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compilado por Beraldo Figueiredo

 

 307 - HELENA PETROVNA BLAVATSKY

Helena Petrovna Hahn nasceu prematuramente à meia-noite de 30 para 31 de julho (12 de agosto pelo calendário russo) de 1831, em Ekaterinoslav, na província do mesmo nome, ao sul da Rússia. Tão estranhos foram os incidentes ocorridos na hora do seu nascimento e por ocasião do seu batismo, que os serviçais da família lhe predisseram uma existência cheia de tribulações.

Helena foi uma criança voluntariosa, oriunda de uma linhagem tradicional de homens e mulheres influentes e poderosos. A história dos seus antepassados é a história mesma da Rússia. Séculos atrás, os nômades eslavos erravam através da Europa central e oriental. Tinham formas de governo próprias; mas, quando se estabeleceram em Novgorod, fracionaram-se em feudos, que se desavieram entre si, não sendo possível chegarem a uma conciliação, Chamaram em seu auxílio Rurik (862 A.D.), chefe de uma das tribos errantes de "Russ", homens do Norte ou escandinavos, que andavam à cata de mercado e procurando estender o seu domínio. Rurik veio e organizou em Novgorod o primeiro governo civil, que se constituiu em um centro opulento de comércio com o Oriente e o Ocidente. Foi ele o primeiro soberano e reinou pelo espaço de quinze anos. Durante sua vida, o filho Igor e o sobrinho Oleg consolidaram-lhe o domínio no Oeste e no Sul.

 

Kiev tornou-se um grande Principado, e aquele que o governava era virtualmente o soberano da Rússia. Ao longo dos séculos, os descendentes de Rurik ampliaram as suas conquistas e a sua autoridade sobre todo o país. Vladimir 1 (m. 1015) escolheu o Cristianismo como religião do seu povo, e o chamado "paganismo" desapareceu. Yaroslav o Sábio (m. 1034) elaborou Códigos e os "Direitos Russos". O sexto filho de Viadimir 11 (1113-24) foi Yuri, o ambicioso ou "dolgotouki".

Este apelido persistiu como título de família. Yuri fundou Moscou, e sua dinastia deu origem aos poderosos Grão-Duques, cujos governos se caracterizaram por lutas violentas entre eles próprios. As hordas mong6is, em 1224, tiraram partido das divergências e sujeitaram os grupos turbulentos que se rivalizavam em sede de poder e posição. Mas Ivan III, um Dolgorouki, libertou-se em 1480 do jugo mongol; e Ivan IV exigiu ser coroado Czar, arrogando-se a autoridade suprema. Com a morte de seu filho terminou a longa e brilhante dinastia dos Dolgorouki. Mas a família ainda exercia influência nos dias dos Romanoff, até a morte da avó da Senhora Blavatsky, a talentosa e culta Princesa Elena Dolgotouki, que se casou com André Mikaelovitch Fadeef, o "mais velho" da linhagem Dolgorouki, da qual os Czares Rómanoff eram considerados um dos ramos "mais novos".

Vê-se, pois, que a família de Helena pertencia à classe superior, na Rússia, com tradição e dignidade a preservar, sendo conhecida em toda a Europa. Helena era uma rebelde, e desde a infância sempre manifestou desprezo pelas convenções, o que não a impedia de compreender que as suas ações não deviam molestar a família, nem lhe ferir a honra. Seu pai, o Capitão Peter Hahn, descendia de velha estirpe dos Cruzados de Mecklemburg, os Rottenstern Hahn. Em virtude de, aos onze anos de idade, haver perdido a mãe, mulher inteligente e devotada à literatura, Helena passou a adolescência em companhia de seus avós, os Fadeef, em um antigo e vasto solar de Saratov, que abrigava, muitos membros da família e grande número de criados e servidores, por ser o seu avô Fadeef governador da província de Saratov.

A natureza de Helena estava fortemente impregnada de uma inata capacidade psíquica, de tal modo que constituía sua característica predominante. Ela se dizia (e o demonstrava) dotada da faculdade de comunicar-se com os habitantes de outras esferas . ou -mundos invisíveis e sutis, e com os entes humanos que consideramos "mortos". Essa potencialidade natural foi posteriormente disciplinada e desenvolvida. Sua educação recebeu a influência da posição social da família e dos fatores culturais então imperantes. Assim, ela era hábil poliglota e tinha excelentes conhecimentos musicais; de sua erudita avó herdou o senso científico e a experiência; e partilhava dos pendores literários que pareciam correr nas veias da família.

Em 1848, com a idade de 17 anos, Helena contraiu matrimônio com o General Nicephoro V. Blavatsky, governador da província de Erivan, que era um homem já entrado em anos. Existem muitas versões sobre a razão desse casamento; que não foi do seu agrado, ela o demonstrou desde o primeiro momento. Após três meses, abandonou o marido e fugiu para a casa da família, que a encaminhou ao pai   ' Receando ser obrigada a voltar para o General Blavatsky, tornou a fugir, no caminho; e durante vários anos correu o mundo em viagens -cheias de aventuras. O pai conseguiu comunicar-se com ela e fez-lhe remessa de dinheiro. Ao que parece, manteve-se ela ausente da Rússia o tempo suficiente para poder legalizar a sua separação do marido.

Em 1851 Helena, agora Senhora Blavatsky ou H. P. B., teve o seu primeiro encontro físico com o Mestre, o Irmão Mais Velho ou Adepto, que fora sempre o seu protetor e a havia preservado de sérios perigos em suas irrequietas travessuras da infância. A partir desse momento, passou ela a ser a sua fiel discípula' obedecendo-lhe inteiramente à influência e diretiva. Sob a orientação do Mestre, aprendeu a controlar e dirigir as forças a que estava submetida em razão de sua natureza excepcional. Essa orientação conduziu-a através de várias e extraordinárias experiências nos domínios da "magia" e do ocultismo. Aprendeu a receber mensagens'dos Mestres e a transmiti-Ias aos seus destinatários, e a enfrentar valentemente todos os riscos e incompreensões no seu caminho. Seguir o rastro de suas peregrinações durante o período desse aprendizado é vê-Ia em constante atividade pelo mundo inteiro. Parte do tempo ela o passou nas regiões do Himalaia, estudando em mosteiros onde se conservam os ensinamentos de alguns dos Mestres mais esclarecidos e espirituais dó passado. Estudou a Vida e as Leis dos mundos ocultos, assim corno as regras que devem ser cumpridas para o acesso a eles. Como testemunho desse estágio de sua educação esotérica, deixou-nos uma primorosa versão de axiomas espirituais em seu livro Tbe Voice of Sitence (A Voz do Silêncio).

Em 1873, H. P. Blavatsky viajou para os Estados Unidos da América, a fim de trabalhar na missão para a qual fora preparada. A alguém de menos coragem a tarefa havia de parecer impossível. Mas ela, uma russa desconhecida, irrompeu no movimento espiritualista, que então empolgava tão pro fundamente a América e, em menor escala, muitos outros países. Os espíritos científicos ansiavam por descobrir o significado dos estranhos fenômenos, e se defrontavam com dificuldades para abrir caminho em meio às numerosas fraudes e mistificações. De duas maneiras tentou H. P. B. explicá-los: 1." pela demonstração prática de seus próprios poderes; 2.' afirmando que havia uma ciência antiqüíssima das mais profundas leis da vida, estudada e preservada por aqueles que podiam usá-la com segurança e no sentido do bem, seres que em suas mais altas categorias recebiam a denominação de "Mestres", embora outros títulos também lhes fossem conferidos, como os de Adeptos, Chohans, Irmãos Mais Velhos, Hierarquia Oculta, etc.

Para ilustrar suas afirmações, H. P. B. escreveu Isis Unveiled (Isis sem Véu), em 1877, e The Secret Doctrine (A Doutrina Secreta), em 1888, obras ambas "ditadas" a ela pelos Mestres. Em Isis sem Véu lançou o peso da evidência colhida em todas as Escrituras do mundo e em outros anais contra a ortodoxia religiosa, o materialismo científico e a fé cega, o ceticismo e a ignorância. Foi recebida com agravos e injúrias, mas não deixou de impressionar e esclarecer o pensamento mundial.

Quando H. P. B. foi "enviada" aos Estados Unidos, um de seus objetivos mais importantes consistiu em fundar uma associação, que foi formada sob a denominação de THE THEOSOPHICAL SOCIFTY (Sociedade Teosófica), "para pesquisas e difundir o conhecimento das leis que governam o Universo"2. A Sociedade apelou para a "fraternal cooperação de todos os que pudessem compreender o seu campo de ação e simpatizassem com os objetivos que ditaram a sua organização"3. Essa "fraterna cooperação" tornou-se a primeira das Três Metas do trabalho da Sociedade, as quais foram durante muitos anos enunciadas nestes termos:

  1. Formar um núcleo de Fraternidade Universal na Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor. 

  2. Fomentar o estudo comparativo das Religiões, Filosofias e Ciências. 

  3. Investigar as leis inexplicáveis da Natureza e os poderes latentes do homem.

Foi recomendado à Senhora Blavatsky que persuadisse o Coronel Henry Steel Olcott a cooperar com ela na formação da Sociedade. Era um homem altamente conceituado e muito conhecido na vida pública da América, e tanto ele como H. P. B. tudo sacrificaram em prol da realização da tarefa que os Mestres lhes haviam confiado.

Ambos foram para a índia em 1879, e ali construíram os primeiros e sólidos alicerces do seu trabalho. A Sociedade expandiu-se rapidamente de país em país; sua afirmação de serviço pró-humanidade, a amplitude de seu programa, a clareza e a lógica de sua filosofia e a inspiração de sua orientação espiritual ecoaram de modo convincente em muitos homens e mulheres que lhe deram o mais firme apoio. H. P. B. foi investida pelos Mestres com a responsabilidade de apresentar ao mundo a Doutrina Secreta ou Teosofia: ela era a instrutora por excelência; ao Coronel Olcott foi delegada a incumbência de organizar a Sociedade, o que ele fez com notável eficiência. Como era natural, esses dois pioneiros encontraram a oposição e a incompreensão de muita gente; especialmente H. P. B. Mas ela estava preparada para o sacrifício. Como escreveu no Prefácio de A DOUTRINA SECRETA: "Está acostumada às injúrias, e em contato diário com a calúnia; e encara a maledicência com um sorriso de silencioso desdém."

A fase mais brilhante e produtiva de H. P. B. foi talvez a que se passou na Inglaterra entre os anos de 1887 e 1891. Os efeitos do injusto Relatório da "Sociedade de Investigações Psíquicas" (1885) acerca dos fenômenos que ela produzia, assim como os dos ataques desfechados pelos missionários cristãos da índia, já haviam em parte desaparecido. Ao seu incessante labor de escrever, editar e atender à correspondência, somava-se a tarefa de formar e instruir discípulos capazes de dar prosseguimento à sua obra. Para este fim, organizou, com a aprovação oficial do Presidente (Coronel Olcott), a Seção Esotérica da Sociedade Teos6fica. Em 1890 contava-se em mais de um milhar o número de membros que se achavam sob a sua direção em muitos países.

A DOUTRINA SECRETA se define por seu próprio título. Expõe "não a Doutrina Secreta em sua totalidade, mas um número selecionado de fragmentos dos seus princípios fundamentais".

1)    Mostra: que é possível obter uma percepção das verdades universais, mediante o estudo comparativo da Cosmogonia dos antigos;

2)    proporciona o fio que conduz à decifração da verdadeira história das raças humanas;

3)    levanta o véu da alegoria e do simbolismo para revelar a beleza da Verdade; 

4) apresenta ao intelecto ávido, à intuição e à percepção espiritual os "segredos" científicos do Universo, para sua compreensão. Segredos que continuarão como tais enquanto não forem entendidos.

H. P. B. faleceu a 8 de maio de 1891, deixando à posteridade o grande legado de alguns pensamentos dos mais sublimes que o mundo já conheceu. Ela abriu as portas, há tanto tempo cerradas, dos Mistérios; revelou, uma vez mais, a verdade sobre o Homem e a Natureza; deu testemunho da presença, na Terra, da Hierarquia Oculta que vela e guia o mundo. Ela é reverenciada por muitos milhares de pessoas, porque foi e é um farol que ilumina o caminho para as alturas a que todos devem ascender.

Josephine Ransom

Adyar, 1938

Notas:

(1) Veja-se o Prefácio de H. P. B. à edição de 1888.

(2) Capítulo XI dos Estatutos primitivos.

(3) Preâmbulo original.

Fonte: Do livro: A Doutrina Secreta, Ed. Pensamento, São Paulo 1973. Volume I

 

Acusações:

Helena Petrovna Blavatsky nasceu na Ucrânia do Império Russo no dia 12 de Agosto de 1831. Casou aos 17 anos com um oficial do exército russo, de quem se separou meses depois.
Tendo-se interessado pelo ocultismo e espiritualismo, Helena Blavatsky viajou pela Europa, Estados Unidos e Ásia (sobretudo pela Índia e pelo Tibete). Na Índia terá, alegadamente, estudado sob a orientação de diversos mahatmas hindus.


Em 1873 viajou até Nova Iorque, onde conheceu H.S. Olcott, com quem fundou, entre outros, a Sociedade Teosófica (1875). Dois anos mais tarde, publicou Isis Unveiled, o livro em que a autora critica a ciência e a religião, exaltando a experiência e a doutrina místicas como derradeiro meio para alcançar as verdadeiras perspectiva e autoridade espirituais.
 

Em 1879 viajou com Olcott para a Índia, onde estabeleceram com grande sucesso uma sucursal da Sociedade Teosófica e editaram o jornal da Sociedade, O Teosófilo. Na década de 1880, Helena Blavatsky é acusada pela imprensa indiana de forjar fenómenos espirituais, e em 1885 uma investigação da London Society for Physical Research declara-a uma fraude.
Parte definitivamente da Índia para viver na Europa. É na capital britânica que escreve A Voz do Silêncio e A Doutrina Secreta, textos que continuam a debruçar-se sobre a Teosofia.
Morreu no dia 8 de Maio de 1891, em
Londres.

Blavatsky sofreu campanha acérrima dos inimigos da sua doutrina; difamações violentas, ataques a mão armada, e até um sinistro provocado a bordo do navio em que ela viajava para o Oriente. Sabe-se que no ano de 1870, ao atravessar o canal de Suez, explodiu a embarcação "onde a maior parte dos viajantes foi reduzida a poeira tão fina que nem se achou mais vestígio de seus cadáveres", J. Bergier, livro citado. Desse ataque, madame Blavatsky escapou miraculosamente.

Várias frentes decidiram lutar contra a fundadora da Sociedade Teosófica: ora o governo inglês, e consequentemente a polícia do vice-rei da Índia, ora os missionários protestantes; sem falar nos jesuítas. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas, sediada em Londres, tinha na pessoa de Hodgson, vigoroso panfletista, um caluniador de Blavatsky; porém, E.S. Dutt Provou a integridade moral da acusada, bem como a honestidade de seus propósitos. Dutt provou ainda a existência de uma conspiração, muito bem organizada, para destruí-la. Logo no início do nosso século, surgem ainda duas Obras contrárias ao valor da fundadora da Sociedade Teosófica: José Vasconcelos com Es1udios Indoslánicos e René Guénon com Le Théosophisme - Histoire d'une Pseudo-religion; respectivamente de 1923 e 1929.

Essas acusações, porém, iriam se arrebentar como o vidro de uma garrafa contra o rochedo impassível da evidência. Basta ler as respostas de G. R. Mead, Concerning H. P. B.; J. Ranson, Madame Blavatsky Occultist; F. Arundale, My Guest H. P. B.; W. Kingsland, La Verdadera H. P. Blavatsky; A. L. Cleather, H. P. Blavatsky, as I Kn.ew Her e., principalmente, a documentada e volumosa obra de Mario Roso de Luna, Una Mártir dei Siglo XIX, Helena Petrovna Blavatsky. São estudos criteriosos, desapaixonados, que convergem unanimemente à consagração de uma consciente missionária da Teosofia, da qual da foi pioneira no Ocidente.

As principais obras de madame Blavatsky são Ísis sem Véu, 1877; A Doutrina Secreta, síntese de filosofia, ciência e religião (em seis volumes) 1888; The Theosophical Glossary, 1890; A Voz do Silêncio, 1889; Narrações Ocultistas, 1890; Pelas Grutas e Selvas do Hindustão, 1890; e A Chave da Teosofia, em 1891, ano da sua morte.

A Sociedade para a Pesquisa Psíquica em Londres (London Society for Psychical Research) criou um comitê especial para investigar Madame Blavatsky. Em dezembro de 1884, Richard Hodgson, um membro do comitê da S.P.P. chegou à Índia para investigar e preparar um relatório sobre as alegações dos Coulomb. Baseado no relatório Hodgson, o comitê da S.P.P., em um relatório final em 1885, acusou Madame Blavatsky como "uma das maiores impostoras da história”.

 

Trabalho, dedicação e polêmicas:

 

Segundo testemunhas da época, Blavatsky trabalhava incessantemente em seus projetos, mesmo com sua saúde seriamente abalada. Seu trabalho pode ser visto na monumental obra A Doutrina Secreta. Nesta obra ela inclui mais de 2.000 citações, com indicações precisas de páginas e autores, relacionadas a livros que ela não poderia ter lido, pelo menos diretamente. Outro exemplo de seu extenso trabalho e dedicação é o livro Ísis Sem Véu, com mais de 1.300 páginas.

Várias testemunhas afirmam que sua biblioteca, que a acompanhava nas viagens, se limitava a poucos dicionários de inglês.

Segundo o crítico inglês William Emmett Coleman, para escrever Isis sem Véu, Blavatsky precisaria ter estudado 1.400 livros, o que seria impossível para alguém que viajava constantemente com uma pequena quantidade de livros em sua biblioteca pessoal. Além disso, se Blavatsky tivesse lido todos os livros (muitos deles disponíveis somente em alguns museus ou bibliotecas longínquos) dos quais cita trechos in verbatim durante seus livros, teria levado várias vidas para concluir a leitura.

Madame Blavatsky explicava que escreveu tanto Ísis Sem Véu quanto a Doutrina Secreta com a ajuda dos Mahatmas, que certas vezes transferiam suas consciências para o corpo físico de HPB, em um processo chamado tulku.

 

Blavatsky afirma que tal processo, na concepção teosófica, não seria mediúnico, uma vez que os Mahatmas não seriam espíritos dos mortos, mas seres humanos em corpos fisicos. Ainda segundo ela própria, algumas cenas e citações lhes eram mostradas clarividentemente através da luz astral, outras vezes, enquanto dormia, páginas inteiras eram precipitadas em sua própria letra, ou cartas dos Mestres se materializavam em papéis.

Esses fatos contribuíram fortemente para que Blavatsky fosse tomada como uma farsante.

Além disto, seus críticos a acusam de racismo, particularmente quando Blavatsky refere-se a alguns grupos étnicos, os aborígenes australianos, por exemplo, como pertencendo a uma raça inferior, já que os identifica como "mestiços atlanto-lemurianos". Com relação aos semitas, particularmente os árabes, diz que são "espiritualmente degenerados".

 

Fonte: Wikipéida

Sucessão e testamento:

Helena Blavatsky faleceu 1891, em Londres. Após sua morte e a de Henry Steel Olcott, a liderança da Sociedade Teosófica foi entregue à discípula favorita de Blavatsky, Annie Besant, e a William Quan Judge. Seu corpo foi cremado e um terço das cinzas ficou na Europa, um terço foi para os Estados Unidos, levado por William Quan Judge, e o outro terço encontra-se na Sede Internacional da S.T., depositadas no interior de uma estátua dela.

Em seu testamento, Blavatsky pede aos teósofos que celebrem a data de seu falecimento como o Dia do Lótus Branco. Atendendo ao seu pedido, desde 1892, os membros da Sociedade Teosófica ao redor do mundo reúnem-se nesta data para homenageá-la.

 

OBRAS PUBLICADAS:

Blavatsky e Henry Olcott

  • Ísis Sem Véu, vol. I, II, III e IV (1877)

  • A Doutrina Secreta, vol. I, II, III, IV, V e VI (1888)

  • Glossário Teosófico (editado em 1892)

  • A Chave para a Teosofia (1889)

  • Ocultismo Prático

  • A Voz do Silêncio (1889)

  • No País das Montanhas Azuis

  • Pelas Grutas e Selvas do Hindustão

  • Cinco Anos de Teosofia (artigos da revista The Theosophist)

  • Gemas do Oriente (pensamentos para cada dia do ano)

  • Transações da Loja de Londres

  • Narrativas Fantásticas

  • O Dubar em Lahore (escrito em russo sob o pseudônimo de Radha-Bai)

  • Cartas de Blavatsky para as Convençôes da Sociedade Teosofica nos EUA

  • As Obras Completas de Blavatsky (editada por Trevor Barker)

  • Estudos em Ocultismo

  • Cartas de Blavatsky para A.P. Sinnet

  • Cartas de Blavatsky para sua Família na Rússia

  • Cartas de Blavatsky para William Q. Judge

  • Sonhos

  • Programa Original da Sociedade Teosófica

Fonte: http://www.ocultura.org.br/index.php/Blavatsky

 

   
 
 
 
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