manifesto, Divindade e Divindade Transcendente. SouBrahma , Vishnu e Shiva, bem como Saraswati , Lakshmi e Parvati . Eu sou o Sol e eu sou o Estrelas, e eu também sou a lua. Eu sou tudo animais e pássaros, e eu sou o pária tão bem, e o ladrão. Eu sou a pessoa baixa de atos terríveis, ea grande pessoa de obras excelentes. sou mulher, sou homem, e eu sou neutro ".

O religioso erudito MacKenzie C. Brown explica que Shaktismo "claramente insiste em que, dos dois sexos, o feminino representa a força dominante no universo. No entanto, ambos os sexos devem ser incluídos no final, se é verdadeiramente final. O masculino eo feminino são aspectos do divino, a realidade transcendente, que ultrapassa, mas ainda abrange-los. Devi, em sua forma suprema, assim como a consciência transcende gênero, mas sua transcendência não é separado de sua imanência. " 

de análise de Brown continua: "Na verdade, esta afirmação da unicidade da transcendência e da imanência, constitui a própria essência da mãe divina [e sua] triunfo final. - É não, enfim, que ela é infinitamente superior à do sexo masculino os deuses que ela é que, de acordo com [Shaktismo] -, mas sim que ela transcende a sua própria natureza feminina como Prakriti negá-lo. sem " 

 

Associação com o Tantra

Um aspecto muito mal do Shaktismo é a sua estreita associação com o Tantrismo - um, muitas vezes, provocante conceito ambíguo que sugere tudo, desde a adoração no templo ortodoxo no sul da Índia, a magia negra e ocultismo práticas no norte da Índia, para práticas sexuais ritualizados (por vezes referido como " Neotantra ") no Ocidente. Na verdade, nem todas as formas de Shaktismo são tântricos na natureza, assim como nem todas as formas de Tantra são Shaktic na natureza. 

 

Principais divindades

Shaktas pode aproximar a Devi, em qualquer de um grande número de formas;, todos eles são considerados diversos aspectos, mas a uma deusa. Suprema no entanto. 

Com vários nomes usados para se referir a ela - Devi, Chandika, Ambika, Kali, e uma profusão de outros - é fácil esquecer que a Devi é realmente um. [Na região central da escritura Shakta Devi Mahatmyam ], a Devi revela que ela é um sem um segundo, dizendo: "Eu estou aqui sozinho no mundo. Quem mais há além de mim?" Na sequência deste anúncio da unidade divina, que tem sido chamado de Mahavakya , ou dito de grande Devīmāhātmya, ela explica que todos os outros [deusas] são apenas projeções de seu poder, assim como todas as outras formas em que habita. 

 

A forma primária Devi adorado por um Shakta é sua ishta-devi . A seleção desta divindade pode depender de muitos fatores, incluindo a tradição familiar, a prática regional, linhagem guru, ressonância pessoal e assim por diante. Há literalmente milhares de formas de deusa, muitas delas associadas aos templos especial, as características geográficas ou mesmo aldeias individuais. [ 21 ] Não obstante, várias deusas formas populares são altamente conhecido e adorado em todo o mundo hindu, e praticamente todos os divindade feminina no hinduísmo é Acredita-se que uma manifestação de um ou mais destes "base" de formulários. A-benevolentes deusas melhor conhecido do hinduísmo populares incluem: 

1.      Parashakti Adi : Deusa Transcendente, fonte original do universo.

2.      Durga ( Amba , Ambika ): Deusa Mahadevi , a Divindade Suprema e lutando forma demônio da esposa de Shiva Parvati.

3.      Lakshmi ( Sri ): A Deusa do Material Cumprimento (riqueza, saúde, sorte, amor, beleza, fertilidade, etc); consorte ( shakti ) de Vishnu

4.      Parvati ( Gauri , a UMa ): A Deusa da Realização Espiritual (amor divino, a saguna [isto é, material com qualidades] forma de Adi-Parashakti); consorte (Shakti) de Shiva

5.      Saraswati : A Deusa da Cultura Fulfillment (conhecimento / educação, música, artes e ciências, etc); consorte (shakti) de Brahma, identificado com o rio Saraswati

6.      Gayatri : A Deusa como Mãe de Mantras

7.      Ganga : Deusa Divina Rio, identificado com o rio Ganges

8.      Sita : Deusa Rama s consorte '

9.      Radha : Deusa Krishna é amante

10.  Sati : A Deusa da relações conjugais; consorte original (Shakti) de Shiva

 

Divindades Tântricas

 

Deusa grupos - como os "Nove Durgas" ( Navadurga ), "Oito Lakshmis" ( Ashta-Lakshmi ) ou o "Fifteen Nityas" - são muito comuns no Hinduísmo. Mas talvez nenhum grupo revela os elementos do Shaktismo melhor do que os dez Mahavidyas ( Dasamahavidya ). Através deles, Shaktas acreditar ", é uma verdade sentida em dez facetas; diferentes Divina Mãe é adorada e aproximou-se de dez personalidades. Cósmica do" [ 23 ] O Mahavidyas são consideradas de natureza tântrica, e geralmente são identificados como: 

1.      Kali : Deusa Cósmica destruição, morte ou "Devourer of Time" (Divindade Suprema deKalikula sistemas)

2.      Tara : A Deusa como guia e protetor, ou a Deusa como Salvador

3.      Lalita-Tripurasundari ( Shodashi ): A Deusa que é "bonito em Três Mundos" (Divindade Suprema de Srikula sistemas), o "Tantra Parvati"

4.      Bhuvaneshvari : Deusa Mãe do Mundo, ou a Deusa, cujo corpo é da Terra / Cosmos

5.      Bhairavi : A Deusa Fierce

6.      Chhinnamasta : A Deusa Auto-Decapitated

7.      Dhumavati : A Deusa da viúva

8.      Bagalamukhi : A Deusa que paralisa os inimigos

9.      Matangi : A Deusa Outcaste (em Kalikula sistemas), o primeiro-ministro da Lalita (emSrikula sistemas), o "Tantra Saraswati"

10.  Kamala : A Deusa de Lótus, o "Lakshmi tântrico"

Outros grupos importantes são a deusa Sapta-Matrika ("Seven Little Mães"), "que são as energias dos diferentes deuses principais, e descrito como assistir a grande Devi Shakta em sua luta com os demônios", e os 64 Yoginis . 

 

Evolução histórica e filosófica

O início do Shaktismo estão envoltas nas brumas da pré-história. A mais antiga estatueta da Deusa Mãe descobertos em Portugal, pertencentes ao Paleolítico Superior , foi carbono-datado a aproximadamente 20.000 aC.  Milhares de estatuetas femininas mais cedo datada de c. 5500 aC, foram recuperados na Mehrgarh , um dos mais importantes do Neolítico sítios arqueológicos do mundo.  Embora seja impossível reconstruir as crenças espirituais de uma civilização tão distante removido a tempo, a evidência arqueológica e antropológica atual sugere que a religião do a grande civilização do Vale do Indo é provavelmente um antecessor direto do Shaktismo moderna.

 

À medida que a civilização do Vale do Indo declinou lentamente e dispersas, os seus povos misturados com outros grupos para, eventualmente, dar origem a civilização védica (c. 1500-600 aC).Shaktismo tal como ela existe hoje, começou com a literatura da Idade Védica; mais evoluiu durante o período formativo dos épicos hindus; atingiu seu pleno florescimento durante a Idade Gupta (300-700 dC), e continuou a expandir e desenvolver posteriormente.

 

O central e fundamental no texto mais Shaktismo é o Mahatmya Devi (também conhecido como oSaptashati Durga , Chandi ou -Path Chandi ), composto por cerca de 1.600 anos atrás. Aqui, pela primeira vez ", o mítico, cultual e teológico diversos elementos relativos às diversas divindades femininas foram reunidos no que foi chamado de" cristalização da tradição da Deusa. “

Outros textos importantes incluem a canônica Shakta Upanishads ,  bem como Shakta orientada literatura Puranic como o Purana Devi e Kalika Purana ,  o Sahasranama Lalita (a partir do Brahmanda Purana ),  o Devi Gita (a partir de a Devi-Bhagavata Purana ),  Adi Shankara éSaundaryalahari  e os Tantras . 

 

Elementos de Shaktismo - mais notavelmente, a omnipresença do culto à deusa, de alguma forma - infundiu hinduísmo popular.  difundida a sua influência sobre a religião também é refletido no ditado hindu: "Quando em público, ser um Vaishnava amigos. Quando entre , ser um Shaiva. Mas em privado, sempre será um Shakta. " 

 

Os recentes desenvolvimentos relacionados com Shaktismo incluem o surgimento de Bharat Mata(Mãe Índia "), o simbolismo, a crescente visibilidade das mulheres santos e gurus hindus,  e do aumento prodigioso da nova "deusa" Santoshi Mata após o lançamento do filme indiano Santoshi Jai Maa ("Viva a Mãe de Satisfaction") em 1975.  Um comentarista observa moderna:

 

"Hoje, assim como 10 mil anos atrás, as imagens da Deusa estão em toda parte na Índia. Você vai encontrá-los pintados nas laterais de caminhões, colado para os painéis de táxis, postered nas paredes das lojas. Você vai ver muitas vezes uma cor pintura da Deusa afixados nos lares hindus. Geralmente o quadro é pendurado no alto da parede para que você tenha no seu pescoço guindaste para trás, olhando para cima em direção a seus pés. [...] Na Índia, o culto da Deusa não é uma 'seita, "É uma religião, [...] extraordinariamente espiritualmente e psicologicamente tradição madura. Milhões de pessoas recorrem todos os dias com anseio sincero de a Mãe do Universo." 

 

Culto

Shaktismo engloba uma infinita variedade quase de crenças e práticas - desde o animismo primitivo à especulação filosófica de primeira ordem - procurar acessar o Shakti (Energia Divina ou Power), que se acredita ser o da natureza e Devi formulário. Que [ 1 ] Os dois e mais visível são as maiores escolas de Srikula (família de Sri ), mais forte no sul da Índia , e os Kalikula (família de Kali ), que prevalece no leste e norte da Índia.

 

Srikula: Família do Sri

 

O Srikula (família de Sri ) tradição ( sampradaya ) centra-se na adoração de Devi, na forma da deusa Lalita-Tripurasundari , que é considerado como a Grande Deusa ( Mahadevi ). Enraizado no primeiro milénio antes de Caxemira, Srikula se tornou uma força no sul da Índia, o mais tardar no século VII, e é hoje a forma predominante do Shaktismo praticado na Índia regiões Sul, comoAndhra Pradesh , Karnataka , Kerala , Tamil Nadu e áreas tamil do Sri Lanka . 

Conhecida escola Srikula o melhor é Srividya ", um dos movimentos sofisticados teologicamente tantrismo mais influentes e Shakta". Seu símbolo central, o Sri Chakra , é provavelmente a imagem mais famosa visual em toda a tradição hindu tântrica. Sua literatura e na prática é, talvez, mais sistemático do que qualquer outra seita Shakta. 

 

Srividya amplamente vistas a Deusa como "benigno [ saumya ] e linda [ saundarya ] "(em contraste com o foco Kalikula em" terrível [ ugra ] e horripilante [ ghora ] formas deusa como Kali ou Durga). Na prática Srikula, além disso, todos os aspecto da Deusa - se maligna ou suave - identificado com Lalita.

 

Srikula adeptos na maioria das vezes adoração Lalita usando o resumo Chakra Sri Yantra , que é considerada como sua forma sutil. O Sri Chakra pode ser visualmente prestados, quer como um diagrama de duas dimensões (seja estabelecida temporariamente como parte do ritual de adoração, ou permanentemente gravada em metal) ou na tridimensional forma piramidal, conhecido como o Sri Meru . Não é raro encontrar uma Sri Chakra ou Sri Meru instalado em templos indianos do Sul, porque - como praticantes modernos afirmam - "Não há dúvida que esta é a mais elevada forma de Devi, e que algumas das práticas pode ser feito abertamente, mas. o que você vê nos templos não é o Srichakra te adorar ver quando é feito em particular. " 

 

O Srividya paramparas pode ser mais amplamente dividido em duas correntes, o Kaula (a vamamargaprática) e os Samaya (a dakshinamarga prática). O Kaula ou Kaulachara , apareceu pela primeira vez como um sistema coerente ritual no século 8 na Índia central,  e seu teórico mais venerado é o filósofo do século 18 Bhaskararaya , amplamente considerado "o melhor expoente da filosofia Shakta." 

O Samaya ou Samayacharya encontra suas raízes nos trabalhos do século 16 Lakshmidhara comentarista, e é "ferozmente puritana [em seu] tentativas de reforma prática tântrica de forma a harmonizá-la com alta casta brâmane normas. "  Samaya Muitos praticantes negar explicitamente quer se trate de Shakta ou Tântrica, embora os estudiosos argumenta que seu culto continua tecnicamente ambos.  A-Kaula divisão Samaya marcas "uma velha disputa no Tantrismo hindu",  e que é debatido com vigor a este dia.

 

Kalikula: Família de Kali

O Kalikula (família de Kali ) forma de Shaktismo é mais dominante no leste e norte da Índia, e é mais prevalente em Bengala Ocidental ,Assam , Bihar e Orissa , bem como partes de Maharashtra e Bangladesh . Kalikula foco linhagens sobre o Devi como a fonte da sabedoria (vidya ) e libertação ( moksha ). Eles geralmente estão "em oposição à tradição bramânica", que consideram "excessivamente conservadora e negando a parte experimental da religião." 

 

As principais divindades são Kalikula Kali , Chandi e Durga . Outras deusas que gozam de veneração são Tara e todos os outros Mahavidyas bem como deusas regionais como Manasa , a deusa cobra, e Sitala , a deusa da varíola - uma delas, uma vez mais, considerados como aspectos do Divino. Mãe de todos

Dois grandes centros de Shaktismo em Bengala Ocidental são Kalighat em Calcutá e Tarapith nodistrito de Birbhum . Em Calcutá, a ênfase é sobre a devoção ( bhakti ) à deusa como Kali :

Ela é "a mãe amorosa que protege seus filhos e cuja ferocidade guardas-los. - Ela é aparentemente assustador com a pele escura, dentes pontiagudos, e um colar de crânios - interiormente bonitas. Mas ela pode garantir um bom renascimento ou insight religioso grande, e seu culto é muitas vezes comum - especialmente em festivais, como Kali Puja ePuja Durga ]. adoração pode envolver a contemplação do devoto de união com amor ou da deusa, a visualização de sua forma, cantando [de sua mantras , orações diante de sua imagem ou yantra , e dando [de] oferta. " 

 

No Tarapith, a manifestação Devi como Tara ("Ela Quem Salva") ou Ugratara ("Tara Fierce") é ascendente, como a deusa que concede a liberação ( kaivalyadayini ). [...] As formas de sadhana realizados aqui são mais yoga e tantrade devocional, e que muitas vezes envolvem sentado sozinho na cremação] terra, cercado por cinzas e ossos.Há xamânica elementos associados com a tradição Tarapith, incluindo a "conquista da deusa, exorcismo, trance, e controle dos espíritos." 

 

O e devocional base filosófica de todo o ritual, todavia, continua a ser uma visão generalizada do Devi como absoluto, a divindade suprema. Conforme expresso pelo século XIX santo Ramakrishna , uma das figuras mais influentes na moderna Bengali Shaktismo:

"Kali é outra coisa senão Brahman. Aquilo que é chamado Brahman é realmente Kali. Ela é a Energia Primordial. Quando essa energia permanece inativo, eu chamo de Brahman, e quando Ele cria, preserva ou destrói, eu chamo de Shakti ou Kali . O que vocês chamam de Brahman eu chamo de Kali reconhecer. Brahman e Kali não Brahman diferente. Eles são como fogo e seu poder de queimar: se acha que um dos incêndios se deve pensar em seu poder, para queimar. Se alguém reconhece Kali é preciso também novamente, se se reconhece Brahman é preciso reconhecer Kali. Brahman e sua potência é idêntica. É Brahman a quem me dirijo como Shakti ou Kali. " 

 

Festivais

Shaktas comemorar mais importantes festivais hindus, bem como uma enorme variedade de locais, ou deidade específica observâncias templo. Alguns dos mais importantes eventos estão listados abaixo: 

 

Navratri

O mais importante festival Shakta é Navratri (literalmente, "Festival das Nove Noites"), também conhecido como "Sharad Navratri" porque cai no mês hindu de Sharad (Outubro / Novembro). Este festival - muitas vezes em conjunto com o décimo dia seguinte, conhecido comoDusshera ou Vijayadashami - celebra a deusa Durga é a vitória sobre uma série de demônios poderosos do Mahatmya Devi .  Em Bengala , os quatro últimos dias de Navaratri são chamados de Durga Puja e marca um episódio em particular: icônico assassinato de Durga de Mahishasura literalmente, o "Búfalo Demon").

 

Apesar de todas as denominações Hindus celebram a Festa do Outono Navratri, Shaktas também comemorar dois Navratris adicional - uma na primavera e outra no verão. A Festa da Primavera é conhecida como Vasanta Navaratri ou Navatri Chaitra , e comemorado no mês hindu de Chaitra (Março / Abril). linhagens Srividya dedicar este festival para a forma como a deusa Devi Lalita . O festival de verão é chamadoAshada Navaratri , uma vez que é realizado durante o mês hindu de Ashadha (Junho / Julho). O popular Vaishno Devi templo em Jammuobserva sua celebração Navaratri importante durante este período.  Ashada Navaratri , por outro lado, é considerado particularmente auspicioso para os devotos da deusa de cabeça de javali Varahi , um dos sete Matrikas nomeado na Devi Mahatmya . 

 

outros

Lakshmi Puja observado por Shaktas e muitos outros hindus a completa após noite de lua no Outono Durga Puja. é  maior festival de Lakshmi, no entanto, é Diwali (ou Deepavali , o "Festival das Luzes"), um feriado Hindu principal comemorado em todo Índia. No norte da Índia, Diwali marca o início do Ano Novo tradicional, e é realizada na noite da lua nova no mês hindu do Kartik (geralmente outubro ou novembro). Shaktas (e muitos não-Shaktas) celebrá-lo como outro Puja Lakshmi, colocando lâmpadas de óleo pequena fora de suas casas e orando por deusa bênçãos do. [ 57 ] Diwali coincide com a celebração do Kali Puja, popular em Bengala, e algumas tradições Shakta foco seu culto na Devi como Kali, em vez de Lakshmi. 

 

Jagaddhatri Puja é comemorado nos últimos quatro dias do Navaratis, na sequência de Kali Puja. É muito semelhante a Durga Puja em seus detalhes e respeito, e é especialmente popular em Bengala e em algumas outras partes da Índia Oriental.

Gauri Puja é realizado no quinto dia após a Ganesh Chaturthi , durante Ganesha Puja na Índia Ocidental, para comemorar a chegada deGauri , a mãe de Ganesha, para vir e trazer seu filho de volta para casa.

 

Há datas variante para Saraswati Puja , dependendo da região e da tradição local. Comumente, no quinto dia do mês hindu de Phalguna(janeiro-fevereiro), os alunos oferecem os seus livros e instrumentos musicais a Saraswati e ore por suas bênçãos em seus estudos. Em algumas partes da Índia, Saraswati Puja é comemorado no mês de Magh, em outros, durante os últimos três dias de Navratri . 

 

Shakta templo festivais mais importantes são Meenakshi Kalyanam e Ambubachi Mela . Meenakshi Kalyanam observa auspiciosa ocasião do casamento de Devi (como Meenakshi ) ao Senhor Sundareshwara ( Shiva ) é centrado em torno do Templo de Amã Meenakshi em Madurai , Tamil Nadu . Ele é executado por 12 dias, contados a partir do segundo dia do mês lunar de Chaitra , em abril ou maio. Ambubachi Mela é uma celebração da menstruação anual da deusa, realizada em junho / julho (durante a época das monções) no Templo Kamakhya , Guwahati, Assam. Aqui, a Devi é adorado na forma de uma yoni como pedra sobre a qual uma mola-matizada flui naturalmente vermelho. 

 

Templos

Há milhares de templos Shakti , grande ou pequenos, famosos ou obscuros. Além disso, inúmeras cidades, vilas, aldeias e pontos de referência geográfica são nomeados para as várias formas de o. Devi  "Neste país enorme, resorts sagrado da deusa são inúmeras ea popularidade do seu culto é comprovado mesmo em nomes de lugares da Índia. " 

Por diversas vezes, diferentes autores têm tentado organizar alguns destes em listas de " Shakti Peethas ", literalmente" assentos do Devi", ou, mais amplamente," Lugares de Poder ". Numeração de quatro a 51 (na famosa lista dos mais, encontrou na cudamani Tantra ), "a Peethas [se] um tema popular dos escritores medievais, muitos dos quais teve a maior liberdade na fabricação dos nomes de lugar, as deusas e sua Bhairavas [consortes]. " 

 

Crítica

Shaktismo às vezes tem sido descartada como uma superstição, magia-negra infestadas prática que dificilmente se qualifica como uma verdadeira religião em tudo.  Uma crítica representante deste tipo emitido a partir de um sábio indiano na década de 1920:

 

"O Tantras são a bíblia do Shaktismo, identificando toda a força com o princípio feminino na natureza e ensinando uma adoração indevida das esposas de Shiva e Vishnu à negligência dos seus colegas masculinos. É certo que um grande número de habitantes da Índia são guiados em sua vida diária por Tantrik  de ensino e estão em cativeiro com as superstições bruta incutida nestes escritos. E, de fato, dificilmente se pode duvidar que Shaktismo é Hinduísmo e chegou ao seu pior estágio mais corruptos do desenvolvimento. "

Estudiosos de várias críticas como atributo para a ignorância, a incompreensão ou a polarização sectária, por parte de alguns observadores, bem como práticas abusivas por parte de alguns Shaktas. "É neste contexto que muitos hindus na Índia de hoje negar a relevância do Tantra a sua tradição, passado ou presente, identificando o que eles chamam de tantra-mantra ."

 

Dentro do Hinduísmo, não é incomum encontrar afirmações de que o Vaishnava e escolas Shaiva de chumbo hinduísmo para moksha, ou libertação espiritual, enquanto Shaktismo leva apenas asiddhis (poderes ocultos) e bhukti (prazeres materiais) - ou, na melhor das hipóteses, para Shaivism . Por exemplo, o falecido líder ShaivaSatguru Sivaya Subramuniyaswami ensinou que a adoração do manifesto feminino é meramente um veículo para atingir o imanifesto masculino, ou Parasiva .  é o sucessor Subramuniya, Satguru Bodhinatha Veylanswami , publicou recentemente um ensaio sobre Hindu abordagens diferentes para Deus que não discutir Shaktismo em tudo.

 

teólogos Shakta contador que cada um dos Divina Mãe é uma forma a Brahma Vidya , ou caminho auto-contidas a sabedoria suprema. Osadhaka de qualquer uma dessas formas deusa "alcança finalmente, se sua aspiração é, o propósito supremo da vida - e Deus-realização. Auto-realização"  Mataji Devi Vanamali do Vanamali ashram em Rishikesh resume a posição Shakta como se segue:

"Em seu aspecto transcendental, ela é Prakriti , a forma de Brahman absoluto. Portanto, quando o culto da Mãe Divina, não estamos apenas oferecendo adoração ao supremo, em seu aspecto da maternidade, mas também adorar o Supremo Absoluto. Ela é o aspecto do poder supremo por cuja graça só vamos finalmente liberada das trevas da ignorância e da servidão de maya e levado para a morada do conhecimento imortal, imortalidade e felicidade. " 

 

A expansão para além do Sul da Ásia

 

A prática do Shaktismo já não está confinado ao Sul da Ásia. Shakta templos tradicionais têm surgido em todo o Sudeste Asiático , a América , Europa , Austrália e outros lugares - alguns com entusiasmo a participação de não-índios, bem comodiáspora indiana hindus. Exemplos no Estados Unidos incluem a Kali Mandir em Laguna Beach, Califórnia ;  e Sri Rajarajeswari Peetam , uma Srividya templo ruralRush, Nova York . O templo Rush foi, de fato, recentemente objecto um profundo estudo acadêmico em explorar a "dinâmica do hinduísmo diáspora", incluindo a entrada séria e participação dos não-índios na religião Hindu prática tradicional. 

Shaktismo também se tornou um foco de alguns buscadores espirituais ocidentais de tentar construir novas Deusa-fé centrada.  Um estudo acadêmico da Kali entusiastas ocidentais observou que, "como mostra a história de todos-cultural religiosa transplantes de cruz, a devoção a Kali em o Ocidente deve assumir as suas próprias formas indígenas se for para se adaptar a seu novo ambiente." 

No entanto, estas fusões Leste-Oeste também pode aumentar e preocupantes questões complexas de apropriação cultural .

Alguns escritores e pensadores ", nomeadamente as feministas e os participantes em New Age espiritualidade que são atraídos para adorar a deusa ", têm explorado Kali sob uma nova luz. Ela é considerada como um "símbolo da totalidade e da cura, associadas principalmente com o poder feminino e a sexualidade reprimida." 

 

Estas novas interpretações, principalmente originários de "fontes feministas, quase nenhum dos quais baseiam suas interpretações sobre uma leitura atenta de origem indiana Kali", e tendem a demonstrar a dificuldade de "importação o culto de uma deusa de outra cultura quando o simbólico profundo significado embutido na cultura nativa não estão disponíveis. " 

 

Uma forte motivação por trás do interesse do Ocidente é que muitos conceitos centrais do Shaktismo - incluindo aspectos da kundalini yoga, assim como a adoração à deusa - era uma vez "comum aos hindus, caldeus , gregos e romanos civilizações ", mas foram amplamente superados no Ocidente, como bem como o Próximo e Médio Oriente, com a ascensão da religiões abraâmicas:"

 

Desses quatro grandes civilizações antigas, o conhecimento prático das forças internas de iluminação tem sobrevivido em grande escala somente na Índia. Somente a Índia tem a tradição da Deusa resistiu. Esta é a razão pela qual os ensinamentos da Índia são tão preciosos. Eles nos oferecem um vislumbre do que a nossa própria sabedoria antiga deve ter sido. Os índios têm preservado o nosso patrimônio perdido. [...] Hoje é até nós para localizar e restaurar a tradição da deusa. Faríamos bem em começar a nossa pesquisa na Índia, onde por não um momento em toda a história humana tem os filhos da Deusa viva esquecido sua Mãe Divina."

 

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Fonte:Wikipédia

 

107.17 - SMARTISMO

Os Smartas, os Hindus mais ecléticos, crêem que Moksha é alcançada através apenas de Jñana-yoga, defendido como um caminho intelectual e meditativo, mas não como Kundalini. Os estágios progressivos do Jñana-yoga inclui o estudo das escrituras ou Shravana; reflexão, Manana, e meditaçã, Dhyana. Guiado por um Guru realizado, e declarando a irrealidade do mundo, o iniciado medita em si mesmo como Brahman, para quebrar a ilusão ou Maya. Os devotos devem, também, escolher dos três caminhos para cultivar a devoção, acumular um bom Karma, e purificar a mente: Bhakti-yoga, Karma-yoga e Raja-yoga, os quais conduzem a iluminação.

Fonte: http://www.gita.ddns.com.br/hinduismo/hinduista11_5.php

 

107.18 - SIVAISMO

para os Sivaístas, a realização está dividida em quatro estágios progressivos, da crença e prática, chamados de Charya, Kriya, Yoga e Jñana. A alma se desenvolve através do Karma e da reencarnação; da esfera instintivo-intelectual, dentro de uma vida virtuosa e moral, indo ao templo para adorar e devocionar, seguida pela adoração internalizada ou Yoga (união), e disciplina meditativa.

A união com Siva advém através da Graça do Satguru (mestre espiritual), e culmina no estado de maturidade da alma ou Jñana, sabedoria. O Sivaísmo valoriza tanto o Bhakti-yoga, Yoga devocional, como o Sadhana ou prática contemplativa.

Fonte: http://www.gita.ddns.com.br/hinduismo/hinduista11_5.php

 

107.19 - VAISHNAVISMO

VAISHNAVISMO: a maioria dos Vaishnavas acreditam que a religião é uma realização de Bhakti-Sadhana, e de que as pessoas se comunicam com Deus e recevem a Sua graça através de Darshana da Deidade.

Os caminhos de Karma Yoga, Jñana-yoga, conduzem a Bhakti-yoga. Entre a prática principal dos Vaishnavas está o canto dos Santos Nomes dos Avataras, ou encarnações de Visnu, especialmente Rama e Krishna; A liberação do Samsara é alcançada através da total rendição, Prapatti, para Vishnu, Krishna ou sua consorte Eterna, Radharani.

Fonte: http://www.gita.ddns.com.br/hinduismo/hinduista11_5.php

 

107.20 - BABISMO

O Babismo é o nome dado no ocidente a religião messiânica fundada na Pérsia em 1844, por Siyyid 'Ali-Muhammad, auto-intitulado, o Báb. "Báb" significa "a Porta" pois considerava-se como "a porta que conduz para o conhecimento da Verdade Divina" e para "uma nova era na história da humanidade". É considerada pelos Bahá'ís como a primeira Revelação da Era Bahá'í.

História

Inicialmente os Babís eram estritos observadores dos costumes islâmicos. O Livro "Rituals in Babism and Baha'ism", de Denis MacEoin, registra a seguinte passagem do Báb: "O que Maomé declarou lícito, permanecerá lícito até o dia do Juízo, e o que ele declarou ilícito permanecerá ilícito até o dia do Juízo."

Entretanto em 1848 a história do babismo sofreu uma mudança brusca quando seu fundador clamou ser ele mesmo o Qa'’im, o Imã prometido do Islão que chegaria no fim dos tempos. O movimento Babí tornou-se então um movimento estritamente reformador e revolucionário.

A reação do clero muçulmano foi forte e imediata. O Báb, assim como seus seguidores, foi humilhado, difamado, agredido, preso, espancado, encarcerado e finalmente executado em praça pública. Em um período não maior de cinco anos cerca de 20.000 de seus seguidores morreram em uma série de massacres violentos por toda a Pérsia. Os restos mortais do Báb repousam hoje em Israel, sob uma cúpula dourada na baía de Haifa, no Centro Mundial Bahá'í.

Prática religiosa

A perseguição que os Babís sofreram se deve principalmente a natureza essencialmente revolucionária desta nova Fé. O Báb estabeleceu novas práticas de oração e jejum e aboliu as orações congregacionais. Também escreveu uma série de cartas e livros que segundo seus seguidores superaram e explicaram o Alcorão. O Báb também compôs uma enorme variedade de orações e instruiu seus seguidores sobre novas práticas religiosas, como por exemplo:

·         Aboliu o uso de véus entre as mulheres.

·         Trocou a saudação islâmica allahu akbar (Deus é o Grande) por allahu abha (Deus é o Glorioso)

·         Permitiu o uso de anéis, lápides e tatuagens.

·         Reformou as leis de matrimônio, divórcio e herança.

·         Pregou a construção de novos locais de adoração.

·         Estabeleceu como local de peregrinação Sua casa em Shiráz, na Pérsia.

·         Modificou a Lei de Pureza, incluindo permissão dos homens para o uso de ouro e seda.

·         Criou um novo calendário, baseado em 19 meses de 19 dias cada.

Muitas das exigências do Babismo nunca foram implementadas, dado o curto ministério de seu fundador. Essas foram modificadas por Bahá'u'lláh

Doutrina religiosa

Segundo os babis, o objetivo de todas estas mudanças bruscas na prática religiosa, anunciava o fim da Charia Islâmica e o início de uma nova Charia. De fato, a incessante mensagem de seu fundador era que ele mesmo tinha a missão de preparar a humanidade para a vinda de um outro manifestante de Deus, muito maior do que ele em glória e autoridade e que em breve viria a se manifestar. Atualmente existem poucos babis no mundo, conhecidos como azalis, pois a grande maioria de seus adeptos aderiu a Fé Bahai, a partir do anunciamento da missão de Bahá'u'lláh em 1863.

O Bayan Persa

O Bayán (Exposição) Persa é o livro sagrado do Babismo. Foi escrito em persa pelo Báb enquanto era prisioneiro na fortaleza conhecida como Máh-Kú. O Bayan Persa é composto de nove Vahíds (Unidades), com dezenove capítulos cada uma, perfazendo um total de oito mil versículos. Trata-se de um monumental repósitório de leis cujos objetivos principais eram:

1.    Revogar leis do Islão, embora sustentando a missão divina de Maomé, do mesmo modo que Maomé antes reconheceu a origem divina de Jesus Cristo, mas abrrogou alguns preceitos do evangelho.

2.    Fornecer uma interpretação para o significado de certos termos e figuras que ocorreram freqüentemente nos livros sagrados de eras anteriores.

3.    Tecer os mais nobres elogios para "Aquele que Deus tornará Manifesto" (Bahá'u'lláh), preparando assim seus seguidores a reconhecê-lo e recebé-lo quando Ele chegar.

 Fonte:Wikipedia

 

107.21 -

 
 

Indice                                                 compilado por Beraldo Figueiredo                                                                                         Página Principal