Indice - compilado por Beraldo Lopes Figueiredo

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 310 - OUTROS ESPIRITUALISTAS:

Uma pequena amostra de outros espiritualistas

 

1º BLOCO

310.1 - Teósofos:

310.1.1 - Anie Besant

310.1.2 - Charles W. Leadbeater

310.1.3 - Henry Olcoot

310.1.4 - Krishnamurti

310.1.5 - Willian Juldge

310.1.6 - Alice A. Bailey

310.1.7 - Outros

310.2 - Espíritas:

310.2.1 - Chico Xavier

310.2.2 - Léon Denis

310.2.3 - Divaldo Pereira Franco

310.2.4 - Herculano Pires

310.2.5 - Bezerra de Menezes

310.3 - Rosacrucianos:

310.3.1 - Novalis

310.3.2 - Edward Bulwer Lytton

310.3.3 - Johann Valentin Andreae

310.3.4 - Francis Bacon

310.3.5 - Gottfried Wilhelm Leibiniz

310.3.6 - João Amós Comênio (Comenius)

310.3.7 - Roberto Fludd

310.3.8 - Louis Claude de Saint-Martin

310.3.9 - Outros

310.3.9.1 - Johannes Trithemius

310.3.9.2 - Irineu Filaleto

310.3.9.3 - Karl Von Eckartshausen

310.3.9.4 - Christian Rosenkreuz (mítico)

310.3.9.5 - Elias Ashmole

310.3.9.6 - Max Heindel

310.3.9.7 - Harvey Spencer Lewis

 

310.4 - Maçons:

310.4.1 - Lista de Maçons

2º BLOCO:

310.5 - Magos Famosos:

310.5.1 - Aleister Crowley

310.5.2 - Austin Spare

310.5.3 - Hermes Trigemistos

310.5.4 - John Dee

310.5.5 - Papus

 

310.6 - Orientais:

310.6.1 - Krishna

310.6.2 - Vivekananda

310.6.3 - Paramahansa Yogananda

310.6.4 - Gibran Kahlil Gibran

310.6.5 - Ramakrishna

310.7 - Filósofos:

310.7.1 - Sócrates

310.7.2 - Platão

310.7.3 - Renê Descartes

310.7.4 - Outros Filósofos

310.7.4.01 - Aristóteles

310.7.4.02 - Pitágoras

310.7.4.03 - Tales de Mileto

310.7.4.04 - Anaximandro

310.7.4.05 - Anaximenes

310.7.4.06 - Parmênides

310.7.4.07 - Heráclito

310.7.4.08 - Empédocles

310.7.4.09 - Demócrito

310.7.4.10 - Xenófanes

310.7.4.11 - Giordano Bruno

310.7.4.12 - Ken Wilber

310.8 - Projeciologistas:

310.8.1 - Waldo Viera

310.8.2 - Wagner Borges

310.8.3 - Sylvan Muldoon

310.8.4 - Robert Monroe

310.8.5 - Robert Bruce

310.9 - Cristãos

310.9.1 - Martinho Lutero

310.9.2 - João Calvino

310.9.3 - Santo Agostinho

310.9.4 - São Tomás de Aquino

310.9.5 - Madre Teresa de Calcutá

310.9.6 - Papa João Paulo II

310.9.7 - Hélder Camara

310.9.8 - Silas Malafaia

310.9.9 - R.R. Soares

310.10 - Alquimistas:

310.10.1 - Paracelso

310.10.2 - Nicolas Flamel

310.10.3 - Outros

310.11 - Cientistas:

310.11.1 - Emanuel Swedenborg

310.11.2 - Lívio Vinardi

310.11.3 - Ian Stevenson (médico)

310.12 - Outros:

310.12.01 - Martinez de Pasqually

310.12.02 - Moisés

310.12.03 - Lobsang Rampa (mítico)

310.12.04 - Nostradamus

310.12.05 - Edgar Cayce

310.12.06 - Carlos Castañeda

310.12.07 - Leonardo da Vinci

310.12.08 - Rasputin

310.12.09 - Joana D'Arc

310.12.10 - Carl Gustav JUNG

310.12.11 - Zélio de Moraes

310.12.12 - Áurio Corrá

310.12.13 - Uri Geller

310.12.14 - Vera Ivanovna Kryzhanovskaia

310.12.15 - Leonardo Boff

310.12.16 - Padre Quevedo

118 - Parapsicólogos:

 118.10 - Joseph Banks RHINE

 118.11 - Hernani Guimarães Andrade

 

 

 

 

 

 

310.1 - TEÓSOFOS:

310.1.1 - Anie Besant

Annie Wood Besant nasceu em 1867 e casou-se em Hasting, Sussex, com o reverendo Frank Besant, irmão mais novo de Walter Besant. Seu casamento durou seis anos e eles se separaram em 1873. Foi dado ao seu marido a custódia permanente de seus dois filhos, Mabel e Arthur. Ela lutou pelas causas que acreditava serem justas, iniciando com a liberdade de pensamento, direitos das mulheres, secularismo (ela era um membro líder da Sociedade Nacional Secular ao lado de Charles Bradlaugh), controle de natalidade, socialismo Fabiano e direito dos trabalhadores.

Sua mais notável vitória neste período foi a greve que ela liderou em 1888 para melhorar a saúde e segurança das trabalhadoras de uma fábrica de fósforos. Durante aquele período a indústria de fósforo era extremamente poderosa, uma vez que energia elétrica não estava ao alcance de todos, e fósforos eram essênciais para acender velas, lampiões de gás etc. A greve de Annie Besant marcou história, pois foi a primeira vez que alguém desafiou com sucesso os fabricantes de fósforos, também foi considerada uma marca de vitória dos primeiros anos do movimento socialista na Inglaterra.

 

Teosofia:

Em 1889, ela foi solicitada a escrever uma crítica sobre a Doutrina Secreta, um livro escrito por Blavatsky. Depois de ler, ela fechou uma entrevista com a autora, convertendo-se ao estudo da teosofia e tornando-se membro da Sociedade Teosófica.

Algum tempo após o falecimento de Blavatsky, Besant acusou William Quan Judge, líder da seção estadunidense da Sociedade Teosófica, de falsificar cartas dos Mahatmas..

 Tal conflito causou na época a separação de uma grande parte das lojas nos Estados Unidos da Sociedade Teosófica. Annie Besant em 1903 mudou-se para India e em 1908 foi eleita presidente internacional da Sociedade Teosófica, posição esta que ocupou até falecer em 1933.

Ordem Mística do Templo da Rosacruz:

Em 1912, Annie Besant, Marie Russak e James Ingall Wedgwood fundaram a Ordem do Templo da Rosa-Cruz. Em razão dos numerosos problemas originados na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial, as atividades tiveram que ser suspensas.

Besant retornou a suas tarefas como Presidente Mundial da Sociedade Teosófica, Wedgwood seguiu trabalhando como bispo da Igreja Católica Liberal e Russak manteve contato na Califórnia com Harvey Spencer Lewis, ao qual ajudou na elaboração dos rituais da Ordem Rosa-cruz AMORC.

Índia

Na Índia, fundou a Liga Nacionalista Indiana. Ela dedicou-se não somente a Sociedade Teosófica, mas também ao progresso e liberdade da India. Foi a primeira mulher eleita Presidente do Congresso Nacional da India. Besant Nagar e um bairro (próximo a Sociedade Teosófica) em Chennai nomeado em honra a ela.

Krishnamurti

Adotou como filho o jovem indiano Krishnamurti, que era tido pelos teósofos como um grande mestre.

 

310.1.2 - Charles Webster Leadbeater

Nasceu em Londres, Inglaterra, 16 de fevereiro de 1847, faleceu em  Perth, Austrália, 1º de março de 1934), foi sacerdote da Igreja Anglicana e Bispo da Igreja Católica Liberal, clarividente, escritor, orador, maçom e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica.

Ainda menino foi levado para o Brasil por seu pai, acompanhado de seu então irmão Gerald, que lá falecera (reencarnando posteriormente como C. Jinarajadasa). Seu pai era empreiteiro de obras de estradas de ferro e realizava viagens a trabalho. As informações sobre sua vida não se encontram reunidas, mas espalhados em muitas fontes, incluindo as Biografias de Krishnamurti, escritas por Pupul Jayakar e Mary Luytens.

Ao voltar do Brasil à Inglaterra ingressou na Universidade de Oxford, sendo obrigado a deixar a instituição quando o banco onde sua família depositava os recursos financeiros faliu. Como mérito em seus estudos teológicos, recebeu no ano de 1878 as Ordens Sacras de Sacerdote Anglicano pelo Bisbo de Winchester, exercendo suas funções na Igreja de Bramshott, Hampshire. Seu tio, por linha materna, era o proeminente clérigo anglicano William Wolfe Capes.

Continuou no ofício religioso Anglicano até 1883, quando entrou em contato com os ensinamentos da Teosofia, como expostos por Helena Blavatsky. Abandonou o sacerdócio anglicano para tornar-se um teosofista, seguindo com Blavatsky para a Índia, onde teria recebido uma carta do Mestre K. H. aceitando-o como discípulo. Tomou os votos Budistas ao viver por anos no Ceilão. Viveu por muito tempo na sede da Sociedade Teosófica na Índia, onde, segundo afirmou, desenvolveria poderes psíquicos, notadamente a clarividência. Na Sociedade Teosófica foi grande orador, proferindo palestras por todo o mundo, e também ativo colaborador da segunda presidenta internacional deste movimento, Annie Besant, com a qual editou em conjunto vários livros de pesquisas.

 

Retornando a Londres, foi iniciado na Maçonaria Mista da Obediência Maçônica Le Droit Humain, onde atingiu o 33º grau.

 

Em 1906, Leadbeater foi acusado de pederastia por um de seus alunos, Hubert van Hook, à época com 24 anos de idade. Peter Michel, em sua biografia sobre Charles Leadbeater, afirma que essas acusações tinham origens suspeitas naqueles que ele considerava inimigos pessoais de Leadbeater: Alexander Fullerton, Herbert Burrows, G.R.S. Mead, Katherine Tingley e Hilda Martyn. Para evitar um escândalo dentro da Sociedade Teosófica, Leadbeater dela desligou-se nesse mesmo ano, embora tenha dado continuidade ao seu trabalho como clarividente e escritor.

 

Entretanto, no final de 1908, os membros da Sociedade Teosófica votaram a favor da readmissão de Leadbeater. Ele aceitou a decisão da comunidade teosófica e retornou a Adyar em 1909. Lá descobriu o jovem Jiddu Krishnamurti, para o qual previu uma existência como um mestre espiritual. Leadbeater advogava que Krishnamurti era o veículo escolhido para a vinda do "Mestre Mundial" ou "Instrutor do Mundo" que os teosofistas estavam aguardando há muito tempo. O novo mestre seria, assim como Buda, Zoroastro, Moisés, Cristo e Maomé, o criador e o divulgador de uma nova religião que iria mudar os destinos da humanidade. Após dois anos, em 1911, foi fundada a Ordem Internacional da Estrela do Oriente, tendo Krishnamurti como chefe, com o objetivo de reunir aqueles que acreditavam nesse acontecimento, preparar a opinião pública para seu aparecimento e angariar recursos por meio de doações.

 

Leadbeater passou ainda algum tempo na Índia supervisionando a preparação de Krishnamurti até decidir-se ir para a Austrália em 1915, onde passou a residir em Sydney e lá entrou em contato com James Ingall Wedgwood.

Em 1916, juntamente com Wedgwood, participou da reformulação da Igreja Velho Católica da Holanda, que resultou na fundação da Igreja Católica Liberal (ICL), para a qual Wedgwood foi o primeiro Bispo Presidente. Leadbeater foi Bispo Presidente da ICL de 1923 até o ano de sua morte em 1934.

 

Leadbeater é o autor de uma grande coletânea de livros e artigos da literatura teosófica e esotérica, considerados célebres pelos teosofistas e estudiosos do ocultismo, principalmente advindos de suas investigações clarividentes, com destaque para:

Charles Leadbeater foi  mestre maçom do 33º grau da Maçonaria Mista da Obediência Maçônica Le Droit Humain.

 

 Obras em português:

Livro que trata do plano astral e seu seres.

Livro que trata do plano astral e suas subdimensões    

  • Os Chakras

Considerado pela comunidade teosófica como um dos mais famosos livros sobre a descrição dos centros energéticos invisíveis do corpo humano.

  • As Vidas de Alcyone

Investigação sobre as trinta últimas vidas de Krishnamurti, tendo como co-autora Annie Besant.

  • O Homem Visível e Invisível

Onde descreve em detalhes, segundo os seus dons clarividentes, a formação e coloração do corpo astral, corpo mental e outros corpos espirituais do ser humano.

Este livro (Thought Forms) foi reconhecido por Wassily Kandinsky em seu manifesto O Espiritual na Arte como um dos precursores do surgimento do modo não-representacional das artes plásticas: o abstracionismo.

  • Química Oculta

Em colaboração com Annie Besant, investigou por meio da clarividência a estrutura das subpartículas da matéria. O pioneirismo desta pesquisa gerou uma série de reconhecimentos científicos, como em Extra-Sensory Perception of Quarks. TPH, 1980, PHILLIPS. S.M., Ph.D, Evidence of a Yogic Siddhi - Anima: Remote Viewing of Subatomic Particles. TPH,1996, PHILLIPS, S.M. Ph.D., ESP of Quarks and Superstrings, New Delhi, New Age International, 1999. ARNIKAR, H. J., Ph.D., Essentials of Occult Chemistry and Modern Science. TPH, 2000. SRINIVASAN, M., Ph.D., Introduction to Occult Chemistry, The Amazing Phenomenon of ExtraSensory Perception of Nuclear Structure and Subatomic Particles. TPH, 2002.

  • Homem: donde e como veio e para onde vai?

Publicado em 1913, onde investigou, sob uma perspecitiva teosófica, a formação do Sistema Solar, a evolução dos espíritos por entre os planetas atuais e os já extintos; o sistema de rondas e raças no atual planeta Terra. Neste livro, Leadbeater faz uma série de previsões sobre o futuro próximo da humanidade, descrevendo os desenvolvimentos futuros dos sistemas de informação automatizados (incluindo o advento da Internet) e o surgimento de um nova civilização mais espiritualizada a partir de uma comunidade que seria formada nos Estados Unidos aproximadamente seis séculos após a compilação deste livro.

  • A Ciência dos Sacramentos (tradução livre de: The Science of the Sacraments)

Descreve as investigações de Leadbeater sobre o lado interno dos cultos cristãos, e fundamenta a liturgia da Igreja Católica Liberal e, segundo ele, de todas a genuínas Igrejas Católicas como verdadeiros canais de força espiritual, por meio dos sacramentos, para as bênçãos do Cristo para a humanidade.

  • A Gnose Cristã

Publicado postumamente em 1984, cinqüenta anos após a sua morte, descreve os fundamentos da teologia da Igreja Católica Liberal.

  • Compêndio de Teosofia Editora Pensamento

Neste livro o autor apresenta em linguagem simples, bem acessível, certos ensinos fundamentais da Teosofia, que, se bem entendidos e vividos, poderão tornar mais feliz e inteligente a vida humana.

  • Auxiliares Invisíveis  - Editora Pensamento

Os auxiliares invisíveis, como o autor chama aos Espíritos fora do corpo somático, se fazem sempre presentes, acudindo a uns e a outros de maneira diversa. Os casos relatados por Leadbeater são verídicos e a alguns deles outros autores, de não menor nomeada, fizeram menção.

Livro que fala sobre o onirismo, sonhos, mensagens, viagens astrais

  • A Clarividência -  Editora Pensamento

Livro que fala sobre os tipos de clarividencia.

 

Bibliografia:

  • CALDWELL, Daniel. Charles Webster Leadbeater: His Life, Writings & Theosophical Teachings
  • TILLETT, Gregory. The Elder Brother: A Biography of Charles Webster Leadbeater

 

 

310.1.3 - Henry Steel Olcott

Coronel Henry Steel Olcott (Orange, Nova Jersey, Estados Unidos, 2 de agosto de 1832 – Adyar, Madras, Índia, 17 de Fevereiro de 1907), escritor, erudito, teósofo, advogado, jornalista, co-fundador e presidente da Sociedade Teosófica, também conhecido como uma das primeiras personalidades proeminentes do Ocidente a converter-se formalmente ao Budismo.

Olcott cresceu na fazenda do seu pai em Nova Jersey. Em 1860, ele casou-se com Mary Epplee Morgam e tiveram três filhos. Olcott trabalhou como editor no jornal New York Tribune, escrevendo artigos sobre diversos assuntos, entre os quais noticiava fatos sobre o movimento espiritualista estadunidense. Ele serviu no exército durante a Guerra de Secessão, onde obteve a sua patente de coronel. Ele também publicou uma genealogia da sua família que traçava uma linha direta entre ele e Thomas Olcott, um dos fundadores da Hartford, capital do estado americano de Connecticut, em 1636.

Inicialmente, Olcott era um adepto fervoroso da Doutrina Espírita, movimento espiritualista iniciado pelo pedagogo francês Allan Kardec. Em 1874 enquanto escrevendo uma série de artigos sobre or irmãos Eddy de Chittenden, Vermont ele conheceu Helena Blavatsky durante uma visita a fazenda Eddy. No início de 1875 Olcott foi solicitado por espiritualistas proeminentes a investigar as acusações de fraude contra os mediuns Jenny e Nelson Holmes, que afirmavam materializar o famoso espírito Katie King (Doyle 1926: volume 1, 269-277).

Em 8 de setembro 1875, Henry, Helena Blavatsky, William Quan Judge e outros fundaram a Sociedade Teosófica. Em dezembro de 1878 eles mudaram a sede da Sociedade Teosófica para a Índia, e depois a estabeleceram em Adyar, [[Índia. Blavatsky posteriormente mudou-se para Londres, onde faleceu, e Olcott permaneceu na Índia.

Olcott quando presidente da S.T. construiu várias escolas budistas em Sri Lanka, entre elas, o Colégio Ananda , Colégio Nalanda, Colégio Dharmaraja e o Visakha Vidyalaya. Após a morte de Olcott, a presidência da S.T. foi exercida por Annie Besant.

A Rua Olcott, e uma grande avenida em Colombo, e foi nomeada em homenagem a ele. A estátua dele foi construída em Maradana. Ele ainda é recordado por muitos em Sri Lanka e especialmente pelos estudantes destas escolas.

Curiosidades:

  • Olcott iniciou as suas atividades no jornal New York Tribune escrevendo principalmente artigos sobre agronomia.

  • Foi convidado por espiritualistas para investigar a acusação de fraude contra os médiuns Jenny e Nelson Holmes, que afirmavam ter materializado o espírito de Katie King.

  • Ele também participou de uma comissão, como conselheiro, para a criação da bandeira do movimento budista.

  • Sua influência como presidente da Sociedade Teosófica favoreceu um renascimento do Budismo no Sri Lanka que culminou na divulgação desta religião oriental por todo o Ocidente.

 

  • DOYLE, Arthur C. The History of Spiritualism. New York: G.H. Doran, Co.

  • MOTWANI, Kewal. Colonel H. S. Olcott, a forgotten page in American history. Ganesh: Madras, 1955.

  • MURPHET, Howard. Hammer on the mountain, life of Henry Steel Olcott (1832-1907). Theosophical Publishing House: Wheaton, 1972.

  • PROTHERO, Stephen R. The white Buddhist, the Asian odyssey of Henry Steel Olcott. Indiana University Press: Bloomington, 1996.

310.1.4 - Jiddu Krishnamurti

 Nasceu em Madanapalle, 11 de maio de 1895 - Ojai, 17 de fevereiro de 1986, foi um filósofo e místico indiano. Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica, meditação, conhecimento, relações humanas, a natureza da mente e a realização de mudanças positivas na sociedade global. Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social.

Com seus três irmãos, os que sobreviveram de um total de dez, acompanhou seu pai Jiddu Narianiah a Adyar em 23 de janeiro de 1909, pois este conquistara um emprego de secretário-assistente da Sociedade Teosófica, entidade que estuda todas as religiões. Reza a tradição brâmane, a qual a família era vinculada, que o oitavo filho toma no batismo o nome Krishna, em homenagem ao deus Sri Krishna, de quem a mãe, Sanjeevamma, era devota; foi o que aconteceu com Krishnamurti, a quem foi dado o nome de Krishna, juntamente com o nome de família, Jiddu.

Com a idade de treze anos, passou a ser educado pela Sociedade Teosófica, que o considerava um dos grandes Mestres do mundo. Em Adyar, Krishnamurti, foi 'descoberto' por Charles W. Leadbeater, famoso membro da Sociedade Teosófica (ST), em abril de 1909, que, após diversos encontros com o menino, viu que ele estava talhado para se tornar o 'Instrutor do Mundo', acontecimento que vinha sendo aguardado pelos teosofistas.

Após dois anos, em 1911 foi fundada a Ordem Internacional da Estrela do Oriente, com Krishnamurti como chefe, que tinha como objetivo reunir aqueles que acreditavam nesse acontecimento e preparar a opinião pública para o seu aparecimento, com a doação de diversas propriedades e somas em dinheiro.

Krishnamurti assim foi sendo preparado pela ST; algo, porém, iniciou sua separação de seus tutores: a morte de seu irmão Nitya em 13 de novembro de 1925, que lhe trouxe uma experiência que culminou em uma profunda compreensão. Krishnamurti em breve viria a emergir como um instrutor espiritual, e dito Mestre extraordinário e inteiramente descomprometido. As suas palestras e escritos não se ligam a nenhuma religião específica, nem pertencem ao Oriente ou ao Ocidente, mas sim ao mundo na sua globalidade:

"Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação. (…)"

Durante o resto da existência, foi rejeitando insistentemente o estatuto de guia espiritual que alguns tentaram lhe atribuir. Continuou a atrair grandes audiências por todo o mundo, mas recusando qualquer autoridade, não aceitando discípulos e falando sempre como se fosse de pessoa a pessoa. O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer através da transformação da consciência individual. A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas, dos nacionalismos e de outros condicionamentos, foram por ele constantemente realçadas. Chamou sempre a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência, para esse "vasto espaço que existe no cérebro onde há inimaginável energia". Essa energia parece ter sido a origem da sua própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão grande e variada quantidade de pessoas.

A educação foi sempre uma da preocupações de Krishnamurti. Fundou várias escolas em diferentes partes do mundo onde crianças, jovens e adultos podem aprender juntos a viver um quotidiano de compreensão da sua relação com o mundo e com os outros seres humanos, de descondicionamento e de florescimento interior. Durante sua vida, viajou por todo o mundo falando às pessoas, tendo falecido em 1986, com a idade noventa anos. As suas palestras e diálogos, diários e outros escritos estão reunidos em mais de sessenta livros.

Reconhecendo a importância dos seus ensinamentos, amigos do filósofo estabeleceram fundações, na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina e na Índia, assim como Centros de Informação, em muitos países do mundo, onde se podem colher informações sobre Krishnamurti e a sua obra. As fundações têm carácter exclusivamente administrativo e destinam-se não só a difundir a sua obra mas também a ajudar a financiar as escolas experimentais por ele fundadas.

 

Pensamento:

"Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontra-la."
( J. Krishnamurti )

 

"A inteligência não está buscando segurança. Ela não tem segurança. A idéia de segurança não existe na inteligência. Ela por si mesma é segura, e não "busca segurança"."
( J. Krishnamurti )

 

"A inteligência tem harmonia em si mesma."
( J. Krishnamurti )

 

"A inteligência usa o pensamento."
( J. Krishnamurti )

 

"Então a inteligência é necessária. Sem ela, o pensamento não tem significado, de todo."
( J. Krishnamurti )

 

"Então o pensamento realmente criou um mundo de ilusão, miasma, confusão, e pôs a inteligência de lado."
( J. Krishnamurti )

 

"Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?"
( J. Krishnamurti )

 

"Então o pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência."
( J. Krishnamurti )

 

"Então o que é a fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o sentimento religioso dos judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito, não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso."
( J. Krishnamurti )

 

"Então, como ser humano, eu ficaria preocupado apenas com essa questão central. Eu sei o quão confusa, contraditória, desarmoniosa a vida está. É possível modificar isso de modo que a inteligência possa funcionar em minha vida, de modo que eu possa viver sem desarmonia, de modo que o ponteiro, a direção seja guiada pela inteligência? Esse talvez seja o porquê de as pessoas religiosas, em vez de utilizarem a palavra inteligência, terem utilizado a palavra Deus."
( J. Krishnamurti )

 

"Essa questão surgiu e eles dizem "Tudo bem, então eu devo controlar o pensamento, subjugar o pensamento e devo tornar minha mente quieta de modo que ela se torne inteira, então eu poderei ver as partes, todos os fragmentos, então eu tocarei a fonte.". Mas isso ainda é a operação do pensamento."
( J. Krishnamurti )

 

"Esse é o ponto. Pensamento, matéria e inteligência, têm eles uma fonte comum? (longa pausa) Acho que têm."
( J. Krishnamurti )

 

"Eu acho que isso é o que realmente ocorre. Quando você estava falando comigo - eu estive percebendo - eu não estava escutando muito suas palavras. Eu estava escutando você. Eu estava aberto a você, não a suas palavras, o que você explicou e etc. Eu disse a mim mesmo, tudo bem, abandone tudo isso, eu estou ouvindo você, não as palavras que você usa, mas o significado, a qualidade interior do seu sentimento que você queria me comunicar."
( J. Krishnamurti )

 

"Eu aprenderei como estar quieto; aprenderei como meditar com o objetivo de ficar quieto. Eu vejo a importância de se ter uma mente que seja livre do tempo, livre do mecanismo do pensamento, eu a controlarei, a subjugarei, expulsarei o pensamento. Mas isto ainda é operação do pensamento. Isso está muito claro. Então o que ela deve fazer? Porque um ser humano vive nessa desarmonia, ele deve questionar isso. E isso é o que estamos fazendo. Como começamos a questionar isso, ou no questionar, chegamos a essa fonte. É ela uma percepção, um insight, e esse insight não tem nada, coisa alguma a ver com o pensamento? É o insight o resultado do pensamento? A conclusão de um insight é pensamento, mas o insight propriamente não é pensamento. Assim, eu obtive uma chave para isso. Então o que é insight? Posso convidá-lo, cultivá-lo?"
( J. Krishnamurti )

 

"Isso é afeição, isso é amor. Quando você fala à minha consciência desperta, ela é dura, esperta, sutil, aguda. E você a penetra, penetra-a com seu ver, com sua afeição, com todo o sentimento que tem. Isso opera, nada mais."
( J. Krishnamurti )

 

"Liberdade para ver. A liberdade não existe quando há fragmentos."
( J. Krishnamurti )

 

"Mas veja, o pensamento tem dominado o mundo. Você entende? - dominado."
( J. Krishnamurti )

 

"Nunca perceberam que foram pegos no pensamento."
( J. Krishnamurti )

 

"Não pode dividir a si mesma como "minha inteligência" e "sua inteligência". Ela é inteligência, não é divisível. Agora ela brotou de uma fonte de energia que dividiu a si mesma."
( J. Krishnamurti )

 

"O cérebro barulhento não é inteligente, é claro!"
( J. Krishnamurti )

 

"O cérebro é apenas um instrumento."
( J. Krishnamurti )

 

"O pensamento e seu campo de segurança, seu desejo por segurança, criou a morte como algo separado dele mesmo."
( J. Krishnamurti )

 

"O pensamento sabe, está muito bem consciente de que não é imortal."
( J. Krishnamurti )

 

"O pensamento tem que ter segurança; está procurando por segurança em todo o seu movimento."
( J. Krishnamurti )

 

"O pensamento é mecânico; sendo mecânico, pode se mover em direções diferentes e tudo o mais. É a inteligência mecânica? Coloquemos dessa forma."
( J. Krishnamurti )

 

"O pensamento é um processo material, e qual é a relação entre ele e a inteligência? É a inteligência um produto do pensamento?"
( J. Krishnamurti )

 

"O pensamento, o intelecto, domina o mundo. E portanto a inteligência tem um lugar muito pequeno aqui. Quando uma coisa domina, a outra tem de ser subserviente."
( J. Krishnamurti )

 

"Ou seria a inteligência a quietude do cérebro?"
( J. Krishnamurti )

 

"Pensamento, matéria, o mecânico, é energia. Inteligência também é energia. O pensamento está confuso, poluído, dividindo a si mesmo, fragmentando a si mesmo."
( J. Krishnamurti )

 

"Portanto eu diria que o pensamento deve estar completamente quieto para o despertar da inteligência. Não pode haver um movimento de pensamento e ocorrer o despertar da inteligência."
( J. Krishnamurti )

 

"Se o cérebro não estiver harmonioso, a inteligência pode funcionar?"
( J. Krishnamurti )

 

"Veja, os Hindus têm a teoria de que a inteligência, ou Brahman, existe eternamente e que é coberta pela ilusão, pela matéria, pela estupidez, por todos os tipos de coisas errôneas criadas pelo pensamento. Eu não sei se você iria tão longe assim."
( J. Krishnamurti )

 

"o pensamento não pode ver a si mesmo morrer."
( J. Krishnamurti )

 

"o que é a fonte? Pode o pensamento encontrá-la? E ainda assim o pensamento nasceu dessa fonte; e a inteligência também. São como dois fluxos se movendo em direções diferentes."
( J. Krishnamurti )

 

"todo o mundo ocidental é baseado na medida; e o mundo oriental tentou ir além dela. Mas eles utilizaram o pensamento para isso."
( J. Krishnamurti )

 

"Ó, isso está muito claro. Prazer, conforto, segurança física, primeiro de tudo segurança física: segurança no relacionamento, segurança na ação, segurança..."
( J. Krishnamurti)

===========================

"A vida é a imortalidade do amor. No amor não existe tu nem eu. "
Jiddu Krishnamurti

 

"Se realmente entendemos o problema, a resposta virá dele, porque a resposta não está separada do problema."
Jiddu Krishnamurti

 

"Ignorante não é aquele sem instrução; é aquele que não conhece a si próprio. "
Jiddu Krishnamurti

 

"A vida inteira, a partir do momento em que nascemos, é um processo de aprendizado. "
Jiddu Krishnamurti

 

Meditação é a ação do silêncio.

Jiddu Krishnamurti

 

"Se realmente entendemos o problema, a resposta virá dele, porque a resposta não está separada do problema."

Jiddu Krishnamurti

 

Livros Publicados:

  • A Busca (Poemas)

  • Cartas às Escolas

  • Comentários Sobre Viver

  • O Despertar da Sensibilidade

  • Diálogos Sobre a Vida

  • Diálogos Sobre a Visão Intuitiva

  • Diário de Krishnamurti

  • Vida e Morte de Krishnamurti

  • A Educação e o Significado da Vida

  • A Eliminação do Tempo Psicológico

  • Ensinar e Aprender

  • A Essência da Maturidade

  • Fora da Violência

  • O Futuro da Humanidade

  • O Futuro é Agora

  • Libertação dos Condicionamentos

  • Liberte-se do Passado

  • O Mistério da Compreensão

  • O Mundo Somos Nós

  • Novo Acesso à Vida

  • Novo Ente Humano

  • Novos Roteiros em Educação

  • Onde Está a Bem-Aventurança

  • O Passo Decisivo

  • Palestras com Estudantes Americanos

  • A Primeira e Última Liberdade

  • A Questão do Impossível

  • A Rede do Pensamento

  • Reflexões Sobre a Vida

  • Sobre o Amor e a Solidão

  • Sobre o Aprendizado e o Conhecimento

  • Sobre o Conflito

  • Sobre Deus

  • Sobre Liberdade

  • Sobre o Medo

  • Sobre a Mente e o Pensamento

  • Sobre a Natureza e o Meio Ambiente

  • Sobre Relacionamentos

  • Sobre a Verdade

  • Sobre a Vida e a Morte

  • Sobre o Viver Correto

  • Uma Nova Maneira de Agir

  • O Verdadeiro Objetivo da Vida

  • O Vôo da Águia

  • Acampamento em Omnen,Holanda 1937/38

  • Aos pés do Mestre

 

 

 

310.1.5 - William Quan Judge

William Quan Judge (Dublin, Irlanda,1851 – 1896) foi um dos fundadores da Sociedade Teosófica original.

Quando tinha treze anos, sua família migrou para os Estados Unidos. Se tornou um cidadão naturalizado aos 21 anos. Foi aprovado no exame da Corte Estadual de Nova Iorque, especializando-se em Direito Comercial.

Apesar de ainda ser jovem, ele estava entre os dezessete primeiros que juntos criaram a Sociedade Teosófica. Como Helena Blavatsky e Henry Olcott, ele permaneceu na organização enquanto outros saíram. Quando Olcott e Blavatsky deixaram os Estados Unidos para irem à Índia, Judge ficou para manter a S.T. viva, enquanto trabalhava como advogado.

Judge escreveu artigos para várias revistas teosóficas e também o livro introdutório O Oceano da Teosofia em 1883. Ele se tornou o Secretário Geral da Seção Americana da ST em 1884. Nesse período ele se envolveu em uma disputa com Olcott e Annie Besant sobre suas alegadas cartas forjadas dos Mahatmas.

 Como resultado, ele terminou a sua associação com Olcott e Besant em 1895 e levou a maioria da Seção Americana da ST com ele. Judge liderou por cerca de um ano a sua nova organização, até a sua morte, quando a liderança passou para Katherine Tingley. A organização surgida da facção liderada por Olcott e Besant está hoje baseada na Índia e conhecida como Sociedade Teosófica - Adyar, mas frequentemente com indicação da sede em Pasadena, Califórnia, nos EUA.

Após a sua morte, sua organização se dividiu, entre estas surgiram a Temple of the People (cuja biblioteca tem o seu nome) em 1898 e a United Lodge of Theosophists (ULT), em 1909.

Fonte: Wikipédia.

310.1.6 - Alice A. Bailey

Alice LaTrobe Bateman, mais conhecida como Alice A. Bailey (Manchester, 16 de Junho de 1880 — 15 de Dezembro de 1949) foi uma pesquisadora e escritora inglesa.

 

Os estudos concentram-se na área da Neoteosofia. Mudou-se para os Estados Unidos em 1907, aonde permaneceu até morrer em 1949. Autora com vastos conhecimentos em misticismo, tendo desencadeado um movimento esotérico internacional. Em 1922, Bailey iniciou a Lucis Trust Publishing Company; em 1923, a Escola Arcana e em 1932 o Movimento Internacional da Boa Vontade.

 

É uma das herdeiras da escola teosófica fundada pela maior esoterista do Ocidente, a russa Mme.Helena Blavatsky. No outono de 1919 foi contatada pelo mestre tibetano Djwhal Khul e desse encontro surgiram os 24 livros, escritos entre 1919 a 1949. 

 

 

Nascida na Inglaterra vitoriana do final do Séc. XIX, e falecida em Nova Iorque em 1949, Alice Bailey, uma grande servidora da Humanidade, deixou assentes as bases de um movimento conducente a uma nova cultura de valores espirituais, além de situar de uma forma ordenada e credível a existência e o trabalho dos Mestres de Sabedoria de todos os povos e de fundar a “Escola Arcana”, que visa a formação e a preparação de discípulos aptos para o Serviço às necessidades mundiais.

 

Descrever a vida

de Alice Ann Bailey é narrar uma existência plena de trabalho, esforço e abnegação.

Nascida em 1880 em Manchester, no seio de uma família abastada, muito cedo ficou orfã de pai e mãe, passando a estar (juntamente com o seu irmão) ao cuidado de uma tia.

 

Ainda que nunca lhe tenha faltado nada, não soube adaptar-se ao convencionalismo social da sua época. Quando, aos 20 anos, se tornou independente, logo

se começaram a manifestar rasgos do carácter empreendedor e idealista que possuía.

Trabalhou em diferentes obras cristãs para jovens e via, então, toda a experiência de Deus unicamente através do prisma dogmático dessa particular religião, que vivenciava de modo quase fanático. O ingresso de Alice Bailey, como trabalhadora voluntária, nos Lares para Soldados que haviam sido criados pela filantropia da Sra. Elise Sandes, constituiu um marco na sua vida. Aí, para além de desempenhar os rotineiros trabalhos domésticos, dirigia sessões e sermões evangélicos, visto se achar tão segura das crenças religiosas que na época professava.

 

O labor que desenvolvia levou-a a viajar até à Índia, a fim de tomar a cargo várias das suas delegações. Tal representou um elemento essencial na sua forma de encarar o Divino.

Depois de um desafortunado primeiro matri-mónio, de que teve três filhas, e que suscitou a sua ida para os Estados Unidos, conheceu Foster Bailey (em 1919). Este viria a ser seu marido, com-panheiro inseparável e principal ajudante na imensa obra que, a partir de então, assumiriam conjuntamente.

 

Durante 30 anos, Alice Bailey escreveu (24) livros - que somam vários milhares de páginas -, proferiu centenas de conferências, atendeu a uma multidão de pessoas e, até ter cumprido a totalidade da sua obra, sobrepôs-se a um estado de saúde constantemente precário. Morreu a 15 de Dezembro de 1949, rodeada do carinho dos milhares de pessoas que beneficiaram do seu trabalho. Na tarde desse mesmo dia, afirmara: “Tenho muito que agradecer. Vivi uma existência rica e plena. Inumeráveis pessoas em todo o mundo foram muito bondosas para mim”.

 

Os Livros

Alice Bailey sempre disse que, desde o momento em que com ela (ainda na sua adolescência) se encontrou um “senhor de porte oriental”, mais tarde identificado como o grande Instrutor Koot-Hoomi, tinha plena consciência de pertencer a um grupo de discípulos. Na sua “Autobiografia Inacabada”, escreveu: “Quero que os Mestres de Sabedoria sejam reais para o mundo, tal como o são para mim e para muitos milhares de pessoas em todo o planeta”.

 

No entanto, o trabalho literário de Alice Bailey foi realizado, numa grande parte, em colaboração (e sobre a direcção) de um outro grande Instrutor Espiritual, chamado Djwhal Khul ou, como é conhecido mais comummente (dada a sua procedência geográfica), “O Tibetano”.

 

Esta obra grandiosa, pelo seu volume e pela informação proporcionada, começou com o livro “Iniciação, humana e Solar”, no qual se transmite a realidade da existência da Hierarquia de Mestres de Sabedoria, a que aludem (sob diferentes nomes) as diversas grandes religiões e a que, modernamente, já se haviam referido Helena Petrovna Blavatsky e outros autores da Sociedade Teosófica.

 

Da colaboração acima referida, que se prolongou durante três décadas, surgiram outros títulos como “A Luz da Alma”- um comentário sobre “Os Aforismos de Yoga” de Patanjali, texto de grande antiguidade e sabedoria tradicional - “Um Tratado sobre os Sete Raios” - obra em 5 volumes, na qual se versam temas tão variados como a psicologia, a cura e a astrologia (não no sentido popularmente conhecido, o qual é uma pura desvirtuação profana e exotérica mas, sim, no sentido profundo, ou seja, esotérico) e, ainda, o caminho da iniciação e suas regras -, “Problemas da Humanidade”, “A Exteriorização da Hierarquia”, “Discipulado na Nova Era” (2 volumes), etc.

 

Justifica uma menção à parte o livro “Um Tratado sobre Fogo Cósmico”, que se apresenta como uma continuação, fundamentalmente numa perspectiva psicológica, de “A Doutrina Secreta”, de H.P.Blavatsky (a quem, em justiça, o mundo nunca poderá pagar a portentosa obra que realizou para a Humanidade). “Um Tratado sobre Fogo Cósmico” é um trabalho de extraordinário volume (mais de 1.200 páginas no original em Inglês), em que se explana o vasto esquema da manifestação e da evolução universal.

 

Em geral, pode dizer-se que a obra escrita por Alice Bailey representa um marco notável na espirituali-dade do século XX, pela ingente quantidade de conhecimento aportado e pela raríssima clareza de expressão, constituindo um quase inesgotável manancial de esclarecimento das grandes e eternas verdades que subjazem ao ensinamento religioso de todas as épocas e de todas as culturas. Aborda, em simultâneo, temas de invulgar profundidade filosó-fica e questões de imediato interesse prático, transportando um repetido apelo ao serviço sério, inteligente e persistente à causa do verdadeiro progresso da Humanidade e alertando contra os perigos do astralismo ilusório e do psiquismo inferior.

 

A Escola Arcana

Em 1923, juntamente com o marido (Foster Bailey) e alguns estudantes, AAB criou a Escola Arcana, a que presidiu o conceito de gerar um centro onde os respectivos membros tivessem plena liberdade e não se vissem obrigados a fazer juramentos nem a contrair compromissos; o que, sim, lhes proporciona a referida Escola é a meditação, estudos e ensinamento esotéricos, concedendo liberdade para fazer os seus próprios ajustes e interpretar a verdade de acordo com a natureza e a capacidade própria de cada um.

Na Escola Arcana (que ainda hoje continua a transmitir ensinamento a quem o solicite), não se exige obediência a ninguém ou, tão pouco, a Mestre algum. Em contrapartida, enfatiza-se a existência do Mestre no Coração (”Cristo em nós”, como lhe chamava São Paulo), da Alma, do verdadeiro homem espiritual dentro de cada ser humano. Do mesmo modo, não se criam impedimentos a que os estudantes trabalhem em qualquer outro grupo, nomeadamente espiritualista ou religioso; apenas se lhes pede que considerem essa actividade como um campo de serviço a favor da Humanidade.

fonte: http://biosofia.net/2000/01/30/o-servico-de-alice-bailey/

 

310.1.7 - OUTROS TEÓSOFOS

Archibald Keightley (1859-1930) foi um proeminente membro da Sociedade Teosófica que auxiliou Helena Blavatsky na edição de sua magnum opus, A Doutrina Secreta. Foi Secretário Geral da Sociedade Teosófica Inglesa de 1888 a 1890.

Mabel Collins (Saint Peter Port, Guernsey, 9 de setembro de 1851 — Gloucester, 31 de março de 1927) foi uma mística britânica.

É conhecida pelos seus livros sobre misticismo, mas também escreveu dezenas de romances. Foi teosofista e amiga de Helena Petrovna Blavatsky.

 

Anna Bonus Kingsford foi uma médica, escritora e mística britânica, filha de John Bonus, nascida em Maryland Point em 16 de setembro de 1846 e uma das primeiras mulehres inglesas, depois de Elizabeth Garrett Anderson, a obter um diploma de Medicina.

Lutou contra a sociedade machista da época, contra vivissecção de animais durante as experiências científicas e nas salas de aula, lutou a favor do vegetarianismo e, sobretudo, lutou por uma nova interpretação das escrituras sagradas cristãs, que denominou de Novo Evangelho da Interpretação. As obras mais importantes são: The Perfect Way, or, the Finding of Christ (O Caminho Perfeito, ou, a Descoberta de Cristo); Clothed with the Sun (Vestida com o Sol) e The Credo of Christendom (O Credo do Cristianismo). Todas essas obras, entre várias outras, se encontram on-line no site dedicado às suas obras, e de Edward Maitland, que foi seu grande colaborador e biógrafo.

Kingsford presidiu por um breve período a Sociedade Teosófica na Inglaterra, tendo sido, junto com Blavatsky e outros, uma das promotoras dessa organização.

 

George Robert Stowe Mead (1863-1933) foi um escritor, editor, tradutor, esoterista e um influente membro da Sociedade Teosófica.

Nasceu em Nuneaton, Warwickshire, Inglaterra em uma família de militares e estudou no The King's School em Rochester e no St John's College em Cambridge.

Mead se tornou membro da Sociedade Teosófica em 1884. Ele deixou o magistério em letras em 1889 e se tornou o secretário pessoal de Helena Blavatsky, o qual permaneceu até a morte dela em 1891. Durante este tempo foi também editor assistente da revista teosófica mensal Lucifer. Quando se tornou o editor renomeou-a para The Theosophical Review.

Após a morte de Blavatsky, inconformado com os rumos que a Sociedade Teosófica estava tomando sob a presidência de Annie Besant, veio a sair desta, assim como vários teósofos. Também foi um dos advogados de acusação no inquérito de Charles Leadbeater por pedofilia. Após a saída fundou a Quest Society e a revista The Quest para continuar seus estudos esotéricos.

Posteriormente, Carl Jung fez-lhe uma visita para agradecer as suas traduções de documentos gnósticos

 

Alfred Percy Sinnett  (18 de Janeiro de 1840 - 26 de Junho de 1921) foi escritor e teósofo.

As cartas dos Mahatmas, que geraram a controvérsia que mais tarde contribuíram na divisão da Sociedade Teosófica, foram escritas majoritariamente para Sinnett. Em 1880, Helena Blavatsky e Henry Olcott visitaram Sinnett em Simla. Em 1881 Sinnett escreveu O Mundo Oculto, e em 1883, Budismo Esotérico.

Posteriormente, Sinnett foi presidente da Loja de Londres da Sociedade Teosófica.

Alfred Percy Sinnett (18 de Janeiro de 1840 - 26 de Junho de 1921) foi escritor e teósofo.

Ele foi Vice-Presidente da Sociedade Teosófica entre 1880-88, 1895-1907, 1911-1921, e atuou como Presidente por quatro meses em 1907, logo após a passagem de Henry Steel Olcott.

Posteriormente, Sinnett foi presidente da Loja de Londres da Sociedade Teosófica.

 

William Wynn Westcott nasceu em 17 de dezembro de 1848, em Landsdown Crescent, Leamington. Seu pais morreram quando ele tinha quase dez anos, ocasião em que foi adotado por seu tio, um cirurgião idoso e solteiro cujos passos profissionais Westcott seguiu. Estudou em Grammar School, Kingston-on-Thames; graduou-se Bacharel de Medicina na Universidade de Londres e era diplomado pela Lic. Soc. Apothecaries.

Casou-se com Elizabeth Brunett, e passou a estudar ciências ocultas. Mudou-se para Londres com sua esposa, provavelmente para fugir da influência de sua família, onde estudou Teosofia, cabala e hermetismo. Tornou-se rosacruz, filiando-se a Societas Rosicruciana in Anglia (S.R.I.A.), para porteriormente tornar-se o seu Mago Supremo. Fundou a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado, uma das sociedades ocultistas mais influentes do final do século XIX.

Morreu em Durban, na África do Sul em 1925.

Fonte: Wikipédia

 

Thomas Alva Edison (Milan, 11 de Fevereiro de 1847 — West Orange, 18 de Outubro de 1931) pertencia Sociedade Teosófica e  foi um grande inventor e empresário dos Estados Unidos que desenvolveu muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como era conhecido, foi um dos primeiros inventores a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.

Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio ou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve papel determinante na indústria do cinema.

Muitos o consideram o maior inventor de todos os tempos. O seu QI seria estimado em cerca de 240. A ele são atribuídas mais de 1300 patentes, ainda que nem todas sejam de invenções de sua própria autoria.
Thomas Edison, o maior gênio inventor da história. Coube a ele a invenção da lâmpada, do disco, do gramofone, máquinas de filmar (cinema) e mais de outras mil invenções.
Fonte: Wikipédia.

 

310.2 - ESPÍRITAS:

310.2.1 - CHICO XAVIER:

Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 — Uberaba, 30 de junho de 2002), nascido como Francisco de Paula Cândido e mais conhecido popularmente por Chico Xavier, notabilizou-se como médium .

Nascido em Pedro Leopoldo, cidade do interior de Minas Gerais, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo Franciso de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituido pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril 1966, quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos.

Ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.

Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar". O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar. Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração. Algum tempo depois, terminou seu martírio.

 

Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados. A situação era difícil. A guerra acabara e graçava a gripe espanhola. O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar. Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e vender os legumes. Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a frequentar as aulas.

Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o ABC. Com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa a sós, pois precisava buscar lenha à distância. Foi então que surgiu um problema: a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher a verduras e, sem verduras, não haveria dinheiro para as despesas da escola. Preocupada, a madrasta, não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que, pedisse um conselho ao espírito de sua mãe. À tardinha, o menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu uma sugestão: toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa.

Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças. Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos. À noite, levantava-se agitado e conversava com locutores invisíveis. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender! O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas, livros. Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte e que era o demônio que lhe estava perturbando.

O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva. Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebidas em sonho, que ficasse em silêncio. Precisava aprender a obediência para que Deus, um dia, lhe concedesse a confiança dos outros. E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.

Em 1923 terminou o curso primário, no Grupo. Levantava-se às seis da manhã para começar, às sete, as terefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite. Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite. As perturbações noturnas continuaram. Depois de dormir, caía em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa. Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos. " A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália.

Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos. Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, em contato com a natureza, ama até as pedras e os montes pensativos.

Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo. Vê em tudo poesia e vida, verdade e luz, beleza e amor e, acima de tudo, a presença de Deus! Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras. A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Em 1931, Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 ótimos livros. Vivia no apogeu de triunfos mediúnicos. Estava conhecidíssimo no Brasil e no mundo inteiro.

O Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos, validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio das idéias entre os dois Mundos. Além disso, recebera romances , livros e mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo, realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida. Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu ele, então, início à famosa perigrinação.

Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas afinizadas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual. A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium. Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo. Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram. Os direitos autorais de seus livros publicados, em torno de 340, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades.

Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico é um homem aposentado e recebe somente os proventos de sua aposentadoria. Do ponto de vista espiritual, Chico Xavier é, a cada dia que passa, um homem mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço. Com a saúde debilitada, Chico Xavier vem confirmando, nos últimos tempos, a sua condição de um autêntico missionário do Cristo, pois impossibilitado de comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, ele tem reunido as forças que lhe restam para continuar, em casa, a tarefa da psicografia. E, embora debilitado, continua de ânimo firme e a alma com grande capacidade de trabalho. Chico Xavier ama a tarefa que o Senhor lhe concedeu

Artigo Especial: Chico Xavier morre em Uberaba aos 92 anos (30/06/2002 - 21h03)

Chico Xavier, o médium brasileiro mais famoso, morreu no início da noite deste domingo, na cidade mineira de Uberaba (494 km de Belo Horizonte), aos 92 anos. Ele foi encontrado no quarto pelo filho adotivo, Eurípedes Humberto. Segundo a família, ele sofreu uma parada cardíaca, após reclamar de dores no peito e nas costas durante a manhã. Autor de mais de 400 livros, lançados por editoras espíritas e traduzidos para vários idiomas, Chico Xavier personifica o espiritismo no Brasil. Popular, era sempre visitado por artistas e políticos. Recebia todos com um sorriso e um beijo na mão. O velório deverá ser no Centro Espírita Casa da Prece, em Uberaba.

Principais obras Psicografadas:

Ano

Obra

Autor espiritual

Editora

1932

Parnaso de Além-Túmulo

Vários autores

FEB

1937

Crônicas de Além-Túmulo

Humberto de Campos

FEB

1938

Emmanuel

Emmanuel

FEB

1938

Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho

Humberto de Campos

FEB

1938

A Caminho da Luz

Emmanuel

FEB

1939

Há Dois Mil Anos

Emmanuel

FEB

1940

Cinqüenta Anos Depois

Emmanuel

FEB

1941

O Consolador

Emmanuel

FEB

1942

Paulo e Estevão

Emmanuel

FEB

1942

Renúncia

Emmanuel

FEB

1944

Nosso Lar

André Luiz

FEB

1944

Os Mensageiros

André Luiz

FEB

1945

Missionários da Luz

André Luiz

FEB

1945

Lázaro Redivivo

Irmão X

FEB

1946

Obreiros da Vida Eterna

André Luiz

FEB

1947

Volta Bocage

Bocage

FEB

1948

No Mundo Maior

André Luiz

FEB

1948

Agenda Cristã

André Luiz

FEB

1949

Voltei

Irmão Jacob

FEB

1949

Caminho, Verdade e Vida

Emmanuel

FEB

1949

Libertação

André Luiz

FEB

1950

Jesus no Lar

Neio Lúcio

FEB

1950

Pão Nosso

Emmanuel

FEB

1952

Vinha de Luz

Emmanuel

FEB

1952

Roteiro

Emmanuel

FEB

1953

Ave, Cristo!

Emmanuel

FEB

1954

Entre a Terra e o Céu

André Luiz

FEB

1955

Nos Domínios da Mediunidade

André Luiz

FEB

1956

Fonte Viva

Emmanuel

FEB

1957

Ação e Reação

André Luiz

FEB

1958

Pensamento e Vida

Emmanuel

FEB

1959

Evolução em Dois Mundos

André Luiz

FEB

1960

Mecanismos da Mediunidade

André Luiz

FEB

1960

Religião dos Espíritos

Emmanuel

FEB

1961

O Espírito da Verdade

diversos espíritos

FEB

1963

Sexo e Destino

André Luiz

FEB

1968

E a Vida Continua...

André Luiz

FEB

1970

Vida e Sexo

Emmanuel

FEB

1971

Sinal Verde

André Luiz

Comunhão Espírita
Cristã (CEC)

1977

Companheiro

Emmanuel

Instituto de Difusão
Espírita (IDE)

1985

Retratos da Vida

Cornélio Pires

IDE/CEC

1986

Mediunidade e Sintonia

Emmanuel

CEU

1991

Queda e Ascensão da Casa dos Benefícios

Bezerra de Menezes

GER

1999

Escada de Luz

diversos espíritos

CEU

Fonte: Wikipédia e http://www.e-biografias.net/biografias/chico_xavier.php

310.2.2 - Léon Denis

León Denis nasceu na França, em 1º de Janeiro de 1846, numa localidade chamada Foug, na região da Alsácia Lorena, iniciando uma vida exemplar, na qual desde a mais tenra infância conheceu as dificuldades materiais, o trabalho árduo, mas também coisas belas, as quais soube apreciar e valorizar: o aconchego familiar, as belezas naturais e os tesouros da civilização de seu país, as maravilhosas revelações contidas nos livros que, embora de difícil acesso para o jovem operário, lhe traziam conhecimentos que o deslumbravam e lhe proporcionavam "viagens" pelo mundo, pelos espaços infinitos, pelas riquezas inestimáveis do pensamento humano.


   Aos 18 anos, conheceu, de Allan Kardec. Pouco tempo depois, assistiu a uma conferência proferida pelo codificador da Doutrina Espírita em Tours, cidade na qual viveu, dos 16 anos até o fim de sua vida. Ali, de pé no jardim onde se realizou a conferência, sob a luz das estrelas, Denis bebeu as palavras de Kardec, que falava sobre a obsessão...e, desde então, entregou-se com todas as potências de sua alma, à causa do estudo e da divulgação da Doutrina Espírita.


   
E é nesse espírito de total entrega que ele atravessa, imperturbável, todas as tormentas da existência: guerras (inclusive a Primeira Guerra Mundial), cegueira, críticas, perda de entes queridos, etc, sempre firme em seu posto, escrevendo livros e artigos, fazendo palestras, presidindo Congressos, sempre esclarecendo, consolando, animando.

"Sempre para o mais alto!" É o lema que seu guia espiritual Jerônimo de Praga lhe dá para pautar a sua vida. É o exemplo que colhe da vida de sua amada "sorella", a heroína Joanna d'Arc. É o lema que ele nos dá a todos. Sua vida absolutamente coerente com a sua obra lhe vale o título de "Apóstolo do Espiritismo".
 

A hora de partir para o plano espiritual, de onde continua sua missão, vem encontrar o trabalhador, já ancião, com 81 anos, em plena atividade. Apressa-se em concluir o livro "O Gênio Céltico e o Mundo invisível", para entregá-lo a seus editores. Não chegaria a vê-lo publicado.
 

Dita para a sua secretária, Claire Baumard, o prefácio prometido a Henri Sauce, que irá publicar uma biografia de Kardec. Que trabalho seria mais digno de encerrar a carreira de Denis?
 

Manhã chuvosa de 12 de abril de 1927...no quarto de Denis amigos fiéis acompanham seus últimos instantes. Gaston Luce e sua esposa estão entre eles. "Mademoiselle" Baumard tem nas suas as mãos do agonizante, que não cessa de lhe dar recomendações...pelo futuro da Doutrina Espírita. "Chamado ao espaço", Denis parte, vitorioso, e, de lá, continua nos esclarecendo, consolando e animando:
 

"Homem! Meu irmão! Vamos para o mais alto! Mais alto!"

 

Dentre suas obras, destacam-se:

  • Cristianismo e Espiritismo (FEB)

  • Depois da Morte (FEB)

  • Espíritos e Médiuns (CELD)

  • Joana D'Arc, Médium (FEB)

  • No Invisível (FEB)

  • O Além e a Sobrevivência do Ser (FEB)

  • O Espiritismo e o Clero Católico (CELD)

  • O Espiritismo na Arte (Lachâtre)

  • O Gênio Céltico e o Mundo Invisível (CELD)

  • O Grande Enigma (FEB)

  • O Mundo Invisível e a Guerra (CELD)

  • O Porquê da Vida (FEB)

  • O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB)

  • O Progresso (CELD)

  • Provas Experimentais da Sobrevivência

  • Socialismo e Espiritismo (O Clarim)

Bibliografia:

CARNEIRO, Victor Ribas. ABC do Espiritismo (5a. ed.). Curitiba (PR): Federação Espírita do Paraná, 1996. 223p. ISBN 85-7365-001-X p. 54-57.

DENIS, Léon. Après la mort. Paris: Ed. J. Meyer (B.P.S.), 1890.

DENIS, Léon. Dans l'invisible - Spiritisme et médiumnité. Paris: Ed. J. Meyer (B.P.S.), 1911.

LUCE, Gaston. Léon Denis, l'apôtre du spiritisme. Paris: Ed. J. Meyer (B.P.S.), 1928.

 

 

310.2.3 - Divaldo Pereira Franco

Divaldo Pereira Franco, mais conhecido como Divaldo Franco ou simplesmente Divaldo (Feira de Santana, 5 de maio de 1927) é um professor, médium e orador espírita brasileiro.

 

É, há quase sessenta anos, um importante orador e escritor espírita, com mais de cinqüenta anos devotados à mediunidade, e mais de quarenta dedicados a cuidar dos meninos de rua de Salvador, na Bahia. Para este último fim fundou, em 15 de agosto de 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, a casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.

Divaldo cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, onde recebeu o diploma de Professor Primário em 1943. Desde a infância relata comunicar-se com os espíritos.

Quando jovem, foi abalado pela morte de seus dois irmãos mais velhos, o que o deixou traumatizado e enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas, na área da Medicina, sem, contudo, lograr qualquer resultado satisfatório.

 

 Nessa época conheceu a Sra. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à Doutrina Espírita, o que o teria libertado do trauma e trazido consolações, tanto para ele como para toda a sua família.

Divaldo dedicou-se, então, ao estudo do Espiritismo, ao tempo em que foi aprimorando suas faculdades mediúnicas, pelo correto exercício e continuado estudo do Espiritismo.

Transferiu residência para Salvador no ano de 1945, tendo feito concurso para o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), onde ingressou a 5 de Dezembro de 1945, como escriturário.

Já espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção (CECR), em 7 de Setembro de 1947.

Em A Veneranda Joanna de Ângelis (Salvador: LEAL, 1987), escrito por Divaldo e Celeste Santos, constam biografias do médium baiano e de sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis, bem como informações sobre o trabalho educacional e assistencial desenvolvido pela Mansão do Caminho, além de entrevistas com Divaldo e relatos sobre supostas reencarnações de Joanna de Ângelis.

Divaldo, desde jovem, teve vontade de cuidar de crianças. Educou mais de 600 "filhos", hoje emancipados, a maioria com família constituída e a própria profissão, no magistério, contabilidade, serviços administrativos e até medicina, tem 200 "netos". Na década de 60 iniciou a construção de escolas-oficinas profissionalizantes e de atendimento médico. Hoje a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional que atende a 3.000 crianças e jovens carentes, na Rua Jaime Vieira Lima, 01 – Pau de Lima, um dos bairros periféricos mais carentes de Salvador; tem 83.000 m² e 43 edificações. A obra é basicamente mantida com a venda de livros mediúnicos e das fitas gravadas nas palestras.

O Centro Espírita Caminho da Redenção administra, dentre outros, os seguintes órgãos assistenciais:

  • Mansão do Caminho (semi-internato para crianças e jovens carentes), fundado em 15 de agosto de 1952;

  • A Manjedoura (creche para crianças carentes de 2 meses a 3 anos de idade) ;

  • Escola Jesus Cristo (ensino fundamental), fundada em março de 1950;

  • Escola Allan Kardec (ensino fundamental), fundada em 1965;

  • Escola de Informática;

  • Escola de Educação Infantil Alvorada Nova, fundada em fevereiro de 1971 com o nome de Esperança;

  • Escola de Evangelização (ensino espírita para público infantil);

  • Juventude Espírita Nina Arueira (evangelização e ensino espírita para o público jovem);

  • Caravana Auta de Souza (auxilia idosos e pessoas inválidas portadoras de doenças irrecuperáveis e degenerativas);

  • Casa de Assistência Lourdes Saad (distribuição diária de sopa e pão);

  • Casa da Cordialidade (assiste a famílias carentes);

  • Centro de Saúde J. Carneiro de Campos;

  • Evangelização Nise Moacyr (evangelização de crianças);

  • Grupo Lygia Banhos (esclarecimento e consolo a comunidades carentes);

  • Livraria Espírita Alvorada (editora e gráfica).

 

Cronologia:

  • 1927

    • Maio, 27: Nasce em casa humilde, filho de Francisco Pereira Franco e Ana Alves Franco. Desde criança já demonstrava capacidade de comunicar-se com o mundo espiritual.

  • 1943

    • Recebe o diploma de professor primário pela Escola Normal Rural de Feira de Santana.

  • 1945

    • Muda-se para Salvador;

    • Aprovado no concurso do IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado).

  • 1947

    • Começa a realizar conferências. Desde então, já realizou mais de 14 mil em mais de 1400 cidades (cerca de 500 destas no exterior, e 900 no Brasil).

    • Setembro, 7: funda o Centro Espírita Caminho da Redenção.

  • 1949

    • Começa a atividade de psicografar.

  • 1952

    • Agosto, 15: funda a Mansão do Caminho.

  • 1964

    • Primeira obra psicografada. O livro Messe de Amor, série de mensagens de Joanna de Ângelis.

  • 2000

    • Agosto: Participa do I Encontro Mundial pela Paz, a convite da ONU, onde vários religiosos debateram e elaboraram uma proposta para a paz no mundo.

    Fonte: Wikipédia

 

310.2.4 - Herculano Pires

José Herculano Pires (Avaré, SP, 25 de setembro de 1914, — São Paulo, SP, 9 de março de 1979) foi um jornalista, filósofo, educador e escritor espírita brasileiro.

Destacou-se como um dos mais ativos divulgadores do espiritismo no país. Traduziu os escritos de Allan Kardec e escreveu tanto estudos filosóficos quanto obras literárias inspirados na doutrina espírita.

Filho do farmacêutico José Pires Corrêa e de sua esposa, a pianista Bonina Amaral Simonetti Pires, fez os seus primeiros estudos em Avaré, Itaí e Cerqueira César. Desde cedo revelou vocação literária, tendo composto aos 9 anos de idade, o seu primeiro soneto, um decassílabo sobre o Largo São João, da sua cidade natal. Aos 16 anos publicou o seu primeiro livro, "Sonhos Azuis" (contos) e, aos 18 anos, o segundo, "Coração" (poemas livres e sonetos).

Colaborou em jornais e revistas da época, tanto do estado de São Paulo quanto do Rio de Janeiro. Teve vários contos publicados, com ilustrações, na "Revista Artística do Interior", que promoveu dois concursos literários, um de poemas, pela sede, em Cerqueira César, e outro de contos, pela Seção de Sorocaba.

Em 1940 transferiu-se para Marília, onde adquiriu o jornal Diário Paulista, que dirigiu por seis anos.

Com José Geraldo Vieira, Zoroastro Gouveia, Osório Alves de Castro, Nichemja Sigal, Anthol Rosenfeld e outros promoveu, através do jornal, um movimento literário na cidade e publicou "Estradas e Ruas" (poemas) que Érico Veríssimo e Sérgio Milliet comentaram favoravelmente.

Em 1946 mudou-se para São Paulo, onde lançou o seu primeiro romance "O Caminho do Meio", que mereceu críticas elogiosas de Afonso Schimidt, Geraldo Vieira e Wilson Martins.

Em sua carreira, foi ainda repórter, redator, secretário, cronista parlamentar e crítico literário dos Diários Associados, tendo exercido essas funções por cerca de trinta anos.

Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, publicou uma tese existencial: "O Ser e a Serenidade".

Autor de oitenta livros de Filosofia, Ensaios, Histórias, Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo, vários de parceria com Chico Xavier. É um dos autores mais críticos dentro da Doutrina Espírita. Sua linha de pensamento é forte e altamente racional, combatendo os desvios e mistificações. Alegava sofrer de grafomania, escrevendo dia e noite. Não tinha vocação acadêmica e não seguia escolas literárias. Seu único objetivo era comunicar o que achava necessário, da melhor maneira possível. Graduado em Filosofia pela USP, publicou uma tese existencial: O Ser e a Serenidade .

 

Bibliografia:

RIZZINI, Jorge. J. Herculano Pires, o apóstolo de Kardec. São Paulo: Paideia, 2000. 282p. ISBN 0000035491

 

310.2.5 - Bezerra de Menezes

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, conhecido popularmente como Dr. Bezerra de Menezes ou simplesmente Bezerra de Menezes (Riacho do Sangue, actual Jaguaretama, 29 de Agosto de 1831 — Rio de Janeiro, 11 de Abril de 1900), foi um médico, militar, escritor, jornalista, político e expoente da Doutrina Espírita no Brasil.

Infância e juventude

Descendente de antiga família de fazendeiros de criação, ligada à política e ao militarismo na Província do Ceará, era filho de Antônio Bezerra de Menezes (tenente-coronel da Guarda Nacional) e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra.

Em 1838, aos sete anos de idade, ingressou na escola pública da Vila Frade (adjacente ao Riacho do Sangue), onde, em dez meses, aprendeu os princípios da educação elementar.

Em 1842, como consequência de perseguições políticas e dificuldades financeiras, a sua família mudou-se para a antiga vila de Maioridade (serra do Martins), no Rio Grande do Norte, onde o jovem, então com onze anos de idade, foi matriculado na aula pública de Latim. Em dois anos já substituía o professor em classe, em seus impedimentos.

Em 1846, a família retornou à Província do Ceará, fixando residência na capital, Fortaleza. O jovem foi matriculado no Liceu do Ceará, onde concluiu os estudos preparatórios.

A carreira na Medicina

Em 1851, ano de falecimento de seu pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, naquele mesmo ano, iniciou os estudos de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

No ano seguinte (1852), ingressou como praticante interno ("residente") no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Para prover os seus estudos, dava aulas particulares de Filosofia e Matemática.

Obteve o doutoramento (graduação) em 1856, com a defesa da tese: "Diagnóstico do cancro". Por essa altura, abandonou o último patronímico e modificou o "s" de Meneses para "z", passando a assinar-se simplesmente como Adolfo Bezerra de Menezes. Nesse ano, o Governo Imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército Brasileiro, e nomeou para chefiá-lo, como Cirurgião-mor, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, antigo professor de Bezerra de Menezes, e que o convidou para trabalhar como seu assistente.

A 27 de Abril de 1857 candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento". O académico José Pereira Rego leu o parecer na sessão de 11 de Maio, tendo a eleição transcorrido na de 18 de Maio e a posse na de 1 de Junho do mesmo ano.

Casamento:

Em 1865 desposou, em segundas núpcias, Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã por parte de mãe de sua primeira esposa, e que cuidava de seus filhos até então, com quem teve mais sete filhos.

Trajetória política

Nesse período a Câmara Municipal do Município Neutro tinha como presidente Roberto Jorge Haddock Lobo, do Partido Conservador. Ao mesmo tempo, Bezerra de Menezes já se notabilizara pela actuação profissional e pelo trabalho voltado à população carente. Desse modo, em 1860, em uma reunião política, alguns amigos levantaram a candidatura de Bezerra de Menezes, pelo Partido Liberal, como representante da paróquia de São Cristóvão, onde então residia, à Câmara. Ciente da indicação, Bezerra recusou-a inicialmente, mas, por insistência, acabou se comprometendo apenas em não fazer uma declaração pública de recusa dos votos que lhe fossem outorgados.

Abertas as urnas e apurados os votos, Bezerra fora eleito. Os seus adversários, liderados por Haddock Lobo, impugnaram a posse sob o argumento de que militares de Segunda Classe não podiam exercer o cargo de Vereador. Desse modo, para apoiar o Partido, que necessitava dele para obter a maioria na Câmara, decidiu requerer exoneração do Corpo de Saúde (26 de Março de 1861). Desfeito o impedimento, foi empossado no mesmo ano.

Foi reeleito vereador da Câmara Municipal do Município Neutro para o período de 1864 a 1868.

Foi eleito deputado Provincial pelo Rio de Janeiro em 1866, apesar da oposição do então primeiro-ministro Zacarias de Góis e dos chefes liberais - senador Bernardo de Souza Franco (visconde de Souza Franco) e deputado Francisco Otaviano de Almeida Rosa. Empossado em 1867, a Câmara dos Deputados foi dissolvida no ano seguinte (1868), devido à ascensão do Partido Conservador.

Retornou à política como vereador no período de 1873 a 1885, ocupando várias vezes as funções de presidente interino da Câmara Municipal, efectivando-se em Julho de 1878, cargo que corresponderia actualmente ao de Prefeito

Obreiro Espirita:

Pela atuação destacada no movimento espírita da capital brasileira no último quartel do século XIX, Bezerra de Menezes foi considerado um modelo para muitos adeptos da Doutrina. Destacam-lhe a índole caridosa, a perseverança, e a disposição amorosa para superar os desafios. Essas características, somadas à sua militância na divulgação e na reestruturação do movimento espírita no país, fizeram com que fosse considerado o "Kardec Brasileiro", numa homenagem devida ao papel de relevância que desempenhou. Muitos seguidores acreditam, ainda, que Bezerra de Menezes continua, em espírito, a orientar e influenciar o movimento espírita. É considerado patrono de centenas de instituições espíritas em todo o mundo

Cronologia

  • 1831 (29 de Agosto): Nasceu Adolfo Bezerra de Menezes, em Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), Província do Ceará, filho de Antônio Bezerra de Menezes e Fabiana de Jesus Maria Bezerra.

  • 1838: Ingressou na escola pública em Vila do Frade.

  • 1842: Prosseguiu os seus estudos na Vila da Maioridade (serra do Martins, Rio Grande do Norte).

  • 1844: Com 15 anos de idade substituiu, por vezes, o professor nas aulas de latim.

  • 1846: Completou os estudos preparatórios no Liceu do Ceará.

  • 1851 (5 de Fevereiro): Embarcou a para a Corte, a fim de fazer o curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

  • 1852 (Novembro): Ingressou como praticante interno ("residente") no hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

  • 1856: Graduou-se em Medicina, obtendo, em todos os anos do curso, a nota "Optima cum Laude".

  • 1857 (1 de Junho): Tomou posse como Sócio efetivo da Academia Imperial de Medicina.

  • 1858: Foi nomeado assistente do Cirurgião-mor do Corpo de Saúde do Exército Brasileiro, no posto de Cirurgião-tenente.

  • 1858 (6 de Novembro): Desposou Maria Cândida de Lacerda.

  • 1859: Redator dos Anais Brasilienses de Medicina, cargo que exerceu até 1861.

  • 1860: Por insistência dos moradores da freguesia de São Cristóvão incluiu o seu nome na lista de candidatos a Vereador Municipal pelo Partido Liberal.

  • 1861: Foi eleito para o cargo de Vereador, demitiu-se do Corpo de Saúde do Exército.

  • 1863 (24 de Março): Faleceu a sua esposa, Maria Cândida de Lacerda, deixando-lhe dois filhos.

  • 1864: Foi reeleito para o cargo de Vereador para o período 1864-1868.

  • 1865 (21 de Janeiro): Desposou D. Cândida Augusta de Lacerda Machado, com quem teve sete filhos.

  • 1867: Presidente interino da Câmara Municipal da Corte.

  • 1867: Deputado Geral pelo Distrito da Corte.

  • 1869: Sócio-fundador da Companhia Estrada de Ferro Macaé e Campos.

  • 1873: Reeleito para o cargo de Vereador para o Distrito da Corte até 1881.

  • 1875: Iniciou o estudo da Doutrina Espírita.

  • 1877: Presidente interino da Câmara Municipal da Corte.

  • 1878: Presidente efetivo da Câmara Municipal da Corte até 1881.

  • 1878: Novamente Deputado Geral pelo Distrito da Corte até 1885.

  • 1878: Inclusão de seu nome na lista Senatorial do Ceará.

  • 1879: Homenagem dos súbditos portugueses residentes na Corte, que lhe ofertaram o seu retrato pintado a óleo, em tamanho natural, pelo pintor Augusto Rodrigues Duarte.

  • 1885: Encerrou as suas atividades políticas no cargo de Presidente da Câmara Municipal e como Deputado Geral pelo Distrito da Corte.

  • 1886 (16 de Agosto): proclamou, publicamente, a sua adesão ao Espiritismo.

  • 1887: Iniciou, sob o pseudônimo de "Max", uma série de artigos de doutrina espírita no periódico O Paiz, dirigido por Quintino Bocaiúva, e no Reformador, órgão da Federação Espírita Brasileira.

  • 1889: Presidente da Federação Espírita Brasileira e do Centro da União Espírita do Brasil.

  • 1890: Vice-presidente da Federação Espírita Brasileira

  • 1890: Representação em defesa do Espiritismo ao então Presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca.

  • 1891: Vice-Presidente da Federação Espírita Brasileira

  • 1891 (18 de Fevereiro): Fundou o Grupo Espírita Regeneração

  • 1891: Traduziu o livro Obras Póstumas de Allan Kardec, publicado em língua portuguesa em 1892.

  • 1893: Representação em defesa do Espiritismo ao Congresso Nacional do Brasil.

  • 1894: Diretor efetivo do Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil.

  • 1895: Presidente da Federação Espírita Brasileira.

  • 1895: Reeleito Presidente da Federação Espírita Brasileira, cargo que exerceu até à data de sua morte.

  • 1900 (11 de Abril): Faleceu, no Rio de Janeiro, às 11 horas e 30 minutos.

PRINCIPAIS OBRAS ESPIRITAS:

Através de Divaldo Pereira Franco, comunicações nas seguintes obras
  • 1991 – "Compromissos Iluminativos" (coletânea de mensagens, ed. LEAL)

Através de Francisco Cândido Xavier, comunicações nas seguintes obras
  • 1973 - "Bezerra, Chico e Você" (coletânea de mensagens, ed. GEEM)

  • 1986 - "Apelos Cristãos" (coletânea de mensagens, ed. UEM)

  • "Nosso Livro"

  • "Cartas do Coração"

  • "Instruções Psicofônicas"

  • "O Espírito da Verdade"

  • "Relicário de Luz"

  • "Dicionário d'Alma"

  • "Antologia Mediúnica do Natal"

  • "Caminho Espírita"

  • "Luz no Lar"

Através de Francisco de Assis Periotto, comunicações nas seguintes obras
  • 2001 - "Fluidos de Luz: ensinamentos de Bezerra de Menezes"

  • 2002 - "Fluidos de Paz: ensinamentos de Bezerra de Menezes"

Através de Maria Cecília Paiva, comunicações nas seguintes obras
  • "Garimpos do Além" (coletânea de mensagens, ed. Instituto Maria).

Através de Waldo Vieira, comunicações nas seguintes obras
  • "Entre Irmãos de Outras Terras"

  • "Seareiros de Volta"

Através de Yvonne do Amaral Pereira, comunicações nas seguintes obras
  • 1955 – "Nas Telas do Infinito" (1ª. Parte, romance, ed. FEB)

  • 1957 – "A Tragédia de Santa Maria" (romance, ed. FEB)

  • 1964 – "Dramas da Obsessão" (romance, ed. FEB)

  • 1968 – "Recordações da Mediunidade" (relatos e orientações, ed. FEB)

 

   
 

310.3 - ROSACRUCIANOS:

310.3.1 - Novalis

Georg Philipp Friedrich, Freiherr (Barão) von Hardenberg (1772-1801), mais conhecido como o poeta Novalis, é um dos representantes dos primórdios do romantismo alemão, e teve sua obra influenciada profundamente pela Alquimia, e também pelas tradições do Hermetismo e da Rosacruz.
Nasceu em 2 de maio de 1772 em Oberwiederstedt, na Saxônia prussiana numa família de nobres protestantes. Quando tinha 10 anos foi enviado para uma escola religiosa mas teve dificuldades em se ajustar. Foi entretanto viver com o seu tio que lhe abriu portas para o Racionalismo e a cultura francesa. Mudou-se com os seu pai para Weissenfels e entre 1790 e 1791 estudou Direito na Universidade de Jena onde conheceu Friedrich Von Schiller e Friedric Schlegel. Completou os estudos em Wittenberg em 1793.
O livro de Goethe “Wilhelm Meisters Lehrjahre” (Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meiste) influenciou-o profundamente, de tal modo que ele o considerou a bíblia da “Nova Era”. Por volta de 1796 estudou também as obras de Johann Gottlieb Fitche.

Com 21 anos, mudou-se para Tennstädt, perto de Langensalza, para trabalhar como Kreisamtmann(Administrador Civil), depois de o pai ter rejeitado o convite do ministro prussiano para um outro cargo governamental em Berlim, com receio das influências liberais. No ano seguinte foi nomeado Auditor da Direcção das minas de sal de Weibenfels, onde o pai trabalhava como Director.
A conselho de amigos, que pretendiam impedi-lo de sucumbir à forte e inexperimentada tentação da vida militar que sentira, havia-se mudado, no final de 1794, para Arnstadt, na Thuringia, para continuar no ramo de trabalho do pai
Em 1798, publica uma série de fragmentos filosóficos, ano em que começa a utilizar o seu pseudônimo: "Novalis", que significa "aquele que explora uma nova Terra".

1798 é também o ano em que Novalis começa a ler "As Núpcias Alquímicas de Cristão Rosacruz". Até então, Novalis era apenas um romântico místico que inclinava-se para uma restauração da idéia da república cristã, desaparecida desde o tempo da reforma protestante, em uma época em que as idéias da Revolução Francesa começavam a se espalhar por toda a Europa. Mas a partir de 1798 ele torna-se também um estudioso da alquimia e do hermetismo. Apresenta a partir de então, como tema central de suas visões, o símbolo da flor azul, que mais tarde se transformou como símbolo de saudade entre os Românticos ("A “Flor Azul” era inatingível e assim o continuará!"). Este símbolo, no entanto, era oriundo da tradição alquímica, mais provavelmente do tratado alquímico "Pandora", escrito por Hieronymus Reussner em 1582, onde existe um gravura contendo três flores provenientes do Ovo Hermético, contendo o Ouroboro: a flor vermelha simbolizando o Ouro; a branca, a prata; e a azul, a sabedoria (flos sapientum). Novalis se inclina com atenção sobre a estrutura sétupla da narração sobre a consumação da "Grande Obra" em as "As Núpcias Alquímicas de Cristão Rosacruz", tomando-a como fundamento para a estrutura de seu novo romance "Heinrich Von Ofterdingen", apreendendo da obra de Andreae a forma de utilizar o vocabulário alquímico para descrever de forma metafórica o que se passa no interior de um indivíduo durante tal processo.
Para Novalis, a transmutação alquímica consistia na transformação do próprio homem: "Somos Filhos de Deus. Sementes Divinas. Um dia, seremos o que nosso Pai é." Ele falava do "ato de se superar", uma ascensão gradual progressiva, de forma análoga ao processo alquímico de sete fases, que cada ser humano deveria realizar dentro de si. Para ele, a verdadeira alquimia era realizada pela palavra criadora da poesia. E por poesia, Novalis entendia o ato criador, em seu sentido mais amplo, praticado na vida cotidiana, capaz de dissolver (solutio) os entraves que prendem o homem ao mundo, ao mesmo tempo em que realiza a união (coagulatio) íntima entre o finito e o infinito.
Novalis estuda também Jacob Boehme, cuja influência pode ser percebida no romance Die Lehrlinge Zu Sais (1798 / 99), texto de profunda inspiração esotérica e teosófica.
 

Em 1800, ele finaliza a sua única coleção acabada de poemas, ”Hymnen an die Nacht” (Hinos à Noite), obra que resplandece de simbolismos herméticos. O conjunto de seis prosas e versos líricos foi publicado na Athenäum, uma revista literária editada por August Wilhelm Schlegel e por seu irmão Friedrich Schlegel.


Na sua viagem a Weimar, conhece pessoalmente Goethe. Começa a trabalhar na sua escrita com um novo entusiasmo, mas nessa altura estava seriamente doente.
Falece de tuberculose em 25 de março de 1801em Weibenfels.

Bem-aventurado aquele que se tornou sábio, que não especula sobre o mundo e busca em si mesmo a Pedra da Sabedoria eterna.
Somente o sapiente é digno de ser adeptoele transmuta tudo em vida e ouro, sem precisar de elixires.
A retorta sagrada nele exala – o rei presente nele está – Delfos também; e finalmente ele compreende :
Conhece-te a ti mesmo

(NOVALIS)

310.3.2 - Edward Bulwer Lytton

Autor do Romance ocultista: Zanoni


Nasceu em 25 de maio de 1803, em Londres. Era um exímio aluno em literatura clássica, e desde cedo escrevia poemas em Grego e Latim com perfeição. Passou por muitas escolas, pois os professores não conseguiam acompanhar o ritmo dele. Publicou seu primeiro trabalho (poemas) aos 15
anos.

Entrou em Cambridge aos 19 anos e após isso foi viajar pelo mundo. Ainda em Cambridge passou a se interessar por astrologia. Em 1825 estava em Paris. Casou-se em Londres em 1827. Teve dois filhos. Foi editor de uma revista literária. E também jornalista. Em 1828 escreveu “O deserdado” E “Devereux” – o nome da personagem é Robert Devereux, e a história se passa na Inglaterra dos Tudors. Curiosamente, o Conde de Essex, meio irmão de Francis Bacon, também se chama Robert Devereux.

Separou-se de sua esposa, após voltar da Itália. Acusações de traição de ambos os lados. Passou a atuar na política britânica, freqüentando a House of Commons. Seu segundo pronunciamento foi sobre o teatro inglês. A oratória de Bulwer Lytton era incomparável. Também fez pronunciamentos sobre a abolição da escravatura, falando a favor dos negros. Bulwer tinha muito interesse na história da Inglaterra e dedicava a escrever romances históricos. Escreveu uma dramática trilogia obre Oliver Cromwell (que destronou Jayme I no século XVII). A ópera ‘Rienzi’ de Richard Wagner, foi baseada em um livro de Lytton com o mesmo nome. BL também escreveu uma peça sobre Ricardo III
Seu pai e seu irmão eram franco-maçons, mas ele não se ligou à maçonaria. Foi admitido em uma loja rosacruz em Frankfurt em 1850. Eliphas Levi foi para Londres em 1853, ele considerava Bulwer Lytton um dos principais exponentes do ocultismo.
Bulwer Lytton recebeu Eliphas Levi no Martinismo e na Fraternidade Rosacruz, e conferiu a ele um Batismo de Luz.”

Em 1848 escreveu um grande poema intitulado “King Arthur”. Era amigo do poeta Tennyson, e provavelmente foram conversas entre eles sobre o rei Arthur que estimularam Tennyson a escrever “Os idílios do rei”. Em outra obra de BL, ele fala de um mago egípcio em exílio. E na obra ele fala de umfogo vivocomo princípio.
BL era amigo de Charles Dickens, e certa vez escolheu uma peça para Dickens levar ao palco. A peça selecionada era de autoria de Ben Jhonson.
Lytton provavelmente era clarividente, pois fala com muita autoridade sobre isso. Blavatsky diz que ele deu a melhor descrição vista dos seres elementais. Ela diz que ele é “alguém que ainda é considerado pela misteriosa fraternidade na Índia como um membro (dessa fraternidade).”
Havia uma orden rosacruz na Inglaterra, supostamente fundada por Francis Bacon. É dito que Lytton era dessa Ordem Rosacruz.

Em 1871 foi designado Imperator da Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA). Na verdade, foi um titulo honorário, pois ele não chegou a frequentar as reuniões.
Entre os membros da SRIA estavam John Yarker, A.E.Waite, W.W.Westcott, Frederick Hockley e outros.
Hargrave Jennings (SRIA) trocou cartas com BL e mandou para ele uma copia de seu livro sobre os rosacruzes. “Rosacruzes, seus ritos e mistérios”. Ao receber o livro, BL respondeu: “Há razões pelas quais não posso entrar no assunto da fraternidade rosacruz, uma sociedade que ainda existe, mas não sob um nome em que possa reconhecidas por outros que não seus membros.

Você, com muita perspicácia, traçou a conexão da sociedade com as antigas e simbólicas religiões, e nenhum livro melhor que o seu foi escrito sobre este tema, e nem será escrito, a não ser que um membro da fraternidade quebre seu voto de sigilo... Certo tempo atrás, um grupo pretendendo se chamar rosacruz e arrogando pleno conhecimento dos mistérios se comunicou comigo. Como resposta mandei a eles a cifra do "iniciado", e não obtive resposta.

Foi afirmado que BL era um elo entre a ‘Nascent Dawn’ (loja) e a SRIA. BL não estava realmente associado à Ordem, era apenas um nome na lista da SRIA usado para dar mais prestígio à organização. É provável que BL tenha se associado com os Fraters Lucis, cuja matriz ficava em Frankfurt.
Seu filho Robert Bulwer-Lytton foi um diplomata britâncio e vice rei da India entre 1876-80). A história oficial diz que ele morreu em 18 de janeiro de 1873, em uma cidade litorânea no sul da Inglaterra.
citações:
“Os homens me caluniam, e eu dediquei minha vida a servi-los”
“Uma das coisas mais sublimes no mundo, é a verdade

Livro Zanoni:

Personagens importantes e reais citados no livro Zanoni:

- cita Averrois e Paracelso, Shakespeare, Platão e Platônicos, Pitagóricos, Apolonio de Tyana, Martines de Pasqualis, Saint-Martin, Mesmer e Cagliostro, Paracelso e Agripa, Leonardo da Vinci, Jâmblico, Tritêmio, Bernardo Trevizent, Sandivoguius, Van Helmut, Hermes, Alberto Magno, Plutarco, Goehte,- Rosacruzes como sucessores dos Caldeus e Gimnosofistas.

 

Referências à Fraternidade Rosacruz no Zanoni:

- “Esta fraternidade, se bem que respeitável e virtuosa, porque não há no mundo nenhuma ordem monástica que seja mais rígida na prática dos preceitos morais, nem mais ardente na cristã – esta fraternidade é apenas um ramo de outras sociedades ainda mais transcendentes nos poderes que adquiriram, e ainda mais ilustres por sua origem. Conhece o senhor a filosofia platônica?”

“Os problemas mais intricados dos platônicos nunca foram publicados. Suas obras mais sublimes conservam-se manuscritas, e constituem os ensinamentos da iniciação, não dos Rosacruzes, como também daquelas fraternidades mais nobres a que me referi. Porém, ainda mais solenes e sublimes são os conhecimentos que podem respigar-se de seus antecessores, os Pitagóricos, e das imortais obras mestras de Apolônio”.

 “A faculdade de falar diversos idiomas era a que possuia uma seita, cujos ensinamentos e poderes não puderam ser conhecidos senão parcialmente, e que se chamavam Rosacruzes... Pertencia Zanoni a esta mística Fraternidade que se gabava de possuir segredos entre os quais o da Pedra Filosofal era o mais insignificante; que se considerava herdeira de tudo o que os Caldeus, os Magos, os Gimnosofistas e os Platônicos haviam ensinado, e que diferia de todos os tenebrosos filhos da magia pelas virtudes de sua vida, pela pureza de suas doutrinas, por sua insistência, como base de toda a sabedoria, em subjugar os sentidos e pela intensidade da religiosa.”

“Existe uma Irmandande cujas leis e mistérios são ignorados pelos homens mais estudiosos. Estas leis impõe a todos os seus filiados o dever de advertir, ajudar e guiar até os mais remotos descendentes do que tem se esforçado, embora em vão, como seu avô, por conhecer os mistérios da Ordem ... e mais ainda: se o exigem de nós, havemos de aceitá-los por discípulos. Eu sou um membro dessa sociedade cuja memória se perde em tempos antiquíssimos.”

(Zanoni a Glyndon)

 

 
310.3.3 - Johann Valentin Andreae

(1586-1664)

Johann Valentin Andreae nasceu em Herrenberg, em 17 de agosto de 1586, filho de Johann Andreae, pastor luterano. Em 1605, quando Valentian Andreae tinha 15 anos, seu pai morre na flor da idade em ascendente carreira no clero luterano. A mãe de Andreae, mulher instruída, a fim de buscar guarida para a família, se muda para Tübingen, às margens do rio Neckar, onde seu sogro, Jacob Andreae, também chamado de "o Lutero de Wurtterberg" era reitor da Universidade. O velho Jacob era afeito à alquimia, e desde cedo colocou J. V. Andreae em contato com esta tradição espiritual antiquíssima. De 1601 a 1606, J. V. Andreae fez seus estudos em Teologia e Ciências Naturais, destacando-se nos estudos de optica, geometria, letras e teologia, para receber precocemente (1604) o título de mestre. Além disto, envolveria-se com os maiores alquimistas de seu tempo, entre eles Cristopher Besold, fluente em 9 línguas, teólogo brilhante e estudioso de cabala hebraica, conhecia a fundo as obras de Pico della Mirandola, Giordano Bruno, Eckhart, Ruysbroek e do autor de “Imitação de Cristo” (conhecido como Thomas de Kempis). Apesar de sua vasta cultura, Besold considerava que nenhuma teoria ou sistema de conhecimento exterior poderia levar ao conhecimento absoluto e duradouro: para ele, a maior sabedoria era NADA saber.

Besold também considerava a erudição um obstáculo para a verdadeira devoção e que a mera curiosidade intelectual obstruía a revelação de Deus no homem.

Dizia que a Reforma tinha falhado em reformar o coração dos homens: a “justificação pela ” de Lutero era insuficiente. Sem a imitação de Cristo, isto é, a alquimia real, não era possível reformar verdadeiramente o mundo.
Em 1607 Johann Valentin Andreae foi envolvido no lançamento de um panfleto satírico que ridicularizava Matthäus Enzlin, conselheiro privado do príncipe. Por isso, seu exame final não foi aceito. Aconselhado por seus protetores, partiu em viagem para afastar de si as
atenções.

Valentin Andreae se tornou por algum tempo preceptor de jovens nobres e viajou para a França, Suíca, Áustria e Itália. Foi também em 1607 que ele se tornou um membro ativo do “Círculo de Tübingen”, junto com Tobias Hess e Christoph Besold. Os caminhos desses três amigos se separaram em 1614, com a morte de Tobias Hess.

 

Durante o período entre 1607 e 1616, os "manifestos rosacruzes" foram elaborados e lançados:

  • FAMA FRATERNITATIS: 1614 (com versões clandestinas, desde 1610)

  • CONFESSIO FRATERNITATIS: 1615

  • AS NÚPCIAS ALQUÍMICAS DE CHRISTIAN ROSENKREUZ: 1616.


Em 1612, Andreae retomou seus estudos acadêmicos em Tübingen e faz seu exame final em 1614. Após o exame final, tornou-se diácono em Vaihingen. No mesmo ano, casou-se com Agnes Elisabeth Grüninger, filha do famoso teólogo luterano Jushua Grüninger (Besold seria padrinho de seus três filhos).
Em 1617, Johann Valentin Andreae torna-se membro fundador da "Fruchtbringende Gesselschaft" (Sociedade Frutificadora), criada pelo príncipe Ludwuig de Anhalt, ao lado de outros nobres, inspirada nos preceitos da "Orden der indissolubilisten" ("Ordem dos Inseparáveis"), talvez a mais antiga ordem iniciática da Europa, fundada em 1577. Documentos que atravessaram os séculos, guardados pela loja maçônica "Zu Freudschaft" ("Em Irmandade") de Berlim, revelam que a "Fruchtbringende Gesselschaft" era baseada em preceitos alquímicos e que propunha uma completa reforma espiritual do mundo, temas também presentes nos manifestos publicados entre 1614 e 1616. Johan Valentin Andreae, muito provavelmente pertenceu também à "Ordem dos Inseparáveis", cujos manuscritos inspirariam a "Gold-und-Rosencreutz" ("Rosa Cruz de Ouro") do século XVIII. Inspirado por seus ideais, sonhando com a reforma do mundo pela verdadeira luz, teria criado o nome fictício de Christian Rosenkreuz, provavelmente basendo-se na figura de seu professor, Cristoph Besold, como personagem simbólico, e teria sido o autor dos manifestos rosacruzes publicados de 1614 a 1616.

Em 1618, fundou a Sociedade Cristã, cujos 26 membros incluíam Christoph Besold e Johann Arndt. Apesar de falecido, Andreae incluiu o nome de Tobias Hess entre seus membros também.
Além de ter sido o mais provável autor dos manifestos rosacruzes (questão ainda polêmica), publicaria uma série de outros trabalhos: Theodosius (1610, sobre educação, agora perdido), Cosmoxenus (1612), Collectaneorum mathematicorum (1614), Turbo (1616), Theca (1616), Menippus (1617), Invitatio (1617), Mitologia Cristã (1618), Christianopolis (1619), Turris Babel (1619), Theophilus (1623), uma autobiografia (1642), e muitos outros.
Em 1634, durante a Guerra dos 30 anos, Calw foi saqueada e incendiada e Andreae fuggiu com sua família. Seguiu-se fome e praga. Durante a viagem, um de seus filhos morreu. Ele também perdeu sua livraria, sua coleção de arte (pinturas originais de Durer, Cranach e Holbein) e quase todos os seus manuscritos.
Entre 1634 e 1638, ele procurou reconstruir Calw.
Em 1639, foi escolhido pregador e conselheiro da corte em Stuttgart.
Em 1641, recebeu um doutorado em teologia em Tübingen.
Durante seus últimos anos, reorganizou as igrejas luteranas em Wurttemberg.
Em 1650, ele foi para a Escola Luterana em Bebenhausen, na vizinhança de Tübingen, como superintendente geral e abade. Após quatro anos, foi nomeado abade titular de Adelberg e foi morar em Stuttgart, onde morreu alguns meses depois.

310.3.4 - Francis Bacon

Francis Bacon, também referido como Bacon de Verulâmio (Londres, 22 de Janeiro de 1561 — Londres, 9 de abril de 1626) foi um político, filósofo e ensaísta inglês, barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda Verulâmio), visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência moderna.

Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.

Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de Saint Alban. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de pesada multa, foi também proibido de exercer cargos públicos.

Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem.

Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de "fundador da ciência moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.

Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).

 

Filosofia

O pensamento filosófico de Bacon representa a tentativa de realizar aquilo que ele mesmo chamou de Instauratio magna (Grande restauração).

 

A realização desse plano compreendia uma série de  tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da época, acabaria por apresentar um  novo método que deveria superar e substituir o de  Aristóteles.

Esses tratados deveriam apresentar um modo específico de investigação dos fatos, passando, a seguir, para a investigação das leis e retornavam para o mundo dos fatos para nele promover as ações que se revelassem possíveis. Bacon desejava uma reforma completa do conhecimento. A tarefa era, obviamente, gigantesca e o filósofo produziu apenas certo número de tratados. Não obstante, a primeira parte da Instauratio foi concluída.

 

A reforma do conhecimento é justificada em uma crítica à filosofia anterior (especialmente a Escolástica), considerada estéril por não apresentar nenhum resultado prático para a vida do homem. O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica, também é criticada. Demócrito, contudo, era tido em alta conta por Bacon, que o considerava mais importante que Platão e Aristóteles.

 

A ciência deve restabelecer o imperium hominis (império do homem) sobre as coisas. A filosofia verdadeira não é apenas a ciência das coisas divinas e humanas. É também algo prático. Saber é poder. A mentalidade científica somente será alcançada através do expurgo de uma série de preconceitos por Bacon chamados ídolos. O conhecimento, o saber, é apenas um meio vigoroso e seguro de conquistar poder sobre a natureza.

 

Classificação das ciências:

Preliminarmente, Bacon propõe a classificação das ciências em três grupos:

 a poesia ou ciência da imaginação;

história ou ciência da memória;

filosofia ou ciência da razão.

A história é subdividida em natural e civil e a filosofia é subdividida em filosofia da natureza e em antropologia.

 

Ídolos

No que se refere ao Novum Organum, Bacon preocupou-se inicialmente com a análise de falsas noções (ídolos) que se revelam responsáveis pelos erros cometidos pela ciência ou pelos homens que dizem fazer ciência. É um dos aspectos mais fascinantes e de interesse permanente na filosofia de Bacon. Esses ídolos foram classificados em quatro grupos:

 

1) Idola Tribus (ídolos da tribo). Ocorrem por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à própria tribo ou raça humana. Astrologia, alquimia e cabala são exemplos dessas generalizações;

 

2) Idola Specus (ídolos da caverna). Resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Há, obviamente, uma alusão à alegoria da caverna platônica;

 

3) Idola Fori (ídolos da vida pública). Estes estão vinculados à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos;

 

4) Idola Theatri (ídolos da autoridade). Decorrem da irrestrita subordinação à autoridade (por exemplo, a de Aristóteles). Os sistemas filosóficos careciam de demonstração, eram pura invenção como as peças de teatro.

 

O método

O objetivo do método baconiano é constituir uma nova maneira de estudar os fenômenos naturais. Para Bacon, a descoberta de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico mas sim da observação e da experimentação regulada pelo raciocínio indutivo. O conhecimento verdadeiro é resultado da concordância e da variação dos fenômenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos fenômenos.

 

Para isso, no entanto, deve-se descrever de modo pormenorizado os fatos observados  para, em seguida, confrontá-los com três tábuas que disciplinarão o método indutivo:

a tábua da presença (responsável pelo registro de presenças das formas que se investigam), a  tábua de ausência (responsável pelo controle de situações nas quais as formas pesquisadas se revelam ausentes)

e a tábua da comparação (responsável pelo registro das variações que as referidas formas manifestam). Com isso, seria possível eliminar causas que não se relacionam com o efeito ou com o fenômeno analisado e, pelo registro da presença e variações seria possível chegar à verdadeira causa de um fenômeno. Estas tábuas não apenas dão suporte ao método indutivo mas fazem uma distinção entre a experiência vaga (noções recolhidas ao acaso) e a experiência escriturada (observação metódica e passível de verificações empíricas). Mesmo que a indução fosse conhecida dos antigos, é com Bacon que ela ganha amplitude e eficácia.

 

O método, no entanto, possui pelo menos duas falhas importantes. Em primeiro lugar, Bacon não dá muito valor à hipótese.

De acordo com seu método, a simples disposição ordenada dos dados nas três tábuas acabaria por levar à hipótese correta.

Isso, contudo, raramente ocorre. Em segundo lugar, Bacon não imaginou a importância da dedução matemática para o avanço das ciências. A origem para isso, talvez, foi o fato de ter estudado em Cambridge, reduto platônico que costumava ligar a matemática ao uso que dela fizera Platão.

 

Obras jurídicas

Figuram entre seus principais trabalhos jurídicos os seguintes títulos: The Elements of the common lawes of England (Elementos das leis comuns da Inglaterra), Cases of treason (Casos de traição), The Learned reading of Sir Francis Bacon upon the statute os uses (Douta leitura do código de costumes por Sir Francis Bacon).

 

Obras literárias

Sua obra literária fundamental são os Essays (Ensaios), publicados em 1597, 1612 e 1625 e cujo tema é familiar e prático. Alguns de seus ditos tornaram-se proverbiais e os Essays tornaram-se tão famosos quanto os de Montaigne. Outros opúsculos, no âmbito literário: Colours of good and evil (Estandartes do bem e do mal), De sapientia veterum (Da sabedoria dos antigos). No âmbito histórico destaca-se History of Henry VII (História de Henrique VII) .

 

Obras filosóficas

As obras filosóficas mais importantes de Bacon são Instauratio magna (Grande restauração) e Novum organum. Nesta última, Bacon apresenta e descreve seu método para as ciências. Este novo método deverá substituir o Organon aristotélico.

 Seus escritos no âmbito filosófico podem ser agrupados do seguinte modo:

 1) Escritos que faziam parte da Instauratio magna e que foram ou superados ou postos de lado, como: De interpretatione naturae (Da interpretação da natureza), Inquisitio de motu (Pesquisas sobre o movimento), Historia naturalis (História natural), onde tenta aplicar seu método pela primeira vez;

 

2) Escritos relacionados com a Instauratio magna, mas não incluídos em seu plano original. O escrito mais importante é New Atlantis (Nova Atlântida), onde Bacon apresenta uma concepção do Estado ideal regulado por idéias de caráter científico. Além deste, destacam-se Cogitationes de natura rerum (Reflexões sobre a natureza das coisas) e De fluxu et refluxu (Das marés);

 

3) Instauratio magna, onde Bacon procura desenvolver o seu pensamento filosófico-científico e que consta de seis partes: (a) Partitiones scientiarum (Classificação das ciências), sistematização

 do conjunto do saber humano, de acordo com as faculdades que o produzem; (b) Novum  organum sive Indicia de interpretatione naturae (Novo método ou Manifestações sobre a interpretação da natureza), exposição do método indutivo, trabalho esse que

 reformula e repete o Novum organum; (c) Phaenomena universi sive Historia  naturalis et experimentalis ad condendam philosophiam (Fenômenos do universo ou História natural e experimental para a fundamentação da filosofia), versa sobre a coleta de dados empíricos; (d) Scala intellectus, sive Filum labyrinthi (Escala do entendimento ou O Fio do labirinto), contém exemplos de investigação conduzida de acordo com o novo método; (e) Prodromi sive Antecipationes philosophiae secundae (Introdução ou Antecipações à filosofia segunda), onde faz considerações à margem do novo método, visando mostrar o avanço por ele permitido; (f) Philosophia secunda, sive Scientia activa (Filosofia segunda ou Ciência ativa), seria o resultado final, oragnizado em um sistema de axiomas.

1558 — Morte de Maria I, que é sucedida por Elizabeth I.

1561 — Nasce Francis Bacon.

1564 — Nasce Galileu Galilei

1576 — Bacon viaja para França.

1582 — Giordano Bruno publica As sombras das idéias.

1588 — Derrota da Invencível Armada.

1596 — Nasce Descartes.

1600 — Giordano Bruno é condenado e executado.

1618 — Bacon é Lorde Chanceler e barão de Verulam.

1623 — Nasce Blaise Pascal.

1626 — Morte de Bacon.

 

310.3.5 - Gottfried Wilhelm Leibniz

“Todo aquele que só me conhece por minhas publicações não me conhece”

Gottfried Wilhelm Leibiniz nasceu em 1 de Julho de 1646, em Leipzig, em uma família luterana de origem eslava. O pai, Friedrich Leibniz, era jurisconsulto e professor de Moral na Universidade e a mãe era filha de um professor de Direito.
Entre 1652 e 1661 Leibniz estudou na Nicolai-Schule. Fez leituras extensas na biblioteca do pai, onde teve contato com escritores e filósofos da antiguidade e com autores escolásticos. Também aprendeu latim e grego Leibniz entrou na Universidade de Leipzig em 1661. Lá ele acompanhou o curso padrão de dois anos, de artes, que incluía filosofia, retórica, matemática, latim, grego e hebraico e é lá que começa a ler os filósofos modernos, principalmente Francis Bacon (pai do método científico) e Thomas Hobbes.

Em 1663 escreveu sua tese de bacharelato sobre o princípio da individuação e começa a estudar sobre Lógica. Na Universidade de Iena ele segue o ensino de Erhardt Weigel, um metafísico, jurista e matemático que afirmava que o Número é a realidade fundamental do universo, assim como dizia Pitágoras.

Em 1664 começa seus estudos jurídicos. Nos dois anos seguintes escreve De arte combinatória, onde estuda o método das permutações e esboça uma simbólica universal. Leibniz filia-se à Sociedade alquímica Rosa-Cruz de Nuremberg e se torna o secretário da Sociedade.

Leibniz seguia coerentemente a tradição do segredo e até o dia da sua morte conservou vivo interesse pela alquimia. Logo após, em uma cidade próxima, ele defende sua tese de doutorado em Direito.
Em 1667 ele escreve um Novo método para aprender e ensinar jurisprudência. E, a partir deste ano até 1669, escreve tratados cristãos.
No ano seguinte Leibniz se torna conselheiro na corte superior do Eleitorado de Mogúncia. Escreve tratados sobre política, sobre física (Hipótese física nova) e sobre filosofia.
 
Em 1672 ele vai a Paris em missão diplomática, onde permanecerá até Outubro de 1676. Sua estada em Paris foi interrompida apenas por uma viagem a Londres em 1673, onde encontra com o físico Boyle e com os matemáticos Wren, Pell e Oldenburg. Nessa época ele escreve a Confessio philosophi, um diálogo sobre a predestinação, e é eleito para a Royal Society.
Em 1676 ocorre sua “descoberta” do cálculo infinitesimal, a mais importante realização matemática de Leibniz. Neste mesmo ano ele deixa Paris e vai para Hanôver, onde terá um cargo de bibliotecário, fazendo um desvio por Londres e pela Holanda, onde encontra o filósofo Espinosa. Neste ano ele também traduz dois textos de Platão, seu grande herói filosófico
Entre 1677 e 1680 Leibniz trabalha na área política, tendo sido nomeado conselheiro áulico em Hanôver.
Em 1682 ele contribui para a fundação de uma revista científica em Leipzig, as Atas eruditas. Em 1684 escreve Meditações sobre o conhecimento, A verdade e As idéias e Nova methodus pro maximis et minimis, uma exposição completa do cálculo infinitesimal.
No ano seguinte Leibniz é nomeado historiógrafo da casa de Brunswick. Em 1686 publica seu Discurso de Metafísica. Ele costumava referir-se à sua teoria metafísica como “Sistema de Harmonia Preestabelecida”
Entre 1687 e 1890 ele viaja pela Áustria, Alemanha e Itália. No último ano aperfeiçoa a teoria da harmonia preestabelecida e soluciona o problema de comunicação das substâncias.
Em 1692 Leibniz contribui para elevar o estado de Hanôver a eleitorado e nos três anos seguintes publica, respectivamente, Codex júris gentium diplomaticus, Sobre a reforma da filosofia primeira e sobre a noção de substância e Novo sistema da natureza e da comunicação das substâncias.
Em 1697 escreve Sobre a origem radical das coisas, uma exposição do mecanismo metafísico que faz do mundo existente “a mais admirável das maquinas e a melhor das repúblicas” e publica uma seleta de sua correspondência com missionários sobre a China. Leibniz estudou a filosofia chinesa.
Em 1672 ele vai a Paris em missão diplomática, onde permanecerá até Outubro de 1676. Sua estada em Paris foi interrompida apenas por uma viagem a Londres em 1673, onde encontra com o físico Boyle e com os matemáticos Wren, Pell e Oldenburg. Nessa época ele escreve a Confessio philosophi, um diálogo sobre a predestinação, e é eleito para a Royal Society.
Em 1676 ocorre sua “descoberta” do cálculo infinitesimal, a mais importante realização matemática de Leibniz. Neste mesmo ano ele deixa Paris e vai para Hanôver, onde terá um cargo de bibliotecário, fazendo um desvio por Londres e pela Holanda, onde encontra o filósofo Espinosa. Neste ano ele também traduz dois textos de Platão, seu grande herói filosófico.
Entre 1677 e 1680 Leibniz trabalha na área política, tendo sido nomeado conselheiro áulico em Hanôver.
Em 1682 ele contribui para a fundação de uma revista científica em Leipzig, as Atas eruditas. Em 1684 escreve Meditações sobre o conhecimento, A verdade e As idéias e Nova methodus pro maximis et minimis, uma exposição completa do cálculo infinitesimal.
No ano seguinte Leibniz é nomeado historiógrafo da casa de Brunswick. Em 1686 publica seu Discurso de Metafísica. Ele costumava referir-se à sua teoria metafísica como “Sistema de Harmonia Preestabelecida”.
Entre 1687 e 1890 ele viaja pela Áustria, Alemanha e Itália. No último ano aperfeiçoa a teoria da harmonia preestabelecida e soluciona o problema de comunicação das substâncias.
Em 1692 Leibniz contribui para elevar o estado de Hanôver a eleitorado e nos três anos seguintes publica, respectivamente, Codex júris gentium diplomaticus, Sobre a reforma da filosofia primeira e sobre a noção de substância e Novo sistema da natureza e da comunicação das substâncias
Em 1697 escreve Sobre a origem radical das coisas, uma exposição do mecanismo metafísico que faz do mundo existente “a mais admirável das maquinas e a melhor das repúblicas” e publica uma seleta de sua correspondência com missionários sobre a China. Leibniz estudou a filosofia chinesa.

 
Em sua obra “As Noções Inatas” Leibiniz afirma:
- Tendo atravessado de novo o mar, após haver encerrado os meus afazeres na Inglaterra ... agora me sinto muito fortalecido pela excelente obra que um ilustre inglês, o qual tenho a honra de conhecer particularmente, publicou, obra reimpressa várias vezes na Inglaterra, sob o modesto título de “Ensaio sobre o Entendimento Humano”. Tirei muito proveito da leitura desta obra, e também da conversação com o seu autor, que tive muitas vezes em Londres e algumas vezes em Oates, na casa de Milady Masham (amiga de Locke), digna filha do célebre Cudworth (representante principal da escola platônica de Cambridge), notável filósofo e teólogo inglês.
- ... vejo como se deve explicar racionalmente os que enxergam vida e perfeição em todas as coisas, como a Senhora Condessa de Conway, platônica, e o nosso amigo, o falecido François Mercure van Helmont, e também como o amigo deste, o falecido Henry More (pertenceu à escola platônica de Cambridge).


O Pensamento de Leibiniz:

- os mais perfeitos de todos os seres e os que ocupam menos espaço, isto é, os que menos importunam, são os espíritos, cujas perfeições são as virtudes.

- Nossa alma exprime Deus, o universo e todas as essências, assim como todas as existências.

- Deus é o sol e a luz das almas

- Não é suficiente considerar Deus como princípio e causa de todas as coisas, é também necessário considera-lo como Monarca absoluto da mais perfeita Cidade ou República perfeita dos Espíritos, tal como a do universo composto do conjunto de todos os espíritos.

- Deus tem mais cuidado com a mais ínfima das almas inteligentes do que com toda a máquina do mundo
(Discurso de Metafísica)

- Além do mundo, ou agregado das coisas finitas, existe um ser dominante, não só como em mim a alma, ou melhor, como o próprio eu em meu corpo, mas num plano muito mais elevado

- A indiferença nasce da ignorância, e quanto mais sábia for a pessoa, mais será determinada para o mais perfeito
 
- Encontramos a razão última da realidade em um Ser único que somente pode ser procurado numa única fonte. Dessa fonte as coisas existentes emanam e se produzem continuamente, e por ela foram produzidas

- Saiba-se que o universo também não será suficientemente perfeito, resguardada a harmonia universal, se não se cuidar dos indivíduos. Disso não pode haver melhor medida que a própria lei da justiça, mandando que cada um participasse da perfeição do universo e da felicidade própria, na medida do poder próprio e do que fez em favor do bem comum da vontade, pelo qual se executa aquilo que chamamos de caridade
(Da Origem Primeira das Coisas)

- os vestígios gravados no cérebro não são idéias, pois tenho por certo que a mente é outra coisa que o cérebro ou qualquer parte mais sutil da substância do cérebro

- as ações de uma pessoa representam seu espírito, e o próprio mundo, de certa maneira, representa Deus
(O Que é a Idéia)

- A meu ver, o espaço é algo puramente relativo, como o tempo. Não há espaço onde não existe matéria, e o espaço em si mesmo não é uma realidade absoluta.
(Correspondência com Clarke)

- Poucas pessoas concebem sequer que a vida futura, tal como a verdadeira religião e até a verdadeira razão ensinam, seja possível; muito menos concebem a sua probabilidade, para não falar de sua certeza.

- O Sr.Bacon começou a elaborar normas para a arte de experimentar, sendo que o Sr.Boyle demonstrou grande talento em pô-las em prática.
(Novos Ensaios)

Em suas obras Leibniz cita Jacob Boehme, R.Fludd, Comênius, Ragockzy, Procolo, Raimundo Lullio, Sócrates, Pitágoras e cita muito Platão. Também cita John Wilkins (secretário da Royal Society de Londres que morreu em 1672). Fala da língua tártara e dos calmucos.
 
um pouco mais sobre ele
Leibniz (1646-1716) manteve contato direto com Van Helmont e Lady Conway, por correspondência e quando esteve na Inglaterra. E os dois tiveram influência nas idéias de Leibniz – Mercúrio o introduziu na kabala e ele também fez anotações do texto de Lady Conway .Esta influência é mostrada por Marjorie Nicolson na edição das cartas (‘Conway Letters’ – Claredon Press, Oxford) e por Coudert em ‘Leibniz e a Kabala’’ (Boston, 1995).

Como Lady Conway o filósofo Leibniz rejeitou as idéias de Descartes e considerou o tempo e o espaço como relativos. Em uma carta para Thomas Burnett (1697) Leibniz diz: ‘minha visão filosófica se aproxima de modo muito próximo das idéias da falecida condessa Conway’. Esta influência estaria na Teodicéia de Leibniz.

Em ‘Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano’ Leibniz se refere aos que enxergam vida e perfeição em todas as coisas, ‘como Cardan, Campanella, a platônica senhora Condessa Conway e o nosso amigo Francis Mercure van Helmont’. Nessa obra também diz que ‘Bacon começou a elaborar normas para a arte de experimentar, sendo que o senhor Boyle demonstrou grande talento em pô-las em prática’. Cita Wilkins, Comênius e Tritêmio.

Leibniz era interessado em Alquimia e rosacrucianismo, tendo mantido contato com Robert Boyle em 1673. Nesse período se relacionou com o grupo inicial da Royal Society. Diz que manteve muitas conversações com John Locke (também do núcleo rosacruz) em Londres e algumas vezes em Oates, na casa de Milady Masham – a filha de Cudworth, ‘notável filósofo e teólogo inglês’ [principal representante da escola platônica de Cambridge].

Em sua ‘Monadologia’ há influências de Pitágoras ,Giordano Bruno e Anne Conway.

310.3.6 -Jan Amos Comenius

(1592-1670)
João Amós Comênio (Comenius) (1592-1670), foi batizado com este nome em homenagem ao pré-reformador João Huss (c. 1369-1415) e iniciador da Igreja Morávia (Irmãos Unidos).[154] Aquele que seria conhecido como "Pai da Didática Moderna",[155] – teve uma vida difícil: órfão aos 12 anos (1604), foi acolhido por uma tia paterna. Neste período pôde estudar na escola dos Irmãos Unidos (1604-1605). Somente aos 16 anos (1608) é que entrou para a escola latina de Prerau.

Em 1611 ingressou na Universidade de Herborn e em 1613 foi admitido na Universidade de Heidelberg (Alemanha), onde estudou teologia. Em 26 de abril de 1616 é ordenado pastor. Desde 1618 exerce o pastorado na cidade de Fulnek, na Morávia. No entanto, com a invasão da Boêmia e de sua cidade, que é saqueada e queimada, Comênio é proscrito em 1621, perde sua biblioteca e manuscritos e, o pior: sua mulher, grávida, e seus dois filhos morrem vitimados pela peste. Ele passou a ter uma vida errante pela Europa.

 No entanto, apesar de suas tribulações Comênio pôde produzir uma obra vastíssima ligada especialmente à educação (mais de 140 tratados), sendo o seu principal trabalho – que resume bem a sua obra –, a Didática Magna (escrita em 1632 e publicada em latim em 1657). O método audiovisual encontrou a sua gênese em Comênio. De fato, ele foi o “evangelista da moderna pedagogia”.[156] Ele foi o último bispo da Igreja dos Irmãos Boêmios (1632).[157]

Comênio foi o filósofo da educação e o educador mais importante do século XVII e um dos mais importantes de toda a história, tendo a sua obra exercido grande influência durante a sua vida e especialmente nos séculos posteriores, sendo um dos incentivadores da Escola Pública. Há evidências de que ele teria sido convidado por John Winthrop Jr. (1606-1676), a presidir o Harvard College (1642), cargo que de fato nunca ocupou.


Na realidade, Comênio recebeu ao longo da vida diversos convites, os quais não pôde atender, como o do Cardeal Richelieu da França, da cidade de Hamburgo e de alguns nobres poloneses. Em 1641 Comênio atendeu o convite de Luís de Gerr, que em nome do rei Gustavo Adolfo da Suécia, o solicitou para que ajudasse a reformar o sistema de escola nacional sueco[159] Em 1656 ele foi, à convite, viver na Holanda, onde passou o resto de seus dias. Morreu em 15 de novembro de 1670. O filósofo luterano G.W. Leibniz (1646-1716), então com 24 anos, dedicou-lhe os seguintes versos: “Tempo virá em que a multidão dos homens de bem te honrará e honrará não somente tuas obras, mas também tuas esperanças e teus votos”.

Jan Amos Komensky, nome original de Comenius, nasceu no seio de uma comunidade denominada Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia (região da Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia; atual República Tcheca), que descendia de grupos hussitas.

Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII: concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas.

• Na Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia vivia-se, segundo normas cristãs muito severas, em comunhão de bens; tinham um sistema de ensino próprio.

• Ele denomina a Unidade dos Irmãos da Boêmia-Morávia, da qual ele foi um dos líderes principais antes de seu desaparecimento, como Fraternitas Rosae Crucis.

Comenius considerava Johann Valentin Andreae sua primeira fonte de inspiração, considerando-o “um homem de espírito ígneo de inteligência pura”.

Comenius contactou Andreae e recebeu deste o archote para dar continuidade ao trabalho iniciado.

Comenius perdeu sua casa, sua biblioteca, sua esposa e um de seus filhos durante a a Guerra dos 30 anos, sendo obrigado a deixar sua comunidade e entrar na clandestinidade.

• Apesar de ter uma vida bastante atribulada e movimentada, produziu cerca de 200 títulos.
curiosidade Comenius que, em 1956, foi homenageado pela Unesco e considerado por esta organização como o seu mentor espiritual.


outra fonte biográfica:
http://www.centrorefeducacional.com.br/comenius.htm

 

310.3.7 - Robert Fludd

(1574 - 1637)

Roberto Fludd nasceu em Milgate (Kent), Inglaterra, no ano de 1574, sendo seu pai um nobre daquele país. Foi médico, filósofo e escritor – um verdadeiro polígrafo. Viajou pela França, Alemanha, e Espanha, indo depois estabelecer-se em Londres, onde iniciou a sua carreira médica.

Nesta capital européia praticou a medicina com êxito, e diz-se que combinava a cura espiritual com o tratamento puramente médico. Nos países mencionados, com a convivência de homens de ciência, aperfeiçoou os seus conhecimentos de Filosofia, Medicina, História Natural, Alquimia e Teosofia, que tinha adquirido em Oxford, tornando-se um dos homens mais eruditos do seu tempo.

 

Adversário dos "peripatéticos" (os que seguem a filosofia de Aristóteles), e em geral de toda a filosofia pagã, introduziu na Inglaterra a filosofia natural e a teosofia de Paracelso e de Cornélio Agripa. Tal como Paracelso, esforçou-se por formar um sistema de filosofia fundado na identidade da verdade espiritual e física.

Nos seus escritos notam-se as antigas doutrinas rosacrucianas que se consubstanciam nisto: o Universo e todas as coisas procedem de Deus – o princípio e o fim de todas as coisas, que a Ele retornarão.

O acto de criação é a reparação do princípio activo (luz), do principio passivo (obscuridade) no seio da unidade divina (Deus).

Para ele, como para qualquer rosacruciano, a unidade de toda a vida é um facto indiscutível. A sua explicação do acto da Criação recorda-nos o princípio do evangelho de S. João, no qual este fala do papel que a Luz (Espírito) e as trevas (matéria) desempenham na Criação do Universo. Fludd diz que o universo consiste em três mundos: o arquetípico (Deus), o macrocosmo (o mundo) e o microcosmo (o homem). Este é o mundo em miniatura. Todas as partes de ambos se correspondem simpaticamente, actuando uma sobre a outra.
Com tais opiniões, dá-nos a entender que também para ele era certa a verdade do axioma hermético: "Como em cima é em baixo, e como em baixo é em cima".

Diz ainda que é possível para o homem (e também para o mineral e para a planta) sofrer a transformação e obter imortalidade. Ora, isto não é mais que a expressão, por outras palavras, do princípio da evolução. O sistema de Fludd pode ser descrito como um panteísmo materialista apresentado em fórmulas místicas. Isto quer dizer unicamente que, para ele, o Universo material não é mais do que Espírito (Deus) cristalizado, sendo uma coisa vivente e o corpo de Deus, tal como o aprendemos na nossa Filosofia Rosacruz.

Alegoricamente interpretado, o sistema de Fludd contém o significado real do Cristianismo, conforme o revelado ao homem primitivo pelo próprio Deus, transmitido a Moisés e aos patriarcas por tradição, e revelado pela segunda vez por Cristo.

Entre as suas obras figuram: Utriusque Cosmi metaphisica atque technica historica (Oppenheim, 1617); Tracttatus theologiae philosophica (Oppenheim, 1617); Clavis philosophiae et alchymiae Fluddano (Francfort, 1633), obras nas quais reuniu os dois princípios dominadores da natureza, a simpatia e a antipatia, com a força magnética universal; De Monochordum Mundi (Francfort, 1623), obra na qual compara o Universo com um monocórdio (instrumento musical duma só corda).

É notável a sua interpretação do fogo. Segundo Fludd o fogo contém: 1º – uma chama visível (corpo); 2º – um fogo astral invisível; 3º – um "espírito". Quando uma chama se extingue no plano material, não faz mais do que passar do mundo visível ao invisível. Com esta interpretação equipara-se aos Rosacruzes que também foram chamados os "filósofos do fogo".
O primeiro emblema da Irmandade Rosacruz foi dado a conhecer em 1619, por Fludd, sob a forma de uma cruz com uma rosa ao meio, colocada sobre um pedestal com três degraus.

Entre os seus escritos contam-se mais os seguintes: Tractatus apologeticus (Leyden, 1617), que é a defesa detalhada e fogosa dos Rosacruzes contra a maledicência e a calúnia dos ignorantes e mal intencionados; Apologia compendiaria fraternitatem de Rosea Cruce suspicionis et infamiae maculis aspersam abluens (Leyden, 1617).

Como bom rosacruz, Fludd mostra o equilíbrio entre o coração e a mente, que a nossa filosofia ensina ser absolutamente necessário para o desenvolvimento perfeito do homem e assim vemos que, apesar de ser um místico, eram também um homem de muitos e variados recursos, e nunca desdenhou as experiências científicas.

Fludd morreu em Londres, no dia 8 de Setembro de 1637.


Bibliografia:

A. E. Waite, History of the Rosicrucians, 1887; J.B. Graven, Robert Fludd the English Rosicrucian, 1902; J. Hunt, Religious Thought in England, 1871; Thomas De Quincey, The Rosicrucian and Freemasonry, 1871.
 
 


310.3.8 - Saint-Martin

(1743 - 1803)
Louis Claude de Saint-Martin (1743 - 1803), o "Filósofo Desconhecido", pensador profundo e grande iniciado, nasceu a 18 de janeiro de 1743 em Amboise, Tourraine, no centro da França, no seio de uma família nobre, mas pouco abastada e desconhecida. Logo depois do nascimento de Saint-Martin, sua mãe faleceu, e ele foi criado pelo pai e por uma madrasta, pessoa amável e de bom coração, que o iniciou na leitura de
Jacques Abbadie, ministro protestante de Genebra. Com esse autor, apreendeu a conhecer a si mesmo, relegando a um plano secundário a análise decepcionante e estéril dos filósofos em voga na época "É à obra de Abbadie, A Arte de Conhecer a Si Mesmo, que devo meu afastamento das coisas mundanas; é a Burlamaqui que devo minha inclinação pelas bases naturais da razão; é a Martinez de Pasqually que devo meu ingresso nas verdades superiores; é a Jacob Böehme que devo meus passos mais importantes nos caminhos da Verdade."


Saint-Martin amava a humanidade e considerava-a melhor do que parecia ser; e o encanto da sociedade da época levou nosso Filósofo a pensar que a vivência nas rodas sociais poderia levá-lo ao melhor conhecimento do homem e conduzi-lo à intimidade mais perfeita com os seus princípios. Assim, agiu conforme seu pensamento: freqüentou os saraus musicais e toda sorte de recreações da alta nobreza, desde os passeios ao campo até as conversas com amigos; os atos de gentileza eram a manifestação de sua própria alma.
A Escola de Pasqually, seu iniciador nas práticas teúrgicas, era a Ordem dos Elus Cohens do Universo (Sacerdotes Eleitos), revigorada mais tarde pela ação de Saint-Martin e Jean Baptiste Willermoz, sob a inspiração das obras de M. Pasqually e de J. Böehme e a partir de suas próprias pesquisas.
 
Em fins de 1768, Saint-Martin foi iniciado nos três primeiros graus simbólicos da referida Ordem pela espada de Balzac, avô de Honoré de Balzac, o famoso romancista francês das primeiras décadas do século XIX. Com efeito, em carta de 12 de agosto de 1771, dirigida a seu colega Willermoz, de Lyon, confirmou ter sido iniciado por Balzac e que recebera de uma só vez os três graus simbólicos. "Não é comum darem-se os três graus simbólicos ao mesmo tempo; deixam-se, ao contrário", prosseguiu Saint-Martin na referida carta, "grandes intervalos de tempo entre um grau e outro, segundo o progresso de cada um."


Assim, Saint-Martin submeteu-se em seguida ao método iniciático de Pasqually, de quem se tornou secretário particular e discípulo zeloso. Mas não deixou, logo depois, de criticar seu primeiro Mestre, por não concordar com tudo o que era feito em tal sistema. Considerava supérfluas todas as manifestações físicas exteriores e todos os detalhes do cerimonial Cohen: "São necessárias todas essas coisas para orar a Deus?", perguntou Saint-Martin a seu mestre Martinez. "É preciso que nos contentemos com o que temos", respondeu o Grão-Mestre.
Na época em que conheceu Pasqually, tinha pouco mais de vinte e cinco anos e acabava de debutar no Ocultismo, de sorte que nem todas verdades da Iniciação pode receber de seu primeiro mestre, com o qual permaneceu cinco anos. Soube reconhecer mais tarde sua grandeza (porque é bom que se afirme que Martinez de Pasqually foi um adepto de grande iluminação).


Saint-Martin nunca concordou com a iniciação realizada fora do silêncio e da realidade invisível, que chamava de centro ou via interior. Para ele, o interior deve ser o termômetro, a verdadeira pedra de toque do que passa fora...; e o estudo da Natureza exterior só teria sentido se conduzisse à senda interior, ativa. Esse estudo poderia, pois, ser útil na medida em que conduzisse à Verdade, mas a Iniciação, explicava ele a Kircheberger, deve agir no ser central...
Talvez por esse motivo Saint-Martin tenha iniciado uma série de viagens, verdadeiros apostolados, para realizar propaganda das idéias espiritualistas, recolher dados e informações iniciáticas e entrar em contato com discípulos e homens de ciência. Em todos esses contatos sempre conquistava novas amizades e discípulos para continuarem sua obra. Saint-Martin tinha uma conversa muito agradável, uma vez que seu verbo não fazia senão expressar sua paz interior, seus conhecimentos e a nobreza de sua alma.Saint-Martin, entretanto, nunca ficou muito ligado ao rigor das instituições iniciáticas, mas, em razão da problemática da época, em pleno desenvolvimento da Revolução Francesa, procurou, para a salvaguarda das suas próprias doutrinas e das tradições de que então já era depositário, unir-se a grupos ou formar grupos cujos membros desejassem, sinceramente, dedicar-se ao culto da Verdade e à prática das Virtudes. Estudava, paralelamente, as doutrinas de Pasqually e de Swedenborg, as primeiras mostrando-lhe a ciência do Espírito e as segundas a ciência da Alma.


Saint-Martin considerava as obras de Jacob Böehme de uma profundidade e de um valor inestimáveis e não se achava digno nem de desatar as sandálias de Jacob Böehme; entendia que seria necessário que o homem se tivesse tornado pedra ou demônio para não tirar proveito de tais obras.
Foi assim que passou a estudar o alemão, com quase 50 anos de idade, para melhor penetrar no sentido oculto e no pensamento do autor. Procurou traduzir para o francês as principais obras do Mestre....
A partir de então, sempre que se referia a Jacob Böehme dizia que o Iluminado teutônico foi a maior luz que veio a este mundo depois daquele que era a própria Luz, isto é, o Cristo.
Acredita-se que a chave da iniciação está no desejo do homem de purificar-se, de evoluir e de atingir a iluminação. Essa evolução é necessária para remediar a degradação a que o homem se submeteu após a Queda Original. Antes, o homem podia obrar em conformidade com a Vontade do Pai, sendo dessa maneira poderoso, mas após ter se revestido de um envoltório material, suas capacidades espirituais atrofiaram-se e a Vontade e a pureza de outrora aniquilaram-se. Foi na cidade de Estrasburgo que Saint-Martin deu a um discípulo a chave de O Homem de desejo, que, por extensão, serve para a própria Iniciação:

Isto é, antes de Adão ter comido a maçã, o homem podia realizar sua obra sem esforço; depois, a obra não se concretiza a não ser com a ajuda do fogo puro, emanado de um ardente suspiro, advindo do grande esforço individual. Assim, a chave do Homem de Desejo deve nascer do desejo do homem.
Seu livro O Homem de Desejo, publicado pela primeira vez em 1790, são litânias no estilo do salmista, nas quais a alma humana evolui para o seu primeiro estágio, num caminho que o Espírito pode ajudá-la a percorrer.

Compreende-se, assim, que o ensinamento deixado por Saint-Martin, e que veio de Martinez de Pasqually e de Jacob Böehme, era muito profundo e de natureza divina. Constitui-se uma Escola de Homens de Desejo, ávidos por adquirirem conhecimentos, uma elite do pensamento, embaçada em um sistema filosófico iniciático, tendo como objetivo o desenvolvimento moral e espiritual do homem. Não é uma Escola de especulação abstrata, mas um centro onde os membros procuram conhecer a doutrina e a experiência dos mestres e onde procuram vivê-la na vida diária, para atingir a perfeição interior, através de um processo de autotransformação...
Hoje, a obra de Louis Claude de Saint-Martin continua através dos Grupos de Iniciados que seguem sua doutrina. A Conquista da Iluminação é o objetivo último de todos os Homens de Desejo, que encontram nas obras do Mestre e no seu exemplo, como Homem e como Iniciado, o respaldo necessário para prosseguir na senda sem desânimo.
Que cada um possa transformar-se em um Novo Homem, renascido pela Luz, que resplandece na alma de todos, e que engendrará, no futuro, o Homem-Espírito, o novo Sol que acalentará os corações de todos com seu procedimento e com sua serenidade.

OBRAS DE LOUIS CLAUDE DE SAINT-MARTIN
1-) Des Erreurs et de la Vérité, ou les Hommes Rappelés au Principe Universel de la Science. Edimbourg, 1775, 2 vol.
2-) Suite des Erreurs et de la Vérité. A Salomonopolis, Androphile, 1784.
3-) Tableau Naturel des Rapports qui Existent entre Dieu, l'Homme et l'Univers. Édimbourg. 1782.
4-) L'Homme de Désir. Lyon, 1790.
5-) Ecce Homo. Paris, Cercle Social, 1792.
6-) Le Nouvel Homme. Paris, Cercle Social, 1792.
7-) Letre à un Ami, ou Considérations Philosophiques et Religieuses sur la Révolution Française. Paris, Louvet, Palais, Égalité, 1796.
8-) Éclair sur l'Association Humaine. Paris, Marais, 1797.
9-) Le Crocodille ou la Guerre du Bien et du Mal, Arrivée sous le Règne de Louis XV. Paris, Cercle Social, 1798.
10-) Réflexiones d'un Observateur sur la Question Proposée por l'Institut: "Quelles sont les Institutions les plus Propres à Fonder la Morale d'un Peuple?. Paris, 1798.
11-) De l'Influence des Signes sur la Pensée (inserido incialmente no Crocodile). Paris, 1799.
12-) L'Esprit des Choses ou Coup d'Deil Philosophique sur la Nature des Étres et sur l'Objet de leur Existence. Paris, 1800, 2 vol.
13-) Le Ministère de l'Homme-Esprit. Paris, 1802.
14-) Oeuvres Posthumes de Saint-Martin. Tours, 1807, 2vol.
15-) Traité des Nombres. S/1, M. Léon, 1844.
16-) Correspondence de Saint-Martin avec Kircheberger, Baron de Liebisdorf, des annèes 1792 a 1799, S. n. t.
 

310.3.9 - OUTROS
310.3.1 - Johannes Trithemius (1462-1516)
Teólogo, Cabalista e Alquimista, o abade Johann von Heydenberg aus Trittenheim Mosel, mais conhecido como Johannes Trithemius, foi um prodígio no mundo monástico. De origem humilde, desenvolveu o gosto pelas letras, aos 15 anos fugiu de casa para estudar em Trier e, posteriormente, em Heidelberg.

Em 1482, aos 20 anos de idade, ele passou uma noite no mosteiro beneditino de Sponheim. No manhã seguinte, ao continuar a viagem, foi surpreendido por uma nevasca que o forçou a retornar ao mosteiro. Considerou o fato como um sinal de que deveria se tornar monge. Seus novos irmãos devem ter tido a mesma impressão pois, um ano mais tarde, mal terminando seu noviciado, elegeram-no abade. Trithemius foi um reformador, ávido por recuperar a glória perdida dos "séculos de ouro" da vida beneditina medieval.

Seu monastério pertencia à nova Congregação de Bursfeld, um movimento de reforma monástica, da qual Trithemius se tornou o líder teológico.Chocado com o fato de que os monges de Sponheim haviam gradualmente vendido seus livros para garantir um estilo de vida confortável (e não-literário), o novo abade imediatamente iniciou a recuperação da biblioteca a qual, em apenas vinte anos, viria a se tornar uma das melhores da Europa. Em 1505 ele havia aumentado a coleção de 40 livros para mais de 2000.

 

Além dos trabalhos tradicionais em Latim, Trithemius colecionou textos em Grego, Hebraico, Siríaco, Árabe e várias línguas européias. Para alguém famoso e conhecido como o autor de um tratado intitulado Exaltação aos Escribas, sua biblioteca incluía tanto obras manuscritas quanto impressas.Em 1505, Trithemius deixa Sponheim, tendo levado seus monges à exaustão com suas exortações para que estudassem e desempenhassem melhor suas obrigações monastéricas, enquanto sobrecarregava suas finanças para ampliar a biblioteca. No ano 1506 tornou-se abade do mosteiro de St. Jakob, em Würzburg, onde deu continuidade aos seus projetos literários até a sua morte em 1516
alguns ensinamentos de Tritêmio
Tritêmio foi um grande rosacruz
foi o mestre do Paracelso

ensinamentos dele:

Deus é um fogo essencial e oculto, que reside em todas as coisas e especialmente no homem. Esse fogo engendra tudo.

Deus é um fogo, mas nenhum fogo pode arder e nenhuma luz pode manifestar-se na natureza sem o ar. O Espírito Santo deve atuar em nós como um ‘ar’ ou ‘sopro’ divino. Fazendo brotar do fogo divino um sopro sobre o fogo interno da alma.

A luz deve ser alimentada pelo fogo, e essa luz é amor, felicidade e alegria na eterna divindade.

Aquele que não possui essa luz em si esta sumindo num fogo sem claridade. Mas se a luz está presente, então o Cristo está presente.

Todas as coisas são interiormente fogo e luz, de onde se oculta a essência do espírito.

Esse fogo reside no coração e envia seus raios a todo o corpo.

Todas as coisas tem sido realizadas pela força do verbo divino, que é o espírito, o sopro divino emanado desde o princípio da fonte divina. Esse sopro é o espírito ou alma do mundo, o ‘Spiritus mundi’.

A escuridão preenchia o abismo e pela ação do verbo a luz foi gerada e as trevas foram iluminadas pela luz. Nasceu então a alma do mundo.

Essa luz espiritual que chamamos de Natureza ou alma do mundo é um ‘corpo’ espiritual que pode-se fazer tangível e visível por meio da alquimia.

É um fluido universal e vivo, difundido em todas as partes da Natureza e penetra em todos os seres. É a substância mais sutil e mais poderosa, devido a suas qualidades inerentes. Por sua ação liberta as formas de toda imperfeição e impureza.

Essa essência emanou do centro desde o princípio e se incorporou na substância da qual está formado o universo. É o ‘sal da Terra’.

Essa substância é incorruptível e imutável em sua essência. Preenche o infinito. O sol e os planetas não são mais que coágulos desse princípio universal.

As formas onde esse princípio se fixa se tornam perfeitas e duradouras.

Não deixeis em absoluto que vosso espírito se turve por coisas de menor importância.

310.3.9.2 - Irineu Filaleto - séc XVII
Autor da obra alquimica "Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei"
Viveu no início do século XVII, provavelmente é um pseudonimo de outro rosacruz
A Obra fala das vias secas e úmidas, mista ou amálgama, do mercurio filosófico e vários outros temas da alquimia rosacruz

"O régulo solar, juntamente com o azougue cujo símbolo espagírico se encontra por cima da coroa do jovem mercúrio, formará o amálgama filosófico que será posteriormente destilado nove vezes como descreve Filaleto na Entrada Aberta ao Palácio Fechado do Rei "
 

310.3.9.3 - Karl Von Eckartshausen

(1752 - 1803)
Filosófo e cabalista, nasceu em 28 de junho de 1752, em Burg Haimhausen, na Alta Baviera, passou sua juventude com a mãe.
Em 1770, foi para a Universidade de Ingostadt que estava sob a direção de jesuítas onde ele estudou Filosofia e Direito Civil.
Em 1776, após a conclusão de seus estudos universitários, recebeu um título de nobreza e foi nomeado para o conselho da corte. Casou-se com Gabriele von Wolter, filha do médico assistente do príncipe. Em 1777, tornou-se membro da Academia de Ciência da Baviera, e em 1784 foi nomeado responsável pelo arquivo. Nessa época, Eckartshausen filiou-se à Ordem dos Iluminados, uma sociedade de iluministas radicais cujas teorias humanísticas e científicas ele muito apreciava.


Os últimos anos da vida de Eckartshausen foram os mais importantes no que diz respeito a seu desenvolvimento espiritual. Depois da publicação de sua primeira obra esotérica, no ano de 1788, seu misticismo intensificou-se cada vez mais. A linha do pensamento espiritual e hermético da Renascença, como por exemplo a de Marsílio Ficino, trouxe a ele uma nova luz para muitas questões esotéricas de seu tempo.Profundamente influenciado pelas idéias gnósticas de Jacob Boehme e de Paracelso, estudou a literatura esotérica mais antiga e a mais recente, desde cabala até alquimia. Escreveu numerosas cartas e livros publicados, aperfeiçoando o ideário hermético que, já na sua época e também mais tarde, inspiraram muitos artistas, eruditos e pesquisadores esotéricos, tanto em seu país como no exterior como, por exemplo, Goethe, Schiller e também místicos russos.
Em suas obras ele sempre apresenta o conceito hermético de um mundo por trás do mundo perceptível. Também sua concepção de Deus abrange dois elementos, um visível e um invisível, o divino no homem na sua forma mais pura. A reunificação do homem com Deus foi um dos temas que, para ele, tinham primazia.
O Iluminismo já havia deixado sua marca. Para ele não houve perseguições, aprisionamento nem proibição de publicações...
 
sua principal obra é 'Nuvem ante o Santuário' .


Fonte: Orkut, Wikipedia, sites Rosacrucianos 

 310.3.9.4- Christian Rosenkreuz

 (Personagem Mítico)

(1378 - (?)

1484 (?)) é um persongem mítico, tradicionalmente aceito como o fundador da Ordem Rosa-cruz, mas cuja existência divide historiadores, metafísicos e rosacrucianos. Para alguns destes, a figura de Christian Rosenkreuz (Ou F.R.C., alusão à Frater Christian Rosenkreuz) pode ter sido apenas uma lenda, utilizada como metáfora por rosacruzes, como Sir Francis Bacon. Nascido em 1378 na Alemanha, junto ao rio Reno. Os seus pais teriam sido pessoas ilustres, mas sem grandes posses materiais. Sua educação começou aos quatro anos numa abadia onde aprendeu grego, latim, hebraico e magia. Em 1393, acompanhado de um monge, visitou Damasco, Egito e Marrocos, onde estudou com mestres das artes ocultas, depois do falecimento de seu mestre, em Chipre. Após seu retorno a Alemanha, em 1407, teria fundado a "Fraternidade da Rosa Cruz", de acordo com os ensinamentos obtidos pelos seus mestres árabes, que o teriam curado de uma doença e iniciado no conhecimento de práticas do ocultismo. Teria passado, ainda, cinco anos na Espanha onde três discípulos redigiram os textos que teriam sido os iniciadores da sociedade. Depois, teriam formado a "Casa Sancti Spiritus" (a Casa do Espírito Santo) onde, através da cura de doenças e do amparo daqueles que necessitavam de ajuda, foram desenvolvendo os trabalhos da fraternidade, que pretendia, no futuro, guiar os monarcas na boa condução dos destinos da humanidade. Segundo o texto "Fama Fraternitatis", C.R.C. morreu em 1484, e a localização da sua tumba permaneceu desconhecida durante 120 anos até 1604, quando teria sido, secretamente, redescoberta.

 
 

310.3.9.5 - Elias Ashmole

(1617 - 1692)
Elias Ashmole (23 de Maio de 1617–18 de Maio de 1692) foi um antiquário, político, oficial de armas, e estudante de astrologia e alquimia britânico. Ele apoiou a realeza durante a Guerra Civil Inglesa e, na restauração de Charles II, foi recompensado com vários ofícios lucrativos. Ao longo de sua vida, se tornou um ávido colecionador de curiosidades e artefatos. Muitos desses foram adquiridos através do viajante, botânico e colecionador John Tradescant, e a maioria foi doada para a Universidade de Oxford onde criara o Museu de Ashmolean. Ele também doou sua biblioteca e sua coleção inestimável de manuscritos para Oxford.


Aparte aos passatempos colecionando por ele, Ashmole ilustra o transcurso da visão mundial pré-científica no século XVII: enquanto ele se imergia em estudos alquímicos, mágicos e astrológicos, sendo consultado em perguntas astrológicas por Charles II e sua corte, estes estudos eram essencialmente retrógrados. Embora ele fosse um dos membros fundadores da Royal Society, uma instituição fundamental no desenvolvimento de ciência experimental, ele nunca chegou a participar ativamente dela.




fonte: wikipedia
 
Ashmole também foi maçon:
Elias Ashmole, sábio e antiquário inglês (1617–1692), iniciado em 1646, teria sido o criador dos rituais dos três graus da maçonaria simbólica e, inclusive, do Royal Arch, autoria hoje contestada por autores modernos mas a época em que eles foram criados permanece a mesma e que é uma época interessante pelos fatos históricos que aconteceram e que muito tem a ver com o desenvolvimento da maçonaria moderna. Carlos I, príncipe da dinastia escocesa dos Stuart, foi decapitado em 1649, com o triunfo da revolução de Oliverio Cromwell que instala sua república puritana. Elias Ashmole, que era do partido dos Stuart, haveria decidido modificar o Ritual de Mest\ fazendo uma alegoria do trágico fim de Carlos I e para que fora usado tanto os conhecimentos míticos como o espírito místico; Hiram ressuscita de entre os mortos assim como Carlos I será vingado pelos seus filhos.
 
"Newton estudou profundamente e copiou foi o Theatrum chemicum de Elias Ashmole, coleção de textos alquímicos entre os quais se encontra uma breve descrição em verso da monas [N.T.: Mônada] de Dee. Num comentário sobre esse volume, que Ashmole cita de um manifesto Rosacruz, alude a Michael Maier e dá uma larga descrição do John Dee e de sua obra como matemático, que elogia muito." "… havia um núcleo hermético no cientista do século XVII;"

 

310.3.9.6 - MAX HEINDEL

Max Heindel - nascido Carl Louis Fredrik Graßhoff em Aarhus, na Dinamarca, em 23 de Julho de 1865 - foi um ocultista, astrólogo e místico cristão dinamarquês de origem alemã, radicado nos Estados Unidos. Faleceu em Oceanside, California, nos Estados Unidos, a 6 de Janeiro de 1919. Entre os estudantes dos seus ensinamentos é reconhecido como o maior místico do século XX no ocidente.

Iniciado Rosacruz

No Outono de 1907, durante um período de conferências de bastante sucesso, viajou para a Berlim, Alemanha com a sua amiga Alma von Brandis, que durante vários meses o tentava persuadir para assistir a um ciclo de conferências de um professor do oculto chamado Rudolf Steiner.

 

Durante a sua estadia na Alemanha, Heindel nutriu uma grande estima pela personalidade deste conferencista, conforme mais tarde o expressa numa dedicatória da sua obra magna, mas simultaneamente entendeu que este professor tinha pouco para lhe oferecer. Foi então, já decidido em sua mente a retornar e desiludido por haver parado o trabalho de sucesso que se encontrava a desenvolver na América para poder fazer esta viagem, que Heindel reporta haver sido visitado por um Ser Espiritual (envolvido no corpo vital).

Este suposto Ser identifica-se posteriormente como um Irmão Maior da Ordem Rosacruz. Conforme Heindel posteriormente menciona, este Irmão Maior facultou-lhe informação concisa e lógica que estava para além do que ele seria capaz de escrever. Mais tarde soube que durante a visita anterior ele foi colocado, sem o disso ter noção, perante um teste para determinar o seu mérito para ser mensageiro dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Ele conta que apenas após este teste lhe terá sido dada instrução de como alcançar o Templo etérico da Rosa Cruz, na Baviera, próximo à fronteira com a Boémia, e neste Templo Max Heindel teria estado em comunicação directa e sob instrução pessoal dos Irmãos Maiores da Ordem Rosa Cruz. A Ordem Rosacruz é descrita como sendo composta por doze Imãos Maiores, reunidos em torno de um décimo terceiro que é a Cabeça invísivel da Ordem. Estes grandes Adeptos, pertencentes à evolução humana mas havendo avançado muito para além do ciclo do renascimento, são descritos como pertencedo ao conjunto de exaltados Seres que guiam a evolução da humanidade, os Seres Compassivos.

 

Obra magna

Ver artigo: Conceito Rosacruz do Cosmos

Heindel voltou à América no verão de 1908 onde de imediato iniciou a formulação dos Ensinamentos Rosacruzes, que, segundo ele, havia recebido dos Irmãos Maiores, tendo-os publicados em um livro intitulado Conceito Rosacruz do Cosmos em 1909. É uma obra de referência na prática do Cristianismo místico e na literatura de estudo do ocultismo, contendo os fundamentos do Cristianismo esotérico numa perspectiva Rosacruz. O Conceito contém um esboço detalhado dos processos de evolução do homem e do universo, correlacionando ciência com religião.

 

Escola esotérica

Ver artigo: Fraternidade Rosacruz (Max Heindel)

De 1909 a 1919, sofrendo de um grave problema de coração e com uma situação financeira adversa, diz-se que Max Heindel conseguiu realizar a grande obra para os Irmãos da Rosa Cruz, com o auxílio, apoio e inspiração de Augusta Foss, a quem se juntou em casamento em 1910. Deu palestras de muito sucesso sobre os ensinamentos rosacruzes e enviou lições de correspondência para os estudantes, que entretanto haviam formado grupos de estudo em várias cidades, escreveu volumes (que se encontram traduzidos para muitas línguas pelo mundo) e fundou a Fraternidade Rosacruz em 1909/1911 em 'Mount Ecclesia' Mount Ecclesia, Oceanside (California); publicou a revista Cristã esotérica Rays from the Rose Cross em 1913 e, acima de tudo, lançou o Serviço de Cura Espiritual da Fraternidade.

 

Por último, é digno de menção que o trabalho preparado por Max Heindel, tem sido, desde então, continuado pelos estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que, como Auxiliares Invisíveis da humanidade, assistem os Irmãos Maiores da Ordem da Rosa Cruz a realizar a Cura Espiritual por todo o mundo. Este é referido com o trabalho especial na qual a Ordem Rosacruz está interessada [1] e é providenciado de acordo com os comandos de Cristo, nomeadamente, "Pregai o evangelho e curai os doentes".

 

Escritos de ocultismo

Conceito Rosacruz do Cosmos, Novembro de 1909, . e [2]

Astrodiagnose

Astrologia Científica Simplificada

Cartas aos Estudantes .

Colectâneas de um Místico .

Como Conheceremos Cristo Quando Ele Voltar? .

Corpo de Desejos (O) .

Corpo Vital (O) .

Cristianismo Rosacruz

Ensinamentos de um Iniciado .

Espíritos e as Forças da Natureza (Os) .

Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas .

Iniciação Antiga e Moderna .

Interpretação Mística da Páscoa

Interpretação Mística do Natal .

Maçonaria e Catolicismo .

Mensagem das Estrelas (A)

Mistérios da Grandes Óperas (Os) .

Mistérios Rosacruzes (Os) .

Princípios Ocultos de Saúde e Cura

Princípios Rosacruzes para a Educação Infantil

Teia (ou Véu) do Destino (A)

Fonte: http://..fraternidaderosacruz.org/

Wikipéida

 

310.3.9.6 - Harvey Spencer Lewis

Harvey Spencer Lewis, S.·.I.·., 33°66°95°, Ph.D. (25 de novembro, 1883 - 2 de agosto, 1939), famoso Rosacruz, autor, ocultista, e místico, Fundou nos Estados Unidos a Ordem Rosacruz – AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis ), sendo seu primeiro Imperator, de 1915 à 1939.

 

Harvey Spencer Lewis nasceu na cidade de Frenchtown, Nova Jersey, em 25 de novembro de 1883. Seus pais dedicavam-se, na época à educação, de modo que ele recebeu boa instrução. Trabalhou como publicitário e ilustrador, e utilizou a experiência nessa área para mais tarde promover a AMORC no seu primórdio, através de impressos e livretos.

 

Seus primeiros aprendizados rosacruzes foram relacionados pelos seu interesse em fenômenos paranormais. Convidado para viajar à Europa, à convite de um ramo da ordem na França, logo se relacionou com os rosacruzes europeus e no final de sua viagem foi iniciado na ordem em Toulouse, por Emile Dantinne, também conhecido como Sar Hieronymus.

 

Foi lhe dada a missão de levar o ideal rosacruz à América (um pequeno grupo havia primordialmente feito um assentamento na pensilvânia, no início do século XVII, mas foi dissolvido após poucos anos), além de promover a modernização dos seus ensinamentos. Lewis estabaleceu a AMORC, tornou-se seu primeiro Imperator e escreveu o que viria a ser o canôn dos ensinamentos místicos da ordem, em forma de monografias, devotando dali por diante sua vida em prol da AMORC. Lewis também fundou o Museu Egípcio Rosacruz, uma ainda popular atração em San Jose, Califórnia.

 

Invenções:

De acordo com a misteriosa página do F.R.C. Michael Nowicki em inglês (localizado em Rosicrucians Salon WebSite), H. Spencer Lewis construiu inúmeros aparelhos científicos.

 

Eles incluem:

 

Luxatone

O Luxatone ou Órgão Cromático era um aparelho que convertia sinais de áudio em cores, mostrando-os em uma tela triangular. Lewis o utilizava para demonstrar idéias místicas e filosóficas. O sinal de áudio era adicionado através do auxílio de microfones.

 

Um livrete intitulado "The Story of Luxatone - The Master Color Organ" foi impresso e enviado aos membros da AMORC e em sua Revista.

 

 

Contador de Coincidência de Raios Cósmicos:

Este instrumento foi um protótipo do contador Geiger e foi construídos em idos de 1930.

 

 

Harpa vibratória:

A "Sympathetic Vibration Harp" foi construída pelo Dr. Lewis para demonstração de certos princípios de ensinamentos da AMORC no campo do estudo das vibrações.

 

 

Alquimia:

Em adição aos seus inúmeros trabalhos, em 22 de Junho de 1916, Lewis anunciou publicamente a transmutação de zinco em ouro — durante uma demonstração clássica de princípios alquímicos, na cidade de Nova Iorque. Uma equipe de Grandes Mestres da AMORC, membros da AMORC, um cientistas e um jornalista assistiram de perto o processo, que era composto pela mistura de ingredientes selecionados. O cientista declarou que o resultado do experimento tinha as mesmas “”propriedade do ouro””, e tal anúncio consta na "American Rosae Crucis"[2]. Os ingredientes para a transmutação do ouro nunca foram revelados. No livro “Perguntas e Respostas Rosacruzes” foi explanado que o material necessário para a transmutação era de difícl obtenção, e a relação custo/benefício não compensava a transmutação.

 

Outros Imperators da AMORC

Ralph Maxwell Lewis

Gary L. Stewart

Christian Bernard

 

Bibliografia:

Rosicrucian Principles for the Home and Business (março de 1929) (Traduzido para o portugues como: Princípios Rosacruz para o Lar e os Negócios. Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná).

ensinamentos e lições rosacruzes sobre a filosofia aplicada no trabalho, nas metas pessoais e no Lar.

Rosicrucian Questions and Answers with Complete History of the Order

um livro duplo: Na primeira parte é contado a tradicional história da Ordem Rosacruz, com locais e datas específicas; Na segunda parte é composta de perguntas e respostas comuns aos que se interessam em ingressar na Ordem como membro.

The Mystical Life of Jesus A vida Mística de Jesus - Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná)

Relacionado com a vida mística de Jesus; reconhecidamente influenciado pelo Evangelho Aquariano de Jesus Cristo, de Levi H. Dowling

The Secret Doctrines of Jesus A doutrina secreta de Jesus

Uma explanação dos vários símbolos, padrões e interpretações do trabalho de Jesus e seus doze Apóstolos

A Thousand Years of Yesterdays

Um obra de ficção, explanando sobre as reencarnação do homem.

Self Mastery and Fate with the Cycles of Life

Relacionado com o sistems de Ciclos da vida ([3]), similar em natureza ao bioritmo.

Rosicrucian Manual (1918, 1929 com re-impressões) Manual RosaCruz Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná

Explana a estrutura da AMORC e inclui tudo que um novo membro rosacruz precisa saber.

Mansions of the Soul: The Cosmic Conception Mansões da Alma: A concepção Cósmica. Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná

Dicerssão sobre o Significado da vida, Morte, o Além-morte e a reencarnação.

The Symbolic Prophecy of the Great Pyramid A Profecia Simbólica da Grande Pirâmide. Biblioteca Rosacruz. Composto e Impresso na Grande Loja do Brasil - Curitiba, Paraná

 

310.4 - MAÇONS:

Lista de alguns Ilustres Maçons:
A
Almiro Gaspar Marques - Advogado e Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal.
Antônio Carlos Gomes - Músico, compositor de Óperas e maestro.
António Egas Moniz - Médico, prémio Nobel da Medicina.
António Marques Miguel - Arquiteto, Past Grão Mestre da GLRP e membro da Academia de Belas Artes de Lisboa.
Afonso Augusto Costa Político republicano
Almeida Santos - Político português, Ex- Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Alfredo da Rocha Vianna Filho - Compositor, flautista, saxofonista, cantor e regente.
António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques (A. H. de Oliveira Marques)- ilustre historiador português.
Auguste Comte- Pai do Positivismo Jurídico e da Sociologia e Grande Filósofo Francês.
Antônio Francisco Lisboa - "Aleijadinho" patrono da arte no Brasil

 

B
Barack Hussein Obama II - Presidente dos EUA.
Benjamin Franklin - Cientista e político estadunidense
Bento Gonçalves da Silva - General brasileiro - Revolucionário farroupilha.
Bernardino Luís Machado Guimarães - Presidente da República Portuguesa
Brigham Young - Segundo Presidente De A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou os Mórmons.
Bernardo Valentim Moreira de Sá - Insígne violinista, pianista, maestro, compositor, musicólogo, musicógrafo, professor e director da Escola Normal do Porto, fundador do "Orpheon Portuense" e Director-fundador do Conservatório de Música do Porto, fundador da "Sociedade de Música de Câmara" e do "Quarteto Moreira de Sá", conferencista, etc. [1]

C
Charles Chaplin - Cineasta inglês

Conde de St. Germain - (Transilvânia, 28 de Maio de 1696 — Eckernförde (?), 27 de fevereiro de 1784) foi uma das figuras mais misteriosas do século XVIII. Tido como místico, alquimista, ourives, lapidador de diamantes, cortesão, aventureiro, cientista, músico e compositor

D
Domenico Scarlatti - Compositor barroco italiano.

E
Emídio Guerreiro - Matemático e político.

F
Fernando Teixeira - Fundador da Grande Loja Regular de Portugal - GLRP.
Fernando Valle - Médico e político.

G
Carlos Viegas Gago Coutinho - Aviador
George Washington - Primeiro presidente dos Estados Unidos.
Giuseppe Garibaldi - Revolucionário italiano.
Gomes Freire de Andrade Grão-Mestre do GOL
Germano Rigotto ex-governador do estado do Rio Grande do Sul.

H
Harry Houdini - Mágico ilusionista - Inventor do "escapismo".

I
Isaac Newton - alquimista e notório físico
Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá)

J
Jaime Wright - Pastor presbiteriano, defensor dos Direitos Humanos no Brasil.
João Rosado Correia - Arquitecto, Professor Universitário, Ministro do Equipamento Social e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano
Johann Wolfgang von Goethe - Escritor alemão
José de San Martín - General argentino
José de Souza Marques - Educador, advogado, político e pastor batista
José Bonifácio - Cientista e político brasileiro.
José Martí - Mártir cubano, iniciado em 1871 no Grande Oriente Lusitano.
José da Silva Carvalho - Obreiro da Revolução de 1820 e ministro de D. João VI, de D. Pedro IV e de D.ª Maria II; foi Grão-Mestre.
Johann Sebastian Bach - Músico e compositor Erudito.
José Relvas - Proclamou a República Portuguesa a 5 de Outubro de 1910
Jânio Quadros - Ex-Presidente do Brasil
John Stuart Mill - pensador inglês
Joseph Smith - Primeiro Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, líder Mórmon e Percursor do Mormonismo.


L
Ludwig van Beethoven - Compositor alemão
Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias - Patrono do exército brasileiro.
Luiz Gonzaga - compositor e Cantor - Rei do Baião

M
Manuel Deodoro da Fonseca - Proclamador da República e primeiro presidente do Brasil.
Manuel Fernandes Tomás - Fundador do Sinédrio
Mário Covas Júnior - Engenheiro, Político brasileiro e ex-governador do estado de São Paulo
Mário Soares - político Português, Ex-1º Ministro de Portugal e Ex- Presidente da República. Fundador do P.S. - Partido Socialista
Martin Luther King Jr - Nobel da Paz e pastor da Igreja Batista

N
Norton de Matos - General, governador de Angola durante a Primeira República e político português

O
Orestes Quércia, político brasileiro, ex-governador do estado de São Paulo.(Expecula-se de que o mesmo tenha sido afastado da Ordem.)

P
Passos Manuel (Manuel da Silva Passos) - líder dos setembristas.
Pedro I do Brasil e Pedro IV de Portugal - Primeiro Imperador do Brasil, foi também Rei de Portugal.

Q
Quintino Bocaiúva - Governador do Rio de Janeiro, político.

R
Rui Barbosa - Jurista, jornalista e político brasileiro
Richard Wagner - Músico e Compositor alemão
Rudyard Kipling - Escritor, jornalista e poeta inglês. Escreveu o conto original 'Mogli o menino da selva', transformado em animação pela Disney.

S
Sebastião de Magalhães Lima - fundador da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem.
Salvador Allende - Presidente constitucional do Chile 1970-1973, Loja Progreso No. 4, Valparaíso [2].
Simon Bolívar - General venezuelano, libertador da América do Sul do domínio colonial espanhol.

T
Theodore Roosevelt - presidente dos EUA
Tiradentes - mártir da Inconfidência Mineira
Thomas Alva Edison - Um dos maiores inventores da História

V
Voltaire - Filósofo francês.
Vinicius de Moraes - Poeta e compositor brasileiro.

W
Walter Elias Disney - desenhista.
Wolfgang Amadeus Mozart - Músico austríaco
Willford Woodroff - 4º Presidente De A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou os Mórmons

fonte:Wikipedia

MAÇONS POR CATEGORIA:

Presidentes da República:
Abraham Lincoln
Andrew Jackson
Franklin D. Roosevelt
George C. Wallace
George Washington
Gerald Ford
Harry S. Truman
James A. Garfield
Jimmy Carter
John A. MacDonald
John J. C. Abbott
Mario Soares
Mackenzie Bowell
Robert L. Borden
R. B. Bennett
Salvador Allende
Venceslau Brás
Warren G. Harding
Felipe Martins
Washington Luís
William Howard Taft
William Mckinley
Theodore Roosevelt
Barack Hussein Obama

Reis
Eduardo VII do Reino Unido
Eduardo VIII do Reino Unido
Frederico II da Prússia
Jorge VI do Reino Unido
Jorge IV do Reino Unido
Leopoldo I da Bélgica
Pedro I do Brasil




Outros Políticos
Aga Khan III
Albuquerque Lins
Altino Arantes
Anson Jones
Barão do Rio Branco
Benjamin Franklin
Bento Gonçalves da Silva
Cláudio Pinto do Nascimento
David G. Burnett
Deodoro da Fonseca
Diogo Antônio Feijó
Esperidião Amin Elou Filho
Fiorello La Guardia
Floriano Peixoto
Francis Bacon
Francisco Dornelles
Francisco Glicério
Giuseppe Garibaldi
Henry Wallace
James Buchanan
James Knox Polk
James Monroe
Joaquim José da Silva Xavier
Joel R. Poinsett
John G. Diefenbaker
John Hancock
José Bonifácio de Andrada e Silva
José Roberto Arruda
Joseph Brant
Lourival de Moura Sousa
Campos Salles
Mário Covas
Marquês de Lafayette
Michel Temer
Mirabeau B. Lamar
Napoleão
Nilso Inácio Alves
Nilo Peçanha
Osmar Dias
Raúl Castro
Rui Barbosa
Sam Houston
Sam Nunn
Tarcìsio Clrto Chiavegato
Tiradentes
Visconde do Rio Branco
Winston Churchill

Líderes Religiosos
Aleister Crowley (Ocultista, escritor e bruxo)
Brigham Young (Sucessor de Joseph Smith á frente da Igreja Mormon)
Frei Caneca (patriota e revolucionário)
Joseph Smith (Precursor do Mormonismo)
Swami Vivekananda (Líder Hinduísta - Yoga, Reforma Hindú)
Louis Claude de Saint-Marint (Fundador do Martinismo)
Harvey Spencer Lewis (Imperator da Ordem Rosacruz AMORC)

Jornalistas
Josenildo José dos Santos
Jerônimo Coelho

Atores
Arthur Godfrey
Bob Hope
Casanova
Charles Chaplin
Charles "Tom Thumb" Stratton
Clark Gable
Danny Thomas
Douglas Fairbanks
Elmo Lincoln
Ernest Borgnine
Francisco Cuocco
Gene Autry
George M. Cohan
Harold C. Lloyd
Irvin Berlin
John Wayne
José Wilker
Milton Gonçalves
Oliver Hardy
Oscarito
Palhaço Arrelia
Palhaço Carequinha
Palhaço Charles
Palhaço Xuxu
Peter Sellers
Red Skelton
Roy Clark
Roy Rogers
Tom Mix
W.C. Fields
Will Rogers
 


Professores
Compositores, músicos e intérpretes
Bob Nelson
Carlos Gomes
Duke Ellington
Dió de Araújo
Fábio Junior
Franz Liszt
Howlin' Wolf
Jean Sibelius
Johann Sebastian Bach
Joseph Haydn
John Philip de Sousa
John Stafford Smith
Luiz Vieira
Louis Armstrong
Ludwig van Beethoven
Luiz Gonzaga
Mel Tillis
Nat King Cole
Paul Whitman
Ranchinho
Raul Passos
Roberto de Carvalho (marido de Rita Lee)
Tonico
William "Count" Bassie
Wolfgang Amadeus Mozart

Escritores e intelectuais
Aldenor Benevides
Alessandro Jose de Sousa
Aleksander Pushkin
Alexandre Herculano
Antero de Quental
Antonio Guimarães de Oliveira
Cagliostro
Camilo Castelo Branco
Carlo Collodi
Castro Alves
Dante Alighieri
Edward Gibbon
Éliphas Levi
Fernando Pessoa
Francis Bacon
Jean-Jacques Rousseau
Jorge Nascimento
José lins do Rêgo
Johathan Swift
Lewis Wallace
Louis Claude de Saint-Martin
Machado de Assis
Marcelo Del Debbio
Mark Twain
Max Heindel
Montesquieu
Papus
Oscar Wilde
Ralph Waldo Emerson
Robert Burns
Robert Morris
Rudyard Kipling
Samuel L. Clemens
Sir Arthur Conan Doyle
Sigmund Freud
Tagore
Voltaire
Walter Scott
William Blake
William Shakespeare
Zé Rodrix

Astronautas
Edwin E. Aldrin
John H. Glenn
Neil Armstrong
Virgil Grissom

Militares
Alfred Von Tirpitz
Audie Murphy
Eddie Rickenbacker
Edson Da Mota Leal
Ernesto Geisel
Golbery do Couto e Silva
Joao Baptista Figueiredo
James Doolittle
John Joseph Pershing
Duque de Caxias
Napoleão Bonaparte
Omar N. Bradley
Douglas MacArthur
Henry "Hap" Arnold
Simon Bolivar
Deodoro da Fonseca
Floriano Peixoto
Keveny Simião de sousa

Juízes do Supremo Tribunal
Earl Warren
Frederick M. Vinson
Harold H. Burton
Henry Baldwin
Hugo L. Black
James F. Byrnes
John Blair, Jr.
John Catton
John H. Clarke
John M. Harlan
John Marshall
Joseph E. Lamar
Levi Woodbury
Luiz Zveiter - STJD/BR/
Mahlon Pitney
Noah H. Swayne
Oliver Ellsworth
Potter Stewart
Robert H. Jackon
Robert Trimble
Samuel Blatchford
Samuel Nelson
Sherman Milton
Standley F. Reed
Standley Mathews
Stephen J. Field
Thomas C. Clark
Thomas Todd
Thurgood Marshall
Waldemar Zveiter
Wiley B. Rutledge
William B. Woods
William Cushing
William H. Moody
William O. Douglas
William Paterson
Willis Van Devanter

Empresários
Andre Citroen (fabricante de automóveis)
Charles C. Hilton (cadeia de hotelaria Hilton)
Cláudio Pinto do Nascimento Diversos segmentos
Darryl F. Zanuck (fundador da 20th Century Productions)
Eberhard Faber (fundador da Eberhard Faber Pencil Company, Neumarkt (Alto Palatinado), Alemanha
Henry Ford (pioneiro na produção de automóveis em massa)
Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá)
Jack Warner (da Warner Brothers Fame)
John W. Teets (Presidente da Dial Corp.)
King C. Gillett (Gillett Razor Co.)
Lawrence Bell (Bell Aircraft Corp.)
Lloyd Balfour (joalharia)
Louis B. Mayer (fundador da Metro-Goldwyn-Mayer)
Melvin Jones (um dos fundadores da Lions International)
Paul Harris (fundador do Rotary Club)
Paulo Guerrinha (fundador da TRANSPAUGIO transportes)
Robert E. B. Baylor (fundador da Universidade Baylor)
Uziel Carneiro Santos (Diversos Segmentos)
William H. Dow (Dow Chemical Co.)
Sir Thomas Lipton (fundador da Lipton Tea Company)

Cientistas
Albert Michelson
Benjamin Franklin
Berzelius
Charles King
Charles Richet
Crawford Long
Francis Bacon
Frederic Hopkins
Isaac Newton
Isaac Peral
Jaume Ferrán i Clua
Joseph Guillotin
Juan de la Cierva
Louis Orlando
Ronald Appleton
Ronald Morrish
Samuel Hahnemann
Sir Alexander Fleming
Thomas Alva Edison
Wilhem Oswald


 

compilado por Beraldo Lopes Figueiredo

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