Indice    -                                                                                              Compilado por Beraldo Figueiredo                                                                      -  Página Principal

 

310.12.7 - LEONARDO DA VINCI

310.12.7.1 - BIOGRAFIA:

Leonardo da Vinci nasceu em 1452, na cidade de Vinci, perto de Florença, e faleceu Leonardo di ser Piero da Vinci (? pron.; Vinci, 15 de abril de 1452 – Cloux, 2 de maio de 1519) foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Renascimento naquele país, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.[1][2][3] É ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística.[1]

 

Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção.[4] É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido.[5]

 

Nas palavras da historiadora da arte americana, "a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedente... Sua mente e sua personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos parece] misterioso e distante."[4]

 

Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença. Leonardo foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Roma, Bolonha e Veneza, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I.

Desenho de uma Máquina Voadora Baseado nos pássaros uma máquina

Estudo sobre Cavalos


Leonardo era, em seu tempo, como até hoje, conhecido principalmente como pintor.[5] Duas de suas obras, a Mona Lisa e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, em 1519, na França. Além de fazer muitos trabalhos artísticos, com o retrato de "Mona Lisa", "Del Giocondo", conhecida por "La Gioconda" e "A Última Ceia", foi poeta, matemático, arquiteto e engenheiro militar. Realizou desenhos e projetos em matemática, perspectiva, ótica, mecânica, balística, fortificações, hidráulica e astronomia, projetando também uma máquina para voar. Dedicou-se a vários problemas astronômicos e mostrou alguma evidência de fatos favoráveis à hipótese de que a Terra girava ao redor de seu eixo de rotação, idéia esta não aceita em sua época.

 

Seus cadernos eram recheados de desenhos e símbolos e observações que iam da acústica ao zodíaco. Começou estudando a ciência do movimento, via na força da água um propulsor das máquinas, acreditava que seu movimento e deslocamento era a chave da vida no mundo. Para Leonardo da Vinci, o sol não se movia e a Terra não estava no centro de sua órbita, nem no centro do universo. Acreditava ser a matemática a mais pura de todas as ciências, pois, revelava todas as leis e necessidades da natureza.

 

Como inventor, Leonardo previu o papel que as máquinas desempenhariam com eficiência e produtividade, isso porque seus desenhos constituem a primeira visão da revolução industrial que ocorreria mais de trezentos anos depois. Na área têxtil, desenhou um fuso móvel, um dispositivo para tornos, e para os metalúrgicos, um conjunto automático para rosca e parafuso.

 

 
Helicópetero Avião  
 

Um dos estudos mais interessantes foi a elaboração de um instrumento que pudesse voar. Utilizou como modelo as asas de um morcego. Alongadamente às estruturas interdigitais do animal, construiu o instrumento voador, cujas funções eram a sustentação e o comando. Em muitos de seus inventos, utilizou as "asas móveis", que eram movidas através de alavancas e manivelas, manipuladas por um operador que ficava sentado e com as pernas abertas.

 

Leonardo di ser Piero da Vinci (? pron.; Vinci, 15 de abril de 1452 – Cloux, 2 de maio de 1519) foi um polímata italiano, uma das figuras mais importantes do Renascimento naquele país, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.[1][2][3] É ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística.[1] Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção.[4]

 

É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido.[5] Nas palavras da historiadora da arte americana, "a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedente... Sua mente e sua personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos parece] misterioso e distante."[4]

 

Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença. Leonardo foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Roma, Bolonha e Veneza, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I.

 

Leonardo era, em seu tempo, como até hoje, conhecido principalmente como pintor.[5] Duas de suas obras, a Mona Lisa e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas,

 

Leonardo não foi um pintor prolífico, mas foi o mais prolífico desenhista (projetista), mantendo diários cheios de pequenos rascunhos e desenhos detalhados registrando todas as coisas que lhe chamavam atenção.

 

Juntamente com os diários, existem diversos estudos de pinturas, alguns dos quais podem ser identificados como preparações para trabalhos específicos como A Adoração dos Magos, a Madona das Rochas e A Última Ceia.

 

Talvez até mesmo mais impressionantes que os seus trabalhos artísticos sejam os estudos em ciências e engenhosas criações, registrados em cadernos que incluem umas 13 000 páginas de notas e desenhos que fundem arte e ciência.

 

Da Vinci tentou entender os fenômenos e descrevendo em detalhe extremo, e não enfatizou experiências ou explicações teóricas. Ao longo de sua vida, planejou uma enciclopédia baseado em desenhos detalhados de tudo. Como não dominava o latim e a matemática, o Leonardo da Vinci cientista era ignorado pelos estudiosos contemporâneos.

 

Ele participou em autópsias e produziu muitos desenhos anatômicos extremamente detalhados e planejou um trabalho inclusive com humanos e anatomia comparativa. Ao redor do ano 1490, ele produziu um estudo das proporções humanas baseado no tratado recém-redescoberto do arquiteto romano Vitruvius. Leonardo debruçou-se sobre o que foi chamado o Homem Vitruviano, o que acabou se tornando um dos seus trabalhos mais famosos e um símbolo do espírito renascentista. O desenho reproduz a anatomia humana conduzindo eventualmente ao desígnio do primeiro robô conhecido na história que veio a ser chamado de O Robô de Leonardo.

 

Fascinado pelo fenômeno de vôo, Da Vinci produziu detalhado estudo do vôo dos pássaros, e planos para várias máquinas voadoras, tentou aplicar seus estudos para os protótipos que desenhou, o primeiro batizado de SWAN DI VOLO (Cisne voador), segundo especialistas é de 1510, inclusive um helicóptero movimentado por quatro homens, e um planador cuja viabilidade já foi provada.

 

Em 1502 Leonardo da Vinci produziu um desenho de uma ponte como parte de um projeto de engenharia civil para Sultão Beyazid II de Constantinopla. Nunca foi construída, mas a visão de Leonardo foi ressuscitada em 2001 quando uma ponte menor, baseada no projeto dele, foi construída na Noruega.

 

Os seus cadernos também contêm várias invenções no campo militar: canhões, um tanque blindado movimentado por humanos ou cavalos, bombas de agrupamento, etc., embora considerasse a guerra como a pior das atividades humanas. Outras invenções incluem um submarino e um dispositivo de engrenagem que foi interpretado como a primeira calculadora mecânica. Nos anos dele no Vaticano, planejou um uso industrial de poder solar, empregando espelhos côncavos para aquecer água(inventou a primeira máquina a vapor).

 

Em astronomia, acreditou que o Sol e a Lua giravam ao redor da Terra, e que a Lua refletia a luz do Sol devido a ser coberta por água.

Outros desenhos de interesse incluem numerosos estudos de deformidades faciais que são freqüentemente referidas como caricaturas, enquanto que uma análise mais próxima da estrutura do esqueleto indica que a maioria foi baseada em modelos vivos. Há numerosos estudos do belo jovem Salaino com seu raro e admirável traço facial, o assim chamado “perfil grego”. Ele é frequentemente retratado usando
fantasias.

Leonardo é conhecido por ter desenhado composições para carros alegóricos (quadros-vivos) com os quais podia estar associado. Outros desenhos, frequentemente meticulosos, mostram estudos para drapejamento (pano para cortina). Um desenvolvimento marcante na habilidade de Leonardo em drapejamento ocorreu em seus primeiro anos.
Da Vinci não publicou e nem distribuiu os conteúdos de seus cadernos. A maioria dos estudiosos acredita que Leonardo quis publicar os cadernos e fazer com que as sua observações fossem de conhecimento público. Eles permaneceram obscuros até o século XIX.

A influência de Leonardo na história da arte européia é bastante profunda. Algumas técnicas desenvolvidas por ele, destacadamente o sfummato e o chiaroscuro, tornaram-se uma regra para a pintura dos séculos vindouros.

É considerado por muitos como o arquétipo do Homem do Renascimento.

Grande inventor de sua época, Leonardo da Vinci era um homem à frente de seu tempo. Seu interesse e criatividade em vários campos de estudo deram origem a invenções como: salva-vidas, pára-quedas, bicicleta, entre outras
 

 

Ao longo da vida de Leonardo, seu extraordinário poder de inventividade, sua "espetacular beleza física", "graça infinita", "grande força e generosidade", "espírito régio e tremendo alcance mental", como foram descritos por Vasari,[20] atraíram a curiosidade daqueles que o cercavam. Diversos autores especularam sobre os vários aspectos da personalidade de Leonardo; um deles é o seu respeito à vida, evidenciado por seu vegetarianismo e o seu hábito, descrito também por Vasari, de comprar pássaros engaiolados e libertá-los.

 

Detalhes perfeitos da Anatomia Humana

Esboço da Santa Ceia feita em Carvão

Mona Lisa

Santa Ceia

310.12.7.2 - SANTA CEIA UM TRATADO DE ASTROLOGIA:

A mensagem universal de Leonardo da Vinci

Centro Sol : Jesus Cristo: 1 -Simão (áries) e 7 - João (Balança); 2 - Judas Tadeu (Touro) e 8 - Judas Iscariotes (Escorpião); 3 - Mateus (Gemeos) e 9 - Pedro (Sagitário); 4 - Felipe (Cancer) e 10 André (Capricórnio); 5 - Tiago Menor (Leão) e 11 - Tiago Maior (Aquário); 6 - Tomé (Virgem) e 12 - Bartolomeu (Peixes).

 

Este artigo foi publicado em Planeta n9 33. Emma de Mascheville, astróloga falecida em 27/12/80, é autora do livro Elementos Básicos de Astrologia. cujo segundo capítulo intitula-se "A mensagem universal de Leonardo da Vinci".

TRINDADE:

É uma obra simétrica, sendo o ponto central, o ponto de fuga que é JESUS CRISTO, como num sistema solar ou atômico o centro é estático o os apóstolos são figuras que apresentam um ritmo. Existe uma disposição para a numerologia. Cristo está numa posição formando um Triangulo que sugere o número 3. Este número se repete na composição dos apóstolos, formando grupos bem visíveis de 3 pessoas. As janelas de luz, ao fundo são 3. Cristo a figura central, que unifica, somado ao apóstolos do lado esquerdo, soma-se 7, aos do direito soma-se 7. Os painéis do lado esquerdo (representando a matéria), são quatro, mais as janelas de luz (trindade) soma-se 7.
 

Leonardo da Vinci era, sem dúvida, um iniciado e colocou na sua Santa Ceia todo um conhecimento de astrologia. No momento em que a fé e a ciência estavam se separando (Renascimento) e que a astrologia estava se desvirtuando, Leonardo legou à humanidade todo seu conhecimento de ocultismo sob a forma de uma pintura.

Mas ele era também cientista: cem anos antes de Galileu ele colocou suas descobertas sobre a órbita dos planetas no célebre retrato da Mona Lisa. Os críticos, porém, preferiram analisar o enigmático sorriso da Gioconda, esquecendo o que existia de mais importante: sua mensagem oculta.

Na maneira geométrica de distribuir os volumes, luzes e objetos, Leonardo transmite não apenas uma arte mas todo um saber universal. Tudo na Ultima Ceia é simbologia. Além de ser um discurso astrológico, esse quadro é um verdadeiro tratado de numerologia.

Existem várias interpretações a respeito da astrologia e os doze apóstolos. Mas a ordem em que eles se encontram distribuídos, a biotipologia, os gestos, a expressão facial e corporal que eles apresentam na Ultima Ceia coincidiam perfeitamente com tudo que eu tinha encontrado na observação das fisionomias, gestos e vida das pessoas que eu vinha fazendo horóscopos há quase trinta anos

 

Na Última Ceia podemos reparar que as vigas do teto, as linhas do chão, as linhas superiores das tapeçarias nas paredes, tudo converge para a testa do Cristo. O círculo sobre a porta possui seu centro em seu coração. Isso quer dizer que ele irradia a luz que ilumina o mundo. Ele é a unidade da vida, rodeado pelos doze tipos fundamentais do ser humano, sendo cada apóstolo um receptor das doze forças básicas originadas pela Trindade da Luz e seu espectro, que formam doze pólos e seis eixos.

 

Na astrologia usa-se a distribuição dos signos que vai de Áries a Peixes, da esquerda para a direita. Na astronomia esses signos obedecem a uma distribuição da direita para a esquerda. Como o horóscopo é espelho do universo, sua ordem é contrária. Leonardo usou a posição da astronomia, da direita para a esquerda de quem olha.

 

 Jesus Cristo (Triângulo):

 1 -Simão (áries) e 7 - João (Balança); 2 - Judas Tadeu (Touro) e 8 - Judas Iscariotes (Escorpião); 3 - Mateus (Gemeos) e 9 - Pedro (Sagitário); 4 - Felipe (Cancer) e 10 André (Capricórnio); 5 - Tiago Menor (Leão) e 11 - Tiago Maior (Aquário); 6 - Tomé (Virgem) e 12 - Bartolomeu (Peixes).

1: ÁRIES - SIMÃO

7: BALANÇA - JOÃO

Áries é o líder que usa a energia e a iniciativa, incentivando a decisão e a luta. No quadro, Simão está sentado na cabeceira da mesa, impondo pelas mãos a diretiva a ser tomada. Áries ou Carneiro é aquele que mostra francamente sua personalidade combativa, da força da sua cabeça - a testa de Simão está fortemente iluminada - defendendo a verdade. Ação, coragem e consciência da própria vontade. O "eu sou", o ser que age de acordo com as conclusões da sua própria cabeça.

 

Balança ou Libra é o signo que está a 1800 em oposição a Áries. É o símbolo da harmonia, da justiça e da beleza. O semblante de João mostra harmonia e beleza, aquele que medita e mede, o coordenador. O colaborador está simbolizado nas mãos cruzadas.

João aparece inclinado, pois com esse gesto ele suaviza o impacto da energia de Áries.

 

2: TOURO - JUDAS TADEU

8: ESCORPIÃO - JUDAS ISCARIOTES

O cérebro (Áries) comanda e as glândulas (Touro) executam aglomerando a matéria. Touro é o signo da obediência, realização e fecundidade. Rege a física (matéria).

Escorpião é o signo da autoridade, organização e força criadora. Rege a química.

Um signo depende sempre do outro e Leonardo, conhecendo a importância dessa correspondência deu a ele as figuras dos dois Judas: Tadeu e Iscariotes.

Como no corpo humano, as glândulas e órgãos sexuais são indispensáveis para a saúde e realização criadora. São dois pólos de um mesmo eixo que não pode ser dividido.

Leonardo fez com que a luz incidisse sobre o pescoço de Judas Tadeu, seus cabelos são ricos e abundantes. Seu semblante é atento mas seu olhar é desconfiado (como se perguntasse: "De onde virá a picada?"). Sua mão está levantada em um gesto de aceitação do comando de Áries.

Aceitar, agradar, obedecer para realizar. Mas quem não tem autoridade sobre seus desejos e uma organização consciente nas suas realizações, torna-se escravo da matéria, sucumbe e fracassa sob o peso do jugo nas costas.

 

Escorpião é o signo da química, da transformação e transfiguração da matéria. Quem compreender Judas lscariotes não chamará mais Escorpião de o pior signo mas compreenderá sua função na engrenagem do zodíaco e na vida humana.

Enquanto Touro aceita e executa, simbolizado na atitude de Judas Tadeu diante de Simão (Áries), o gesto de Judas Iscariotes (Escorpião) mostra decisão. Ele enfrenta a autoridade e bate na mesa.

 

Judas lscariotes era o organizador da comunidade dos apóstolos e nós o vemos sentado, recuado para poder estudar melhor o conjunto, com um saquinho de dinheiro na mão: eram as finanças da sociedade. Se Jesus deu a ele essa função é por que viu em Judas lscariotes um grande administrador. Antes de tudo ele foi um homem político e, talvez, o que mais acreditou na autoridade de Cristo, pois via nele o Messias que libertaria Israel. Quando Jesus deixou claro que não usaria seus poderes para a libertação da matéria, mas somente para a libertação do espírito, Judas sente o gosto do fracasso e, como o escorpião, aplica o dardo em si mesmo.

Não podemos esquecer que sem Judas não teria havido a cruz nem a prova da ressurreição que libertou a humanidade.

 

Escorpião possui duas almas: a da destruição e a da transmutação. Ele é o químico que decompõe um elemento para criar um novo. Temos dois exemplos de Escorpião entre os seguidores de Jesus: Judas lscariotes que destrói por usar apenas sua vontade de poder, esquecendo a mansidão de Touro e chegando à autodestruição; e São Paulo que de Saulo se transformou em Paulo pela iluminação e transfiguração, vindo a ser organizador da comunidade cristã.

 

3: GÊMEOS - MATEUS

9: SAGITÁRIO - PEDRO

Gêmeos é a esquerda e a direita, o movimento da vida, a formação do intelecto pelo que assimila. Gêmeos possui o dom da palavra, rege o advogado, o repórter, O escritor. No corpo humano Gêmeos rege os braços e os pulmões. Sagitário rege as coxas e a circulação.

O terceiro na ordem dos apóstolos é Mateus - repórter e historiador da vida de Cristo. Ele é aquele que viu e viveu, simbolizado pelo gesto duplo: a cabeça em direção de Simão e OS braços em direção de Cristo. A dispersão dos movimentos, querendo falar a todos ao mesmo tempo. Seu rosto segue rigorosamente o biótipo dos nascidos sob o signo de Gêmeos: esguio, gesticulação enfática.

O nono signo, Sagitário, é simbolizado no centauro, expressando a Lei da Evolução, sob a forma do animal-humano que busca o divino. Ele representa a lei, o dogma, a religião e a fllosofia.

A figura número 9 no quadro de Leonardo é Pedro, que fez o dogma e instituiu a lei da Igreja. Ainda no quadro, vemos uma faca na mão direita, representando a fera no homem. Seu dedo porém aponta para o Cristo. O corpo de Pedro está sobre Judas e avança para a frente em um gesto incisivo. É a evolução.

 

4: CÂNCER - FILIPE

10: CAPRICÓRNIO - ANDRÉ

A sensibilidade e a visão do amanhã, mais a conservação e a memória emocional do ontem foi simbolizada pelos antigos na figura do caranguejo. Com suas antenas para a frente e rabo para trás o caranguejo expressa a fé e a gratidão.

A cabra montanhesa, por outro lado, é a expressão da segurança, da prudência, concentração e capacidade de escalar a montanha com seu passo de hoje. Ela inspira a razão e a confiança. A cabra montanhesa é o símbolo de Capricórnio.

Existe uma profunda correspondência entre as expressões de Filipe e André no quadro de Leonardo. Filipe é o encantado pela fé, diante da visão de Cristo. Ele interioriza tudo através dos gestos das mãos que fazem o sinal hieroglífico de Câncer. Fisicamente ele tem tendência a um rosto cheio e mãos suaves, que contrastam com as mãos secas e dos ossos salientes do rosto de André, que são as particularidades biotipológicas de Capricórnio.

As mãos de Filipe expressam o "vinde a mim", as de André expressam o "longe de mim". André parece assustado pelo dever e pelo senso de responsabilidade, sua figura transmite confiança no hoje, mas não tem a visão do amanhã. Ontem, hoje e amanhã não podem ser separados, pois são pólos de um mesmo eixo que é o do eterno presente.

 

5: LEÃO - TIAGO MENOR

11: AQUÁRIO - TIAGO MAIOR

Existem dúvidas sobre qual dos dois apóstolos seja o mais velho. O fato é que para Leonardo os dois formam um só eixo, o da atração e da irradiação.

 

Leão significa rei, centro do governo, exercendo seu magnetismo e disciplina sobre seus súditos.

Leonardo pintou Tiago Menor, com um gesto largo, aberto, tentando atingir tudo que está ao seu redor.

Mas ele visa seu próprio coração que é o ponto central, como quem diz: quem vai duvidar da minha lealdade?

A confiança no próprio poder e força, a alegria de viver e a disciplina são peculiaridades dos nascidos sob o ,signo do Leão. Eles são sempre o centro das atenções.

 

Oposto a Tiago Menor está seu irmão Maior, a eletricidade cósmica, a irradiação, a tempestade que não podemos deter, pois é a liberdade.

O Sol não brilha apenas porque exige e atrai. Seu brilho vem do dar e irradiar. Enquanto as duas energias forem divididas, isso causará muitos conflitos.

Leonardo colocou toda sua compreensão de Aquário em Tiago Maior, que visualiza toda a mesa, encostado em Peixes. Ele tem a sua experiência, forma sua idéia própria mas sua mão nas costas de Pedro é como se perguntasse: o que acha, irmão?

A vontade da tempestade é sacudir e renovar para ter o progresso, mas ela tem seu limite na lei da ordem e da evolução (é por isso que a mão de Tiago Maior atinge Pedro que é Sagitário). Ele não pode sacudir as raízes e o tronco da experiência para não destruir a vida.

 

6: VIRGEM - TOMÉ

12: PEIXES -BARTOLOMEU

 

Sentado à esquerda de Jesus vemos Tomé, aquele que procura a sabedoria.

No fim da mesa, à esquerda do quadro, vemos Bartolomeu. Na ordem do zodíaco ele ocupa a posição de Peixes. Virgem é a natureza em movimento perpétuo, Peixes é a calma. Tomé é a ansiedade, a inquietação. Ele procura aprender cada vez mais e não teme questionar o que vê. Ele analisa com minúcia os defeitos que descobre. Até diante de Cristo ele levanta o dedo querendo contestar e criticar.

Do lado oposto está Bartolomeu - seus pés estão iluminados, pois Peixes rege os pés. Sua expressão é calma, vista ampla sobre a confusão da mesa, procura sentir, imaginar e penetrar pacificamente na razão de todos os acontecimentos. Ele se afasta da dor e da ansiedade, situando-se na luz.

Como se vê, em sua Ultima Ceia Leonardo da Vinci retratou, sob a forma de um discurso silencioso, a lei dos opostos universais e o movimento da vida com rara beleza e genialidade.

 

Referências Bibliográficas:

http://www.museutec.org.br/linhadotempo/inventores/preview/1500leonardo_da_vinci.htm

Planeta Especial - Símbolos Esotéricos - nº 152 C  

1. 1,0 1,1 1,2 Gênios da pintura, vol. I. São Paulo, Abril Cultural, 1967

2. Bramly, Serge. Leonardo da Vinci. Rio de Janeiro, Imago, 1989

3. Biografia de Leonardo. (Acessado em 18 de fevereiro de 2009)

4. 4,0 4,1 4,2 Gardner, Helen (1970), Art through the Ages, Harcourt, Brace and World

5. 5,0 5,1 5,2 Vasari, Boltraffio, Castiglione, "Anonimo" Gaddiano, Berensen, Taine, Fuseli, Rio, Bortolon, etc. Ver citações específicas sob o título "Leonardo, a lenda".

6. Vitruvian Man é descrito como "icônico" nos seguintes sites: Vitruvian Man, Fine Art Classics, Key Images in the History of Science (Times Higher Education); Curiosity and difference; The Real da Vinci Code (The Guardian)

7. Replica of Leonardo's Adding Machine

8. Ver artigo Ciência e as invenções de Leonardo da Vinci

9. Sharp, Evelyn. The IQ cult, Coward, McCann & Geoghegan, 1972

10. Salazar, Horacio. El ombligo de Edipo, Fondo Editorial de Nuevo León, 1991 ISBN 968-6211-30-6, ISBN 978-968-6211-30-6

11. 11,0 11,1 Vezzosi, Alessandro, Leonardo da Vinci: Renaissance Man

12. 12,0 12,1 Seu nascimento foi registrado no diário de seu avô paterno Ser Antonio, como é citado por della Chiesa. O pai de Piero narra informações básicas, como data e hora do nascimento de Leonardo, assim como o batizado e testemunhas ou padrinhos.

13. Della Chiesa, Angela Ottino (1967), The Complete Paintings of Leonardo da Vinci, Penguin, ISBN 0-14-008649-8

14. 14,0 14,1 14,2 14,3 14,4 14,5 14,6 14,7 14,8 Kemp, Martin. Leonardo da Vinci. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2005. p. 23. ISBN 85-7110-844-7, ISBN 978-85-7110-844-8

 

Indice - compilado por Beraldo Figueiredo

Página Principal